Portadores de Necessidades Especiais e Carreiras Policiais

Por  •  11 jul 2012  •  Direito dos Concursos  •  68 Comentários
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O tema da reserva de vagas para portadores de necessidades especiais em concursos para carreiras policiais parece ter entrado na pauta dos debates sobre aspectos jurídicos relacionados a concursos públicos. O elemento motivador desta discussão, que tem ganho contornos apaixonados, inclusive gerando alguma dose de indignação de alguns, consiste na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de requerimento do Procurador Geral da República, que determinou a suspensão do concurso da Polícia Federal e republicação de edital, para observar a reserva de vagas. Assim, a questão que se coloca para reflexão é: cabe reserva de vagas para portadores de necessidades especiais em concursos de carreiras policiais?

Diante deste debate, duas teses são contrapostas. Uma primeira no sentido do não cabimento, em função da incompatibilidade e limitações para a execução das atividades inerentes aos cargos. Outra se coloca no sentido da observância do principio da legalidade, considerando regra da reserva de vagas, bem como toda a base principiológica e normativa, estabelecida a partir da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III da Constituição Federal), no sentido da tutela inclusiva em favor dos portadores de necessidades especiais.

Porém, apesar de toda a celeuma gerada em torno do atual concurso da Polícia Federal, para a jurisprudência, inclusive do STF, o tema não é novidade.

Conforme decidido do RE 606728/DF, no qual se discutiu o cabimento da reserva de vagas em concurso público para o cargo de agente penitenciário do Distrito Federal, o STF entendeu pelo cabimento da reserva de vagas, sendo que o Tribunal de Justiça e a sentença de 1o grau foram no mesmo sentido. Já no RE 676.335/MG, inclusive envolvendo concurso da Polícia Federal, o STF, reformando decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, reconheceu o cabimento da reserva de vagas. Inclusive, a liminar que suspendeu o atual concurso da PF foi proferida com base na tese de que a última decisão mencionada teria sido desrespeitada.

Mas Apesar da mencionada compreensão, nos referidos precedentes foi adotada a tese de que, se por um lado, cabe a reserva de vagas em concursos para carreiras policiais, por outro, a perícia terá que avaliar se o candidato se adapta. Tal compreensão pode jogar por terra os argumentos no sentido de que não seria lógico reservar vagas, a partir da ideia de que o portador de necessidades especiais não teria condições de exercer atividades típicas da carreira policial.

Inclusive, vale lembrar que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o portador de necessidades especiais pode provar que tem condições de exercer o cargo durante estagio probatório (clique aqui para ler Dignidade da Pessoa Humana e Concursos Públicos).

Agora é aguardar para ver como termina este debate. Mas avaliando o cenário jurisprudencial, já e possível arriscar um palpite.

E você, concorda com a reserva de vagas para concursos de carreiras policiais? Deixe sua manifestação, de maneira respeitosa, em forma de comentário!

68 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. @SagaFederal disse:11 jul 2012 às 10:01 am · Responder

    Primeiro gostaria de deixar claro meu profundo respeito aos portadores de necessidades especiais. Minhas considerações são meramente técnicas em relação ao concurso policial.

    Vamos antes, definir Portador de Necessidades Especias.

    Segundo a lei Lei 10.098/00 Art. 1º, III:

    III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo;

    Como sabermos, o concurso da PF é um dos certames mais complexos que temos no país. O grau de exigência intelectual e física está muito acima dos demais concursos policiais. Ok! até aí tudo bem. Mas como compatibilizar uma limitação de capacidade motora com as atividades policiais? E no TAF que é um dos mais rigorosos e com índices de reprovação acima dos 60% para os não portadores. Como seria isso?? Outra questão seria o Exame Médico. Quem leu o edital sabe a bateria de exames os quais o candidato tem que passar, além da proibição de uma séria de patologias congênita, etc, etc.

    Admitindo que o candidato passe por tudo isso, vamos agora para ANP(Academia Nacional de Polícia). Lá o rigor é ainda maior. Sem contar com disciplinas como Tiro Prático, Defesa pessoal, Técnicas de Enfrentamento e um tanto de outras disciplinas. Como seria isso para um Portador de Necessidades Especiais???

    Enfim, as questões são diversas e, de fato, ao meu ver essa decisão do STF me pareceu incompatível com a lógica e o razoabilidade.

    Recomendo a leitura da nota publicada hoje pela ADPF: http://goo.gl/GKJFX

    Como bem disse o Mestre Neiva, vamos aguardar.

    Não sei se fui claro no meu pensamento, mas qualquer coisa vamos nos falando pelo Twitter.

    Abraços Federais,

    @sagafederal
    sagafederal@gmail.com

    • Rogerio Neiva disse:11 jul 2012 às 12:12 pm · Responder

      Gd Saga, também agradeço sua enriquecedora manifestação!
      E reitero as palavras da resposta ao comentário do Prof Bruno.
      Vcs deveriam estar em audiência pública no STF!
      Abcs!

      • Pedro disse:13 out 2014 às 9:52 am · Responder

        Concordo com as vagas para deficientes físicos,pois existe a área administrativa e a administração publica no estagio probatório poderia julgar se o pne é ou não capaz de exercer o cargo.seguindo a constituição da dignidade humana e todos sejam iguais.

  2. Bruno Zampier disse:11 jul 2012 às 11:04 am · Responder

    Rogério, aproveito a seriedade de seu blog para me manifestar, conforme já proseamos via twitter:

    1 – as carreiras policiais não se confundem com as carreiras administrativas dentro da Polícia Federal. Existem cargos da carreira administrativa nos quais, com toda a certeza, seria e é cabível a reserva de vagas a PNEs;

    2 – a função policial, até por força de lei, exige plena capacidade física e mental. Daí o concurso da PF ser o mais exigente no que se refere a exames de aptidão física, médica e psicológica. Como se enquadrariam os PNEs dentro desta perspectiva? Não prestariam o TAF (teste de aptidão física)? Teriam um médico e psicotécnico diferenciado?

    3 – no exercício dos cargos policiais, é possível que em algum momento o policial esteja afeto apenas a atribuições burocráticas, como gestão de pessoal, licitações, etc. Porém, um PNE necessariamente teria que exercer tal tarefa durante todo o seu exercício funcional, já que evidentemente restringida sua capacidade operacional, na maior parte dos casos.

    4 – isonomia entre os integrantes da carreira – o tratamento diferenciado que deveria ser dado a um PNE não quebraria a isonomia entre os servidores? Alguns não seriam obrigatoriamente mais onerados que outros? Forneço um exemplo real: um delegado que trabalha comigo está, neste momento, em missão em São Félix do Xingu/PA, por 60 dias, no meio do mato, em combate ao tráfico, trabalho escravo e desmatamento. Eu poderia ter sido o designado, e acredito que futuramente o serei. Se um de nós dois é um PNE, vindo nova ordem de missão, ele teria que se deslocar para lá novamente, certo?

