A Técnica de Resumos: Vale a Pena? Como Fazer!

Por  •  17 jan 2012  •  Aprendizagem, Como se Preparar  •  20 Comentários
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Você acha que vale a pena fazer resumos? Caso já seja adepto dos resumos, construiu ou se apropriou de alguma técnica para a elaboração?

 O objetivo do presente texto consiste no desenvolvimento de algumas considerações sobre a elaboração de resumos nos processos de estudo. Mas a intenção não é de que o tema seja esgotado neste texto, de modo que outros serão produzidos para avançar na reflexão e na colaboração.

Uma primeira idéia fundamental a ser considerada trata-se da finalidade dos resumos. Os resumos, enquanto modalidade de produção gráfico-textual, podem ter o sentido de técnica de estudo e/ou de meio de registro de informações.

No caso de adoção dos resumos enquanto técnica de estudo, a intenção consiste no desenvolvimento de um reforço cognitivo do objeto de conhecimento estudado. Já no caso do registro de informações, os resumos terão o sentido de facilitar as revisões.

A elaboração de resumos enquanto técnica de estudo pode ser bem compreendida a partir do modelo de explicação do processo de aprendizagem proposto pelo neuropsicólogo português Victor da Fonseca. Segundo este, a aprendizagem se desenvolve em quatro etapas, as quais correspondem às seguintes: (1) input: contato com a informação ou objeto de conhecimento; (2) cognição: compreensão e processamento da informação; (3) output: envolve alguma atividade cognitiva imediata com a informação, como falar, discutir, escrever ou resolver um problema; (4) retroalimentação: consiste na reiteração do contato posterior, o que está muito ligada à idéia da repetição (“Cognição, Neuropsicologia e Aprendizagem”. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 154).

No caso da elaboração de resumos ocorre um output, ao externar a informação apropriada, bem como a retroalimentação.

Não tenho dúvida, particularmente e pessoalmente, de que, em regra, numa avaliação conforme a lógica do custo-benefício, vale a pena a elaboração de resumos.

Porém, para quem ainda não sabe se vale a pena ou não, de modo a avaliar e entender os fundamentos que sustentam a compreensão de que de fato vale a pena, sugiro a leitura de dois textos já publicados aqui no Blog, quais sejam: (1) “Consistência x Tempo de Estudo, no qual é analisada a relação custo-benefício quanto ao tempo demandado para a elaboração de resumos (clique aqui para ler); (2) “Leitura e Estudo: Qual a Diferença?”, no qual é analisada a diferença entre o conceito de leitura na concepção comum e literal, daquela que assume o sentido de estudo (clique aqui para ler ).

Compreendido o sentido da elaboração dos resumos, a finalidade e diante da premissa de que, efetivamente, vale a pena a sua adoção, a grande questão que se coloca é: mas como fazer???

Preliminarmente, confesso que tenho pesquisado o tema e encontrado alguma dificuldade em encontrar construções fundamentadas e sistematizadas, com eficácia cientificamente comprovada. Por isto, a abordagem a ser desenvolvida conta com um sentido muito mais empírico e prático do que teórico. E neste sentido, aos que se disponham, é importante a manifestação ao final do texto (em forma de comentário) da experiência e das técnicas que estão adotando, tanto para a colaboração com os demais, quanto para que sirva de material de pesquisa.

A compreensão do processo de elaboração dos resumos pode passar por três critérios de classificação, sem prejuízo de outros que venham a ser construídos ou identificados. O primeiro seria quanto à dinâmica, o segundo quanto ao conteúdo registrado ou à sua extensão e o terceiro diz respeito à forma de registro do conteúdo.

