As provas estão difíceis???

Por  •  2 ago 2011  •  Aprendizagem, Como se Preparar  •  28 Comentários
concursos públicos como enfrentar uma prova difícil como passar como estudar fazer revisão para a prova revisar memória aprendizagem

Recentemente ouvi de uma aluna as seguintes colocações: “as provas estão muito difíceis e as bibliotecas estão cheias! Não está fácil passar no concurso público”. Confesso que não é a primeira vez que ouço colocações como esta. Aliás, digo que não é de hoje que existem candidatos com tais percepções e explicitando tais afirmações. Mas, inegavelmente, tenho percebido algumas característIcas que estão se acentuando nas provas, a exigir reflexão.

Muito bem, primeiramente, é preciso entendermos o que significa uma prova considerada  difícil. O que está por trás da percepção de dificuldade da prova?

Teoricamente, há duas possibilidades.

Pode ser que a percepção de dificuldade decorra da falta de disponibilidade intelectual das informações e conhecimentos solicitados pelo examinador. Também é possível que tal percepção decorra da complexidade e sofisticação da elaboração das questões.

O segundo aspecto nos remete aos modelos de prova. Em tese, há o modelo conteudista, no qual somente se cobra o domínio de um conceito, e o operatório, o qual apresenta um problema concreto ou lógico-conceitual-teórico a exigir solução, inclusive a partir da mobilização de um conceito. (veja o texto sobre os modelos de provas).

Obviamente que o segundo modelo conta com construções mais elaboradas e sofisticadas, o que, inclusive, impõe um trabalho e esforço intelectual maior ao examinador, indo além do pobre “copia e cola” da “lei seca”.

Considerando a referida compreensão, tenho uma hipótese na qual acredito: geralmente, a percepção de dificuldade não vem da sofisticação na elaboração das questões, ou seja, da segunda possibilidade. Esta percepção vem da primeira possibilidade, isto é, da falta de disponibilidade do tema cobrado.

E porque isto ocorre? Mais uma hipótese na qual acredito: as bancas estão cada vez mais cobrando conceitos irrelevantes, atípicos, específicos, peculiares, incomuns e arbitrários!

Me explico.

Existem conceitos que são tidos por mais relevantes, inclusive no âmbito da matéria, enquanto condição para a sua compreensão, geralmente consistindo em pilares conceituais. Há também conceitos de menor importância, ainda nesta perspectiva de compreensão. Por exemplo, no âmbito da compreensão do Direito Administrativo, a distinção de atos administrativos discricionários e vinculados, decorrente da classificação quanto à liberdade da Administração, tende a ser mais relevante, dentro do próprio Direito Administrativo, que a diferença entre atos-regra, subjetivo e condição, decorrentes da classificação quanto à natureza das situações jurídicas que criadas.

No mesmo sentido, o conceito de cláusula pétrea e o conteúdo do art. 60, § 4º, da Constituição Federal são mais comuns e típicos, no âmbito do Direito Constitucional, do que a composição do Conselho de Defesa Nacional, previsto no art. 91 da CF.

Outra distinção importante envolve os conceitos lógicos e os arbitrários. Os conceitos lógicos são aqueles que permitem a compreensão de sentido, ao passo que os arbitrários consistem em construções arbitrárias, sem a possibilidade de identificação de algum sentido lógico. O conceito de poder constituinte derivado pode ser considerado lógico, já os prazos processuais e quoruns  do processo legislativo, são mais arbitrários.

Compreendidas tais informações, alguns examinadores, para dificultar a prova, adotam conceitos irrelevantes, atípicos e arbitrários.

Por exemplo, um candidato que estuda o tema do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no âmbito do Direito do Trabalho, geralmente tende a saber com tranqüilidade o conceito, natureza jurídica, prazo prescricional, principais hipóteses de levantamento e o percentual da multa rescisória no caso de dispensa imotivada ou culpa recíproca. Porém, o examinador chega na prova – como ocorreu recentemente, e não cobra estas informações. Cobra se no caso de falecimento do empregado, o levantamento pode ser por habilitação direta de sucessores, reconhecidos perante a Previdência, ou por inventariante nomeado com procedimento de inventário previamente estabelecido. O candidato até sabe que o falecimento autoriza o levantamento. Mas não sabe um detalhe específico do procedimento de levantamento pelos sucessores, previsto num dos incisos do 17 incisos, do art. 20 da Lei 8.036/90.