    5 – a prevalecer este entendimento externado pelo STF, como ficariam os concursos em andamento, por todo o país? Deveriam ser suspensos? E a carência de pessoal na segurança pública, fato notório, seria ainda mais prejudicada? O argumento técnico seria suficiente para afastar este dado da realidade?

    6 – o que faz um técnico de segurança e um técnico de transporte do Ministério Público Federal? Provavelmente, estes são os nomes dados aos porteiros e motoristas do MPF. Para tais cargos, o próprio órgão ministerial que impugnou o concurso da Polícia Federal, incluiu no edital do último concursos, em 2010: “Para os cargos de Técnico de Apoio Especializado/Segurança e de Técnico de Apoio Especializado/Transporte não haverá reserva de vagas aos candidatos portadores de deficiência, em razão das peculiaridades das atribuições dos cargos.” Um policial, cujo dever é conceder segurança pública à sociedade, pode ser PNE, mas um porteiro e motorista não? Causa, no mínimo estranheza, concordam? Por que não se exige a suspensão deste concurso realizado em 2010, sem a reserva de vagas? Talvez porque o próprio órgão ora impugnante, seja o “violador” da regra constitucional! A velha máxima, aqui se aplica: quem fiscaliza o fiscal da lei?

    7 – se um PNE quiser concorrer aos cargos reservados, se a decisão suspensiva do STF não for revertida (o que será tentado ainda esta semana pela AGU), ele poderá. Teremos pelo menos sete ou oito novos Delegados Federais PNEs. As vagas do concurso são para localidades distantes, a maioria na fronteira com outros países. Como será a vida de um PNE em Tabatinga/AM, Oiapoque/AP ou Pacaraima/RR? Estas Delegacias contam com efetivo extremamente reduzido. Um PNE auxiliaria ou geraria um problema ainda maior, já que estaria sendo preenchida uma vaga por quem não poderia se entregar por completo ao trabalho de polícia de fronteira?

    8 – como seria a participação deste PNE na ANP (academia nacional de polícia), onde metade das matérias exigem esta plena capacidade física e mental? Teria uma academia só para os PNEs? Como seria a classificação para fins de escolha de vagas?

    9 – qual tipo de necessidade especial seria permitida? Todas? A título de ilustração, um policial federal baleado em Belo Horizonte teve uma paralisia parcial das funções de sua mão e braço direitos; foi obrigado pela União a se aposentar, com proventos não integrais.

    10 – todos os policiais federais são obrigados (exigência editalícia) a ter carteira nacional de habilitação no mínimo, tipo B. Como ficaria esta exigência para um PNE? Neste sentido, a PF seria também obrigada a possuir viaturas adaptadas para transporte do próprio policial PNE?

    Enfim, dez outros argumentos seriam igualmente cabíveis. É incrível como o Poder Judiciário e juristas em geral, sem conhecimento real do que seja a função policial, se arvoram em fornecer argumentos frios, desproporcionais e desarrazoados. Sou radicalmente contra teorias da conspiração. Mas, até que ponto, a orquestração de uma medida de suspensão desta, não é feita com o fim de prejudicar o trabalho policial? Fica a reflexão. Aguardemos os próximos capítulos. Foco nos estudos.

    • Rogerio Neiva disse:11 jul 2012 às 12:11 pm · Responder

      Grande Bruno!
      Agradeço a inciativa da manifestação aqui no Blog. E tenho todo respeito por ela, tanto pela autoridade dos argumentos, quanto pelo argumento da autoridade, considerando que você, melhor que ninguém, tem uma visão, inclusive operacional, que poucas teses jurídico-acadêmicas alcançam.
      Considero relevantes todas as colocações que fez.
      Não foi minha intenção no texto emitir juízo opinativo, mas apenas colocar tendências jurisprudenciais.
      Acho que este é uma tema que poderia ensejar audiência pública no STF, para que ouvissem os membros das carreiras policiais, como é o seu caso.
      Vamos aguardar e mais uma vez agradeço a manifestação.
      Abcs!

    • Volnei Carlos disse:13 out 2012 às 12:03 pm · Responder

      Gostaria de comentar a resposta de Bruno Zampier.
      Sou Agente de Polícia Federal e a condição de um Delegado estar em operação “no meio do mato”, etc é mesmo inédita. Sugiro que se faça um documentário deste episódio, pois não é nenhuma regra no DPF.
      Veja bem.
      Imagine qualquer estudioso, com condições mentais normais mas que venha sofrer um acidente automobilístico no Brasil – ENORME PROBABILIDADE – e perde uma perna e um braço. Nestas condições ele deixaria de ter possibilidade de exercer as funções de um Delegado de Polícia. É claro que não.
      Se existe a impossibilidade, qualquer policial com restrições físicas DEVE SER APOSENTADO.
      As condições mentais e cognitivas é que tornam um ser humano diferenciado e capacitado.
      Ademais, 99% dos Delegados de Polícia encontram-se em gabinetes e quando necessitarem digitar um depoimento este será feito por um escrivão de polícia.
      Qual seria o problema?
      Há uma discriminação coletiva aos portadores de deficiência física neste país: SIM EXISTE.
      Basta determinar, no entanto, uma média mínima para a aprovação. O fato de ser deficiente físico por si só não deve ser o suficiente para ser aprovado, deve ter o mínimo de conhecimento.

      Abraços,

      Volnei Carlos

      • FERNANDO FERNANDES disse:11 dez 2013 às 3:41 pm · Responder

        Caro Agente Volnei, louvável a sua colocação, faço das suas palavras as minhas. Respeito a opinião de todos neste blog, mas muitos acham que ser Deficiente Físico é esta incapacitado para qualquer coisa. Como você mesmo citou, os Delegados de Polícia, esses que são (aparentemente) 100% perfeito fisicamente, não saem de seus gabinetes, a não ser para dá entrevistas (sabemos que nem todos os delegados são assim). Inclusive tem aquele dito popular “periquito que canta mas papagaio é que leva a fama”. Sou deficiente físico com atrofia muscular nos membros inferiores, tendo em vista ter nascido com meus pés tortos para dentro. Ao dois anos fiz a cirurgia e fiquei normal, apenas com a cicatrize e deu atrofia muscular (perna fina na panturrilha por ter passado 8 meses com gesso). Levo a vida normal, faço tudo um pouco, pratico atividade física, sou amparado pela Classificação Internacional de Doenças–CID 10 – Q66.0 e Q66.1 – DEFORMIDADES CONGÊNITA DOS PÉS. Atenciosamente – Fernando Fernandes ( futuro Agente da PF – quero ir para a fronteira, já morei em Macapá).

        • Elias dutra dos santos junior disse:7 jan 2014 às 12:00 pm · Responder

          Boa tarde FERNANDO FERNANDES tenho o mesmo CID-10 Q-66, que você e tenho duvida se podemos fazer concursos para área policial sem ser como PNE se poder me ajudar ..meu email é :eliasdutra2005@gmail.com agradeço desde já atenciosamente ..Elias Junior..