Quanto à dinâmica da elaboração dos resumos, a questão é se avançamos mais ou menos, até a realização da pausa necessária à elaboração do texto. Ou seja, estando desenvolvendo o processo de estudo, por meio da realização da leitura,  quando devemos parar e fazer o resumo? Ao final do nosso turno de estudo? Ou ao final de uma página? De um capítulo? De um item de um livro? Ou de um parágrafo ou linha? Ou mesmo, não pretendendo adotar um critério objetivo-estático de pausa, e adotando um critério subjetivo-flexível, ao final de um conceito ou idéia que se fecha?

Enfim, a resposta a estas perguntas indica a opção adotada quanto à dinâmica da elaboração dos resumos. E daí você pode estar indagando mentalmente: mas afinal, qual é a melhor opção?

Resposta: como sempre digo, não estou aqui para dar a resposta adequada para você, pois não sou dono da verdade! Estou aqui para fornecer subsídios e fundamentos. Sei a resposta adequada apenas para mim, considerando todas as minhas particularidades e subjetividades. Não coloco ninguém no colo. Para quem quer colo, existem especialistas por aí que dão colo motivacional. Não é o meu caso. Sou racional e procuro, ou tento, ser cartesiano e científico.

Mas para contribuir com a resposta – e depois dar a minha, entendo que há uma questão fundamental a ser considerada. Há duas variáveis envolvidas nisto. A primeira se relaciona com a memória e a segunda com o custo ou esforço cognitivo envolvido.

Quanto à memória, resumidamente, em termos de processo de formação, existem três conceitos relevantes a serem considerados, os quais correspondem à memória de trabalho, memória de curto prazo e memória de longo prazo.

A memória de trabalho trata-se de um “gerenciador da realidade” (expressão construída pelo professor e neurologista Ivan Izquierdo, no livro Memória. Porto Alegre: Artmed, p. 42), consistindo naquela que nos faz lembrar o andar em que precisamos descer ao entrarmos no elevador, tendo um caráter de curtíssimo prazo. A memória de curto prazo funciona como um arquivo temporário e caminha paralelamente à memória de longo prazo, desejada e almejada por todos os candidatos a concursos públicos.

Assim, quando estudamos uma informação num período ou parágrafo, esta nos vem como memória de trabalho e pode virar memória de curto prazo ou não. Ao avançarmos, aquela informação que estava no período ou parágrafo tende a se perder da nossa memória de trabalho. E assim, se não paramos para resumir e registrar imediatamente, talvez será preciso reler o texto novamente para rever e resgatar aquela mesma informação, o que pode significar retrabalho.

Porém, aí entramos na segunda variável. Parar a cada período ou parágrafo tem um custo cognitivo e de tempo significativo. Tende a ser muito menos oneroso avançar na leitura e não ficar parando. Eu pelo menos, que adoto religiosamente e radicalmente os resumos, até hoje tenho uma certa preguiça em parar para elaborar o resumo a cada parágrafo, ainda que considere que seja o ideal, analisando pelo ângulo do funcionamento da memória de trabalho. Mas há um custo.

Portanto, não tenho dúvida de que o ideal seria parar a cada parágrafo ou mesmo período para elaborar o resumo. Mas isto tem um custo enorme e talvez inviável para ser assumido.

Então, qual a solução? Encontrar, com razoabilidade e bom senso, um caminho alternativo. Ou então, a opção seria elaborar o resumo ao final do turno de estudo ou de um capítulo. Mas neste caso também há outro elevado custo, o que consiste em rever o que foi estudado, pois tendemos a perder informações na nossa memória de trabalho, as quais não viraram memória de curto prazo.

Eu, particularmente, adoto esta segunda opção, sabendo que nem sempre é a mais vantajosa. Mas cabe a você avaliar a sua e seguir o caminho que eleger como mais eficiente.

Porém, para facilitar o trabalho e minimizar o ônus da perda de informações na memória de trabalho, faço anotações ao lado do texto, as quais servirão de base para o resumo, ou muitas vezes já é o próprio resumo. Também costumo adotar como alternativa sublinhar e destacar as partes mais importantes do texto, que servirão de base para resgatar informações e compor o resumo.

