Ultimamente tenho ouvido chavões e frases de impacto que traduzem a idéia que está por trás da pergunta colocada no título. Colocações do tipo “o concurso público é uma guerra”, “concursos públicos são como uma batalha”, “concurso público é para os fortes”, “apenas os combatentes fortes e resistentes vencerão a guerra dos concursos públicos”, são exemplos de colocações que cada vez mais têm se popularizado e, imagino que naturalmente, se consolidado no inconsciente dos candidatos. Recentemente ouvi este tipo de colocação de uma aluna, a qual a manifestou de forma tão convicta que me chamou atenção.
Devo reconhecer que cheguei a utilizar no primeiro livro que escrevi sobre o tema da preparação para concursos públicos uma metáfora que adota a expressão guerra e batalha. Dizia, talvez de forma não muito refletida e de modo a valorizar a metáfora, que o concurso público envolve uma guerra com várias batalhas, sendo que esta guerra termina com a vitória, ao ganharmos apenas uma batalha. No caso, as batalhas correspondiam aos diversos concursos públicos e provas que prestamos e, neste sentido, a intenção era sustentar que toda a trajetória de busca da aprovação pode se encerrar, de maneira vitoriosa, passando apenas num único concurso público, desde que este corresponda ao pretendido.
Porém, realizando uma reflexão mais aprofundada, e de modo a questionar e desconstruir a idéia que talvez estivesse ajudando a consolidar, considero que algumas ponderações se fazem necessárias.
Primeiramente, se há guerra, há um inimigo. Inimigo este que também nos ataca. Ou seja, atacamos, nos defendemos e contraatacamos. Mas o que e quem? Onde está o inimigo? Ele existe? Quem seria? Os “concorrentes”? A banca examinadora? A instituição que organiza o concurso público?
Conforme havia sustentado em texto no qual procurava relacionar a Eliminação da Copa do Mundo aos concursos públicos, influenciado pelo referido contexto, há um ramo da matemática aplicada denominado teoria dos jogos, no qual temos o conceito de jogo competitivo e jogo cooperativo. O primeiro corresponde à noção do jogo de soma zero, no qual para um ganhar o outro precisa perder, isto é, envolve a lógica do ganha-perde e do perde-ganha. Já os jogos cooperativos contam com o sentido do ganha-ganha.
Muito bem, a tese que sustentei na ocasião era de que, apesar de aparentemente ser estranho, o concurso público não é jogo de soma zero. A intenção era defender a compreensão de que o candidato deve ter um foco intrapessoal, não se preocupando com uma aparente concorrência. E assim, arrematava ponderando que se houvesse inimigo seria o próprio candidato, mas como ninguém é inimigo de si mesmo – ao menos enquanto regra, então não haveria inimigo.
Portanto, se não há inimigo, o concurso público não pode ser considerado guerra.
É bem verdade que existem diversos fatores e circunstâncias geradores de obstáculos e dificuldades. Poder-se-ia dizer que a falta de tempo é um inimigo, que as cobranças seriam outro e que as derrotas nas provas também ostentariam tal condição. Inegavelmente são aspectos que repercutem de forma negativa na esfera psicológica do candidato e atrapalham. Mas envolvem elementos objetivos, não sendo pessoas passíveis de serem eleitas inimigos.
Independente das ponderações até aqui apresentadas, na realidade, a minha principal intenção com o presente texto e as desconstruções propostas é procurar neutralizar esta lógica negativa que a idéia de guerra e combate podem trazer. Mais do que isto, no fundo o que pretendo é propor, ainda que enquanto uma intenção programática, que o processo de preparação para concursos públicos seja encarado como algo mais leve e quem sabe até prazeroso.