  3. Anderson disse:11 jul 2012 às 2:27 pm · Responder

    Creio que a discussão sobre o tema é de suma importância, até para se encontrar os limites da atuação policial, e delimitar a real capacidade necessária dessa atuação.
    Porém ao mesmo tempo acontece em um momento inoportuno, visto o delicado momento de nossas fronteiras, um concurso que a tempos era esperado e que ainda está aquém da real necessidade da nossa segurança.

    O nosso querido procurador geral fora extremamente infeliz quanto ao momento, não precisa ser profundo conhecedor das atividades policiais para ver que os argumentos aqui já postados já bastavam para por um fim à discussão. Qual seria o intuito real em postergar ainda mais o guarnecimento da polícia federal?

  4. Rodrigo Peres disse:11 jul 2012 às 2:46 pm · Responder

    Olá a todos!
    Muito atraente o debate que surgiu após a decisão do Tribunal Excelso.
    Também concordo que para a área policial é temerosa a ideia de que seja possível a participação de todo e qualquer portador de necessidade. Entretanto, acho que a celeuma está sendo exagerada, pois, com essa decisão, estamos ampliando, imaginando demais o seu alcance. Não sabemos ao certo quais tipos de necessidades vão ser admitidas.
    Por certo, não será toda e qualquer deficiência que impedirá determinado indivíduo de exercer a função policial. Portanto, sendo a necessidade completamente incompatível com a atividade defendo não ser possível admitirmos sua entrada na carreira policial. Noutro turno a depender do grau e tipo de deficiência, ou seja, não ser ela totalmente incompatível creio ser possível a participação do PNE no certame.
    Assim, acho que não cabe a qualquer um de nós, a qualquer ser humano, afirmar de antemão que determinada pessoa não possa fazer isso ou aquilo. Ademais, na própria PF vemos agentes e até mesmo alguns delegados fora de forma que se necessitassem correr ou nadar não conseguiriam. Tenho um amigo que não possui parte da perna e necessita usar perna mecânica. Ele sempre jogou bola e praticava natação. Jogava e nadava melhor do que muitas pessoa ditas normais, mesmo sem uma perna.
    Acho que falar para essas pessoas que elas nunca poderão fazer algo é o ápice do preconceito.
    Por fim, temos a aplicação do estágio probatório de 3 anos, onde os PNE terão a experiência de ir para a fronteira e sentir na pele a dificuldade da atividade policial. Não estando aptos, cabe a Administração Pública tomar as medidas que lhe compete. Entretanto, não é admissível estipular fórmulas e afirmar com toda a convicção de que não serão capazes. Agindo dessa forma entendo ser completo preconceito. Acho que a palavra para o momento é ponderação.

  5. Werly disse:11 jul 2012 às 2:48 pm · Responder

    Primeiramente, gostaria de deixar bem claro que não tenho nada contra os portadores de necessidades especias. Na minha opinião é de que não caberia reserva de vagas portadores de necessidades especiais em concursos de carreiras policiais. A carreira policial é muito peculiar. O soldado/agente deve sempre estar apto e pronto para imprevistos, o que o obriga a estar sempre apto fisica e mentalmente. Podemos até dar um exemplo. Imagine que a corporação seja invadida por um grupo de meliantes fortemente armados. No transcurso da invasão adentrem em um setor adminstrativo onde fica lotado um policial PNE. Diante disso, podemos concluir que o servidor além de não estar apto a proteger a sua própria integridade física, não estará apto, também a defender a própria instituição. Esse é apenas um dos exemplos dos quais justificam a incompatibilidade da carreira policial com os PNEs.

  6. Rodrigo Peres disse:11 jul 2012 às 2:59 pm · Responder

    Corrigindo
    “Jogava e nadava melhor do que muitas pessoas ditas normais, mesmo sem uma perna”

  7. Marcos Carvalho disse:12 jul 2012 às 10:28 am · Responder

    Pessoal na opinião de vocês esse concurso poderá ser realizado a prova ainda esse ano?

  8. Leonardo disse:14 jul 2012 às 11:17 am · Responder

    Olha , não sou interessado em concursos da pf , mas sim da polícia civil , mas sempre acompanho, e o que vejo , na maioria dos casos , é o poder público fazendo coisas sem o mínimo de bom senso , casos assim tem aos borbotões , tem que ter bom senso com todo respeito , não da cara… como um deficiente físico vai reagir em ações policiais? pelo amor de Deus nao to acreditando que isso vai deferir , vou acompanhar por aqui.

    • Erika Cristina Nunes de Paula disse:9 jun 2014 às 4:28 pm · Responder

      Caro Sr. Leonardo já leu o livro do Jose Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”. Se não deveria ler. Sou deficiente visual mas o cego é você. Desde quando neste pais delegado fica correndo atrás de bandido?! So aqui no Brsil que deficiente não pode isso não pode aquilo…. Ai as minhas contas chegam em casa rigorosamente todo mês e ninguém me pergunta se eu tenho dinheiro para pagar. Tenho que me virar trabalhar e pagar. Ninguem tem pena de mim porque sou deficiente. Primeiro que não preciso disso e não estou pedindo isso. E errado trabalhar?! Nos Estado Unidos e em toda União Europeia os deficientes trabalham. Tanto nas forças armadas como nos demais órgãos e em presas privadas. E so aqui que somos alvos de PRECONCEITO. Pois é Sr. Leandro você é um PRECONCEITUOSO. E nem preciso enxergar para ver isso. Obrigada!

      • Wilson da silva disse:10 ago 2015 às 2:57 pm · Responder

        Boa tarde!
        Olá Eriçados Cristina, meus parabéns pelo seu comentário pois sou monoocular e vim a ser aprovado em primeiro lugar de técnico do mpu de 2015, passei pelas fases e a cespe veio a me colocar inapto nos exames médico pelo mesmo laudo enviado no ato da inscrição, estou entrando no judicial. Puro preconceito.

      • BISPO DOS SANTOS disse:3 jan 2016 às 2:58 am · Responder

        Concordo com vc, só aqui no brasil, esses sem noção a chão que a atividade de policial e mais que qualquer outra de juiz, promotor, desembargador, isso de teste físico e coisa do passado não estou indo pra olimpíada, vou trabalhar em mais uma repartição publica como outra qualquer, onde tem simples pessoas, não Superman não o Batman, o Homem Aranha.

  9. José Aparecido. disse:15 jul 2012 às 9:50 am · Responder

    Eu sou portador de deficiência e acho que pode ter vagas de livre concorrência e não reserva para alguns tipos de defiências .Como no caso de uma pessoa que possui visão monocular.Ela pode ter habilitação na categoria A e B(também queria saber o fundamento da limitação às outras categorias de cnh?), não precisa de ajuda de ninguem para se locomover,atira igual a qualquer um e pode reprovar ou passar no teste de aptidão fisíca igual a qualquer um.

