Mapas Mentais: vale a pena e como fazer?

Por  •  19 jul 2011  •  Aprendizagem, Como se Preparar  •  32 Comentários
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O objetivo do presente texto consiste na apresentação de algumas ponderações e provocações à reflexão sobre o uso de mapas mentais ou conceituais, enquanto estratégia de estudos no processo de preparação para concursos públicos e exames. Inegavelmente, subsiste algum modismo atualmente em relação ao uso do referido recurso, o que se caracteriza pelo interesse de natureza recente e generalizada, algumas vezes pouco refletida.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que, em tese, os mapas mentais ou conceituais podem ter dois sentidos. Ou seja, podem ser considerados fonte de estudo ou processo cognitivo.

Quando procuramos nos apropriar intelectualmente de determinada informação por meio de um mapa mental elaborado por outra pessoa, o presente recurso estará assumindo tão somente o papel de fonte de estudo. Quando estudamos algum objeto de conhecimento por outra fonte, como por exemplo um livro ou uma aula, e elaboramos um mapa mental, este terá o sentido de processo cognitivo. Naturalmente se realizamos uma revisão por meio de um mapa conceitual que elaboramos, passa a contar com os dois sentidos.

A presente distinção nos impõe uma primeira conclusão importante: estudar um mapa mental elaborado por um terceiro, em termos cognitivos, não é o mesmo que estudarmos por outra fonte e elaborarmos um mapa mental ou conceitual.

Outro aspecto relevante consiste na compreensão do sentido lógico-cognitivo inerente ao presente recurso. Segundo Johnson-Laird, professor e pesquisador na área da psicologia cognitiva e do raciocínio, “seres humanos entendem o mundo construindo modelos mentais (i.e., modelos de trabalho, modelos que predizem e explicam eventos) dele em suas mentes” (MOREIRA, Marco Antonio. Teorias de Aprendizagem. São Paulo: EPU, p. 183). Isto é, a todo momento construímos representações mentais.

As referidas representações mentais podem ser internas, efetivamente estabelecidas em nossa mente, ou externas, quando procuramos emitir uma mensagem.

As representações internas podem ser analógicas, quando tendem a espelhar a realidade, como por exemplo a fisionomia de uma pessoa que conhecemos, ou proposicionais, que correspondem às construções neurais puras, de caráter abstrato, envolvendo conceitos. Por exemplo, ao nos apropriarmos intelectualmente do conceito de poder constituinte derivado, construímos uma representação proposicional.

As representações externas, que desenvolvemos para emitir uma mensagem graficamente, podem ser pictóricas ou diagramáticas e palavras ou lingüísticas. Isto é, uma palavra consiste numa representação gráfica de uma mensagem ou informação. Da mesma forma que um símbolo, como a placa de trânsito com a letra “E” dentro de um círculo cortado na diagonal (proibido estacionar).

Portanto, os mapas mentais, se enquadram no conceito de representação externa pictórica e linguística.

No livro que escrevi sobre o tema da preparação para concursos, dediquei algumas linhas sobre o uso dos mapas mentais enquanto técnica de estudo, juntamente com outras passíveis de adoção. (clique aqui para mais informações)

Há diversos aspectos positivos quanto ao uso do referido recurso. No entanto, é preciso ter algumas preocupações, o que exige a devida reflexão crítica, pois os mapas mentais consistem apenas em mais um recurso, não proporcionando poderes especiais que produzam milagres, ou uma aprendizagem além dos padrões e limites inerentes aos seres humanos.  Felizmente ou infelizmente, os mapas mentais não farão de você um “mutante da cognição”.

A elaboração dos mapas conceituais envolvem a mobilização de diagramas ou figuras e palavras. Exatamente por isto, trata-se de uma representação mental externa, que conjuga a modalidade de caráter lingüístico e pictórico. Há recomendações de utilização de cores, o que contribuiria com a mobilização de estruturas cerebrais que atuam em processos criativos. Mas não há regras precisas e rígidas quanto à elaboração.

A figura abaixo, elaborada pelo Professor e autor de Direito Constitucional Leo Van Holthe, envolvendo os elementos que compõe o conceito de constituição, consiste num exemplo de mapa mental:

Elementos do Conceito de Constituição - Prof Leo van Holthe

Quando adotados os mapas mentais enquanto processo cognitivo, ou seja, quando o elaboramos, estes podem proporcionar o efeito ou recurso “priming”. Segundo o professor, pesquisador e neurologista Iván Izquierdo, referência científico-acadêmica no estudo da memória, “…muitos autores consideram a memória evocada por meio de ‘dicas’ (fragmentos de uma imagem, a ´rimeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons) como distintas dos demais tipos de memória mencionados. Em inglês, esse tipo de memória é chamado ‘priming’...” (IZQUIERDO, Iván. Memória. Porto Alegre: Artmed, p. 25). Ou seja, trata-se de uma parte ou fragmento que contribui com a evocação do todo.

