Precisão Gerencial do Plano de Estudos

Por  •  15 fev 2011  •  Como se Preparar, Planejamento de Estudos  •  5 Comentários
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O processo de preparação para o concurso público deve envolver três frentes fundamentais, as quais correspondem ao planejamento, à aprendizagem e à gestão das condições emocionais. Tenho feito desta compreensão um verdadeiro mantra, sendo que inclusive o último livro que escrevi sobre o tema da preparação para concursos (“Como se Preparar para Concursos com Alto Rendimento”, Ed Método) tem seus capítulos estruturados em torno dos referidos elementos.

E porque esta compreensão é relevante? Por um lado, preparar-se para o concurso público consiste em se apropriar intelectualmente de informações e conhecimentos passíveis de solicitação no momento da prova. Por outro, sem a planificação do referido processo não há um rumo definido a seguir, sem aprendizagem não há apropriação intelectual e sem a adequada gestão das condições emocionais surgem dificuldades para que se mantenha com empenho na trajetória de implementação dos esforços necessários.

Considerando as referidas premissas, quanto ao planejamento da preparação para o concurso público, é fundamental a preocupação com a sua estruturação e execução.

Neste sentido, para trabalhar a montagem e implementação do plano de estudos existem diversas propostas e modelos metodológicos, alguns construídos de forma mais empírica e intuitiva, a partir de experiências pessoais, de êxito ou não, outras desenvolvidas de forma mais fundamentada.

Não obstante todos os elementos que devem ser considerados quanto à planificação dos estudos, é preciso contar com alguma precisão gerencial, tanto para a estruturação, quanto para a execução do planejamento. Tal cuidado permite a construção de metas de curto prazo, o que é fundamental para a lógica da manutenção do foco no processo, de modo a libertar o candidato refém da lógica da angústia do foco no resultado (clique aqui para ler o texto Concursos Públicos e Foco no Processo). Além disto, a mencionada precisão gerencial também permite a visualização adequada da evolução da execução do plano de estudo.

E como alcançar a mencionada precisão gerencial?

Para contar com precisão gerencial, construindo metas de curto prazo e contando com o monitoramento e controle do planejamento da preparação para o concurso público, é preciso contar com uma metodologia de fragmentação do plano.

Nos termos da proposta metodológica correspondente à Teoria Geral do Tuctor, existem dois elementos de fragmentação relevantes. O primeiro corresponde às Unidades de Estudo, sendo que o segundo consiste nas Unidades de Conteúdo.

Conforme o Glossário do Sistema Tuctor (clique aqui para ler o Glossário completo), a Unidade de Estudo envolve a “menor unidade gerencial do planejamento da preparação para o concurso público. Consiste na célula elementar que permite realizar estimativas e mensurações. Decorre da natureza da Fonte de Estudo. Se a Fonte for um livro ou apostila, a unidade de estudo será uma página, sendo um conjunto de exercícios, será um único exercício, se a fonte for um curso, a unidade será uma aula”. Ainda segundo o Glossário do Tuctor, a Unidade de Conteúdo corresponde à “menor unidade do conjunto de conteúdos de uma Matéria que faz parte de determinado Programa.  Trata-se dos itens temáticos que podem ser fracionados, ou seja, temas ou microtemas. Quanto mais fracionado um Programa, considerando o universo de conteúdos inerentes a determinada Matéria, maior será a precisão gerencial na execução do Plano de Estudos.”

A título de reflexão, imagine construir uma casa e tentar estimar ou mensurar o tempo e custo para levantar uma parede? O mesmo vale para o monitoramento e controle da construção da parede. Qual metodologia adotar? O caminho mais adequado seria avaliar o tempo e custo de uma fração da parede, por exemplo o correspondente a 1 metro, para, a partir daí, estimar o todo.

Assim, a identificação e compreensão das Unidades de Estudos e Unidades de Conteúdo permite a fragmentação do planejamento da preparação para o concurso público, o que é fundamental para o devido gerenciamento da sua execução. Outro aspecto relevante consiste na construção de estimativas, o que tem importância inclusive para a definição, ainda que estimada, de prazos para a conclusão dos estudos.

Vale registrar que, na realidade, as Unidades de Estudos permitem efetivamente maior precisão de estimativa, pois contam com melhores condições de mensuração do que as Unidades de Conteúdo. Por outro lado, quanto mais segmentado o Programa de Estudo, o que corresponde ao conjunto de Matérias com as suas Unidades de Conteúdo, maior será a precisão gerencial e percepção dos avanços.

Estas construções, que correspondem a propostas de planificação, sistematização e racionalização do processo de preparação para o concurso público, são pautadas pela finalidade de contribuir com adoção da postura do Candidato de Alto Rendimento. E assim, também tendem a repercutir no plano da gestão das condições emocionais, ao permitir a construção de metas de curto prazo.

Boa estruturação e execução do seu planejamento de estudos!

5 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Daniel disse:15 fev 2011 às 5:57 pm · Responder

    Prof Neiva, obrigado por mais esta contribuição!
    Além da aprendizagem é muito importante o cuidado com a gestão dos estudos. A sua articulação científica de tudo isto ajuda muito os concurseiros!!!!
    Abraços!

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