  10. Robson disse:17 jul 2012 às 11:46 am · Responder

    Prezados, concordo em parte. Acredito que certas deficiencias são compatíveis sim. O problema é que algumas deficiências não são limitantes, aliás, nem deveriam ser consideradas como deficiencia, mas no caso, se enquadram na jurispridencia como tal.
    Uma pessoa que não tem um dedo da mão é considerada deficiente e isso não é limitação nenhuma. Por sinal, conheco e vi um “PNE” com visão monocular dando um pau em 3 pms. Só conseguiram parar o cara apontando a arma.
    Então, o que me dizem desses pseudos PNEs?

    • Erika Cristina Nunes de Paula disse:9 jun 2014 às 4:38 pm · Responder

      Presado Sr Robson é muito simples estes tais “pseudos PNES” que você diz não tem os mesmos direitos que você tem. Por exemplo um com visão monocular não pode dirigir ônibus; imagine um “pseudo PNE” que tenha apenas NOVE dedos procurando um emprego de digitador. Não preciso de falar o resultado da entrevista preciso?! E simples todos nos somos iguais perante a lei esta na nossa Constituição. Se não querem que estes “pseudos PNES” tenham os mesmos direitos de outros PNEs dê a eles a mesma oportunidade que você tem por exemplo. Enquanto o “pseudos PNES” batendo nos policiais vamos fazer um ranking de “pseudos PNES” que batem em policiais e de pessoas que não são PNE que batem em policiais. Exceções sempre irão haver o que não pode é privar todos de seus direitos com esse tipo de argumento.

  11. Frederico disse:20 jul 2012 às 1:20 am · Responder

    Boa noite a todos.
    Com relação à diabetes mellitus, na qual a pessoa é insulinodependente,
    qual é a opinião de vocês?
    Quem é portador não é considerado PNE, porém o edital da PF não permite a nomeação no cargo.
    Com a Jurísprudência do STF, será que haverá alguma medida para esse tipo de doença? Pois se ela for bem controlada, não impede em nada as condições físicas e mentais do portador.

    • Carlos Alves disse:6 ago 2012 às 5:09 pm · Responder

      Faço a pergunta do amigo acima, a minha também. Sou portador de diabetes mellitus (tipo 1) a mais de 10 anos e a tenho controlada. Até hoje nenhum tipo de problema tal como perda visão ou problemas circulatório ocorreram comigo. Levo uma vida tão perfeita quanto ao de uma pessoa que nao possua essa disfunção.

      Há alguma chance caso venha a superar as provas teóricas e práticas? Ao conversar com um advogado, o mesmo me relatou que existe possibilidade de ingresso através de mandados de segurança.

  12. Fabio Gonçalves Pereira disse:9 nov 2012 às 3:58 pm · Responder

    no ultimo concurso da Policia judiciaria civil do Estado de Mato Grosso,foi reservada 06 vagas para PNE, e os mesmo deram um shou em muitos candidatos que se diziam normais desde as prova objetivas quanto fisica.
    muitos canditados se revolta por saberem que sendo reservado tal porcentegem a AMPLA concorrencia almenta pois terao que estudar muito mais pelo motivo das vagas diminuir.

  13. Fabio Gonçalves Pereira disse:9 nov 2012 às 4:11 pm · Responder

    no ultimo concurso da Policia judiciaria civil do Estado de Mato Grosso,foi reservada 06 vagas para PNE, e os mesmo deram um shou em muitos candidatos que se diziam normais desde as prova objetivas quanto fisica.
    muitos canditados se revolta por saberem que sendo reservado tal porcentegem a AMPLA concorrencia almenta pois terao que estudar muito mais pelo motivo das vagas diminuir.
    obrigado Rogerio Pelo Espaço

  14. Juliana disse:13 nov 2012 às 2:35 am · Responder

    Olá gente pelo jeito sou a única mulher que irá comentar por aqui, olha tenho uma dúvida enorme sobre esses caso de portadoreS de DEFICIÊNÇIA FISICA , no edital deste ano pelo que eu li excluia muitas gente com doenças patologicas, mas qual grau de deficiênçia seria para uma pessoa participar pois tenho perda pouca de audição,mas trabalhjo normalmente em orgão público gostaria de far o concurso para Poliçia Federal mas como se preparar se posso ser barrada por isso não tem como saber me ajudem se alguém puder me dar um incentivo to precisando, esse problema de audição nunca me impediu de nada a única coisa que um médico me disse que não poderia ser musicalista,,, o resto era normal é uma dúvida será que tenho que esperar o novo edital?

  15. Humberto disse:13 nov 2012 às 10:19 pm · Responder

    Olá pessoal, me desculpem mais estou sentindo que aqui tem um monte de gente ignorante, preconceituosa e que está generalizando todos que tem algum tipo de deficiência física, achando que deficiente físico é um indivíduo com retardo mental, paraplégico ou que lhe falta algum membro necessário para as atividades laborais diárias de um policial . Gente existem N tipos de deficiência e muitas delas não incapacitam o indivíduo em nada no que tange as atividades de um policial. É certo que uma pessoal deficiente física que se enquadra nestas que citei acima não é nada coerente e sim inviável ela participar de um concurso para policial e disso ela mesmo já é ciente, embora como já citado por outros colegas, têm muitos deficientes físicos que conhecemos que dariam de 10 a 0 no teste de aptidão física em muitos considerados normais neste concurso da policia federal. Um exemplo é um alpinista com uma perna mecânica que escalou o Mont Everest 8,850mts de altitude, enfrentando o que dizem ser um feito quase impossível pela maioria dos seres humanos. O que dizer disso! Tem um depoimento na net de um candidato que foi desclassificado pela junta médica em um concurso porque estava com o colesterol alto, gente isto é um absurdo! Se controlado, no que isso irá incapacitar o candidato! Tenho um deficit de audição em um dos ouvidos, o outro é perfeito, vivo perfeitamente normal, faço de tudo, nado, corro, faço academia e sou servidor público à mais de 20 anos e isso nunca foi problema pra ninguém e muito menos para min. Usando um pequeno aparelho para corrigir esse problema e assim ouvindo perfeitamente dentro das normas especificados no edital do concurso eu não vejo o porque não poderia participar, se fosse pensar assim quem usa óculos também não o poderia, pois também não é uma deficiência? Não seria muito mais provável em uma perseguição onde o policial teria que correr atrás de um meliante ficar sem seus óculos do que perder um dispositivo que fica quase interno no ouvido. Olha, respeito a opinião de todos e tenho no meio ponto de vista que as coisas fogem muito além do nosso próprio umbigo, tenham uma visão mais ampla sobre determinados assuntos, pois estão tratando com seres humanos que pensam e tem sentimentos como a grande maioria dos deficientes físicos. Me desculpem o desabafo pessoal e sei que muitos aqui vão achar que sou um babaca e posso até ser mesmo, mais como os que se dizem normais, os deficientes também tem que ter o direito de pelo menos tentar, e acho que é para isso que serve os 3 anos de estágio probatório.

