Como Conciliar a Maternidade com os Estudos para Concurso

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Seria clichê falar que ser mãe e concurseira não é fácil. Eu na verdade chamaria isto de pleonasmo.

Teoricamente, entendo que a mãe paga um duplo preço para conciliar a maternidade com a preparação para o concurso.

O primeiro, que todos os candidatos a concursos públicos pagam, consiste na restrição sobre o recurso mais valioso na preparação, o qual corresponde ao tempo.

O segundo trata-se do custo de oportunidade da falta de contato com o filho, imposto nos momentos de estudo. Ainda que se estude com o filho ao lado, há um sacrifício de convivência plena. E este custo se agrava pelo fato de que aquele momento da vida da criança não voltará. Portanto, talvez seja um custo triplo, e não duplo.

Porém, a natureza não é tão cruel assim.

Um estudo neurocientífico produzido pela Universidade de Virgínia, nos EUA, descobriu que durante a maternidade as mulheres contam com um aumento de cerca de três vezes na memória. Uma das possíveis causas é que o aumento de estrogênio eleva a intensidade das sinapses no hipocampo, o qual consiste num dos centros de memória no cérebro.

Por trás deste fenômeno neurofisiológico temos uma lógica evolucionista. Ou seja, isto ocorre para que a mãe tenha condições de lembrar de tudo que precisa lembrar para bem exercer a maternidade, como a hora de amamentar, de dar remédio, banho, troca de fralda e outros afazeres maternos. Inclusive também há um aumento da memória espacial, o que, pensando na mãe da época do homem das cavernas, ainda nesta lógica evolucionista, era importante para os olhares maternos atentos à proteção das crias contra predadores.

Porém, um dado curioso e intrigante é que mesmo as mães adotivas experimentam o mencionado aumento de memória.

Mas o fato é que na corrida do concurso público, as mães perdem de um lado, quanto à restrição de tempo, mas ganham de outro, em função deste comprovado aumento de memória.

Em relação aos momentos de estudo e os cuidados com o filho, não se trata de uma questão fácil de equacionar, principalmente se pensarmos na possibilidade de comprometimento da concentração nos estudos.

Primeiramente, é preciso entender que a concentração consiste numa função cognitiva primária, necessária e antecedente à aprendizagem. Ou seja, não há aprendizagem sem concentração. E a concentração envolve uma lógica de seletividade de estímulos, no sentido de desconsiderar todos os estímulos que não seja a matéria que está sendo estudada.

Existem os fatores de desconcentração de natureza exógena, os quais consistem nos fatores ambientais, como o local de estudo, e os endógenos, que seriam os pensamentos que nos desviam do estudo.

Assim, por um lado, se a criança chora ou pede a atenção da mãe para brincar, isto consiste num fator de desconcentração de natureza exógena. Se a mãe não está sendo incomodada pela criança, mas está pensando se a babá ou outra pessoa que está cuidando da criança, no momento de estudo da mãe, não cuida do filho de forma adequada, ficando a imaginar o que pode estar ocorrendo com a criança, isto seria um fator endógeno de desconcentração.

O fundamental é construir uma estratégia que garanta que a mãe não tenha o seu estudo comprometido por nenhum destes fatores. É verdade que nem sempre isto é possível.

Dessa maneira, considero que, por um lado, a mãe deve, durante o seu tempo de estudo, tentar fazer com que o filho fique com alguém que lhe traga (para a mãe) segurança, como o pai, a avó, uma tia (da criança) ou uma babá de plena confiança. Isto significa que a criança não irá atrapalhar a mãe, evitando a incidência de um fator exógeno de desconcentração, bem como a mãe poderá ficar preservada dos fatores endógenos, não se lembrando do medo de que algo de ruim ocorra com a criança.

Neste sentido, o ideal é que se separe muito bem os momentos em que a mãe estará dando atenção ao filho, dos momentos dedicados ao estudo. Obviamente que isto pressupõe a existência de alguém que vá cuidar do filho neste momento.

Se não for possível, a mãe pode tentar criar estratégias alternativas, como estudar no momento em que a criança estará dormindo.