Veja como funciona nas figuras abaixo, as quais evolvem páginas de livros que estudei enquanto me preparava para o concurso público, bem como outros textos estudados mais recentemente. (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR!) 

Registro que ainda não sei como adaptar a presente técnica aos livros digitais. 

Esta mesma reflexão e avaliação quanto à dinâmica pode ser realizada no caso de uma vídeo-aula, na qual temos o controle do desenvolvimento da aula. Para o caso de aulas presenciais, aí entraríamos no conceito de anotação de aulas (clique aqui para ler Vale a Pena Fazer Anotações de Aula?).

O outro critério de classificação do processo de elaboração dos resumos seria quanto ao conteúdo resumido. Aqui há várias possibilidades. O fato é que podemos ser mais analíticos ou mais sintéticos.

Também temos aqui mais um dilema ou “trade-off” de custo-benefício. Se formos mais analíticos ganhamos em termos de consistência do processo cognitivo e consolidação de memórias, mas perdemos no quesito custo cognitivo e tempo. Sendo mais sintético o contrário.

E nisto algumas técnicas podem ser construídas quanto ao formato do conteúdo resumido. Por exemplo, ainda hoje uso para estudar Informativos de Tribunais Superiores e textos publicados em periódicos a técnica que construí de identificação do Extrato da Tese e da Síntese da Fundamentação.

Para isto, ao ler uma decisão de um Informativo ou estudar um texto doutrinário publicado em periódico, vou atrás da tese central da decisão ou do texto, bem como dos fundamentos que sustentam a tese. E o meu resumo se limita a isto. (clique aqui para ver como funciona vendo os PDFs da Síntese da Jurisprudência Publicada em 2011).

Porém, o fundamental é que você reflita e avalie se os seus resumos serão mais sintéticos ou analíticos quanto ao conteúdo. Se você colocará apenas idéias-chaves ou desenvolverá um pouco mais.

O terceiro critério, e que tem sido objeto de muitas dúvidas e reflexões, cabendo ainda o devido amadurecimento, consiste na forma de registro do conteúdo resumido. Ou seja: escrever de forma manuscrita ou digitar no computador ou tablet?

Muito bem, aqui também há algumas variáveis a serem consideradas. Destaco as seguintes: (1) repercussão no processo cognitivo; (2) repercussão no processo de realização de provas dissertativas ou redação; (3) portabilidade e facilidade de acesso ao conteúdo resumido; (4) compartilhamento com terceiros; (5) tempo demandado. Isto sem prejuízo de outras que se possa levantar.

Quanto à repercussão no processo cognitivo, o que precisa ser avaliado é o seguinte: quando você lê um texto e vai resumir, há diferença, em termos cognitivos e para efeito de armazenamento (memória), entre digitar e escrever de forma manuscrita? Há ou não? No meu caso não tenho dúvida de que há! E há no sentido de que a forma manuscrita conta com eficácia cognitiva maior. Quanto às causas deste fenômeno, arrisco dizer que há aspectos psicomotores envolvidos. Cognição e psicomotricidade contam com uma íntima relação, sendo que o clássico francês Henri Wallon, referência da psicologia do desenvolvimento, conta com inúmeras construções sobre a relação entre cognição e psicomotricidade.

Porém, por outro lado, não há dúvida de que o intenso uso da tecnologia tem influenciado neste cenário.

O fato é que cabe a você avaliar se, para você, esta diferença é significativa e, sendo, qual opção vale mais a pena.

Quanto à repercussão na realização de provas, aqui há algo delicado e estratégico a ser considerado. Como as respostas nas provas dissertativas ou a redação ainda são necessariamente manuscritas, não há dúvida de que um candidato acostumado a escrever sempre usando o teclado não terria o mesmo desempenho se este mesmo candidato estivesse acostumado a adotar o meio manuscrito. O desenvolvimento da escrita repercute na elaboração do raciocínio. Existem pessoas que somente conseguem elaborar um texto diante de uma tela e um teclado. O problema é que na prova não haverá tela e teclado.