No caso, considerando a referida compreensão, os mapas mentais também podem se traduzir num relevante recurso de revisão.

Tal recurso também podem ser um relevante mecanismo de organização da informação. Neste sentido, acredito que seja útil associar a técnica da categorização com os mapas mentais (clique aqui para ler Uma proposta de Técnica de Estudo).

Um exemplo da mencionada aplicação, conforme indicado no texto sugerido, seria a elaboração de mapas mentais categorizando as competências privativas da União, constantes no art. 22 da Constituição Federal.

Vale destacar que todo processo cognitivo voltado ao reforço de um processo primário tende a ser útil. Por exemplo, se assistimos uma aula ou lemos um capítulo de um livro e fazemos um resumo em seguida, estamos dando consistência à apropriação da informação-objeto.

Assim, ao elaboramos mapas mentais, também estaremos adotando a referida estratégia. No entanto, isto não significa que se trate do único recurso ou que seja o mais eficiente e eficaz.

Para quem adota os mapas mentais enquanto processo cognitivo complementar, é preciso considerar o seu estilo de aprendizagem (clique aqui para ler o texto Preparação para Concursos e Estilos de Aprendizagem). Ou seja, o presente recurso não terá a mesma eficácia para todos candidatos, até porque a subjetividade de cada um implica na rejeição de soluções absolutamente universalizantes.

Também para estes, cabem os mesmos alertas apresentados em relação às anotações de sala de aula (clique aqui para ler o texto O papel das Anotações de Sala de Aula).

Já para quem adota os mapas mentais enquanto fonte de estudo, o primeiro alerta é de que, conforme já manifestado, tal atitude não se confunde com o processo no qual se elabora o mapa mental. Ou seja, cognitivamente, elaborar o mapa mental é uma coisa e “ler” o mapa mental elaborado por terceiro é outra. E, teoricamente, o segundo processo tende a contar com consistência e eficácia menor que o primeiro.

Outra preocupação importante consiste no domínio dos antecedentes conceituais do objeto de conhecimento tratado no mapa mental. Neste aspecto, cabem as mesmas ponderações inerentes aos organizadores prévios. Conforme afirma o Prof Marco Antonio Moreira, “…se o aprendiz não tem algum conhecimento prévio relevante e/ou não apresenta predisposição para aprender, não há organizador prévio que supra tais condições para aprendizagem significativa.” (idem, p. 12).

Isto é, estudar um mapa mental sobre as espécies de constituição, sem ter o domínio do conceito de poder constituinte originário e derivado, pode comprometer a eficácia da apropriação intelectual acerca das espécies de constituição quanto à mutação constitucional.

Por fim, alerto que o presente texto se trata apenas e tão somente de considerações preliminares sobre o tema, o qual exige um aprofundamento no trabalho de pesquisa, reflexões e mesmo testes de eficácia, desenvolvidos de forma estatisticamente parametrizada, inclusive para que se alcance conclusões com credibilidade científica.

E você, na sua experiência, o que acha dos mapas mentais? Dê sua opinião, relate se vem adotando e o que está achando.

Bom estudo!

OBS: CLIQUE AQUI PARA VER OUTRO MAPA MENTAL ELABORADO PELO PROF LEO VAN HOLTHE.

32 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Leonardo de Matos disse:19 jul 2011 às 2:12 pm · Responder

    Eu sou do espírito santo, sempre utilizo nos meus estudos. Posso testemunhar que é algo bem proveitoso.

    Abraços

  2. Rodrigo Rodrigues Del Papa disse:19 jul 2011 às 9:03 pm · Responder

    O Mapa Mental tal qual um resumo é muito mais válido se for feito por nós mesmos…. vc estudar e fazer um resumo ou mapa mental é muito mais válido do que estudar um resumo ou mapa pronto por terceiro…. a apropriação do conhecimento quando é assimilado pelo próprio estudante é muito mais concisa do que quando é feito por terceiros…bom esta é a minha opinião…

  3. thaty disse:19 jul 2011 às 10:59 pm · Responder

    gostei! utilizo do recurso e gosto, mas sou eu mesma que faço os meus proprios mapas ;)

  4. Vinicius disse:20 jul 2011 às 10:57 am · Responder

    Eu uso mapas mentais, eu estou tirando proveito disso. Utilizava programas para criá-los, utilizava o MindJet MindManager, é um programa legal, faz mapas semelhantes ao que está neste artigo, mas eu prefiro tentar rabiscar, por mais que tenha que fazer mais de uma vez o mapa para limpar os borrões, para mim sinto que fixa mais o conteúdo. Abraço.