Quanto à opção por fazer um curso preparatório, considero que esta decisão não deve ser tomada no plano da estratégia relacionada ao filho, mas relacionada ao processo de preparação. Muitas candidatas pensam no cursinho como uma alternativa para estar estudando longe do filho, ou afastam esta opção para estar perto do filho.

Se a mãe quer fazer cursinho e não estar longe do filho, permanecendo em casa, que faça um curso de aulas on line. Contudo, se a mãe quer fazer cursinho para não ter contato com o filho no momento do estudo, significa que há alguém que pode cuidar do filho e se, neste momento, a mãe estará na biblioteca ou no cursinho, é indiferente.

O fundamental é construir estratégias para administrar a preparação para o concurso de modo a conviver com o encargo da maternidade. E ter consciência de que, diferentemente das candidatas que não contam com a condição materna, há um outro motivo para a implementação de esforços e busca da aprovação: ser mãe!

OBS: texto originalmente publicado na Coluna pela qual sou responsável no Correioweb.

21 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Erica Nathair disse:15 mai 2012 às 7:18 am · Responder

    Olá!! Adorei o post!! Estou vivendo exatamente este momento… estudando para um concurso de alto nível com 2 filhas (uma de 1 aninho e a outra de 9). O que mais tenho ouvido ultimamente é as pessoas me perguntando como estou dando conta! Enfim… acredito que em primeiro lugar vem a determinação (o que você quer para a sua vida?) Isso que me motiva… Em segundo a organização. Na realidade, toda a rotina da casa muda quando a mãe resolve estudar pra concurso! Tenho a sorte de ter uma babá de anos (quase avó das meninas) e confesso que esse é um fator determinante! Às vezes estou há horas na biblioteca e nem lembro que tenho filho… porque consigo me concentrar… Um outro fator é que meu marido também está fazendo um sacrifício pela tão desejada conquista do concurso. Montamos um horário e estamos sendo rígidos com isso. Então ele trabalha o dia inteiro e “assume” as crianças a partir das 19h + os finais de semana! Eu PRECISO ficar pelo menos um período do dia com elas, portanto, esse período é o da tarde! Mas, quando está tudo tranquilo, a menor dorme e a maior está com suas ocupações, também aproveito esse horário para estudar!
    Ah, e por último, acredito que essa dica tem sido o diferencial nos meus estudos… Quando estou muito cansada (o dia foi puxado com elas…) eu não insisto em estudar à noite. Eu durmo junto com as pequenas (lá pelas 20:30) e acordo às 3h das manhã para estudar!!! Gente, pode parecer loucura, mas esse é o MELHOR HORÁRIO!!! Não tem desculpa… você dorme 6 a 7 horas por noite, ninguém bate na porta do quarto, o telefone não toca, ninguém me chama!! Sou eu e a noite! Perfeito!
    Enfim… é isso!
    Ah…. e não poderia deixar de falar: BOM HUMOR é tudo!!
    Parabéns pelo Blog! :)

  2. disse:15 mai 2012 às 9:42 pm · Responder

    Nossa, é a vida de muita mãe concurseira. Mas com dois filhos pequenos e um marido maravilhoso, recebi apoio para lutar por um sonho que não é só meu, pois quando formamos família sonhamos juntos e trabalhamos juntos. Foi estudando enquanto os pequenos dormiam que Deus nos deu a alegria da aprovação para servidor de TRT no MA e depois no TRT potiguar.
    Realmente dói você ver sua filha chorar porque quer brincar e você precisa estudar naquela horinha e até preocupa quando vê na brincadeira das crianças a mãe dizer que vem já, porque vai fazer concurso. Não esqueço do que meu filho escreveu sobre qual seria o sonho da mamãe na escola: “ganhar o concurso”. A gente ri, mas se preocupa até onde isso influencia de um modo bom ou não na vida dos filhos.
    Por isso, cada projeto a seu tempo. Fazer a escala de valores é fundamental e saber que não se pode seguir o mesmo ritmo daqueles que não possuem filhos, marido e uma casa para cuidar ajuda a não se cobrar pelo impossível.
    A luta pela magistratura ainda está a passos lentos, mas já nos deu uma segunda fase e, apesar de este ano o foco seja o fim da faculdade de meu marido e o esporte na vida das crianças, sabemos que na hora certa tudo se encaixa e com esforço, porque em regra nada vem sem isso, realizaremos mais este sonho.