  16. Adriano Souza disse:6 dez 2012 às 11:08 pm · Responder

    Boa noite a todos!
    Em primeiro lugar quero parabenizar este blog do Dr. Rogerio Neiva, que aborda um tem social de maneira imparcial e bastante valoroza.

    Tenho 33 anos sou deficiente físico e meu CID é 10-Q66 (deformidade congenita nos pés), Ao longo de meus anos, fiz 13 cirurgias corretivas e não pensem que é ou foi por que minha deficiência é complexa, mas sim, por que os sistema único de saúde não fornece boas condições de tratamentos em todos os estados no país.
    Aos interessados, saibam que se eu estiver calçado minha deficiência é imperceptível. Não uso aparelhos, não tenho dificuldades na locomoção e não tenho limitações absolutamente nenhuma. Ainda sobre este ponto, corro, ando de bicicleta, jogo futebol, carrego peso e enfim faço todas as atividades que qualquer um indivíduo faça.

    Por outro lado quero parabenizar alguns comentários, pois percebo que enxergam diferenças entre os tipos de deficiência existentes. Em específico, quero parabenizar o sr.Volnei Carlos pelos ricos comentários, mas preciso inserir alguns outros pontos para valorizar ainda mais este debate! A verdadeira deficiência esta na incapacidade intelectual do ser humano em compreender o óbvio; A inserção de vagas para deficientes é inserida em nosso ordenamento jurídico de maneira inequívoca e sem obscuridade.

    A sociedade as vezes enxerga circunstâncias onde não existem, e eu espero que nossos magistrados e específico a Excelentíssima Dra. Carmem por mais tempo que demore vote de maneira a não restar dúvida quanto aos direitos iguais.

    Gostaria que soubessem, que estou a disposição de nossos governantes para passar por qualquer processo de seleção, seja mental ou físico. Pois poderia provar de maneira muito segura que existem capacidades diferentes para seguirmos profissão e cada setor da polícia brasileira, seja civil, militar, federal ou até no exército.

    Agradeço a todos pela explanação sobre o assunto.

  17. Jackson disse:1 jan 2013 às 10:09 pm · Responder

    Acho interessante a posição do stf, pois tenho uma deformidade no dedo da mão esquerda e isso não me impede de nenhum exercício mas pelos critérios da inspeção médica eu estaria reprovado.

  18. Jesrael Batista disse:14 fev 2013 às 7:26 pm · Responder

    Olá, cheguei atrasado na conversa, mas quero expressar minha opinião. Os concursos para polícia no geral proíbem portadores de visão monocular, o que eu acho estranho, pois a visão monocular não é considerada deficiência (só em alguns estados) mas impede o ingresso na carreira policial. Porém eu desconheço o real motivo, sou portador desta “deficiência” desde os 10 anos de idade. Contudo isso pouco interfere na minha vida, eu tenho algo em torno de 20 ou 25% do campo visual reduzido, mas nunca me atrapalhou em nada. Alias atrapalhou meu desejo de ser policial, muito se fala dos riscos e do duro treinamento, mas questiono o quão duro ele é. Pois tenho amigos de condições físicas ridículas que se formaram na Pm no PR, e eu aposto que são muito poucos os policias que tem força e resistência física para bater de frente comigo, afinal sou campeão paranaense de Muay Thay 77 kl absoluto.

    • Willian Tavares de Miranda disse:12 mai 2015 às 11:39 am · Responder

      Identifico-me com o seu depoimento, colega.
      Também sou PNE, de visão monocular, e não vejo problemas em participarmos das carreiras policiais, visto que, no meu caso, tenho bom porte físico e boa condição de exercer a função policial. Vejo que são o TAF, o curso de formação e o estágio probatório que podem nos impedir. A legislação precisar regulamentar, de forma eficiente esse assunto.

  19. klaiton disse:9 abr 2013 às 3:43 pm · Responder

    Olá!!
    Hoje sou uma pessoa considerada com limitações fisicas. devido uma queda de laje. perdi os movimentos do pé esquedo de eversão e iversão assim com um pouco de movimento frontal, por esse motivo não tenho arrancada em corridas e não posso correr pela a perda dos movimentos, o médico responsasvél pela a minha recuperação afirmou que minha condição e permanente, e com isso devo procurar trabalho onde minha condição e um pouco sentado e um pouco em pé, e com isso segundo ele sou considerado um portador de necessidade especial, e em concursos públicos devo ser enquadro neste campo. por essa limitação.
    Não sou inapto só não posso é ficar por muito tempo em pé e realizar os teste de resistencia como corrida, mais flexão e abisominal estou apto.
    irei prestar concurso agora recente para policia civil do estado do Pará e espero que eu seja aceito como portador de necessidades especiais.

  20. Vinicius M. T. da Costa disse:21 mai 2013 às 10:32 am · Responder

    Gostaria de dizer que sou CID-10 Q-66, e fiz concurso para a policia Militar , fui aprovado , passei no Curso de Formação, passei estagio probatório –sendo membro do pelotão de operações especiais POE do BOE.
    Se não bastase, nunca concorri a vaga como deficiente fisico.
    A diferença corporal genetica nunca me excluiu, e alguns aqui nesse bate-papo querem dar palpite furado…
    Há diferenças corporais que não impedem atividade laboral.
    Falar generalidades não é o que a decisão do STF galga.
    Ela é especifica a declarar que se havendo aptão o candidadto poderá fazer parte do quadro .. leiam a decisão. Não me vali dela, mas entendo legal e moral , além de muito ética.

  21. Mateus disse:13 jan 2014 às 6:02 pm · Responder

    Prezados,

    Deixo aqui minha total indignação com o concurso da PF, o qual reservou vagas para PNES,mas reprovou todos nos exames ao não desprezar a deficiência ao analisar os casos de incapacidade.Todos sabemos que a compatibilidade deve ser analisada durante o estagio probatório e não previamente.Sou portador de visão monocular e tenho um amigo com o mesmo problema.Ambos eramos militares(oficiais do exército) e desempenhávamos todas as atividades de forma satisfatória,inclusive sendo atletas de pentatlo(obs: olho diretor não apresentava problemas).Diante disso pergunto: Se desempenhamos por longos anos nossas atividades nas forças armadas porque fomos inaptos na PF? não vejo resposta para isso.Espero que o judiciário corrija a injustiça! Abraço.

    • Malu disse:24 mar 2014 às 5:40 pm · Responder

      Olá Mateus, nos mantenha informados sobre os acontecimentos a respeito das vagas de PNE, e oque o judiciário decidiu a respeito!!
      Boa sorte.

    • Gilvan Júnior disse:5 ago 2014 às 12:24 am · Responder

      Olá amigo Mateus, por favor mantenha-nos informados sobre o assunto que houve com você. Eu estou estudando para as polícias civil e federal, e sou portador de visão monocular, onde meu olho diretor tbm não apresenta problemas, fiz inclusive cirurgia refrativa, mas meu olho danificado não volta mais a enxergar, tenho cerca de 15% da visão dele.
      Se não for pedir muito e puder entrar em contado comigo pelo e-mail: sk8junior18@hotmail.com

      Fico muito agradecido e boa sorte em sua luta amigo.

