A prova consiste num processo cognitivo no qual é solicitado do candidato a mobilização de informações, bem como a realização de raciocínios, voltados à demonstração do domínio de conceitos e solução de problemas.
Numa prova podemos encontrar questões de duas naturezas:
- questões puramente conceituais, ou seja, envolvem apenas a solicitação de um conceito, sem exigir raciocínio do candidato;
- questões-problema: exige que o candidato, mobilizando conceito apropriados, encontre a solução de problemas colocados.
Diante deste cenário, surgem as seguintes possibilidades:
- O candidato teve contato com o conteúdo-objeto da questão (estudou):
1.1. o candidato consegue recuperar o conteúdo solicitado (se lembra da informação relevante para solucionar a questão);
1.2. o candidato não consegue recuperar: não se lembra da informação; - O candidato não teve contato com o conteúdo-objeto da questão (não estudou).
Assim, na realização da prova, o candidato pode se deparar com questões conceituais em relação às quais se dispõe da informação, ou seja, se lembra, ou não se dispõe da informação, isto é, ou não se lembra ou não estudou. Da mesma maneira, também pode se deparar com questões- problemas que exigem conteúdos disponíveis (que estudou e se lembra) ou não disponíveis (que ou não não estoudou ou estudou e não se lembra ).
Considerando estas premissas, o fundamental é que o candidato procure avaliar o caminho mais estratégico e eficiente de realização da prova, otimizando seu tempo, suas energias e o conhecimento disponível. Com a intenção de contribuir com a busca de eficiência e racionalidade, sugiro o seguinte caminho a ser adotado, em termos de sequencia de questões a serem resolvidas:
- questões puramente conceituais, em relação às quais se dispõe da informação(o candidato se recorda);
- questões problema que o candidato tem a disponibilidade da informação;
- questões problema que o candidato não tem a disponibilidade do conceito: no caso, o candidato pode encontrar a resposta mobilizando outros conceitos disponíveis;
- questões conceituais que o candidato não tem a disponibilidade da informação: o candidato pode encontrar a resposta mobilizando outros conceitos disponíveis em sua memória ou mesmo na prova; não é incomum que a resposta de uma questão está no enunciado de outra; daí porque se deixa para o final; outro detalhe é a possibilidade de que, ao longo da prova, a informação seja recuperada.
Outras dicas importantes:
- cuidado com assertivas generalizadas, em sentido positivo ou negativo: (sempre, jamais);
- quando não se souber a resposta, seguir a lógica da matéria:
- Direito do Consumidor, a lógica é a interpretação pró-consumidor;
- Direito Constitucional, a lógica é pró-direitos fundamentais;
- Direito do Trabalho , a lógica é a interpretação pró-trabalhador;
- Processo Civil, a lógica é a interpretação pró-segurança jurídica na relação processual;
- Processo do Trabalho, a lógica é a interpretação pró-celeridade em detrimento da segurança jurídica na relação processual;
- Direito Administrativo, a lógica é a interpretação pró-defesa do interesse público e limitação do espaço à discricionariedade do administrador.
- cuidado ao passar a resposta ao gabarito: muitos candidatos erram neste momento!
Boa prova!











2 comentários até agora. Deixe o seu.
Caro Professor,
Parabens pelo artigo, excelente por sinal, já estou no aguardo de outras dicas, alias quero parabenizar pelo livro e pelo tuctor, que sao verdadeiras bussolas para a aprovação.
Paz e bem!
Márcio
Prezado Professor,
Estou muito feliz em também ter conhecido seu blog. Conheci sua obra ontem ao assistir o programa iluminuras na Tv Justiça. Foi lá também que ouvi falar do Tuctor, ferramenta que procurei instantaneamente.
Parabéns por tudo!
Também aproveito para pedir auxílio, pois cadastrei-me junto ao tuctor.com.br, mas quando tento entrar em contato através do contato@tuctor.com.br o servidor de e-mail acusa erro. Há outro método para que entre em contato? Obrigado!