Reconheço que pode parecer utópico. Reconheço que alguém poderia sustentar que, na minha condição, tendo sido aprovado no concurso público pretendido e ocupando o cargo almejado, seria fácil fazer tal proposição. Mas faço tais ponderações considerando o processo que vivenciei, considerando o que fiz, pelo que passei e o que hoje entendo que deva ser feito. Levei cerca de quatro anos para ser aprovado no concurso que pretendia, ou seja, da Magistratura, tendo prestado dezenas de concursos públicos. É bem verdade que antes de ter sido aprovado no referido concurso público passei em vários outros, alguns dos quais assumi e outros não. Porém, a trajetória de candidato que experimentei não foi curta.
Mas o que pretendo com a presente proposta é que o candidato tente aprender a viver o processo. Tente focar mais na travessia do que no resultado, inclusive como forma de minimizar as tensões e aliviar a pressão, o que, diga-se de passagem, não significa falta de compromisso e tampouco indisciplina. Como dizia João Guimarães Rosa, “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.
Portanto, viva o momento, viva o tempo presente da preparação, ao menos tente. De modo a me refutar, poder-se-ia sustentar: “mas quero e preciso passar logo no concurso público!”. Primeiramente, tenho inúmeros fundamentos para sustentar que a preparação para o concurso público não é e não pode ser considerado um processo de curto prazo. Mas como este tema não envolve o objeto do texto, vou me abster de avançar no aspecto. Por outro lado, a criação de um contexto de auto-pressão e auto-tensão seguramente em nada contribui para a aprovação. Acredito que tende mais a atrapalhar do que ajudar.
Outro elemento importante consiste na tentativa de trabalhar o prazer em aprender. Há algum tempo publiquei um texto aqui no Blog exatamente sobre o tema do prazer em aprender na preparação para o concurso público (clique aqui e veja o texto Como trabalhar o Prazer em Aprender). E trabalhava fundamentos consistentes, de caráter científico e psicopedagógico-cognitivo. Não se tratava de autoajuda inconsistente. Neste sentido, não posso deixar de sugerir a leitura.
Além disto, ainda nesta perspectiva de desconstruir esta percepção de associar o concurso público à guerra e tentar minimizar as tensões, também é fundamental que procure trabalhar com o foco na execução do seu plano de estudos. Inclusive tendo um planejamento com parâmetros que permita o seu monitoramento. Não posso deixar de destacar que uma das minhas maiores preocupações com o desenvolvimento do Sistema Tuctor foi no sentido de criar mecanismos que monitorassem a execução do planejamento da preparação, estabelecendo metas de curto e curtíssimo prazo, inclusive de modo a proporcionar feedback.
Exatamente este é um dos papéis dos indicadores. Assim, a idéia é que o usuário foque nisto, se tornando refém e até viciado nos seus indicadores. Acho espetacular quando algum aluno ou usuário diz que não consegue ficar muito tempo sem alimentar a conta de estudos para que o Tuctor diga como está evoluindo. Porém, para aqueles que o sistema não gera um resultado tão positivo, que procure focar na semana seguinte, na superação do que não foi alcançado na semana atual ou anterior. Mas o fundamental é que foque na execução do plano.
Recentemente ouvi a seguinte pergunta de um aluno: “professor, como gosta tanto de números, estatísticas e indicadores, já fez alguns estudos para apurar o tempo que geralmente se leva para a aprovação no concurso público?”. Diante desta pergunta, olhei sério na cara dele e, apontando o dedo, disse: “você está proibido de fazer esta pergunta!” Obviamente que foi uma brincadeira, mas a intenção era assustar mesmo.
O que quero dizer com tudo isto? Viva o momento! Viva o processo de preparação. Foque na execução do seu plano. Se desenvolve uma preparação para o concurso de forma adequada, tenha a convicção de que a aprovação será uma conseqüência lógica e natural. Esta é a regra e o que estiver fora disto é exceção. E você não precisa ser a exceção.