Mas isto é motivo para abandonar os resumos digitados? Não sei, cabe a você avaliar. No meu caso, enquanto me preparava para o concurso público, foi. E assim fiz e não me arrependo.

De qualquer forma, em relação a este critério, quanto em relação aos outros, é possível adotar caminhos híbridos. Mas sempre pautados pela racionalidade, na lógica do custo-benefício, e do bom senso.

Como havia esclarecido, este é um primeiro texto sobre o tema. A intenção é avançar na reflexão e elaboração sobre o assunto. Mas para isto, é fundamental a contribuição com as experiências de cada um a partir dos comentários.

Portanto, deixe registrada a sua opinião e experiência com os resumos, para auxiliar na pesquisa e nas decisões e estratégias de outros candidatos.

Espero que as considerações colocadas sejam úteis.

E que a sua trajetória de candidato ou candidata a concursos públicos seja a mais resumida possível!

20 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. MARIO ASSIS disse:17 jan 2012 às 2:06 pm · Responder

    Prefiro ir sublinhando o livro, fazendo anotações e somente depois de fechar um ciclo de estudos elaborar o resumo. Percebi que quando tentava resumir a cada parágrafo ou cada tópico perdia a noção global do assunto, a qual considero importante para a consolidação da memória de longo prazo. Mesmo tendo o retrabalho de ler, sinto que o aproveitamento é melhor, sendo até mesmo mais uma revisão. Consigo inclusive cortar alguns trechos sublinhados que de início pareciam importantes ou que em momento posterior o autor explicou melhor.
    Quanto ao suporte estou abandonando resumos em papel para usá-los em meios digitais. Faço isso por dois motivos principais. Primeiramente, como estou me preparando a longo prazo, eventual atualização fica mais viável. Além disso, posso incluir informação importante encontrada em outro livro ou posso completar com jurisprudência. O segundo motivo é realmente a facilidade de acesso que as modernas tecnologias proporcionam. Tenho experimentado escrever meus resumos em arquivos guardados “na nuvem” utilzando o serviço do Google Docs. Assim, acesso meus resumos no smartphone ou no tablet. Isso é ótimo para estudar numa sala de espera de dentista! :)
    Uma última ponderação: estou na primeira fase do meu planejamento de estudo (aprimoração primária de conteúdo) e considero custoso elaborar resumos. Portanto, estou priorizando a leitura (e sublinhar os livros) para somente no segundo momento utilizar a elaboração de resumos como técnica de revisão. Lembrando que estou no meio de um primeiro ano de preparação que tem um ciclo de três (tempo para conseguir atividade jurídica).

    • Rogerio Neiva disse:17 jan 2012 às 4:39 pm · Responder

      Caro Mário, obrigado pela valorosa manifestação!
      Será de grande valia nas pesquisas e reflexões.
      Se possível, depois quero a sua avaliação quanto ao desempenho nas provas.
      Abcs!

  2. cleidson mascio pires disse:17 jan 2012 às 4:04 pm · Responder

    Mestre Rogério eu adotei à técnica dos resumos como já disse antes aqui, já tive a oportunidade de testar os meus resumos e gostei do resultado, antes eu apenas lia o conteúdo na hora dos exercícios de fixação, não me saia muito bem, agora com os resumos a média aumentou nos acertos, preciso adequar agora é o prazo necessário para a revisão dos resumos. Demanda um maior tempo, mas fixa melhor o entendimento do assunto estudado.

    • Rogerio Neiva disse:17 jan 2012 às 4:37 pm · Responder

      Boa Cleidson!
      Obrigado pela manifestação e pelo feedback!
      Abcs!