  5. Igor Melo disse:20 jul 2011 às 5:31 pm · Responder

    Creio na relevância dos mapas mentais, sobretudo em relação ao que costumo chamar de memória visual. No entanto, para mim, trata-se de um recurso que demanda muito tempo na elaboração, ainda mais quando tendemos a ser perfeccionistas. Os resumos esquematizados ainda estão liderando a minha lista de métodos de assimilação e revisão do conteúdo estudado.
    Abraço a todos!

  6. GLADSON GUIMARAES disse:20 jul 2011 às 11:28 pm · Responder

    Utilizo esse recurso há cerca de 4 meses, e n vejo-me em ele, Contudo, percebo que a minha memoria visual é retraussada e tenho o mapa mental a estrategia eficaz para o estudo para concurso.

  7. Ronaldo disse:20 jul 2011 às 11:34 pm · Responder

    Isso moçada, vai fazendo mapa mental, acreditando em papai noel e conto da carochinha e não se assustem com o resultado da redação!
    Façam um mapa mental na redação!!!
    É preciso que o candidato aprenda a racionar e redigir o raciocínio, de forma bem automática, pois o tempo é curto.
    Eu estou fora desta!!!!!! Não uso e não quero usar!!!! Quero estar em condições de redigir.
    No dia que puder responder as questões em mapas mentais posso até me interessar por esta modinha.
    Mas por enquanto, estou fora!!!!!

    • Alberto Dell'Isola disse:23 jul 2011 às 11:54 am · Responder

      Ronaldo,

      entendo sua reclamação sobre o mapa mental. O grande problema é que vários professores tem vendido a ideia do mapa mental como uma panaceia.

      O Mapa Mental funciona SIM. No entanto, em contextos específicos.

      Abraços!

      Ps: Parabens mais uma vez ao professor pelo texto.

      • Rogerio Neiva disse:23 jul 2011 às 5:16 pm · Responder

        Caro Alberto,
        Obrigado pelo esclarecimento ao leitor e pela manifestação!
        Muito lúcida a ponderação, a qual acompanho na plenitude.
        Abcs!

  8. Patrícia disse:20 jul 2011 às 11:37 pm · Responder

    Eu acho legal os mapas mentais para algumas coisas e em algumas situações. Mas concordo que também precisamos treinar para as questões dissertativas e nisto os resumos ajudam mais.
    Inclusive, já passei na OAB (1a e 2a fase) e acho que o pessoal que vai fazer a 2a fase agora deve esquecer os mapas mentais, pois para fazer a peça e responder as questões é preciso redigir.
    E aproveito para agradecer o Prof Neiva por mais este texto espetacular e provocativo, como sempre!!!
    Bjm!

  9. Rachel Gomes disse:25 jul 2011 às 3:16 pm · Responder

    Os mapas mentais são apenas uma outra técnica de aprendizado, diria até de memorização. Eu uso demais os mapas, eu mesmo os elabora, em todos os assuntos e tópicos que exigem repetição e memorização.

    Mas, ao contrário do ilustre professor Leo van Holthe, não acho muito produtivo fazer mapas mentais muito “poluídos” de informações, pois transformam-se em resumos graficamente arranjados apenas.

    Acredito que, para o FIM ‘MEMORIZAÇÃO’, cada um deva inventar seu próprio código, sua própria ‘linguagem’, seus signos e significados, a exemplo das placas de trânsito, da taquigrafia, reduzindo os dados ao essencial e relacionando a imagens e cores.

    Caro colega Ronaldo, quem realmente ELABORA os mapas mentais usa plenamente várias funções cerebrais essenciais para o desenvolvimento da habilidade de escrita. Afinal, de antemão a pessoa deve LER o conteúdo (livros, anotações de aula, apostilas), depois COMPREENDER e,finalmente, sintetizar em poucas palavras e/ou imagens, de modo inteligível, para que possa captar numa próxima releitura (em suas revisões ou à vésperas de prova).