Concluindo, a minha proposta com o presente texto é de que baixe as armas, ou melhor, desarme-se, se convença de que o concurso não é uma guerra, você não tem inimigos para combater e viva o seu processo de preparação. Se não seguir este conselho, espero que um dia, tendo passado no concurso público pretendido, se arrependa de ter encarado como uma guerra o processo de preparação. Mas no caso, o que importará mesmo é que terá passado.
Sucesso e Paz!












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Estimado Amigo Rogério,
Parabéns pelo texto. Um dos textos mais lúcidos que já li sobre preparação para concurso. Não tenho dúvidas que não existe guerra alguma. Devemos viver o momento, e com certeza se comprometer com os parâmetros traçados pelo Sistema Tuctor. A verdadeira guerra é superar os desafios do sistema, e melhorar nossas marcas. Cada dia penso que o Sistema Tuctor e sua ajuda são baluartes para a “virada de copérnico” na vida de cada concurseiro. Te comparo ao treinador do Usain Bolt. Vários candidatos de alto rendimento sairão das fileiras tuctonianas!
Obrigado!
Paz e bem!
Concordo com vocÊ no sentido de que é preciso buscar ter prazer em relação ao conteúdo do que está estudando e diante do próprio processo de disciplina, planejamento, cumprimento das obrigações traçadas para si mesmo etc.
contudo, meu caro Rogério, você disse:
“há um ramo da matemática aplicada denominado teoria dos jogos, no qual temos o conceito de jogo competitivo e jogo cooperativo. O primeiro corresponde à noção do jogo de soma zero, no qual para um ganhar o outro precisa perder, isto é, envolve a lógica do ganha-perde e do perde-ganha. Já os jogos cooperativos contam com o sentido do ganha-ganha”.
Olha, se diante da teoria dos jogos não se chegar à conclusão de que concurso público não é uma “guerra” é construir de fato uma “utopia”.
Sim, peço vênia aos que pensa de modo contrário, pois se em um concurso público temos por exemplo 2(duas) vagas para juiz. Se temos 1000 candidatos concorrendo, o resultado será: duas pessoas ficará aprovado e ocupará o cargo; e 998 pessoas não ocupará o cargo. Pontualmente e historicamente neste caso teremos dois vencedores(pois superaram os demais) e 998 pessoas que perderam a possibilidade de ocuparem “AQUELES DOIS CARGOS” POR TER SIDO SUPERADOS PELO OS DOIS CANDIDATOS QUE ATINGIRAM O NÍVEL MAIOR(SEJA POR MEIO DE QUALQUER OUTRO CRITÉRIO ALÉM DA PONTUAÇÃO). Veja que a questão é de luta sim, pois tudo depende da “relação”, ou seja, da comparação: quem foi além do que os outros.
Só teríammos os “JOGOS COOPERATIVOS” no caso, por exemplo, do exame da ordem… neste caso, ninguém está competindo com ninguém. passa quem atingir a meta. Neste caso do Exame da Ordem não teríamos uma “guerra” posto que a Banca examinadora não está com a intenção de reprovar ninguém, apenas de avaliar e verificar a compentencia em termos de conhecimentos adquirido para o bom exercício da profissão. Não há vagas, apenas “metas” a ser atingida na pontuação.
No concurso público, há sim uma guerra. Se há uma vaga, cada candidato estará lutando(de modo indireto)) contra todos os demais candidatos, pois não basta aplicar o sistema tuctor ou qualquer forma de avaliação de aprendizado, pois no caso de vagas limitadas sempre terá que superar o desempenho que os demais canditados obtiveram na realização da prova.
Vou dar mais um exemplo prático.Se há 1000 candidatos querendo ocupar (1)um cargo de juiz oferecido a ser provido… se estes mil candidatos, todos eles são leitores assíduos e concordam com a idéia do Rogério Neiva de que não há uma guerra na questão do concurso público, que você(cada candidato) só precisa se preocupar com o seu próprio desempenho, que se você atingir um bom rendimento no sistema tuctor, você pode se considerar com muitas chances de passar no concurso, assim como como demais também. Que deve “baixe as armas, ou melhor, desarme-se, se convença de que o concurso não é uma guerra, você não tem inimigos para combater e viva o seu processo de preparação” e que “tenha a convicção de que a aprovação será uma conseqüência lógica e natural”….