  3. Diego Ximenes disse:17 jan 2012 às 5:47 pm · Responder

    Oi Prof Neiva, esta é a primeira vez que comento, apesar de antes mesmo do seu site ficar hospedado na Band eu já era seu leitor assíduo.
    Bem, estou estudando pela primeira vez o RCCN (Regimento Comum do Congresso Nacional) para a prova dia 11 de março. Estou fazendo pelo primeiro jeito: a ” cada item de um livro ou de um parágrafo ou linha”. É a mais demorada e custosa pelo tempo despendido, mas eu me dou muito bem com recursos visuais e também tenho feito mapas mentais através de imagens similares que encontrei no Google Images, que tem sido de grande valia. E o Céunado é um concurso que tentarei o resto da minha vida, afinal o salário é “surreal” e morar em Brasília não seria problema, ainda mais que eu tenho família lá e já fui algumas vezes visitá-los.
    Acho que o sr. tem como adaptar a presente técnica aos livros digitais usando o Adobe Acrobat, no qual pode fazer marcações em amarelo, vermelho, inserir e apagar comentários etc. Eu uso e é muito bom.
    Um abraço, Diego Ximenes

  4. Diego Lins disse:17 jan 2012 às 6:57 pm · Responder

    Olá, prof. Rogério. Queria contribuir com um método que estou tentando ao máximo aprender e que acho que me dará bons frutos. O método foi criado pela dra. Evelyn Woods, dos EUA, e consite em: visão geral, visualização, leitura, pós-leitura e revisão, com resumos rápidos a cada passagem. Os resumos consistem em palavras ou frases chaves do assunto ou tópico. Quem não conhece o método eu recomendo. Um abraço.

  5. Gustavo disse:17 jan 2012 às 6:58 pm · Responder

    Professor Rogério Neiva, eu tenho difivuldade selecionar as informações mais relevantes do texto. Dessa forma meus resumos ficam enormes, já que eu tenho medo de ter deixado uma informação importante de fora. Isso toma muito tempo e acaba prejudicando os meus estudos. Em razão disso ultimamente eu abandonei os resumos. O que o senhor aconselha?

    Muito obrigado e parabéns pelo blog, apesar de eu ser graduando em medicina, suas dicas sempre me ajudam muito.

    Abraço.

    • Rogerio Neiva disse:17 jan 2012 às 8:20 pm · Responder

      Caro Gustavo,
      A sua dificuldade é mais do que natural. Inclusive, o texto é uma tentativa de sistematização e levantamento variáveis para que se possa avaliar situações como a sua. Ou seja, o valer a pena ou não abandonar os resumos, por exemplo, passa por aí.
      Mas selecionar a informação a ser resumida nem sempre é fácil.
      Exatamente para ajudar podemos trabalhar com técnicas com a que criei, envolvendo o Extrato da Tese e a Síntese do Fundamento, o que nem sempre é fácil.
      Quem sabe um caminho seria este, ou seja, identificar os conceitos, as características e outros aspectos categorizados do objeto de conhecimento estudado.
      Mas isto passa pelo caráter mais analítico ou sintético. E se for para ser sintético, é preciso haver alguma sacrifício.
      O fundamental é que, se você está convencido de que, em termos cognitivos e de formação de memória de longo prazo, o resumo para você é importante, caberia rever a atitude, mas encontrar uma solução que seja racional em termos de custo-benefício.
      Abcs e obrigado pelo feedback!

  6. Felipe disse:17 jan 2012 às 10:06 pm · Responder

    Uma tecnica que aprendi em um material do pontodosconcursos de um candidato (tem um e-book a venda no site do ponto, chama-se: “Como aumentar a produtividade dos seus estudos – Gabriel Pereira) que estudou 7 meses e passou no AFRF foi a seguinte:

    1 – Primeiro leio sublinhando as partes mais importantes,

    2 – Faco um resumo ( e aqui uso as tecnicas do Edilson Vitorelli, Procurador da Republica e que possui um blog de grande valor, parceiro deste. Alem disso, utilizo uma tecnica da Carolina Teixeira, tambem colaboradora do site do ponto e que possui diversos artigos.)