    Claro que se vc não tem dificuldade nenhuma em memorização, não precisa “perder tempo” com isso. É apenas um atalho, um bom exercício cerebral de ótimo aproveitamento, ao menos pra mim.
    Além do mais, é algo que se faz precipuamente nas primeiras fases de concurso, onde legislação e jurisprudência caem em massa. Se a pessoa já estiver mais adiantada nos estudos, passando com facilidade sempre nas primeiras fases, essa coisa de mapa já é passado – graças a Deus -, que foque na doutrina e na prática de peças!!

    Boa sore a todos.
    Abraços,
    Rachel

  10. Cláudia disse:2 set 2011 às 9:34 am · Responder

    Prefiro fazer resumos e geralmente faço resumos.
    Concordo com o Ronaldo, precisamos aprender a racionar e escrever. Não dá para responder questões fazendo mapas mentais.
    Acho que para a prova objetiva e quanto a algumas coisas até vale a pena.
    Mas não como técnica de estudo principal.
    Também acho que esta coisa de mapas mentais está meio na modinha.
    E tem gente falando nisto como recurso de estudo sem nem ter formação.
    Minha segurança com o Prof Neiva é que ele tem formação sobre aprendizagem, já passou em vários concursos e mostra os argumentos científicos do que ele diz.
    Por isto vou com a visão crítica.
    Bjs!

  11. Marcos Antonio disse:2 set 2011 às 9:35 am · Responder

    Eu acho que os mapas mentais devem ser tratados como uma técnica secundária.

  12. Andre Azambuja disse:2 set 2011 às 11:18 am · Responder

    Resumos! Esse método aprendi com a Tia lá do ginásio, tradicional, eficiente e eficaz.

    - Cuidado com esses mapas mentais vendidos por aí;
    - Prefira resumir bons livros;
    - Resumir no inicio não é fácil, mas com a prática o estudante irá internalizando uma “biblioteca” de conhecimento. Inevitavelmente, a prática
    permite o leitor criar um poder de síntese cada vez mais veloz.

    • Rogerio Neiva disse:2 set 2011 às 2:58 pm · Responder

      Pessoal, a intenção do texto foi propor conceitos e provocar reflexões!
      A proposta não é que se trave um debate para saber quem está certo e quem está errado.
      Cada um deve avaliar, considerando suas várias particularidades e subjetividades em termos de processos cognitivos, o que entende como melhor para si.
      Os que criticam o recurso objeto do texto, que reflitam sobre a possibilidade de reconsideração.
      Os que defendem, de avaliação de outros caminhos.
      E assim vamos evoluindo.
      Agradeço todas as manifestações!
      Abcs a todos!

  13. Alex disse:2 set 2011 às 11:51 am · Responder

    muito cientificismo e pouca prática , esse professor em vez de ajudar só complica ainda mais o assunto. Prefiro outros autores que tem linguagem como de um bate papo informal e voce aprende muito mais.

    • Rogerio Neiva disse:2 set 2011 às 3:07 pm · Responder

      Caro Alex,
      Primeiramente, entendo que toda crítica educada e respeitosa deve ser considerada, bem como a presumo apresentada a partir de boas intenções e objetivos construtivos.
      Neste sentido, agradeço e, com toda humildade pela qual sempre me pautei, principalmente no sentido de não me considerar o titular do monopólio da verdade absoluta, irei promover a devida reflexão.
      Também com a mesma humildade, respeito suas preferências e espero que tragam frutos, bem como desejo que estas pessoas que admira apresentem conceitos e proposições de maneira consistente e fundamentada. Desejo ainda e presumo que estas pessoas contam com formação e fundamentos para o que apresentam.
      Saiba que minha intenção é sempre contribuir, ainda que tal objetivo seja frustrado. Porém, de forma séria e fundamentada.
      Quanto à prática, o objetivo é sempre apresentar conceitos para que cada um veja como se aplica na sua própria prática. Isto considerando a premissa de que ninguém aprende de forma totalmente igual a ninguém.
      Por isto a idéia é apresentar conceitos e provocar reflexões, para que cada um reflita e aplique à sua realidade.
      O que posso lhe garantir é que me empenho nos estudos e na pesquisa para fazer o melhor dentro dos meus limites, sempre em busca da verdade científica.
      Tenho certeza, com base em resultados concretos e reais, que este trabalho ajuda e já ajudou muita gente que hoje está aprovada em concurso.
      Mas não tenho a pretensão de conquistar a unanimidade.
      O fundamental, na minha humilde visão, é trabalharmos de forma séria, nos esforçar e sempre buscar o melhor, sem se iludir com os atalhos.
      E os atalhos são tentadores, pena que não trazem resultados…

