Olá Professor!
Após ler seus depoimentos de como estava se preparando para o concurso de Juiz do Trabalho e a angústia de ter uma rotina cansativa como Advogado da União, venho fazer algumas perguntas, na tentativa de minimizar minhas angústias.
Faz tempo que venho estudando as matérias comuns ( adm, const, civil, etc) e com intuito de ingresso na Magistratura, embora já tenha prestado outros concursos.
Refleti sobre as reprovações e localizei várias falhas, sendo que estou me disciplinando e conseguindo vitórias. Aliás, quando falam que a concorrência é grande, eu não me importo, pois a minha maior batalha é comigo mesma, para seguir fielmente o plano de estudos, sistematicamente e diariamente, abrindo mão de minha vida, o que dói bastante.
Agora o que faço é apenas revisão, pois já fiz vários cursinhos e agora estudo sozinha com meus livros, matéria e lei seca. Mas enfrento um sério problema: sinto que não conseguirei “cobrir” todo o edital e fico angustiada, com uma tempestade interior. Já comprei um livro com provas comentadas, as quais estou refazendo, bem como “mapeando as questões”. No entanto, se mudam as bancas, modifica-se conteúdo abordado também.
Porém, pergunto: todos os candidatos conseguem cobrir o edital? Quando fazia provas do concurso da Magistratura do Trabalho conseguiu atingir o programa por inteiro? E considera que isto é importante?
Aguardo retorno assim que tiver disponibilidade.
Grata pela atenção
Gabriela
Cara Gabriela,
Primeiramente, entendo fundamental o espírito que vem adotando, quanto à forma de encarar a preparação para o concurso público. Inclusive esta postura tem relação com a filosofia que venho chamando de “Foco no Processo”. Neste sentido, aproveito para sugerir a leitura do texto correspondente (clique aqui para ler Preparação para Concursos e Foco no Processo).
Quanto à questão de concluir o programa do edital, tenho algumas ponderações.
Registro inicialmente que sua dúvida guarda relação com a idéia do Programa Seletivo. Como já escrevi um texto sobre o tema, sugiro a leitura (clique aqui para ler o texto O Programa Seletivo).
Outro aspecto a se considerar seria a proposta da preparação em duas fases, conforme venho sustentando. Ou seja, uma primeira voltada ao que chamo de apropriação primária, na qual se fecharia o edital, e outra (segunda), voltada ao que denomino de apropriação secundária, envolvendo a manutenção e aperfeiçoamento do conhecimento estudado na primeira fase, o que se confunde com o que você vem fazendo em relação aos exercícios.
Neste sentido, esclareço que quando me preparava para o concurso da Magistratura do Trabalho, dei por encerrada a minha primeira fase quando terminei todo o programa. Ou seja, não apenas terminei o programa, como o revisei, em termos de reiteração de contato com o objeto de conhecimento por meio de várias formas e em várias ocasiões. Mas sempre trabalhei com um único programa.
Sobre os exercícios, sugiro a leitura de texto específico sobre o tema, no qual procurei sistematizar algumas considerações sobre o papel da presente modalidade de estudo (clique aqui para ler O Papel dos Exercícios)
Digo isto pois tenho dúvidas se seria o mais adequado o sentido que você espera ter nos exercícios, ou seja, se especular e se antecipar sobre o que será cobrado. Naturalmente que faço esta ponderação, como sempre, sem a pretensão, de ostentar a condição de titular do monopólio da verdade absoluta.
Avalie as considerações apresentadas, conte comigo e me mantenho na torcida!
Rogerio Neiva










