Você conta com metas de curto prazo nos seus estudos? Dispõe de critérios para apurar se avança conforme o previsto? Tem parâmetros-meta de avanços na execução do seu plano de estudos? Conta com um plano de estudos estruturado?
Se as respostas anteriores são positivas, a pergunta que se impõe agora é: sabendo que não está cumprindo as metas, tem consciência dos motivos do não cumprimento? Muitos usuários do Sistema Tuctor, que por esta condição passam a contar com metas de curto prazo, algumas vezes se sentem frustrados por não estarem alcançando as metas estabelecidas pelo Sistema. Alguns reclamam do Sistema, afirmando que as metas são inviáveis, outros dizem que o Tuctor seria um tipo de carrasco digital exigindo o que não podem dar.
Sempre que ouço este tipo de colocação, respondo de pronto: quem estabeleceu as metas foi você, e não o Sistema! O Tuctor apenas as sistematizou. Na realidade, há outros relevantes elementos a serem considerados, os quais estão por trás destas colocações.
Primeiramente, é fundamental a compreensão da importância das metas de curto prazo. Existem vários fundamentos que justificam esta idéia.
Segundo afirma o atleta Michael Jordan “…sempre procurei fixar metas de curto prazo. Ao olhar para trás, pude ver como cada um daqueles passos ou conquista me levou à etapa seguinte” (“Nunca Deixe de Tentar”, Ed. Sextante, p. 21). As metas de curto prazo também contribuem com a adoção da lógica do foco no processo, indiapnesável para aliviar e minimizar as angústias da lógica do foco no resultado (clique aqui para ler Preparação para Concursos e Foco no Processo).
As metas de curto prazo também contribuem com a motivação por processo, ao proporcionar feedback. Existem dois grandes blocos de teorias da motivação, uma se baseia na motivação por conteúdo e outra por processo. A motivação por processo, por sua vez, tem como uma de suas bases o estabelecimento de metas e feedbacks. Neste sentido, conforme o psicólogo organizacional Paul Spector, “…o feedback é necessário porque permite que as pessoas saibam se o seu comportamento as está levando ou não na direção de seus objetivos…” (Psicologia nas organizações. São Paulo: Saraiva, 2006, pág. 284).
Além disto, dispondo de metas de curto prazo na execução de um plano de estudos, temos condições de contar com a tranqüilidade e segurança de sabermos o que está ocorrendo e como estamos evoluindo.
Superada a premissa da importância das metas, a questão seguinte que se coloca é: como estabelecer metas? Dentro da proposta conceitual-metodológica do Sistema Tuctor, há um conceito de grande importância, envolvendo a idéia da fragmentação do plano de estudos.
Este conceito conta com uma série de fundamentos, compreendidos tanto nas ciências que têm por objeto a gestão, quanto naquelas estudam a aprendizagem humana. (clique aqui para ler Repercussões Emocionais da Fragmentação do Plano de Estudos).
E dentro desta lógica da fragmentação, um dos desdobramentos fundamentais consiste na noção de unidade de estudo. Mas no que consiste a Unidade de Estudo? Conforme o Glossário do Sistema Tuctor, trata-se da “menor unidade gerencial do planejamento da preparação para o concurso público. Consiste na célula elementar que permite realizar estimativas e mensurações. Decorre da natureza da Fonte de Estudo. Se a Fonte for um livro ou apostila, a unidade de estudo será uma página, sendo um conjunto de exercícios, será um único exercício, se a fonte for um curso, a unidade será uma aula.”
Portanto, para definir metas de curto prazo, primeiramente é preciso identificar e quantificar as unidades de estudo. Mas além da quantificação é preciso definir a estimativa inicial de Tempo por Unidade de Estudos (TUE). Conforme o Glossário do Sistema Tuctor, o TUE consiste na “estimativa de tempo demandado para estudar uma única unidade de estudo. Cada fonte de estudo e matéria tende a demandar uma estimativa de tempo diferente…” (clique aqui para ler o Glossário do Sistema Tuctor).
Com base nos referidos parâmetros, mas também além de outros relevantes, o Sistema Tuctor estabelece as metas para a execução do seu plano de estudos. Repare que, portanto, as metas são construídas com base em informações inseridas pelo próprio candidato. Daí por que não se pode afirmar que tais metas resultam de uma cruel e insensível imposição do Sistema!
No entanto, tais metas foram estabelecidas com base em estimativas. E estimativas não são certezas!
Mas o fato é que, no contexto da execução do plano de estudos, se as suas metas de curto prazo não foram alcançadas, alguns motivos podem ter determinado este cenário, quais sejam:
1 – a estimativa de TUE no momento da montagem do plano foi inadequada, tendo sido superestimada;
2 – o candidato não cumpriu com a meta de horas de estudo com a qual se comprometeu. Neste caso, pode ter ocorrido um furo na grade, causado por indisciplina ou algum problema superveniente;
3 – o candidato não cumpriu com a meta de horas de estudo com a qual se comprometeu, por ter estabelecido de um compromisso inviável em termos de horas de estudo;
4 – o candidato não alcançou a produtividade esperada e compatível com suas capacidades em determinado ou determinados dias, por motivos de ordem pessoal e não previstos, mas de caráter eventual. Isto irá impactar no TUE, mas não teria como causa uma estimativa equivocada, mas uma situação peculiar e imprevisível em determinada semana de estudos.
Na primeira situação significa que o candidato não elaborou bem o seu plano de estudos, pois estabeleceu estimativas inadequadas em termos de TUE. No caso, para os usuários do Sistema Tuctor, basta acionar a ferramenta Equalização do Plano de Estudos, que o plano e as metas são automaticamente refeitas, por meio de um redimensionamento do plano de estudos (clique aqui para ler A Equalização do Plano de Estudos).
Na terceira situação também há um problema na montagem do plano de estudos, não envolvendo a estimativa de TUE, mas a inviabilidade do compromisso de horas de estudo. Sendo o caso, só há um caminho: refazer a grade de horário, para que possa também ser refeita a grade de matérias e as metas de curto prazo inerentes ao plano, ou seja, os indicadores de metas de desempenho. (clique aqui para ler o Glossário de Indicadores do Tuctor)
Já na segunda e quarta situação, é preciso parar e responder a seguinte pergunta: o que está acontecendo comigo? Por que não consigo estudar conforme o compromisso original? Quais fatores me atrapalham? Como posso trabalhar estas causas perturbadoras?
Ou seja, é preciso compreender o que está acontecendo, tomar consciência da realidade, identificar os fatores que estão em ação e tentar trabalhar a sua neutralização.
Com isto, trabalhando a execução do seu plano de estudos em todas estas frentes, não há motivo para que a execução do plano ocorra de forma perfeita. Assim, a execução do plano de estudos passa a ocorrer de maneira controlada, monitorada, sistematizada e racionalizada. E mais, tendo condições de contar com a tranqüilidade de que está fazendo a sua parte de maneira adequada, ao cumprir com as metas que foram estabelecidas.
Saiba que a aprovação será uma conseqüência lógica e natural.











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