    3 – Reviso o resumo

    Tem sido fantastico o aprendizado.

    Abracao aos colegas concurseiros e ao Professor Rogerio Neiva!

  7. Michele disse:17 jan 2012 às 10:14 pm · Responder

    Eu utilizo há 1 ano a técnica dos resumos. Tenho notado uma facilidade maior em gravar alguns termos, sinceramente acho valido, funcionou comigo. Mas nao faço resumos por parágrafos, faço resumos globais, somente alguns assuntos faço pormenorizado! Alguns eu faço no MindJet, mas a maioria faço esquemas a mão com ajuda dos desenhos do Word rsrs

  8. Tânia Cristina disse:18 jan 2012 às 10:54 am · Responder

    Olá Professor Rogério! Muito interessante o artigo! Considero os resumos importantíssimos, sempre os adoto em meus estudos, realmente dá muito trabalho…tenho vários caderninhos fininhos que comprei somente para essa finalidade. É incrível como a gente consegue assimilar melhor o texto. Mas os resumos devem ser criados e lidos, não devem ser abandonados, digo isso porque cansei de ter essa atitude em relação aos meus, eu perdia horas desenvolvendo e depois me esquecia deles. Meus livros são todos marcados em rosa, verde, cheios de anotações… mas já consegui acertar questões em concursos por visualizar mentalmente uma informação, uma palavra grifada em colorido. Ainda não “furei o bloqueio”, expressão usada pelo meu marido, que é meu grande incentivador e que também passou por experiências que nós concurseiros passamos, como períodos de desânimo, cansaço, dificuldades financeiras, mas que não desistiu, se manteve firme, perseverante e obteve vitória.
    Espero um dia estar aqui pra compartilhar a minha aprovação!
    Mais uma vez obrigada por sua contribuição, dedicação, seus artigos muito nos motiva a continuarmos firmes nessa estrada!
    Abraços,
    Tânia

  9. Lucas Gabriel Pereira disse:18 jan 2012 às 11:14 am · Responder

    Prof. Rogério Neiva,
    Eu, como de costume adoto um sistema hibrido. Ou seja: depende muito da afinidade com o texto. Por exemplo: Dto. Penal e Proc. Penal que são as principais áreas de trabalho, eu costumo ler o capítulo todo e só fazer resumo no final, mas, para isso, faço os grifos importantes (marca texto) no decorrer da leitura, quando faço as observações com lápis (como os textos disponibilizados no site pelo professor) nos trechos importantes. Todavia, vai muito de cada um. Avante, avante.

  10. Eduardo Freitas disse:18 jan 2012 às 12:06 pm · Responder

    Bom dia Professor
    Acabei de ler o seu texto. Mais uma vez brilhante, contudo, permita-me contraditá-lo em alguns pontos em especial quantos o uso da tecnologia para os resumos relatando a minha experiência adotada.

    Quando no emprego dos meus estudos utilizo bibliografias digitais e as tradicionais em papel.
    Uso ainda um ipad2 para me auxiliar, desprezando totalmente o papel.

    Pois bem,
    Alguns aplicativos são necessários para o desenvolver da minha técnica de estudo e resumos, os quais menciono abaixo:

    1 – Dropbox – Serviço de armazenamento na nuvem. Versão gratuita com espaço de 2gb. Este aplicativo instala-se no computador, Iphone e no iPad, de forma que tudo que se compartilha em qualquer dispositivo, é disponibilizado instantaneamente nos demais.