  3. Liliu Macedo disse:17 mai 2012 às 8:10 pm · Responder

    Professor, parabéns por abordar o assunto, pois não se pode esquecer que essas mães de fato têm uma dificuldade adicional (e bem séria) na preparação para concursos. (Às vezes, me pergunto quem irá cuidar das nossas crianças?)
    Quero fazer uma observação quanto à pesquisa. Penso que, se a memória feminina aumenta na maternidade, ela deve ser seletiva às questões desse específico interesse. Na verdade, vou mais longe e, levando em conta minha própria experiência, acho que a mente da mãe tende até mesmo a afastar o pensamento de assuntos que não tenham pertinência direta com o cuidado dos filhos. Assim, para ajudar-se a nos estudos, a mãe deve estar certa de que sua conquista pelo emprego público será bom para toda a família.

  4. Cissi disse:3 jul 2012 às 4:29 pm · Responder

    Além de todo esse drama muito bem descrito, há casos em que a mãe trabalha 08 horas por dia (sou eu!). Tive que eleger uma prioridade, que é a minha família. Por enquanto estudo no ritmo que meus filhos de 2 e 5 anos ditam. Como não é possível estudar o suficiente no trabalho e muito menos em casa, aguardo ansiosa meu momento. Torça por mim. Parabéns pela sensibilidade.

    • glaucia disse:2 set 2012 às 12:54 am · Responder

      Enfim, li algo que tem tudo a ver comigo. Meu filho já tem 5 anos e trabalho 8 horas. O desafio agora é conseguir enquadrá-lo na escola para alfabetização com tarefas noturnas, não é mais um bebezinho que impede o estudo, agora está exigindo meu cuidado com sua educação… sei lá…

  5. Meire disse:19 jul 2012 às 2:16 pm · Responder

    Professor, obrigada pelo texto. Realmente, só está em foco o concurseiro (a) solitário (a), que pode fazer os horários que bem entendem. Nós, mães, nem somos lembradas nessa batalha e como batalhamos… Concordo com a Liliu, nossa memória pode aumentar, mas com certeza ela é extremamente seletiva a ponto de diminuir o interesse em qualquer outro assunto, seja ele casa, cuidados com a beleza, o marido… Então, eu não acho que esse é um ponto a nosso favor, creio que seja um ponto contra. Quer um exemplo? Voltei da minha licença-maternidade a quase um ano e ainda me sinto deslocada, foi a mesma coisa quando tive meu primeiro filhinho… Meninas, podíamos formar um grupo de estudo para nos ajudarmos o que acham? Só de mamães. Caso queiram meu e-mail é “m.ndombaxi@ig.com.br” juntas, com cada uma acrescentando um pouquinho tudo é possível e ficaremos fortalecidas.

    Um abraço a todas vocês Erica, Gê, Liliu e Cissy e as que ainda comentarão. Com certeza conseguiremos, se temos pontos negativos como obstáculos, temos o maior deles a nosso favor: nossos filhos.

    Meire

  6. Michaela disse:27 nov 2012 às 10:03 pm · Responder

    Ainda cansada demais para conseguir estudar.. ter um tempo que não seja tarde da noite e ainda com bebê que ainda acorda na madrugada, apesar de já ter mais de 1 ano. É árdua essa luta.. e não são raras vezes em que me sinto frustrada por não ter mais horas livres. As vezes qd surge algum tempo a mais, a mente, os afazeres, preocupações, não deixam que me concentre.
    Mas não desisto.. Um dia quem sabe eu consiga me dedicar mais..

    Sucesso e perseverança a todas nós.
    Um abraço.