Uma questão como esta, do ponto de vista da elaboração, não pode ser considerada difícil. Não há sofisticação ou inteligência do examinador. É pobre! É do tipo copia e cola. Foi muito limitada a mobilização cognitiva por parte do examinador para tanto. Foi bastante contido consumo de ATP e atividade neural realizada para elaborar esta questão.

Na recente prova objetiva do Ministério Público de São Paulo, aplicada no último domingo, há uma questão de Direito Constitucional que apresenta elementos conceituais como exercício dos direitos sociais e individuais, soberania, erradicação da pobreza e independência nacional, exigindo que o candidato os enquadre em categorias do texto constitucional como preâmbulo da Constituição Federal, fundamentos da república e princípios das relações internacionais. Entendo que uma questão como esta, no tocante à natureza da informação exigida, não se confunde com uma questão que cobre a eficácia subjetiva e objetiva, decorrente do controle concentrado de constitucionalidade.

Mas porque tais questões passam a ser difíceis na percepção de muitos candidatos? Por que o examinador cobrou uma informação atípica e peculiar, a qual provavelmente foi dada pouca atenção durante os estudos.

Segundo sustenta Daniel Schacter, psicólogo, professor e pesquisador da Universidade de Harvard, ao tratar da transitoriedade das memórias, “…com o passar do tempo, os detalhes vão se apagando e multiplicam-se as oportunidades de interferência – geradas por experiências posteriores parecidas – para obscurecer as nossas recordações. E aí então que nos apoiamos cada vez mais no que recordamos da essência, da parte principal do acontecimento, e tentamos reconstruir detalhes por dedução e até mesmo adivinhação...” (Os sete pecados da memória. Rio de Janeiro: Rocco – Ciência Atual, 2003, pág. 29). Apesar de tal colocação se referir às memórias episódicas, decorrentes de acontecimentos e experiências vivenciadas, não há dúvida de que tal construção se aplica às memórias semânticas, as quais envolvem informações e conhecimentos, sendo aplicável à presente compreensão acerca das dificuldades nas provas.

E daí então, o que fazer?

Primeiramente, reitero, como tenho reiteradamente e exaustivamente sustentado, que o primeiro passo é compreender e tomar consciência do que está acontecendo. A verdade nos liberta! Principalmente quando falamos em aprendizagem para concursos, considerando a infestação de “especialistas” formados em cultura de almanaque e sem qualquer credencial acadêmica sobre o tema.

Portanto, entenda o que está por trás da percepção de dificuldade e não se assuste! Se você caiu na questão do procedimento de levantamento do FGTS pelo sucessor do titular do direito ou alguma questão de outra matéria semelhante, não desanime e não se desespere. Isto não quer dizer que você não tenha condições cognitivas e capacidade intelectual para passar no concurso. Não valorize isto!

Além da tomada de consciência, entendo que seria aplicável aqui uma idéia que também  tenho sustentado de forma reiterada. Trata-se da separação de conceitos lógicos e arbitrários quando for estudar, buscando alguma forma de registrar os conceitos arbitrários, de modo a dar uma atenção especial nas revisões.

Assim, uma estratégia de estudos possível consiste na revisão destes conceitos nas proximidades da prova, inclusive para tentar mobilizar as memórias de curto prazo (clique aqui para ler o texto sobre Como fazer Revisões).

Outro caminho possível, a depender da situação, consiste na utilização de algumas técnicas mnemônicas. Como havia dito num texto anterior, recorri a esta estratégia para trabalhar as fontes de integração do Direito do Trabalho, previstas no art. 8o da CLT, principalmente enquanto estratégia para distinguir das fontes de integração do Direito Civil, previstas na LICC. (clique aqui para ler o texto Preparação para Concursos e Técnicas Mnemônicas)

Por outro lado, por mais que o examinador adote esta postura, estatisticamente, acredito que chegará um momento em que você o cercará. Ou seja, haverá um dia uma prova na qual, por mais que se cobre um conjunto de conceitos atípicos e arbitrários, você terá disponível o suficiente para passar.

Inclusive, neste sentido, quanto mais você faz provas, ou mesmos exercícios, mais reduz a chance de ser pego num destes conceitos no efeito novidade.

Recordo que em certa ocasião fiz uma prova num concurso para Procurador de Estado, na qual foi cobrada a diferença entre o princípio da individuação e substanciação no Direito Processual do Trabalho. Muitos candidatos não sabiam. Esta informação estava na nota de rodapé do manual de Processo Civil pelo qual estudava. Alguns meses depois, em outra cidade e num concurso para a Magistratura caiu a mesma questão. Eu sorri para ela! Ainda que se trate de um conceito lógico, a questão conta com certo caráter atípico.

