Drogas dos Concurseiros: Uma Ilusão de Eficiência Cognitiva!

Por  •  25 mai 2010  •  Aprendizagem, Como se Preparar  •  120 Comentários
Concursos Públicos Ritalina Concentração Drogas Cognitivas

Você já teve contato, já usou ou já ouviu falar das drogas dos concurseiros?

Muito bem, ao que tudo indica, vem ganhando força a idéia do uso de drogas cognitivas no universo da preparação para concursos públicos. Trata-se de um recurso perigoso e ilusório.

Alguns candidatos têm recorrido a substâncias químicas com a intenção de otimizar o processo de estudos. Geralmente estas correspondem ao metilfenidato, mais conhecido como ritalina, e o modafinil. A intenção seria melhorar as funções cognitivas primárias, tais como a atenção e a concentração.

Antes de mais nada, vale lembrar que o referido recurso se trata de uma droga. Segundo o dicionário de Michaelis, droga seria a “designação comum a todas as substâncias ou ingredientes aplicados em tinturaria, química ou farmácia”.

Infelizmente, a postura de adoção indiscriminada do aludido recurso atinge não apenas o mundo da preparação para concursos públicos, mas também já vem, há algum tempo, afetando o universo da educação infantil. Não é incomum que profissionais da saúde ou da educação, diante de problemas de aprendizagem por parte de crianças – principalmente o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), recomendem de imediato o uso da ritalina, sem a tentativa de outros meios ou estratégias de superação da mencionada dificuldade. E há algum consenso no sentido de que diagnósticos são realizados sem os necessários e devidos cuidados.

Mas diante deste cenário, dois aspectos fundamentais exigem consideração. O primeiro seriam os efeitos colaterais e problemas passíveis de ocorrência no futuro. O segundo seria a real eficiência do referido recurso.

Como sei que muitos dos candidatos não se preocupam com o futuro, estando tomados pelo imediatismo e às vezes pelo desespero de busca da aprovação, vou ignorar solenemente a primeira preocupação. Registro que considero positivo este “quase desespero”, pois se traduz em motivação e compromisso com o processo de preparação. No entanto, como tudo na vida, radicalismos e exageros sempre são indesejáveis. Inclusive pelo risco de que a referida intensidade de envolvimento ao longo da trajetória de estudos não se mantenha constante.

Assim, considerando a preocupação-alvo que elegi, saliento que tenho dúvidas sobre a eficiência do uso dos referidos medicamentos. Em tese, a intenção consiste na ampliação da concentração e atenção. Para compreensão da referida atitude, destaco que há um conceito de grande aplicação.

Trata-se da idéia da curva de aprendizagem. A referida construção foi desenvolvida pelo alemão Hermann Ebbinghaus e aperfeiçoada por Theodore Paul Wright. Tal conceito envolve a noção de que o processo de aprendizagem não é necessariamente linear. Ou seja, ao iniciarmos nossos estudos em determinado momento, haverá um ponto ótimo de aproveitamento, após o qual este contará com um comprometimento. A referida idéia se relaciona com um conceito da ciência econômica denominado função utilidade, conforme o qual em processos produtivos existem momentos e situações de otimização positiva ou negativa de resultados.

Ou seja, resumo do resumo: 10 horas seguidas de estudos não são o resultado aritmético de 1 hora vezes 10 de estudos. Assim, não é o fato de tomar um medicamento que permita permanecer 10 horas estudando que garantirá a eficiência de tal processo cognitivo e, principalmente, da apropriação intelectual da informação passível de solicitação no momento da prova. Não custa lembrar que o cérebro conta com uma estrutura bio-fisiológica complexa, não funcionando como uma máquina. Isto é, não é uma questão de trocar a pilha ou colocar uma bateria mais potente.

Neste sentido, outro conceito importante, no plano da formação de memórias, consiste na ideia do limite da capacidade bioquímica instalada, sustentado pelo professor e neurologista Ivan Izquierdo. Segundo defende, “…a sensação quase física que todos experimentamos alguma vez de que, ao acabar determinada atividade intelectual, como um período de estudo intenso ou uma aula, ‘não cabe mais nada em nossa cabeça’ corresponde a um fato real… usa-se, cada vez, uma porcentagem bastante grande da ‘capacidade’ bioquímica ‘instalada’ de nosso hipocampo…” (IZQUIERDO, Ivan. Memória. Porto Alegre: Artmed, p. 46).

E mesmo quanto ao caso de pessoas adequadamente e responsavelmente diagnosticadas como portadoras de TDAH, há estudos indicativos de que em 25% dos casos o medicamento não produz resultados (ROTTA, Newra Tellechea. Transtorno da atenção: aspectos clínicos. In Transtornos da Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 310).

Porém, apesar deste dado, a presente crítica e alerta não tem por objeto os casos em que há diagnóstico técnico, cuidadoso, sério e ético, com a convicção do profissional responsável de que este é o caminho adequado. O alvo aqui é o uso por aqueles que estão em busca da ilusória pílula mágica da otimização cognitiva.

Recentemente, o periódico “Mente e Cérebro” publicou uma matéria noticiando que alguns cientistas estariam propondo a reflexão sobre a conveniência de adoção das mencionadas substâncias, enquanto meio de otimização cognitiva. No entanto, não deixou de fazer o devido e necessário alerta, ao colocar que “essas drogas devem ser cuidadosamente estudadas para esse fim, e devem ser avaliados seus riscos e benefícios” (Ano XVI, no. 193, pág 21).