    • Melissa disse:24 jun 2014 às 11:04 am · Responder

      Oi Michaela, tudo bem? Li seu comentário no post sobre “como conciliar a maternidade com os estudos para concurso?” no blog “concursospublicos.pro.br”. Sei que o comentário foi feito em 2012…e aí? quero saber como foi sua preparação, se foi bem sucedida, se deu certo, se desistiu…
      Me vi na sua situação: tenho um baby de 1 ano e 4 meses que acorda toda a noite – várias vezes. não trabalho no momento, e estou analisando a possibilidade de estudar pra concurso…na parte da tarde, meu filho vai na escolinha, há 3 meses…fiz isso pensando em voltar ao trabalho, mas provavelmente será o horário que irei estudar.
      Gostaria de saber como foi contigo…
      Obrigada. Um abraço, Melissa

  7. Michele Alencar disse:5 jan 2013 às 4:09 pm · Responder

    Nossa pensava que era só comigo que acontecia esse problema de conciliar
    estudo X filhos X marido X casa.
    eu estou muito afim de estudar mas reparei que com minha filha de 3 anos não tinha concentração , fora os barulhos da tarde externa.
    então pensei em fazer uma rotina de estudo na parte da madrugada(partir das 03 da manha) com intervalos de 10 minutos.já estudei assim pouco tempo e foi o melhor horário!o problema é que não estou conseguindo dormir cedo para acordar cedo mas vou conseguir SIM é questão de paciência e muita perseverança. torço para todas as mãezinhas <3 sei muito bem como é a dificuldade,portanto não se sinta frustadas ,o caminho é longo mesmo para todas.bjos

  8. Ana disse:15 mai 2013 às 2:24 pm · Responder

    È muito difícil mais acho que da p conciliar sim..Eu tenho uma filha de 2 anos.. Acordo de 4 horas da manhã estudo até 8 e quando ela dormi a tarde estudo tbém.. fàcil não é quando chega a noite estou cansada, estressada.. mais o que me motiva é a transformação que se Deus quizer acontecerá na nossa vida apos a aprovação.. Força… Venceremos

  9. dan disse:22 jul 2013 às 1:06 am · Responder

    é…estou na mesma situação…filho de um ano, filha de cinco, mas vcs me motivaram muito em executar um plano q ja tina, acordar na madrugada para estudar…estava estudando das 09:00 da noite até 1:00 +- , mas muitas vezes estava muito cansada para isto,adormecia com o livro na mão, pois nao tenho babá, nem empregada, cuido de tudo e de todos só…mas a vontade de estudar e passar é grande…obg a todas

  10. dan disse:22 jul 2013 às 1:09 am · Responder

    ahh..
    nao sabia q nossa memória ficava mais “agussada” , mas confesso que ja tinha percebido isso sim, percebi essa diferença mas nao sabia de onde vinha… é do milagre da maternidade…Deus criou tudo perfeito mesmo!!!!!

    boa noite a todas

  11. Atríssia disse:27 nov 2013 às 10:32 am · Responder

    Olá, fiquei muito feliz em ver que não estou sozinha nesse barco. Desde ontem estou muito desmotivada, pois não consigo render nos estudos como queria, por causa de filho, marido, casa e trabalho e, igreja também…ufa!!! Mas, quero muito passar para acabar com essa fase da minha vida e poder curtir meu filho sem dor na consciÊncia. Pensei sobre os estudos da madrugada e vou tentar…vamos ver!

  12. Chris disse:3 dez 2013 às 9:25 pm · Responder

    Parabéns pelo post, Professor!

    Tenho uma filha de 2 anos e 2 meses, e me separei do pai da bebê quando ela nasceu.

    Eu estava desempregada, e ele não ajudou com nada!
    Minha filha tinha apenas 4 meses, e eu já estava fazendo provas (eu estudava com ela agarrada no meu peito).

    Foi (e ainda é) um caminho muito difícil. Só quem é mãe sabe do que estou falando!

    Quando ela tinha um ano de idade, passei no meu primeiro concurso. Não parei de estudar e de fazer muitas provas. E quando ela estava com 1 ano e 8 meses tomei posse no meu segundo concurso. Hoje trabalho em um ministério, e estou muito feliz!

    Mesmo com essa vitória, não parei de estudar. Quero os concursos de minha área (direito). Ano que vem começo uma pós, para daqui a 2-3 começar a passar em concursos que sonho: MP, AGU, Defensoria, Procuradoria do Estado…

    Não é fácil acordar mais cedo para estudar. Também ainda não consigo deixar ela em casa para ir para biblioteca nos finais de semana. Me sinto um pouco culpada por nunca ter parado de estudar, por sempre dividir ela com os livros. Imagina namorar, então? Nem pensar, por enquanto!

    Sábado é o dia dela. Levo-a para passear, ir ao parque da cidade, ao shopping, à pracinha. Geralmente no domingo faço provas.