  14. Ivan Martins disse:2 set 2011 às 1:08 pm · Responder

    Bem, este recurso é mais um entre tantos existentes, basta o estudante testar e ver se se adpata ao método. Confesso que os utilizo desde o colegial e os usei em toda a faculdade de Direito e agora na minha preparação para concurso. Cada pessoa tem uma facilidade para aprender a matéria de um jeito diferente; uns só lêem, outros gostam de ouvir a matéria em MP3, outros gostam de desenhar etc. Os mapas mantais não são bons e nem maus, mas quem os utilizará deverá ver se lhe é bom. Para mim, foi e continua sendo útil.

  15. Johnson Teixeira do Nascimento disse:4 dez 2011 às 7:13 pm · Responder

    Primeiramente, é muito importante ler bons livros, entender e fazer os próprios mapas mentais (não usar prontos).
    Eu utilizo os métodos que aprendi no livro “Mapas Mentais e Memorização para Provas e Concursos” de William Douglas e Felipe Lima.
    Lá ensina que se deve utilizar cores diferentes, abreviações, letras grandes, escrever a partir do centro e sempre usar imagens.
    Todos os dias, antes de continuar no assunto ou aprender novos, reviso os mapas anteriores (pouco segundos em cada mapa).
    Outra dica é não encher os mapas de textos, ou pelo menos evitar ao máximo, já que acaba demorando muito para revisá-los.
    Lembro também que os mapas mentais são mais um recurso e não o único e infalível. Vai de pessoa para pessoa saber se ajuda ou atrapalha.
    Melhorei muito com eles.

  16. Cláudia disse:11 jan 2012 às 4:49 pm · Responder

    Johnson, você sabe se o que estes autores dizem tem base científica? Estes caras tem formação na área de aprendizagem?
    Como disse antes, minha segurança com o Prof Neiva é que ele já passou em concurso difícil, sei de muita gente que passou em concurso difícil orientada por ele, inclusive a irmã dele que tem um depoimento neste site, e principalmente estuda ele tem base científica para dizer o que diz.
    Agora as pessoas que ficam falando que isto funciona e aquilo deve ser de tal jeito sem base científica e formação na área eu estou fora.
    Pode até ser que esta questão de muitas cores funcione. Ok, beleza, mas cadê o estudo e a pesquisa científica que prova isto? Foi de qual Universidade? Foi publicado em qual revista científica? Está em qual livro?
    Hoje em dia todo mundo sabe ensinar como passar em concurso e mesmo sem nunca ter passado ou estudado o assunto cientificamente.
    #prontofalei!

  17. Nanda disse:17 jan 2012 às 11:58 pm · Responder

    Agradeço ao professor pelo excelente texto e principalmente pela disponibilidade de publicar o material pela internet, sem cobrar para que possamos ter acesso… Estudo há um ano e meio para concursos e sempre “bato na trave”, fico no “por pouco”, por isso, pretendo utilizar o método… Afinal, acredito que nenhuma forma de estudo é perda de tempo! Abraço a todos!

  18. Becky Marques disse:11 abr 2012 às 5:44 pm · Responder

    Nossa, eu faço mapas mentais pra estudar para as provas da faculdade e para os concursos e nem sabia que tinha esse nome!!! hahahahaha

  19. Erik Lelis disse:15 mai 2012 às 7:01 pm · Responder

    Professor eu gostaria de saber se é necessário algumas leituras do referido texto para assim criar o mapa ou posso entender o texto no mapa?

    grato

    • Rogerio Neiva disse:15 mai 2012 às 8:45 pm · Responder

      Erik, conforme o texto propõe, em tese o mapa mental seria um recurso para o reforço da informação apropriada por meio de outra fonte, podendo ainda servir (em tese) servir de fonte primária para a apropriação da informação, no caso de um mapa mental elaborado por um terceiro. Particularmente, entendo que a utilização mais eficaz seria a primeira.
      Abcs!

  20. Demétrios Fortes disse:21 mai 2012 às 12:14 am · Responder

    Ólá a todos, gostaria de, em primeiro lugar, saudar ao prof. pela magistral abordagem acerca do tema. Em particular, já li e vi muitos comentários sobre técnicas de estudo para concursos, adotei com uma delas, a elaboração dos mapas mentais, mas pra ser franco, ainda me pergunto se o tempo dispendido para a sua elaboração, vale a pena ao final do processo! abraço a todos.

