Os Estilos de Aprendizagem e o Estudo para Concursos

Por  •  1 dez 2009  •  Aprendizagem, Como se Preparar  •  3 Comentários

Você está se preparando ou vai se preparar para um concurso público ou exame? Qual é o seu estilo de aprendizagem? Qual a forma mais eficiente e adequada para desenvolver seus estudos?

Pois bem, estas perguntas envolvem um aspecto fundamental à preparação. Muitos candidatos não contam com a devida clareza quanto aos possíveis estilos de aprendizagem, bem como quanto aos que devam ser os mais adequados e eficientes para si.

A compreensão do presente tema exige a consideração de algumas premissas fundamentais. A primeira é que, conforme venho reiteradamente sustentando, a preparação deve ser pensada no plano estratégico e tático, sendo que o primeiro envolve a definição de aspectos estratégicos fundamentais para a estruturação do planejamento da preparação, ao passo que o segundo envolve os meios e caminhos voltados à implementação do plano de estudos. Portanto, a preocupação com as técnicas de estudo e os estilos de aprendizagem se situam no campo tático.

Neste sentido, é de extrema importância que o candidato compreenda que o objetivo de qualquer preparação consiste na disponibilidade do conjunto de informações e conhecimentos solicitados pelo examinador no momento da prova. Esta disponibilidade, por um lado, será determinante para a aprovação, sendo que, por outro, passa pela eficiência do processo de aprendizagem adotado.

Conforme as definições da neurociência, o conhecimento consiste em redes neurais que são desenvolvidas e podem ser acionadas. Vale lembrar que o nosso cérebro conta com cerca de 100 bilhões de neurônios. Considerando tais mecanismos neurobiológicos, a aprendizagem, juntamente com a linguagem, consiste numa função cognitiva secundária, ao passo que a memória, como também a atenção, consistem em funções cognitivas primárias. Estes elementos coordenados é que vão permitir que tenhamos a disponibilidade da informação no momento da prova.

Daí a importância da preocupação com os estilos de aprendizagem, pois estes guardam relação com a forma como as redes neurais que determinam a apropriação do conhecimento serão acionadas. Conceitualmente, segundo as construções da psicopedagogia, temos quatro possíveis estilos de aprendizagem, quais sejam: reflexivo, teórico, ativo e pragmático.

Cada candidato, de forma mais pura ou mais híbrida, irá se enquadrar nestes estilos. Por outro lado, cada técnica ou modalidade de estudo adotada tende a estar mais ou menos de acordo com os referidos estilos.

No livro de minha autoria sobre preparação para concursos (“Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”, Ed. Atlas), trabalho e desenvolvo quatro técnicas de estudos que podem ser agregadas ao estudo bibliográfico, as quais correspondem às seguintes: sublinhar textos, elaboração de esquemas, elaboração de mapas mentais e elaboração de resumos. Cada uma destas técnicas, considerando o nível de mobiblização de estruturas cognitivas envolvidas, tende a proporcionar um determinado nível de eficiência no processo de apropriação da informação.

Mas além disto, tal eficiência também é influenciada pelo estilo de aprendizagem do candidato e a relação que cada técnica guarda com o estilo de aprendizagem correspondente. Dessa maneira, entendo que subsistem as seguintes relações entre técnicas de estudo e estilos de aprendizagem: o estilo reflexivo se relaciona com a técnica de sublinhar textos; o estilo teórico se relaciona com a técnica de elaboração de resumos; o estilo ativo se relaciona com a técnica de elaboração de mapas mentais; o estilo pragmático se relaciona com a técnica de organização de esquemas.

Diante de todas estas considerações, pensando a preparação de forma estratégica e tática, naturalmente e logicamente na perspectiva de busca de eficiência e otimização dos esforços empreendidos, o candidato precisa avaliar ao menos dois aspectos fundamentais. O primeiro consiste na verificação, a partir de uma avaliação pessoal e subjetiva, do seu estilo de aprendizagem, de modo a buscar a técnica que entenda mais adequada.

O segundo consiste nas suas condições de preparação. Ou seja, pode ser que, considerando o tempo que a elaboração de resumos tende a demandar, não seja viável a conclusão do plano de estudos até a data da prova adotando a referida técnica. Neste sentido, o SISTEMA TUCTOR pode proporcionar uma relevante contribuição, por meio da ferramenta que indica estimativas de conclusão do planejamento da preparação, considerando as variáveis e informações inseridas pelo candidato-usuário. E com isto, pode considerar não apenas o seu estilo de aprendizagem, mas também a viabilidade da execução e conclusão do plano estabelecido.

Com isto, desenvolvendo as reflexões propostas e adotando as atitudes mais adequadas em termos de caminhos de aprendizagem, o candidato estará tomando iniciativas fundamentais para uma preparação estratégica, eficiente e racional. E assim, também estará dando passos importantes na busca da visualização do seu nome na lista de aprovados.

Boa preparação e sucesso na busca da aprovação!

3 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. René disse:16 mai 2010 às 6:28 pm · Responder

    Pois é, falou, falou,falou e nao definiu o que seja estilo pragmático… ou seja, não foi nada pragmatico! A meu ver, faltou clareza e objetividade! Da próxima vez, seja mais pragmático!

    • Rogerio Neiva disse:19 dez 2010 às 5:33 pm · Responder

      Respeito a opinião. Mas me dou o direito de também ter uma opinião no sentido de que faltou atenção e cognição para compreender a mensagem. Aliás, a intenção não é dar respostas prontas e acabadas.
      A intenção é provocar a reflexão. Sem a pretrensão de ser titular do monopólio da verdade absoluta.
      PS: pragmatismo não significa simploriedade e superficialidade, bem como não elimina a necessidade de esforço intelectual.

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