    2 – plaintext – aplicativo de criação de arquivos de textos simples, sem formatação de fontes ou parágrafos ( acredito que a formatação, dispersa a atenção na criação de textos. Se precisar formatar copio e colo o texto o word ou outro aplicativo )
    Este programa instalado no iPad possibilita que ao criar um texto o mesmo de forma instantânea seja salvo em um arquivo no Dropbox , estando, como disse, instanteneamente já disponibilizado no meu computador. Arquivo no formato txt que posso enviar, copiar e compartilhar

    3 – Pdf Reader – leitor de pdf que abre arquivos e permite realizar os resumos em livros digitais em pdf. Marcar, grifar e fazer comentários como os que vc faz. Mandarei no twetter uma tela para sua verificação.

    4 – Vademecum fere – o próprio nome já diz tudo.

    Dito isto, discordo do professor quando diz que a escrita no papel envolve a motricidade e trará uma compreensão melhor, haja visto que a digitação no iPad também envolve este trabalho

    Ponto que nao foi destacado no seu texto e que para mim é importante e um motivo preponderante de utilizar tecnologia, diz respeito a participado e principalmente, a segurança das informações

    Me recordo que quando estava nos estudos para a OAB , nas vésperas da prova, perdi meus papeis de resumo uma semana da prova. Perdi o chão e graças à uma aluna compreensiva, os devolveu, do. Contrario teria ido pro lixo. E quem sabe minhas horas dedicadas aos resumos também..

    Problema que vejo na utilizacao da tecnologia, de fato, ei de concordar, que a pratica da escrita ajuda e muito, o estudante na realização de provas subjetivas, contudo, utilizando-se de aplicativos adequados, o que muitos não sabem fazer, subutilizando seus equipamentos, de ato é mais complicado

    Meu email. Esta em anexo. Posso depois discutir com o professor sobre a utilizacao dessas tecnologias para quem sabe, auxiliá-lo. Em um post.

  11. Patrícia disse:18 jan 2012 às 12:09 pm · Responder

    Eu faço resumos em fichas pautadas. Estudo muito por cursos do Ponto e do Estratégia ambos em pdf, vou sublinhando e praticamente a cada parágrafo vou resumindo na minha ficha, às vezes acontece de eu só conseguir realmente entender quando termino de escrever ou quando faço o raciocínio para elaborar o resumo, não consigo ler todo o pdf para depois fazer o resumo. Ao final da aula em pdf faço uma bateria de exercícios e vez ou outra acrescento algumas coisas no meu resuminho, agendo uma revisão para 24h, outra para 7 dias e depois reviso a cada 30 dias, sempre lendo as minhas fichas que são super práticas para levar na bolsa.

  12. Pedro Sérgio Angelotti disse:18 jan 2012 às 4:53 pm · Responder

    Professor, antes de mais nada, parabéns pelo site e pelo artigo, faz tempo que o acompanho.
    Os resumos são, indiscutivelmente, fundamentais para mim, entretanto, como todos, também sofro com as relações custo-benefício de analítico x sintético, tópico importante ou nao, manual x digital, momento melhor para fazê-los, etc.
    Atualmente tenho usado a seguinte sistemática: leio todo o capítulo grifando e fazendo anotações, depois volto tudo novamente fazendo os resumos. Dessa forma consigo ter uma visão do conteúdo e até analisar melhor o que é importante ou não.
    Quanto ao manual x digital, apesar de ser da área de T.I. tenho absoluta certeza que aprendo muito fazendo resumos manualmente.
    Quanto ao seu problema em relação aos livros digitais, dou a sugestão de utilizar o programa FoxIt Reader. Com ele, o Sr poderá grifar de vários formatos e cores, hachurar, colocar textos dentro de balões coloridos que só são mostrados quando se coloca o mouse por cima deles, anotações em forma de texto no meio dos arquivos pdf (em alguns casos), etc.
    Um sincero abraço e, mais uma vez, parabéns.

  13. Wagner disse:18 jan 2012 às 7:01 pm · Responder

    Tudo é muito pessoal, pra mim, graças ao seu livro acredito que estou dando os primeiros passos.

