No universo da preparação para concursos públicos, atualmente, a idéia da importância da estruturação de um planejamento de estudos trata-se de mais do que um consenso, consistindo em verdadeira unanimidade. E há diversos fundamentos que justificam esta compreensão, tais como: definição de um rumo a seguir; estabelecimento de metas de curto prazo; viabilização de condições para a adequada gestão do tempo; proporcionar feedback, indicando que a implementação de esforços por parte do candidato está o levando em busca do objetivo da aprovação.
Naturalmente que a adoção de um planejamento da preparação não consiste em condição formalmente obrigatória e indispensável para a aprovação. Mas os atuais padrões de exigência das provas e a intensa profissionalização e empenho nos estudos por parte de muitos candidatos tem tornado a planificação dos estudos uma preocupação de enorme importância.
E um plano de estudos adequadamente estruturado pressupõe o estabelecimento de metas e parâmetros para a sua execução. Exatamente esta consiste numa das finalidades da metodologia inerente ao Sistema Tuctor, ao cumprir com o referido papel a partir de variáveis e critérios como Matérias, Fontes de Estudo (FE), Unidades de Estudo (UE), Tempo por Unidade de Estudo (TUE) e tempo disponibilizado aos estudos por parte do candidato.
Parte destas variáveis, indispensáveis à adequada estruturação do planejamento da preparação, correspondem a estimativas. Principalmente por serem informadas num momento anterior ao início da execução do plano, isto é, na sua fase de estruturação. E estimativa não se confunde com certeza, tratando-se apenas de algo que se estima.
Assim, estabelecido o plano de estudos e iniciada a sua execução, a cada avanço podem ocorrer mudanças no cenário. Tanto por eventual inadequação das estimativas originais, quanto por diversos fatores incidentes ao longo da execução, tais como condições cognitivas do candidato, que pode estar passando por algum assunto que considera difícil, incidentes que impedem o cumprimento das horas de estudo comprometidas, problemas emocionais-psicológicos ou mesmo o possível cansaço e desgaste que acaba por afetar os estudos.
Vale ressaltar que o mencionado conceito de avanço envolve a superação de unidades de duração do plano de estudos, o que, na metodologia do Sistema Tuctor, é denominado Microciclo. Segundo o Glossário do Tuctor, o Microclico “trata-se da menor unidade de duração de um plano de estudos. O Microcliclo é determinado pela quantidade de dias que compõe uma Grade de Horários. Se a Grade for semanal, por exemplo de segunda-feira a domingo, o Microciclo será de 07 dias”.
Portanto, a cada microciclo, ou seja, a cada avanço em uma determinada unidade de duração do plano de estudos, conforme os resultados dos esforços empreendidos, é possível que o planejamento tenha que ser refeito.
E aí entra o papel da Equalização do Plano de Estudos. Trata-se de um mecanismo que reajusta o plano, conforme a realidade da sua execução.
A equalização garante que o plano de estudos evolua de forma equilibrada, racional e realista.
Promovendo a equalização do seu planejamento, o candidato garante a distribuição equilibrada dos seus esforços e tempo em relação às matérias e fontes de estudo. Vale lembrar que um dos recursos mais importantes na preparação para o concurso consiste no tempo. Equalizando o plano, o candidato distribui este recurso de forma mais adequada, respeitando o que efetivamente vem ocorrendo.
Outro papel importante da referida funcionalidade consiste na reformulação das metas de Unidades de Estudo, promovendo a devida adaptação à realidade do candidato, inclusive de modo a torná-las mais viáveis. Isto tende inclusive a minimizar possíveis angústias.
A equalização do plano de estudos também consiste em mecanismo de controle da execução do planejamento. Cabe destacar que a implementação do planejamento exige a preocupação com o monitoramento, o que envolve uma postura passiva de acompanhamento da execução, bem como controle, o que consiste em postura ativa, envolvendo intervenções de ajuste.
E assim, outro aspecto relevante consiste na colaboração para a adoção da idéia do foco no processo, no sentido de evitar que o candidato se torne refém da angústia do foco no resultado (clique aqui para ler o texto Preparação para Concursos e Foco no Processo) .
Mas a idéia fundamental é que os estudos voltados à preparação para concursos públicos e exames conte com a estruturação do planejamento, bem como meios que garantam a sua adequada implementação.











6 comentários até agora. Deixe o seu.
Prof Neiva, eu agora me tornei totalmente dependente destas UEs e estou sempre equalizando o plano no meu Tuctor. Esta equalização é o máximo!
Foi uma das invenções mais importantes que já vi, para quem está estudando.
Realmente agora sei na prática o que é este tal foco no processo que o Sr sempre fala. Eu estou totalmente focada no processo, com o uso da minha conta no Tuctor.
Valeu por dar esta dose de racionalidade à nossa vida na luta do concurso!
Bjs!
Muito bom o texto e a ferramenta.
Principalmente para quem a utiliza e desenvolve os estudos de forma cartesiana e racional.
Acompanho o que disse a colega Carla. Também sou um usuário e dependente do Tuctor para os meus estudos.
Considero o aplicativo uma revolução para quem estuda para concurso.
Um dia vou dar meu testemunho ao Prof Neiva.
Já apanhei muito vendo que as coisas não eram como eu imaginava no meu plano de estudos, graças ao Tuctor.
Agora estou caminhando de forma mais tranquila e realista, mas sempre tenho que equalizar meu plano e me ajustar.
Esta equalização é muito importante mesmo!
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