    • Johnny disse:16 out 2014 às 10:16 am · Responder

      Olá amigo, você serviu antes ou depois de se tornar monocular? As forças armadas não tem restrição quanto à isso?!
      Queria muito tentar um concurso para Oficial do Quadro Complementar mas até então imaginava que existia essa barreira.
      Se souber me responder serei muito grato.
      Um abraço!

  22. Gizelle AGuiar disse:14 mar 2014 às 11:16 am · Responder

    Realmente alguns concursos para carreiras policiais e das forças armadas possuem um Edital difícil de entender e que me revolta como Portadora de Diabetes Mellitus Tipo I há 22 anos e sem nenhuma sequela, com controle perfeito segundo os médicos. Se eu não contar às pessoas que sou diabética ninguém desconfia. Vivo ouvindo que devo ter uma vida normal e esses editais de concurso me tratam com preconceito. Não presto esses concursos pelo desgaste que uma aprovação me acarretaria. Sou servidora pública estadual há 9 anos e não tenho nenhuma licença médica. Se dissesse na inspeção médica que não tenho diabetes passaria com certeza. Acredito que os diabéticos deveriam se unir para que o governo tomasse uma posição com relação à restrição para diabéticos em concursos públicos. Temos os deveres de qualquer pessoa “normal”, mas os direitos são em muitos aspectos cerceados.

  23. ROBSON BEZERRA PORTO disse:25 mar 2014 às 12:51 pm · Responder

    respondendo, sou pne. toco 9 instrumentos, faço jiu-jitsu sou graduado e um dos melhores na minha categoria, faço caça esportiva, tenho boa pontaria.

    sabe qual a definição de PNE pra mim?

    alguem que faz tudo que vc faz em seu com suas limitações. mas faz.

    • leidimar de moura siqueira disse:11 nov 2015 às 2:06 pm · Responder

      Parabéns. Na realidade para mim deficiente é quem entra em algum órgão público com a idéia de enriquecimento rápido sem contribuir com nada para o setor onde esteja locado. Resumindo: tem muios deficientes por aí.

  24. ROBSON BEZERRA PORTO disse:25 mar 2014 às 12:52 pm · Responder

    em seu tempo

  25. Luisa disse:3 abr 2014 às 10:51 am · Responder

    Prezados, sou diabética insulino dependente (Tipo 1) pretendo concorrer as vagas em concursos públicos gostaria de saber se me reservo as vagas para deficientes físicos e, se sim, em que CID me enquadro!?? Desde já agradeço a atenção.
    :)

    • Mariane Magna disse:4 set 2015 às 3:14 pm · Responder

      Acredito que você não seja considerada deficiente físico. De qualquer forma isto deve ser atestado por um especialista da sua área. Procure um médico e se for o caso, ele vai lhe dar um CID.

  26. Salvador Ferreira do Nascimento disse:18 set 2014 às 9:23 am · Responder

    Parabéns, Rodrigo Peres. Faço minhas as suas palavras. Falou pouco, mas, disse tudo aquilo que eu queria dizer. Eu também sou deficiente físico, tenho agenesia congênita da mão esquerda. No entanto a minha deficiência nunca limitou a minha capacidade laborativa. Trabalhei primeiramente como ajudante geral na Mercantil Importadora e Exportadora Merimex Ltda e depois, fui auxiliar de Almoxarife nas Indústrias Alimentícias Maguary S.A, professor nos 04 (quatro) principais colégios da mindade, Bonito-PE, escriturário do banco do Brasil, Líder administrativo da AVAPE-SP, Técnico bancário da Caixa Econômica Federal, Advogado da CDHU-SP e finalmente Analista em Direito do Ministério Público do estado de Minas Gerais. Agora, gostaria de participar do concurso da Polícia Federal, para o qual me considero capacitado e tenho certeza de que como atuei de forma compatível em todos os cargos que exerci, na Polícia Federal, também serei capaz de atuar de forma compatível com as atribuições do cargo. Só espero que deixem de ficar procurando chifre em cabeça de cavalo e deixem os portadores de necessidades especiais prestarem o concurso. Com certeza, cada deficiente avaliará seu grau de deficiência antes de se inscrever para determinado concurso, e verá se a sua deficiência é ou não compatível com as atribuições do cargo ao qual está concorrendo. Gratos,

    Salvador,

  27. Antonio Augusto Ferreira Santos disse:27 out 2014 às 7:31 pm · Responder

    Boa noite internautas.
    Sou PNE e tenho interesse em ingressar na PRF.
    Em razão de um acidente de moto, fraturei a perna esquerda, rompendo ligamentos do joelho.
    Resta-me, após o tratamento, discretos bloqueio articular e instabilidade do membro.
    Há alguém que tenha conseguido ingressar na carreira policial em situação semelhante?
    Se puder compartilhar sua experiência ficaria agradecido.
    Obrigado e bons estudos.

  28. eder disse:6 jan 2015 às 12:17 pm · Responder

    Bom dia!!!!!
    Também não entendo as pessoas me veem como uma pessoa normal…..
    Mas quando me alistei perdi o emprego no qual estava como estagiário por faltar, devido as obrigações militares no ultimo exame no qual era o da visão fui reprovado por não enxergar bem com o olho esquerdo ( visão monocular ) no final das contas fiquei sem o emprego…..
    Fui casado com umas policial militar no qual sem óculos ela enxerga bem menos que eu, mas ela é apta para a profissão e eu não…..entrei em contato com a Brigada Militar eles alegaram que se meu outro olho fosse ferido não conseguiria dar um tiro…..perguntei ao policial se minha esposa perdesse os óculos e ele não soube me responder …
    Grato…..

  29. Descriminadores disse:1 mar 2015 às 3:29 pm · Responder

    Sou PNE, visão monocular, no entanto não tenho limitação para nem um tipo de atividade física, já fui agente penitenciário, corri atras de preso fugindo no meio do mato, dentre todos agentes quem conseguiu recuperar o preso fui, o único PNE QUE estava de plantão, já fui policial civil corri atrás de bandido prendi, fiz de tudo

  30. Descriminadores disse:1 mar 2015 às 3:43 pm · Responder

    Primeiramente devo relatar que sou PNE – visão monocular, no entanto não tenho impedimento para nada, já fui agente penitenciário por 4 anos, corri atrás de preso fugindo no meio do mato, juntamente com meu colegas de serviço, quem conseguiu alcançar e recuperar o preso fui Eu (PNE), já fui policial civil, troquei tiro com bandido, prendinha preso vazia todas investigações como qualquer pessoa normal, agora vem pessoas como algumas de vocês que acham que os deficientes não poder ser um delegado de policial, com todo respeito se não fosse a conta não poderíamos nunca exercer esta função, pois na avaliação médica não aceitaria, tivemos comentários que bandido invadindo delegacia que o deficiente não podeira se defender, agora lhe digo meu filho bandido já invadiu delegacia no meu estado prendeu delegado normal agente de polícia normal e o escrivão, acredito que não foi só aqui que aconteceu isso, portanto me polpe com certo tipos de comentário, sou PNE e na academia de polícia fui 4º melhor atirado da turma dentre os 86 que tinham, realizei todos os teste físicos, agora vem vocês alegando que um PNE não pode ser um delegado, quando era agente penitenciário sempre trabalhei atendo com minha segurança, nunca fui refém, muitos amigos já foram, portando vocês que acham que um PNE NÃO PODE SER DELEGADO DEVE REVER SEUS CONCEITOS, pois do mesmo jeito que um PNE NÃO CONSIGA APROVAR NO TESTE FÍSICO TEM AS PESSOAS NORMAIS (NÃO PNES) QUE NÃO CONSEGUE APROVAÇÃO… tenho dito.