Mas concluindo, a principal mensagem que deixo é no sentido de não supervalorizar e desmistificar o conceito de prova difícil, bem como trabalhar estratégias para neutralizar esta dificuldade.

28 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Carlos Antonio disse:2 ago 2011 às 10:58 am · Responder

    Prezado Dr Neiva,
    Gostei muito de duas coisas. Da proposta de entender o que acontece quando não conseguimos fazer ou erramos questões, sem que isto nos desanime, e da sugestão de como não cair nestas arapucas de examinadores.
    Parabéns por mais este texto que trata de forma técnica e científica a preparação para o concurso!
    Ainda não li seu livro, só vi o prefácio e a apresentação, mas concordo que o Sr criou a ciência da preparação p/ o concurso.
    Att.

  2. Rodrigo disse:2 ago 2011 às 10:59 am · Responder

    Concordo com o colega Carlos em tudo que disse.
    O texto é muito bom e elucidativo e o Prof Rogerio Neiva é o cara da ciência e da técnica da preparação.
    Com ele não tem auto ajuda fajuta!
    Abraços e sucesso a todos!

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 8:53 am · Responder

      Prezados amigos, obrigado pela incentivadora manifestação!
      Mas a intenção é contribuir de forma racional e com os pés no chão, para o alcance de resultados neste processo.
      Sem pirotecnia e ilusões…
      Abcs!

  3. Daliela Gracia disse:2 ago 2011 às 11:01 am · Responder

    Olá Prof!
    Estava até um pouco desanimada com a prova do MP-SP.
    Mas o Sr me fez ver a coisa de uma outra forma.
    Obrigada! Bjs!

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 8:54 am · Responder

      Muito bem Danila!
      Conte comigo.
      Abcs!

  4. Wagner Dias disse:2 ago 2011 às 11:02 am · Responder

    Parabéns Prof. Rogério !
    Continue assim,Lançando luz sobre às trevas.
    Sou muito grato por seus ensinamentos.

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 8:55 am · Responder

      Obrigado Wagner!
      Agradeço bastante a sua manifestação.
      Por isto que disse que a verdade nos liberta…
      Abcs!

  5. Felipe Rizzoto disse:2 ago 2011 às 12:12 pm · Responder

    Rogério, sem dúvida nenhuma, este é um dos melhores textos que já li!

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 8:58 am · Responder

      Obrigado pelo incentivo Felipe!
      Conte comigo…
      Abcs!

  6. William Batista do Nascimeno disse:2 ago 2011 às 7:08 pm · Responder

    concordo com o texto por inteiro, mas então, eis a questão, a OAB não quer saber se o Advogado é bom para a sociedade? conhece o direito? saberá se mover dentro do mundo jurídico? por que então encher uma prova de atipicidades? a OAB é necessária, porém, perdeu sua finalidade! concurso publico pode, por se tratar de uma busca dos melhores inscritos, mas a OAB não é concurso, é uma certificação! uma prova que o bacharel deve fazer para provar a sociedade que possui conhecimento técnico! o exame está disvirtuado…

    PS: não sei se tem a ver exatamente com a OAB o texto, porém, renato saraiva postou o link no site do portalexamedaordem.. por isso o comentário.. rsrs… mas para concurso público, sigo os demais e agradeço as palavras de conhecimento. ótimo texto e percepção!

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 9:00 am · Responder

      Boa colocação Willian!
      E esta questão do modelo de prova, acaba refletindo no debate da constitucionalidade, sendo que tais temas não se confundem.
      Não sou favorável à tese da inconstitucionalidade, mas acho fundamental discutir o modelo de prova.
      Abcs!

    • Patrícia Finelli disse:20 set 2011 às 11:41 am · Responder

      Prezado William, penso que a questão da prova da OAB é política. O governo compactuou com a abertura de muitas faculdades sem estrutura (um erro) e quer limitar ‘lá na frente’ o número de advogados (uma tentativa de corrigir o erro). Enquanto isso, a OAB tira vantagem cobrando de cada inscrito 200 reais e elaborando questões ‘irrelevantes’. É triste, mas preciso passar na OAB, portanto, vou estudar da forma como ela quer. Porém, os poucos artigos que li do Prof. Rogerio me inspiraram confiança, por sua fundamentação teórica e lógica. Um deles me deu uma dica muito importante (a da categorização), a qual estou utilizando na leitura do Vade Mecum. Mesmo para a OAB estou aproveitando os ensinamentos e reflexões postados pelo Prof. Rogerio. Abraços.

