Quantas Horas Devo Estudar para Conquistar a Aprovação (3a Lição da Teoria Geral do Tuctor-Preparação de Alto Rendimento)

Por  •  30 mar 2010  •  Como se Preparar, Planejamento de Estudos  •  16 Comentários

Recentemente, estava navegando pela Internet e me deparei com esta pergunta. Não apenas me chamou atenção – apesar da falta de ineditismo do contato com tal questionamento, o qual, com certa freqüência, ouço em palestras, aulas e entrevistas, mas também me submeteu, de forma diversa do ocorrido em outras ocasiões, a um curioso processo de reflexão.

Não tenho dúvida de que se trata de uma indagação presente na cabeça de muitos candidatos. Muitas vezes chega a se tornar uma angústia.

Acredito que o motivo de tudo isto decorre do fato de que a identificação de quantas horas de estudo são necessárias torna mais concreto o caminho para a conquista do cargo público pretendido. Ou seja, seguramente, se sei quantas horas preciso estudar, em tese, ao menos me sinto mais tranqüilo, por contar com alguma ação mais concreta acerca do que devo fazer para conquistar o cargo pretendido. Mas tal definição tende não apenas a tornar mais concreto o caminho, como também ajudar a mensurar parte do custo pessoal que será pago. Assim, torna mais fácil a identificação do “mas qual é o sacrifício que eu preciso fazer?”.

Muito bem, se há a intenção e a pretensão de encontrar uma resposta, a primeira compreensão que se deve avaliar consiste no universo temporal considerado. Isto é, quantas horas por dia, por semana, por mês, por ano, ou até ser aprovado?

Outra frente de análise trata-se do sentido do “devo estudar”. Ou seja, trata-se do quanto posso estudar, do quanto quero e gostaria de estudar, do quanto estou disposto a estudar ou do quanto efetivamente preciso estudar?

Dessa forma, podemos pensar em quantas horas preciso estudar por dia ou por semana, mas chegar à conclusão de que não posso estudar tal quantitativo de horas. No caso, seriam necessários alguns ajustes na execução da preparação para o concurso público. Porém, independente do caminho que se faça para realizar tais ajustes, bem como onde se chegue a partir deste mesmos ajustes, uma questão fundamental é como se chegou à conclusão de que aquelas horas por semanas correspondem ao quantitativo tido por necessário.

Isto é, como se responde à pergunta: mas afinal, quantas horas devo estudar?

Estas considerações iniciais são fundamentais. E todas têm a sua importância e o seu sentido. Mas vamos considerar que nosso objetivo consiste na identificação de quantas horas efetivamente preciso estudar.

Neste sentido, se a intenção consiste em saber quantas horas são necessárias ao longo do processo de preparação, ou seja, se vamos adotar uma perspectiva mais ampla, algumas variáveis são fundamentais:

  1. qual é o meu objeto de estudo, ou seja, o que vou estudar?
  2. qual a natureza das fontes de estudos que vou utilizar?
  3. qual processo cognitivo que irei adotar?

Se vou estudar todo o programa do concurso pretendido (objeto de estudo), por meio de um estudo puramente bibliográfico (fonte de estudo), desenvolvendo leituras associadas à elaboração de resumos (processo cognitivo), vou levar determinado tempo. Se vou estudar apenas metade do programa previsto no edital, por meio de aulas na web e apenas as assistindo, seguramente, o tempo será outro.

Nestes termos, vamos imaginar que encontramos a solução para saber quantas horas devo estudar ao longo da preparação. No meu livro (Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional, Ed. Atlas), por exemplo, sustento que concursos para carreiras como da Magistratura ou do Ministério Público (Promotor de Justiça ou Procurador da República) levam cerca de mil horas. Também tenho estimativas que indicam quantitativos de horas totais para concursos de nível médio e para o Exame da OAB.

O festejado escritor Malcolm Gladwel, no seu livro Fora de Série: Outliers, sustenta que para se tornar um expert em diversos campos da ação humana são necessárias 10 mil horas.

Assim, considerando as estimativas que apresentei sobre a preparação para o concurso público, os leitores poderiam perguntar, mas como cheguei a este resultado?

Mesmo que diga agora como cheguei e os leitores, a partir daí, saibam identificar a resposta para o seu processo de preparação, uma dúvida ainda permaneceria: mas quantas horas devo estudar por dia ou por semana?

Enfim, para não cansar, não angustiar, bem como não instigar ainda mais a curiosidade, inicialmente, posso afirmar que, num primeiro momento, as minhas estimativas de horas para o concurso da Magistratura e do MP vieram da experiência que vivenciei, bem como de alunos que tive a oportunidade de acompanhar e orientar. Registro que minha carreira de candidato terminou em 2002, ao ter passado no concurso de Juiz, sendo que estou atuando como professor, exclusivamente em cursos preparatórios, desde 2004.