    Ela, com certeza, é a minha maior motivação para seguir em frente. Sei que está valendo a pena.

    Mamães, não desistam nunca de seus sonhos!!! Façam isto por vocês, e por seus filhos!!!

  13. Yessa disse:21 jan 2014 às 11:50 am · Responder

    Olá , muito o legal o post , realmente não se fala muito de mamãe concurseiras,
    tenho 2 filhos pequenos e trabalho 8 horas por dia , quero fazer um concurso que será realizado no meio deste ano , tenho que conseguir montar uma rotina de estudos ainda mais por que estou parada desde a primeira gestação, preciso me recuperar para aumentar minhas chances, torçam por mim !!

  14. Carol disse:17 mar 2014 às 2:15 pm · Responder

    Olá, adorei o texto. Estou nessa situação de desespero no momento. tenho 1 filho de 6 anos, gêmeas de um ano, trabalho 8 horas por dia, ainda tem casa, marido… Simplesmente não estou conseguindo estudar para conseguir uma aprovação no momento, até porque o estresse em que vivo já está começando a dar resultados na minha saúde. Mas sigo em frente, estudando a conta-gotas, nem que seja uma página por dia, mas mesmo a conta-gotas uma hora encho meu balde… Quando as meninas crescerem um pouco mais acredito que a exaustão diminuirá e conseguirei estudar mais…

  15. Ciane disse:10 abr 2014 às 9:21 pm · Responder

    Nossa como estou confortada com estes relatos. Sou casada e Tenho um filho de 2 anos, voltei aos estudos qdo ele tinha 1 ano e meio. Ainda não alcancei meu objetivo, mas tenho certeza de que se existe uma guerreira dentro das mulheres, ela se manifesta na maternidade. Parabéns a todas. Boa sorte pra nós e força na peruca.

    • Melissa disse:24 jun 2014 às 11:14 am · Responder

      OI Ciane! Nossa, adorei ler o seu relato e de mtas outras mães que deixaram no post. Como andam seus estudos? Está conseguindo? Eu estou pensando em estudar e me preparar pra concurso, tenho um filhod e 1ano e 4meses…gostaria de conversar com pessoas nessa situação para tomar a minha decisão.
      Um abraço, Melissa

  16. Luanna Lima disse:11 abr 2014 às 3:02 pm · Responder

    Nossa, muito obrigada pelos relatos meninas! Nós mulheres somos muito fortes, nessa batalha então temos que ser leoas.

    Concordo com o que a Liliu Macedo mencionou. Tenho muita dificuldade de me concentrar nos estudos, é realmente uma tarefa difícil e exige (como de todos os concurseiros) extrema disciplina.

    O caminho não vai ser fácil, mas vai ser recompensado! Ainda estou gravidinha e me imagino no dia da posse e formatura (sou graduanda em direito) a felicidade de ter meu filho ao meu lado.

    Que Deus nos dê muita força e fé pra chegar ao fim!
    Abraço apertado à todas ;)

  17. Alinne Melo disse:23 abr 2014 às 5:38 am · Responder

    Compreendo a dificuldade que é estudar tendo filhos, já que tenho 4 (9, 8, 3 e 1 ano e meio), deixei de trabalhar, pois estava fazendo as coisas pela metade, e organizei uma agenda de tarefas diárias pois não tenho babá, faço uma tarefa de cada vez, acordo as quatro da manhã e estudo por duas horas consecutivas, durmo sete horas por dia, recolho-me junto com as crianças. Durante o dia os maiores estão na escola e os menores tiram uma soneca de duas horas que aproveito para estudar novamente. No início não foi fácil tive que criar uma disciplina nas crianças que sigo a risca, resultado é que só assim consegui encontrar tempo e silêncio para estudar. Também faço uma hora de caminhada diária, e mantenho-me concentrada sem esquecer de reservar tempo para brincar com as crianças e acompanhar o andamento escolar. Ainda não é fácil, tudo que faço é de olho no relógio, agora é hora disso, hora daquilo, mas não durará para sempre, quando eu for aprovada direi: Venci! Boa Sorte a Todas

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  1. Como conciliar maternidade e os estudos para concurso público - Tudo de Concurso

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