  7. Rodrigo Rodrigues Del Papa disse:2 ago 2011 às 7:52 pm · Responder

    Não vou nem falar que fiquei pasmo, pois, está virando figura comum, a facilidade com que o Senhor aborda certos “tabus” é impressionante, realmente o nível de dificuldade de uma prova pode ser relativo, e com certeza algumas bancas supervalorizam essa pseudo-dificuldade baseada na cobrança de notas de rodapé entre outros, só tenho medo que essa supervalorização da exceção não vire regra, e a aprovação vai passar a ser mérito não daquele que detêm maior conteúdo ou conhecimento e sim de quem detêm o conhecimento das exceções….é um caso a se pensar, e questionar certas bancas….

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 9:01 am · Responder

      Boa Rodrigo!
      A intenção do texto foi que as pessoas se convencessem disto! Sem ilusões, mas sem criar monstros.
      Obrigado pela incentivadora manifestação!
      Estamos juntos!
      Abcs!

  8. Alvaro disse:2 ago 2011 às 9:08 pm · Responder

    Muito bom! mas a prova da oab não se encaixa porque esta cada vez mais esta demonstrando que é só R$ que interessa, e fazendo mau a todos bachareis!
    Estou muito triste, pois a CF que aprendedemos na faculdade esta sendo ignorada e muita gente esta sendo prejudicada!
    Eu sei e sinto isso!
    Espero que o STF acabe com isso, trazendo a credibilidade da justaça para nós BACHAREIS!

  9. Marcelo Santos disse:3 ago 2011 às 1:15 am · Responder

    É fato que os concursos estão mais difíceis, por uma logica simples de mercado, muita gente, poucas vagas, logo, se exige mais para selecionar mais e não se permiti mais errar, pois em virtude do numero de pessoas que prestam concurso ser elevado, a chance de muitos dos concorrente terem acertado é cada vez maior.

    Quer ver uma coisa: Ultimo concurso da Policia Federal como foi: uma prova objetiva, uma redação, isso mesmo, uma REDAÇÃO e a prova física. Como vocês acreditam que sera próximo tão esperando concurso da PF? Conseguem imaginar? Questões subjetivas? isso é certo. Redigir um inquérito como peça? bem provável. Prova ORAL? O concurso pra DELEGADO DO ESTADO de SP e RN cobrou, alguém tem duvida que o da Policia Federal vai ter??? Prova física? essa eu estou apostando em uma prova praticada pelos Agulhas Negras no meio da selva amazônica, hehehe…

    A vida nunca foi fácil, se a sua era e não é mais, bem vido ao mundo.

    • Rogerio Neiva disse:3 ago 2011 às 9:07 am · Responder

      Caro Marcelo,
      O objetivo do texto foi abordar o conceito de percepção de dificuldade. Já o resultado trata-se de uma outra questão, ainda que diretamente relacionada.
      Não tenho dúvida de que a concorrência produz algum impacto quanto a um aspecto bem específico: os erros passam a ter um custo maior. Errar uma questão pode significar ser excluído da etapa seguinte, numa prova objetiva, pela nota de corte.
      Outra questão envolve os modelos de prova.
      Não sei se o que vc critica é pela concorrência ou por uma tentativa das instituições públicas de formatarem o perfil do aprovado, ou seja, futuro colega.
      Estou totalmente convencido disto.
      Veja na Magistratura.
      Alguns Tribunais tentam definir o modelo de juiz a partir do concurso. E aí há um duplo efeito: entra quem tenha o perfil que eu quero e os demais que já estão se tornam pressionados por esta nova leva de perfil de magistrados.
      Quando se faz uma prova oral de Delegado, na minha visão, a intenção não é pensando na quantidade de candidatos. Mas no modelo de Delegado que se quer.
      Isto pode ser bom ou ruim. Mas é peigoso…
      Pense nisto…

  10. Saulo disse:3 ago 2011 às 12:09 pm · Responder

    Ó timo texto professor, só lembrando que LICC mudou a nomenclatura e agora é “Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro”.

    Um forte abraço e continue com esse trabalho que tanto nos ajuda.

  11. Fernanda disse:4 ago 2011 às 3:31 pm · Responder

    Professor Rogerio!
    Parabéns pelas palavras.
    Já fiz três exames de ordem e não entendia a dificuldade que encontrava, se eu estudei para o exame. Até que nessa última prova me deparei com assuntos de menor relevância e percebi que havia mais uma preocupação, além das já existentes.
    E o seu texto vai exatamente de encontro a esse problema.
    Suas dicas são de muita valia.
    Obrigada!