Mas independente da apuração por meio deste processo mais empírico e rudimentar, hoje conto com estimativas levantadas por meio de processos muitos mais precisos e até científicos. E como obtenho isto? Resposta: por meio do Sistema TUCTOR!

Não há outro meio. O Tuctor consiste numa ferramenta única e inédita que responde exatamente à pergunta formulada inicialmente. O sistema indica para o usuário não apenas quantas horas serão precisas no total, mas também quantas horas devam ser estudadas por semana.

O sistema mostra este quantitativo de metas de horas semanais no geral e por matérias. Também indica para o usuário uma perspectiva de data de conclusão.

Mas se, considerando a data da prova, o candidato precisa concluir seus estudos antes da data estimada? O Tuctor mostra quantas horas a mais precisa estudar por semana. Mas e se o candidato não pode estudar o quantitativo de horas sugerido? Daí o candidato precisa mudar algumas das três variáveis antes apontadas, ou seja, o objeto de estudo (programa), fonte de estudo ou processo cognitivo.

Enfim, ao invés de buscar chutes empíricos, muitas vezes imprecisos e precários, o candidato hoje tem à sua disposição uma ferramenta que gera estimativas e mensurações, voltadas à busca da resposta à pergunta que está na cabeça de muitos.

A preocupação com a apuração desta variável, inegavelmente, é de grande importância para uma preparação de alto rendimento, estratégica, eficiente e racional. Assim, tendo o referido cuidado, o você estará dando passos fundamentais para a conquista da aprovação.

Boas horas de estudos e sucesso!

Rogerio Neiva

16 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Cláudio Alberto disse:30 mar 2010 às 9:46 pm · Responder

    Muito bom o texto. Depois que conheci o trabalho do Prof Rogerio e o Tuctor meus estudos tomaram outro rumo. Agora controlo e quantifico tudo. Hoje sei quantas horas preciso e tenho que estudar.

  2. Marcela Farias disse:30 mar 2010 às 9:48 pm · Responder

    Fui aluna do Prof Neiva e acho que assimilei esta quase loucura de mensurar tudo! Isto tem ajudado muito na minha preparação. Obrigado!

  3. Marcos disse:30 mar 2010 às 9:51 pm · Responder

    As vezes fico um pouco assustado com esta preocupação de racionalizar demais. Mas não nego que tenha a sua importância. Parabéns ao Dr Rogerio pelo texto.

  4. Carlos Antonio disse:31 mar 2010 às 9:26 am · Responder

    O Dr Neiva é o John Nash do Direito! Dá aula de Direito Processual em gráfico cartesiano e fez uma equação para calcular acordos nas audiências. O Tuctor é apenas mais uma invenção deste “Mente Brilhante”!

  5. Igor Martins disse:5 abr 2010 às 9:47 am · Responder

    Como disse o colega Cláudio Alberto, o Tuctor realmente dá outro rumo aos nossos estudos.

  6. rosamaria disse:13 dez 2010 às 10:08 pm · Responder

    O texto é otimo, mas quantas horas devo estudar?

    • Rogerio Neiva disse:14 dez 2010 às 12:45 am · Responder

      Olá Rosa!
      Esta é a questão que o texto procura provocar, o que se relaciona com os métodos e contruções que venho trabalhando.
      Entendo que a resposta que você busca não existe, pois por trás da sua pergunta há uma tentativa de simplificar o que é complexo e não pode ser simplificado. Na minha visão este é o equívoco de muitos candidatos.
      E exatamente pela complexidade da pergunta, criei uma metodologia que pode dar uma resposta. A qual não é simples, pois passar no concurso não é simples.
      Mas para lhe ajudar, resumindo o texto, o tempo para passar no concurso depende do seguinte:
      1- concurso pretendido, que determina o programa (objeto de conhecimento);
      2- programa a ser intelectualmente apropriado pelo candidato;
      3- fontes de estudo a serem adotadas pelo candidato;
      4- processos congnitivos e capacidades cognitivas.

      Está vendo como não dá para responder da forma como gostaria?

      Abcs!

  7. Roberto disse:26 dez 2010 às 11:23 am · Responder

    Falou muito e não disse nada. Não consegui entender quantas horas preciso estudar.