Estes mil candidatos, se assim pensarem, DE MODO “INTERSUBJETIVO” ENTRE OS MESMOS DE FATO NÃO HAVERÁ COMPETIÇÃO OU CONCORRENCIA OU GUERRA OU BATALHA – OU SEJA, DE MODO SUBJETIVO NÃO HAVERÁ ESPÍRITO DE COMPETIÇÃO OU GUERRA – PSICOLOGICAMENTE O CLIMA SERÁ DE CADA UM NA SUA E SE PREOCUPANDO SOMENTE CONSIGO MESMO E ACHANDO POR QUE TEVE BONS RENDIMENTOS NOS ESTUDOS ESTARÁ NO “PROCESSO DA LÓGICA NATURAL” DE QUE NÃO IMPORTA A CONCORRÊNCIA OU SE HÁ APENAS UMA VAGA: NO FINAL A VAGA SERÁ DELE, E TODOS OS DEMAIS ESTARÃO ALEGRES COM SUA CONQUISTA, DIZENDO “VOCÊ MERECEU” – OU ATÉ, VOCÊ PRECISAVA MAIS MESMO DO QUE TODOS NÓS DESTE CARGO.
No entanto, mesmo assim, se todos seguissem essa linha de pensar – NO MODO “OBJETIVO” DE QUEM VÊ OS FATOS DE FORA DA SUBJETIVIDADE DE CADA UM, TERÍAMOS UMA VISÃO DE TODO O PROCESSO DO CONCURSO PÚBLICO COMO UMA GUERRA DE FATO E DE VERDADE. OU SEJA, OLHANDO OS FATOS(O NÚMERO LIMITADO DE VAGAS E GRANDE QUANTIDADE DE CONCURSEIROS, EM QUE UNS NÃO OCUPARÃO O CARGO “NAQUELE CONCURSO” ESPECÍFICO, E OUTROS TOMARÃO POSSE – NÃO ME RESTA DÚVIDA DE QUE É UMA GUERRA EM QUE UNS É “VENCEDOR” E OUTROS “PERDEM”. Não quero dizer que uns “são perdedores”, de modo algum – pois sabemos que se não passa neste, passa em outro no futuro. Desse modo,quero deixar claro que de modo pontual e em deternado contexto histórico de um concurso teremos alguns passando e tomando posse do cargo e uma grande maioria(hoje de modo cada vez mais crescente) daquele que não conseguiram superar os demais aprovados:não conseguiram vencer não a pontuação almejada, mas o pontuação de um(ou mais)candidato(s).
Respeitando a posição contrária, é assim que penso.
No restante de seu pensamento, estou de pleno acordo. Deve-se querer eliminar a “tensão”, e o espírito belicoso. Tem candidatos que se tornam egoistas e fechados, e que de modo algum querem aprender com os demais… nesse sentido acho, em termos subjetivo, positivo o seu incentivo.
No entanto, só discordo, como coloquei no outro comentário, que tirar da realidade “objetiva” do processo como se dar o concurso público o fato de que temos milhares de concurseiros tentando superar muitos outros candidatos para se inserir dentro do número de vagas proposto – é não querer vê o óbvio: A LUTA, A GUERRA QUE SE TRAVA CONTRA SI E CONTRA TODOS.
MAS, destaco que a intenção sua é Boa e de psicologia anti-stress.
parabéns pelo instigamento do pensar sobre se é ou não uma guerra o concurso público.