  31. estefane correia disse:9 mar 2015 às 11:15 pm · Responder

    tenho 19 anos,sempre fui apaixonada pela vida militar meu sonho sempre foi seguir esta carreira.mas,por um trágico acidente minha vida acabou por algum tempo estava desistindo até de mim, porque o que tanto quero estava desaparecendo do meu alcance.
    más quando surgiu a discussão de pessoas que tenham algum tipo de deficiência poderem participar de todos os concursos,um novo momento pra mim se revelou talvez uma nova chance, um novo momento, para mim tentar outra vez, e não desistir de mim.
    graças a Deus com meus esforços, com a minha desobediência, não obedeci o fracasso.tenho duas hastes dentro da minha perna, mas vivo como todo mundo a minha única limitação é não dobrar 180° da perna mas dobro 90° o que já é importante; para correr, sentar, fazer as coisas normais do cotidiano. piloto moto, dirijo carro,até boxe eu treino as vezes. não encontro nenhuma dificuldade, a força na minha perna voltou! e a minha esperança também .

  32. laurindo filho disse:4 abr 2015 às 7:10 pm · Responder

    Ola amigos tambem sou pne baixa visao tambem vou fazer o concurso para delegado de policia civil dia 26de abril, vamos conseguir provar q somos capazes ate m
    as.

  33. Roosevelt disse:20 abr 2015 às 3:36 pm · Responder

    Sou CID 10 S14.3, dirijo normalmente um carro automático, e poderia portar uma arma tranquilamente. perdi a funçao motora do membro esquerdo, e sou destro. A única coisa que não consigo mais fazer, é lavar minha axila direita…meu ponto de vista é: Realizar os testes com o PNE antes de realizar a prova escrita. Trocar as bolas nesse caso, faz-se o físico primeiramente e depois o escrito…

  34. MESSIAS SIRTULI disse:23 abr 2015 às 10:23 am · Responder

    Olá á todos.

    Primeiramente gostaria de expressar que é válido tal debate de opiniões, uma vez que, enriquece em argumentos o tema em questão.
    Sou PNE, portador de visão monocular e não tenho problema algum em desenvolver quaisquer atividades tanto operacional quanto administrativa.
    Vejo que é razoável o entendimento do STJ quanto à referida avaliação de compatibilidade entre as limitações do candidato e o cargo deva ocorrer não no âmbito do concurso, mas do estágio probatório (REsp 1.179.987-PR), mesmo porque o TAF é aplicado a todo PNE de igual forma que ao candidato normal, ou seja, não há privilégios para o PNE, mantendo-se igualdade de condições entre os participantes.
    Não vejo problema em ser PNE e ser um policial.

    • Mariane Magna disse:4 set 2015 às 3:04 pm · Responder

      Entendo que os candidatos devem concorrer em igualdade de condições entre sí, candidatos com deficiência, não com os demais. O certame deve criar medidas compensatórias para os candidatos PcD e elaborar provas físicas que respeitem suas necessidades. Por exemplo, minha deficiência é motora, no pulso, e por isso não posso fazer a prova de barra fixa, muito pedida nos concursos, mas isso não me impede de exercer o cargo e de praticar todos os demais exercícios.

  35. Willian Tavares de Miranda disse:12 mai 2015 às 11:25 am · Responder

    Sou a favor da reserva de vagas a PNEs, em cargos para áreas policiais, sim.
    Devemos avaliar que nas carreiras policiais (todas) há vagas de áreas administrativas, ou de atividades burocráticas/subsidiárias sendo ocupadas pelo efetivo de agentes ‘normais’ (sem deficiência).
    Nesse caso, há que se avaliar a capacidade do candidato para execução das atividades da vaga, em espécie, sabendo que existem deficientes físicos, mentais, auditivos e deficientes da visão (de visão monocular, baixa, ou estrábica).
    Caso a deficiência seja compatível com as atividades do cargo, não há porque privar o seu portador de concorrer aos concursos destinados às vagas em questão. E para saber isso tem o TAF, bem como o curso de formação, realizado pela corporação, além do estágio probatório.
    O que tem que ser bem definido é que nem todos os policiais estão nas ‘ruas’. Alguns (em grande quantidade) estão ocupando vagas de cargos comissionados, executando atribuições diversas de agente de polícia, dentro das carreiras policiais.
    Desta forma, há como abrir oportunidade aos PNEs, visando o preenchimento, por eles, das vagas de polícia ostensiva e judiciária.

  36. MARCO AURELIO disse:10 ago 2015 às 9:13 am · Responder

    Quando se falam em deficiência, imaginam logo alguém limitado em uma cadeira de rodas. Tenho 37 anos, sou surdo desde os 17 anos, decorrente de meningite. Falo normalmente e tenho aptidão física normal. Atualmente faço uso de uma prótese coclear , que me permite levar uma vida normal. Pergunto eu, qual seria o impedimento pra eu entrar na PF? Observei que no último concurso (2014), os deficiente que foram aprovados nos exames físicos, foram reprovados na perícia médica.

    Abs!

    Marco

    • Mariane Magna disse:4 set 2015 às 3:00 pm · Responder

      Só são abertas vagas para candidatos PcD por ser exigido em lei, Marco, mas eles tentam (e conseguem) nos reprovar dentro dos próprios editais e dos testes. Estou na mesma situação que você. Abraço.

  37. Mariane Magna disse:4 set 2015 às 2:57 pm · Responder

    Sou candidata com deficiência e participo atualmente de um certame pra Guarda Municipal onde tive que entrar com um mandado de segurança para que a banca fizesse uma prova física que atendesse as minhas necessidades como PcD. O resultado me foi favorável, mas a banca ainda não se manifestou. A organização do concurso já tem conhecimento sobre o meu caso e é bem provável e cômodo que tentem me reprovar na avaliação psicológica, próxima fase do concurso, a fim de me reprovar, real intenção da prova física que foi elaborada sem respeitar as minhas condições.
    Posso perfeitamente exercer todas as atribuições do cargo, sem qualquer prejuízo à instituição, sem comentar que também existem funções administrativas dentro da guarda municipal e das demais forças armadas.

    Me sinto desonrada e envergonhada como cidadã com deficiência.