    No meu caso percebi que um bom resumo está atrelado a uma boa leitura. Quanto mais analítica e reflexiva a leitura MELHOR e MENOR ficam meus resumos, gasto mais tempo na leitura mas… economizo tempo ao ter que escrever menos já que, dependendo do tema, uma frase ou uma palavra pode remeter a um conteúdo de informação relativamente extenso e a mão não fica doendo.

    Por exemplo: pra mim a frase “A riqueza das Nações -Adam Smith” me faz recordar de 2 temas:
    1º Constitucinalismo:Noções,objetivos,evolução (do primitivo ao do futuro).
    2º Principais Caracteristicas das constituições brasileiras .(1824,1891,1934,1937,1946,1967 com a E.C.Nº1 de 1969 e 1988).
    Durante a revisão questiono que sentido essa frase tem pra mim considerando os tópicos deses dois temas.

    Interpretar, compreender e explicar (a si mesmo ) o texto facilita para selecionar as informações que irão constituir o resumo.

    Certa vez, inconformado… por várias vezes li no blog do Edilson Vitorelli a afirmação que ele havia resumido um livro do Cézar Roberto Bitencourt de 750 páginas em 83.

    Isso ficou durante vários dias martelando dentro da minha cabeça.

    Minha ociosidade intelectual tentou me convencer que tratava-se de um “tremendo de um mentiroso” porém, o desespero (motivado por uma crise existencial, típica de recém-formado em Direito) falou mais alto e hoje concordo com ele.

    Já consegui resumir um capítulo de 102 páginas (livro do Ricardo Alexandre) em 12,e tem capítulo que o resumo fica parecido com o sumário do livro.

    Consultando na Wikipédia o significado de hermenêutica encontrei informações que me ajudaram a concluir que:

    Ao ler um texto,de antemão preciso ter em mente que… aquilo que estou lendo de ALGUMA FORMA precisa FAZER SENTIDO pra mim. Ler com o intuito de captar o sentido da coisa, essa é a minha missão se o objetivo é fazer um bom resumo.

    Devagar eu chego lá…e quando chegar terei conhecimento de causa pra te informar se resumo realmente consome mais tempo ou evita que nós o desperdicemos.

    Obrigado Rogério!

  14. Leandro disse:19 jan 2012 às 11:31 am · Responder

    É a técnica do fichamento do conteúdo. Pra cada parágrafo que se lê, definem-se algumas palavras chaves. Ao terminar a leitura, é só tentar explicar para si, com base apenas nas palavras chave, qual a essência do conteúdo estudado. Essa abordagem facilita muito a revisão dos conteúdos. Tenho alguma coisa escrita lá no meu blog.

  15. Leonardo Carneiro disse:19 jan 2012 às 1:34 pm · Responder

    Mestre,

    Mais uma vez, obrigado pelo auxílio. Excelentes dicas!

    Forte abraço!

  16. Alexsandro disse:23 jan 2012 às 4:01 pm · Responder

    Prezado Professor,

    Em relação aos resumos, existe alguma técnica aplicada a resumo de legislação, em que não há uma consolidação textual, mas uma lista de dispositivos sem, necessariamente, conexão entre si (como no caso de algumas legislações alteradoras)?

    Adorei o livro! O mais científico que já li sobre o tema.
    Abraço.

  17. Wilson Henrique disse:25 jan 2012 às 12:13 am · Responder

    Professor,

    Eu estou fazendo experiência com um ereader ( o kindle).
    Ele tem poucos recursos, dois na verdade: anotação e grifar.
    Mas o bom é que ele gera tudo num arquivo apartado.
    Depois pego o que está nesse arquivo e transformo no meu resumo-bruto.
    Parece que “intuitivamente” o ereader conduz a formação do resumo na forma descrita pelo professor.
    Como começo agora com o kindle não posso dar um retorno razoável quanto a eficácia.
    Grande Abraço

    Wilson Gomes

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