Caro Marcos, parabéns pelas analíticas e bem elaboradas ponderações. No texto sobre a relação entre concurso público e a eliminação da Copa expliquei melhor a proposta de construção apresentada, ao adotar o conceito da teoria dos jogos. De fato, se fosse realizar uma análise pura e com base no modelo teórico, talvez houvesse dificuldades para um enquadramento perfeito nos jogos cooperativos. Aliás, como ocorre com as licitações, a intenção do sistema, conceitualmente e normativamente, é evitar arranjos cooperativos. Inclusive, um dos primeiros campos de maior aplicação de conceitos da teoria dos jogos, do ponto de vista prático, foi nos EUA nos leilões na área de telecom, tendo sido adotado conceitos estabelecidos por John Nash, exatamente no sentido de estimular a competição e evitar arranjos cooperativos. Mas a minha intenção mesmo foi sustentar que, na prática, a realidade é outra e por vários motivos, tais como o fato de que o número de vagas do edital pode ser apenas uma ficção, podendo existir várias outras, isto quando não é cadastro de reserva. Além do mais, temos uma grande assimetria de conhecimento entre os candidatos. Ou seja, não tenho dúvida de que, em regra, ressalvadas situações e concursos muito específicos, basta cada um se preocupar com a sua preparação e não olhar para os lados, entendendo que na prática não existem concorrentes. Isto é, foque no processo e não se preocupe com os outros candidatos.
Ótimo post. Bem, eu estou me dedicando a concurso público há algum tempo. E sou obrigada a concordar que existe este tipo de pensamento.Inclusive, já vi pessoas que se recusam a emprestar um livro porque acha que o fulano vai ser concorrente dele e coisas do tipo. Na realidade, acho que pensar desta forma é enlouquecedor, são muitos os fatores que contribuem para a aprovação em concurso. I
As pessoas, geralmente, colocam o conhecimento em primeiro lugar, mas com o tempo, eu venho percebendo que não é só isso.Vejo estudantes muito inteligentes e, de conhecimento razoável não obter boa classificação. Enquanto outras que não se destacam tanto assim ser aprovado rapidinho. Existem fatores muito importantes, como por exemplo, uma boa noite de sono, calma e estudo (é claro)…
Vejo a busca pela nomeação como uma guerra, mas a perspectiva é diferente. A guerra seria entre os fatores interno e os externos. Os seus inimigos seriam tudo aquilo, normalmente os fatores externos, que conspira contra seu objetivo, ou seja, a nomeação. Então você precisa elaborar um logística para transpor tais barreiras.
Só o fato de usar a estratégia por PROCESSO já seria um grande desafio, pois seria necessário um ambiente externo relativamente estável, sendo instável, seria como “dar uma marretada na mão de alguém e pedir que mantenha o silêncio diante da dor”. Na esfera da realidade, tem gente que pede demissão para criar um cenário estável por 2 anos, mas quando chega no 20º ainda não foi nomeado.
Contudo, já vi a estratégia por PROCESSO ser usada por quatro pessoas, mas todas tinham em comum, no cenário externo:
a) A família toda apoiava e SUSTENTAVA os candidatos;
b) Os país eram servidores;
Teve um fato em que um desses retornou para a casa dos pais com quase 40 anos com mulher e filhos. Ele estudou 4 anos, fazia duas coisas da vida: jogar bola e estudar; Sua esposa estudou 6 anos. Ambos fizeram duas provas somente e ambos passaram na segunda: Ele AFRF, ela ATRF.
Ele continua a pessoa mais humilde do mundo, ela paira uma áurea de soberba, mas acho que é só um momento de reconhecimento mesmo.
Meus amigos estudavam pensando no após serem nomeados, eu estudo pensando no IGP-M, pois moro alugado; No meu nome que consta no SPC que bloqueou meu cartão após certa empresa cobrar serviço sem eu ter adquirido; Os contratos de serviços que não consegui renovar e estou no vermelho; Que nunca fiquei sem ter dois anos de reserva depositado em uma conta, mas hoje estou com caixa zero; Mesmo passando em provas técnicas escrita e oral em empresas privadas de grande porte, eu ainda não esteja como CLT.