  38. Diego disse:23 out 2015 às 12:07 am · Responder

    Ola,caros amigos..gostaria muito que alguem me ajudasse..sou monocular e gostaria de fazer prova pra policia militar aqui do meu estado.. so que eles nao reservam vagas a deficientes.. o que eu faco ? Faco a prova e após a reprovação entro com recurso ? Ou nao posso me inscrever nesses tipo de concurso.. por favor,se alguem puder,me ajude..grato !!!

  39. leidimar de moura siqueira disse:11 nov 2015 às 1:59 pm · Responder

    Vejo que isto não é tão comum em acontecer com os PNE. Tenho um filho com 23 anos, estudioso e apaixonado com a carreira policial; porém os obstáculos que ele tem que atravessar são muitos. Acredito e vejo quem realmente é o nosso país diante da discrepância em não observar os valores que eles tem e da sincera vontade de colaborar para a nossa própria evolução e proteção.
    Brasil: país dos excluídos que maqueiam essa imagem com propagandas e eventos
    sem efeitos.
    Direitos iguais já……

  40. DiogenesN disse:7 jan 2016 às 2:11 pm · Responder

    Boa Tarde, Sou portador de deficiência ocular, sou enquadrado como Mono ocular, e apesar de uns serem a favor e outros contra , minha opinião é que somos capazes de passar nas provas mas acredito que só poderíamos acupar algumas vagas principalmente nas areas adm, informatica, em alguns casos alguns portadores de deficiências tem mas capacidade de passar em qualquer prova do que pessoas “NORMAIS” seja ela escrita ou como o TAF, no meu caso apesar de ter baixa visão no olho direito eu pratico esportes como : Futebol, Volei, Ciclismo e não teria dificuldade nenhuma em realizar as provas escritas e TAF, vou fica de olho no próximos concursos das Policias.

  41. Marcelo Vieira disse:12 jan 2016 às 11:06 am · Responder

    Não sei se devemos aniquilar o PNE da policia, haja visto que existe diversas atividades que um portador de necessidades especiais pode realizar uma delas é administrativa. Acredito que a avaliação pessoal seria o melhor caminho para decisão.

    Eu sou um grande exemplo tenho uma patologia chamada de charcot, que são a queda dos ossos dos pés tive uma amputação de um dedo e sou considerado PNE entretanto tenho uma vida mais em uma avaliação fisica certamente o preconceito me excluiria do processo, a questão é a seguinte sou estudante de direito, formado em segurança do trabalho e meu maior desejo era ser policial civil e trabalhar na área de segurança do trabalho dentro da corporação mais o que fazer se o preconceito impede ,,,

  42. Marco Antonio Pulizzi Cipriano disse:15 jan 2016 às 2:20 am · Responder

    Quando eu leio certos comentários isto me faz lembrar de um colega de faculdade da UNIFESP. ( Se você é cadeirante e faz tudo aqui imagine se não fosse )sou cadeirante e dou aulas para futuros médicos, sou formado em biologia medica e faço pós- em imunologia, USP ,tenho especialidade em biologia molecular e celular, atuo como professor já dito, sou perito forense, na realidade atuo na superientenderia da policia civil, sou da USP, e os relatórios não saem se eu não assinar, acho que tem muito preconceitos, nós não queremos famas ,e aplausos só exigimos os nossos direitos que são constitucionais, nós peritos não condenamos e nem absolvemos apenas fazemos valer ás leis.

  43. Rodrigo disse:2 fev 2016 às 12:50 am · Responder

    Gostaria em primeiro lugar lovar a Deus pelo depoimento do Dr.Marco Antônio,é muito triste ver e saber que nós que somos PNES, e que temos condições, capacidade intelectual…Somos ainda excluídos das carreiras polícias, órgãos públicos que não respeita os Pnes

  44. Rodrigo disse:2 fev 2016 às 12:56 am · Responder

    Gostaria em primeiro lugar lovar a Deus pelo depoimento do Dr.Marco Antônio,é muito triste ver e saber que nós que somos PNES, e que temos condições, capacidade intelectual…Somos ainda excluídos das carreiras polícias, órgãos públicos que não respeita, e nem aceita os Pnes,pois, fica notório o tão grande preconceito para conosco. Logo, que poderiamos contribuir muito, mesmo que fossem nas áreas Administrativas. Fica aqui o meu repúdio ao gritante preconceito com os PNES nas carreira policiais. Vcs têm matado o sonho de muitos.

  45. Jessica disse:29 mar 2016 às 2:41 pm · Responder

    Primeiramente Boa Tarde gostaria de tira um duvida sou Portadora de Deficiente e gostaria de prestar um concurso pra policia federal só que não sei que posso sou Deficiência Auditiva Bilateral em qual área que posso estar realizando
    obrigada

  46. SANTOS disse:30 mai 2016 às 12:16 pm · Responder

    Olá!

    Sou deficiente físico e estou prestando concurso para Polícia Civil. Minha deficiência é uma má formação congênita em uma de minhas mãos, mas que não é nenhum empecilho para minhas atividades. Pratico atividade física (musculação) e consigo fazer TODOS os testes do TAF previsto no edital. Estou com receio em não ser aprovado, pois minha CNH é de categoria B que é pedido no edital, mas tem uma observação para veículos automáticos. Quando fui tirar a habilitação, fiz os testes de força e aptidão tudo normal, mas um médico da junta me sugeriu colocar a restrição, pois eu teria vários benefícios. Sempre dirigi veículo normal, mas concordei pelas vantagens que tinha direito. Procurei me informar e vi que tenho a possibilidade de recorrer para ser retirada a restrição, mas tenho receio de que isso não seria necessário, assim perderia o benefício desnecessariamente. Estou me preparando para o concurso já algum tempo, sempre tive vontade de ingressar na carreira policial, especificamente na Policia Civil, mas devido a não ter a oportunidade nunca participei de nenhum concurso. Agora, vou para a prova com a “cara e coragem”, espero que dê tudo certo. Acho que não haverá impedimento, pois como falei, preencho todos os requisitos previstos no edital, mas como sabemos, ainda existem muitas coisas que nós deficientes físicos temos que enfrentar, mas não vamos nos deixar abater, vamos à luta!

  47. SANTOS disse:30 mai 2016 às 12:18 pm · Responder

    Conforme for, volto aqui para deixar meu depoimento.

    Um grande abraço!

  48. Vitoria Corrêa disse:7 out 2016 às 11:49 am · Responder

    Acho necessário essas vagas. Por exemplo meu maior sonho é ser policial e as pessoas dizem que não posso ser pois tenho deficiência e isso é injusto.

  49. Elhie Selassier disse:12 mar 2017 às 7:52 pm · Responder

    Primeiramente boa noite . Queria tirar dúvida é saber .Sou deficiente auditivo tenho 43% perda nos 2 ouvidos .Poderia prestar uma prova ou um concurso pra polícia .Em qual área poderei realizar . Obrigado fico no aguarde.

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