  12. PIERRE DANTAS disse:7 ago 2011 às 12:10 am · Responder

    Prof. Rogério Neiva;
    Eu tenho 18 anos e curso Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco, estou em meu 2ª período. Desde o início (da escolha do curso) eu tenho em mente prestar o concurso da Polícia Federal para Perito Criminal… Mas, recentemente vendo o edital, eu fiquei em estado de desespero, pelo fato de ser um concurso com um alto teor de dificuldade…
    (estava no fundo do poço!!!) mas ao ver este vídeo de uma de suas palestras eu reacendi aquela chama que antes me movia…
    muito obrigado…
    ancioso para efetuar o cadastro no TUCTOR…

  13. Cláudia disse:16 set 2011 às 2:25 pm · Responder

    Professor,

    Lendo seu texto lembrei exatamente como me senti no último exame da OAB. Achei que estava preparada para enfrentar o “bicho papão” li código, fiz exercícios, me senti preparada para o exame e o que aconteceu? Dei de cara com questões totalmente desnecessárias, onde caberiam questões muita mais relevantes e que estariam realmente testando algum conhecimento.
    Desde então fiquei muito desmotivada e decepcionada com concursos, nunca havia participada de nenhum. Agora faço o curso do professor Renato Saraiva online, mas não tenho mais aquele pique.
    Parabéns pela matéria.

  14. Luciana disse:11 nov 2011 às 4:25 pm · Responder

    Professor, o que fazer quando as informações cobradas numa prova não constam do material disponível em 99% da Bibliografia indicada por aprovados para aquele concurso? Refiro-me à recente prova do MPDFT, onde o examinador exigiu conhecimento de conceitos como tatbestand (palavra em alemão que, depois da prova, descobri tratar-se de “previsão” na norma jurídica), eleições a bico de pena, espeicismo, dentre outros… Como estudar para uma prova da qual muitas questoes tratam de conceitos ou definições que mesmo os mais preparados NUNCA SEQUER OUVIRAM FALAR? Temas que não constam dos livros comumente usados? Como analisar a prova e descobrir de onde saem esses conceitos, de que livros consta aquela matéria, ou aquela abordagem?

    • Rogerio Neiva disse:11 nov 2011 às 10:17 pm · Responder

      Cara Luciana,
      O que você coloca de fato é um problema. Recentemente vi uma prova para Juiz do Trabalho, da 2a fase (dissertativa) que cobrava a abordagem de uma lei do Estado de Nova York. E foi daí para pior.
      Acredito que isto ocorra por conta de examinadores que ficam afastados da atuação profissional, licenciados para atividades acadêmicas, por vezes fora do país, não sabem o que é relevante para o exercício da carreira e transformam a prova num palco para mostrar o conhecimento do mundo acadêmico, distante da realidade e muitas vezes inútil, talvez até como forma de legitimar o seu afastamento e dar credibilidade ao seu conhecimento, que institucionalmente e profissionalmente não tem importância alguma.
      Algo semelhante ocorreu na primeira fase do último concurso do MPF. Valorização de temas de Direito Internacional que não guardam qualquer relação com a atuação de um Procurador da República. Enquanto isto, temas relevantes de Direito Administrativo acabam sub-valorizados.
      Mas se esta é a realidade, joguemos com as regras do jogo.
      Exatamente isto confirma a tese do texto.
      Este conhecimento não é complexo, apenas é desconhecido.
      Mas neste caso, o que fazer? Tratar como se trata conceitos arbitrários e, identificando que há examinadores com este perfil, o que no caso da Magistratura e do MP é fácil de detectar, levantar temas relacionados às linhas de pesquisas destes sujeitos.
      Abcs!

      • Luciana disse:25 nov 2011 às 3:27 pm · Responder

        Obrigada pela resposta, professor!

  15. mario angelico ribeiro disse:6 dez 2011 às 3:21 am · Responder

    gostaria muito desaber porque estudo tant e nao consigo passar na prova pois me esforco mais que posso mas nao compreendo pois se me conhecesse pderia dizer que e impossivel mas ja prestyei 3 vezes mas e agora espero contar com sua ajuda para ter sucesso mdese ja obrigado

Menções deste artigo em outros sites:

  1. Blog Exame de Ordem » As provas estão difíceis???
  2. Blog Exame de Ordem » Como memorizar: uma técnica simples e eficaz!

Deixe um Cometário