  21. Bruno Soares disse:28 set 2012 às 8:50 am · Responder

    Muito bom, estou estudando para o TJ/MT, cujo edital saiu agora em setembro e preciso muito de dicas como esta para proveito de meus estudos, parabéns ao professor e que ele sempre esteja disposto a ajudar quem está nesta batalha, e como o próprio já citou, vejo que está técnica deve ser usada por pessoas que percebam que sua absorção aumentou em decorrência da criação individual dos mapas, mas existem outros que aprendem melhor se valendo de outras técnicas, afinal não somos robôs e sim humanos, a diferença é marca.

  22. Almir Vasconcelos disse:12 out 2013 às 5:17 pm · Responder

    Excelente dica para o estudo de qualquer disciplina, principalmente para os concurseiros. Sempre utilizei esses mapas, embora desconhecesse tal denominação.

  23. João Alves disse:18 abr 2014 às 9:18 pm · Responder

    Olá, Rogerio Neiva.

    Muito interessante o debate que o sr. propôs.

    Por este ser um espaço curto, ele não é o ideal para eu explicar, detalhadamente, como funciona o processo de aprendizagem.

    Porém, para não deixar muito vaga minha contribuição, eu posso afirmar que a aprendizagem só ocorre realmente quando se percorre três etapas: 1) a aquisição; 2) a retenção; e 3) a aplicação do conhecimento.

    Importante ressaltar que essas etapas ocorrem em momentos distintos.

    Se elaborados corretamente, os mapas mentais atuam eficazmente nas duas primeiras etapas.

    Quanto ao “mapa mental” postado, apesar das informações estarem bem dispostas, não constitui um mapa mental verdadeiro.

    Numa rápida olhada, eu pude observar que faltam alguns elementos essenciais nele: imagens, uma única palavra por ramo e linhas orgânicas e fluídas.

    O processo de seleção de uma única palavra chave por ramo é que faz com que seu cérebro trabalhe ativamente e já ajude na transferência da Memória de Curto Prazo para a Memória de Longo Prazo.

    Exemplos de mapas mentais:
    - https://docs.google.com/file/d/0B9BTNWSh-823cU9raDF2QV9wOVE/edit
    - http://mapasmentaisbr.com/memorizacao-com-mapas-mentais-como-ser-esperto-na-era-da-informacao/
    - https://docs.google.com/file/d/0B9BTNWSh-823YjA5NGN4RDg3bnc/edit

    Abraço.
    João Alves

    • Rogerio Neiva disse:20 abr 2014 às 10:41 pm · Responder

      Prezado João,
      Primeiramente esclareço que o conceito de aprendizagem é complexo, não comportando reducionismos e contando com vários modelos e paradigmas que procuram desenvolver explicações. Da psicologia cognitiva à psicologia comportamental, passando pela neurocência. Por exemplo, quando você fala em “aquisição”, algumas questões relevantes são: o que é aquisição? O que provoca esta aquisição? Como se dá isto do ponto de vista neurofisológico? O que nos permite afirmar que houve aquisição? Qual foi a experiência de contato com a informação ou estímulo que levou a este fenômeno que chama de aquisição? Portanto, entendo que não se trata de algo tão simples como parece ser. A psicanálise, por exemplo, trata de estímulos ou experiências objeto de aquisição, mas quanto as quais não há consciência. E no caso, naquilo que a psicanálise se propõe a fazer, houve aquisição na formação de memórias inconscientes.
      Por outro lado, segundo vários neurocientistas de referência no tema, a memória de curto prazo não é etapa da memória de longo prazo, mas sim processos paralelos.
      Não obstante, quanto à questão da palavra chave, me parece que esta se relaciona com o conceito de priming, o que se dá no plano da evocação, e não da formação da memória de longo prazo. Trata-se, no caso, daquela informação isolada que facilita a evocação de um conjunto mais amplo de informações.
      Quanto ao mapa mental, segundo o próprio Tony Buzan, tido por alguns como pai da técnica, não há regra para sua a sua construção. Portanto, não sei a referência bibliográfica que teria colocado o que você disse, mas nunca vi nenhum autor sustentar com fundamentos que um mapa mental para ser válido deve atender as condições que mencionou.
      Att.

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  2. Concurso Público | Mapas Mentais: vale a pena e como fazer? « GEN Jurídico
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