Ser racional me manteve sempre de PÉ, foi assim quando pedi demissão para fazer faculdade. Logo, vejo que tudo são RECURSOS vs COMPETÊNCIAS. Como eu só teria os recursos dos meus amigos nascendo novamente, busco desenvolver competências(emocionais,intelectuais…) é adquirir recursos em meu contexto. E é nesse busca que morra a minha guerra.
Considero plausível o conceito de que concurso público não seja uma guerra.
Aliás, com tantas dificuldades e desafios que passamos e ao chegar numa época da vida em que decide-se que a melhor saída é o concurso, ficar pensando que se tem que enfrentar “MAIS UMA GUERRA”, por si só já gera cansaço, desânimo e o medo de uma possível falha. Muitos nem sequer se dão a chance de tentar.
Acho desprezível quando alguém diz: “Se você não quer pagar o preço, então, nem comece”.
Porém, no fundo, no fundo, ninguém quer pagar um preço por nada. Nós tomamos a decisão de conseguir nossos objetivos, custe o que custar, pelo simples fato de saber que não há outra saída. Mas é claro que se pudéssemos ter tudo na mão, a vida seria bem melhor. Quantos não vivem na esperança de ganhar uma bolada na Mega Sena prá não ter que trabalhar mais durante a vida? Afinal, todo mundo gostaria, não é mesmo?
Ah, quem dera se vivêssemos ainda no “JARDIM DO ÉDEN”.
Portanto, alguém que inicialmente não esteja disposto a “pagar o preço” deve mesmo desistir? Claro que não! É apenas uma questão de repensar e decidir o que é melhor prá si mesmo, sabendo que a aprovação não cai do céu.
A visão que o Prof. Rogério tem passado, é realmente revolucinária, nos faz pensar, “RENOVAR A MENTE”, olhar as coisas sob outras perspectivas, mais otimistas, e deixar de achar que concurso é somente para os outros… para os mais fortes… para os mais inteligentes, etc.
Ou seja, é possível, sem precisar “parar a vida” por causa disso, focando no processo, quase que vivendo um dia de cada vez, cumprindo uma meta de aprendizado de cada vez, viver esta caminhada ou jornada, com o objetivo final de ser nomeado.
Tendo em mente que é possível atravessar a ponte e chegar do outro lado, e não que se está numa guerra correndo o risco de ser vencido, derrotado. Tendo em mente que o importante é chegar do outro lado, independentemente do tamanho da ponte, mas que, por enquanto, o importante é ir seguindo sobre a ponte. Uns vão a pé e de tênis, outros vão descalços porque não tem sapatos, outros podem até ir de carro, mas a ponte é democrática, e é prá todo mundo.
Quésede,
Obrigado pelas valorosas ponderações!
Abcs!
Rogerio
Professor Rogério…
realmente é um exagero a forma como algumas pessoas encaram a preparação para concursos como se fosse uma preparação para a guerra… e o próprio concurso como se fosse uma batalha contra os demais concorrentes…
Particularmente, vejo o processo de preparação para concursos como uma guerra, mas não contra outras pessoas… mas sim contra os nossos inimigos íntimos… a preguiça, o comodismo, a falta de iniciativa… esses sim são os nossos inimigos comuns na Batalha pelo SUCESSO…. e não o colega da mesa ao lado… esse na verdade é mais um companheiro de batalha… e se nos ajudarmos, todos nós poderemos ser felizes heróis nas nossas “lutas” internas… por esse motivo, entendo que a aprovação em um concurso nada mais é do que mais uma fase, ou melhor somente uma parte da vitória… o início de uma nova jornada em busca de novas batalhas … ou novas jornadas em busca do melhoramento pessoal constante…pois como disse um filósofo … o que você pode dar aos outros é a maneira como você vive…