    • Rogerio Neiva disse:26 dez 2010 às 6:00 pm · Responder

      Prezado Roberto,
      Lamento a incapacidade de compreensão. Reconheço, humildemente, que sempre posso melhorar a forma de expressão e comunicação nos textos.
      Mas, estatísticamente, considero que no caso o problema é cognitivo. Falta de capacidade de concentração e compreensão. E isto é grave para quem pretende passar no concurso público.
      Os candidatos microondas geralmente reclamam dos textos extensos. Querem tudo “mastigado”. Querem tudo fácil e rápido.
      O problema é que a banca do concurso não pensa assim…
      Torço por melhoras na capacidade e esforços para compreensão.

  8. LEONARDO CARDOSO disse:2 fev 2012 às 2:26 pm · Responder

    Com certeza ele não precisou conciliar trabalho com estudo ai é fácil.

    • Rogerio Neiva disse:2 fev 2012 às 2:50 pm · Responder

      Caro Leonardo, durante um curto espaço de tempo, envolvendo alguns meses, pude me dedicar exclusivamente aos estudos. Mas durante 3 anos de estudos, até passar no concurso da Magistratura do Trabalho, tive que conciliar os estudos com uma intensa e exigente rotina de trabalho.
      Inclusive tinha que conciliar a atividade profissional com a docente, pois antes de passar no referido concurso já trabalhava como professor na graduação do curso de Direito.
      E existem inúmeros outros candidatos hoje aprovados que trilharam o mesmo caminho.
      Conforme o texto indica, a diferença entre quem tem mais ou menos tempo é a duração até a aprovação. Mas viabilidade há.

  9. Guilherme R. disse:22 fev 2012 às 4:31 pm · Responder

    Não obstante já ter obtido êxito em alguns concursos sem usá-lo, acredito que o Tuctor é uma ferramenta muito importante para nós concursandos. Acabo de conhecê-lo, mas já fiquei surpreso pela sua funcionalidade. Como grande parte dos concuseiros, sempre realizei meus planejamentos de modo empírico – no máximo fazia uma mensuração dos M’s críticos – e, na maioria das vezes, acabava tendo de realizar adpatações quinzenalmente no planejamento, pela imprecisão empirística. Obrigado pelo artigo e o software, professor.

    • Rogerio Neiva disse:22 fev 2012 às 4:40 pm · Responder

      Caro Guilherme, obrigado pela manifestação e incentivo!
      Bom saber que não estou sozinho nestas convicções. E cada vez me convenço de que o importante não é a quantidade de pessoas que concordem e adotem. Mas a qualidade, no sentido de serem pessoas comprometidas com o estudo, responsáveis, racionais e, acima de tudo, que colhem os resultados.
      Concurso funciona assim: do amplo universo, a minoria passa e a maioria engorda estatística.
      Apostaria, com humildade e tranquilidade, que aqueles que acreditam nas teses e construções que sustento, fazem parte da minoria que passa. Por outro lado, aqueles que jogam pedras nessas mesmas teses que sustento, fazem parte maioria que não passa.
      Você é mais um dado para compor esta percepção estatística.
      Abcs e sucesso!

  10. Ronnie disse:9 abr 2012 às 2:18 am · Responder

    Tenho aproximadamente uns três meses para um concurso do MP, mas comecei a estudar agora. É possível eu ser aprovado? quantas horas de estudo por dia preciso ter?

    • Rogerio Neiva disse:9 abr 2012 às 6:51 pm · Responder

      Caro Ronnie, pessoalmente, considero um tempo muito limitado.
      Mas o que o texto propõe é exatamente uma metodologia para buscar a referida estativa. E daí, conforme o texto, tudo depende de algumas variáveis relacionadas às suas condições e ao concurso.
      Portanto, a resposta é: depende…

  11. Fabio disse:25 jan 2013 às 3:48 pm · Responder

    Parabéns pelo texto Dr. Neiva, infelizmente alguns candidatos ainda estão a procura de fórmulas mágicas e de métodos faceis e indolores para assimilação da matéria isso não existe.
    Não existe resposta pronta acerca de quantas horas alguem deve estudar, os objetivos dos candidatos são diferentes, a bagagem intelectual é diferente e a capacidade de assimilação é diferente.

    Quando comecei a estudar para concursos eu vivia procurando uma “fórmula” melhor para estudar, após algum tempo eu percebi que já dominava uma fórmula eficiente, os resultados obtidos mostravam que eu estava assimilando os conteúdos que havia estudado, o que eu buscava mesmo era um método mágico que me permitisse aprender sem esforço algum, rs isso não existe.

    Hoje vejo muitos candidatos agirem desta forma.

    É importante manter um esforço contínuo de melhora e de otimização dos estudos, entretanto, não existem repostas faceis nem fórmulas mágicas.

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