Saliento que, apesar da percepção de alguns no sentido da eficiência da busca de drogas cognitivas, considero – em termos de formulação de hipótese, que se trata apenas e tão somente de uma ação de efeito placebo. Não há dúvida que temos a natural capacidade de reagir, inclusive em termos fisiológicos, diante da crença de que determinada substância provoca determinado efeito esperado. Pode ser que por trás da aparente e ilusória vantagem subsista a atuação do referido mecanismo.

Portanto, não tenho dúvida em afirmar que, ao invés da busca de ganhos facilitados e ilusórios, a otimização dos estudos deve ser viabilizada por estratégias e atitudes adequadas, principalmente em termos da estruturação do planejamento da preparação.

Não é preciso muito esforço intelectual para se convencer da importância do cultivo de hábitos saudáveis, em termos físicos e psicológicos, enquanto meio de gerar condições adequadas ao processo de estudo e aprendizagem.

Enfim, espero que você reflita sobre os alertas apontados e manifesto meus votos de que desempenhe uma preparação estratégica, eficiente, racional, de alto rendimento e, acima de tudo, saudável!!!

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120 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Michelle Galerani disse:25 mai 2010 às 1:53 pm · Responder

    Li o artigo, obrigada pela mensagem final.

  2. karie disse:25 mai 2010 às 6:00 pm · Responder

    existem efeitos colaterais da droga que não foram mencionados.

    • admin disse:25 mai 2010 às 10:30 pm · Responder

      Reconheço a importância do destaque para os efeitos colaterais. Porém, conforme colocado no corpo do texto, a finalidade era discutir a eficiência cognitiva do referido recurso no âmbito do processo de preparação. Apesar do necessário e relevante alerta para os efeitos colaterais, este não era propriamente o objeto da abordagem. Mas manifesto minhas congratulações com as preocupações e riscos externados.
      Att,
      Rogerio Neiva

  3. christiano Rodrigues disse:25 mai 2010 às 6:16 pm · Responder

    Bom artigo!

    Para os amigos concurseiros vai uma dica que é o floral rescue. Ajuda na concentração, eliminação de ansiedade.

    • JOSE AFFONSO disse:1 out 2011 às 12:48 pm · Responder

      o floral e um arranjo de plantas mas preciso lembrar coca maconha cicuta tambem sao plantas e nao e o fato de ser natural, vegetal que resultara em beneficio em que medida ou maleficio, portanto, nada existe de milagre das plantas ou dos laboratorios, sempre havera efeitos colaterais, experimente tomar um litro de agua com folhas de sena… a dor de barriga sera intensa e o banheiro ficara a sua disposicao o tempo todo ate eliminar …

  4. sara disse:25 mai 2010 às 10:15 pm · Responder

    eu to sabendo mesmo que tem gente fazendo isso, olhei a bula na internet, esse medicamento tem o mesmo efeito do rebite. faz super mal pra saúde…vai saber o que isso pode causar a longo prazo…
    melhor demorar pra passar no concurso e ter saúde do que passar e morrer cedo…

    • roger disse:27 jul 2012 às 12:24 pm · Responder

      Melhor morrer mais cedo

    • Andrea Leal disse:10 jun 2013 às 11:21 am · Responder

      O desemprego, a insegurança, a falta de qualidade de vida, também causam mal ou até efeitos piores à saúde …

      • Agenor Junior disse:16 out 2013 às 10:39 am · Responder

        Concordo Andrea Leal, se quisermos ser o que a maioria não é temos que fazer oque a maioria não faz, mesmo que isso nos coloque em risco

  5. Steve disse:28 mai 2010 às 6:55 pm · Responder

    Li o artigo, obrigada pela mensagem final.

  6. Leonardo Frias disse:4 jun 2010 às 9:27 am · Responder

    Caro Prof. e Amigo Rogério,

    Muito bacana sua matéria,você provou que o caminho mais rápido, não é o melhor caminho!!

    Você utiliza alguma técnica para concentração e leitura? você pode sugerir alguma?

    muito obrigado
    Leonardo Frias

  7. fil disse:13 jun 2010 às 12:28 am · Responder

    Caro Prof. Rogerio,
    Gostei do texto, acredito que as drogas não são a solução desesperada de quem busca aprovação.
    No entanto, tenho que relatar ao Sr. o meu caso, desde muito novo sempre tive dificuldade de aprender, evitava o aprendizado ao máximo. Consequência disso foi minha reprovação na 7º série, este fato alterou profundamente meu interesse pelos estudos, passei a me esforçar mais e tentar evitar o que me tirava o foco dos estudos.
    Tarefa demasiadamente árdua (queria sempre poder me divertir como todos os outros, ou melhor, grande parte deles), nesse período de ensino fundamental/médio, sempre fui taxado pelos professores como desligado (o famoso garoto que vive “no mundo da lua”).
    Não obstante todo meu esforço, nunca passava de um aluno mediano (talvez porque não tinha um correta organização para os estudos ou porque certas matérias não me chamavam a atenção).
    Tendo percorrido o citado calvário, cheguei aos bancos da faculdade (de direito, mesmo querendo relações internacionais. Muito mais por obrigação do que por vontade, tendo em vista não ter sido aprovado na federal para o curso que eu gostaria), lá encontrei o mundo novo do direito, que a priori, não demonstrava todo o esplendor que atribuo ao mesmo hoje. Durante o começo do curso reprovei em uma das matérias mais importantes, qual seja Constitucional 1 (hoje a que tenho maior carinho junto a direito internacional, sendo que busco atualmente, o efetivo direito constitucional internacional). Isto me trouxe grande lembraça quanto a reprovação acadêmica citada acima.
    Prometi a mim mesmo não reprovar em mais nenhuma matéria durante o curso (até o momento estou cumprindo a promessa), apesar disso, continuava a ter notas medianas, sendo raras as notas acima de 9. Tinha grande dificuldade em planejar meus estudos e sempre adiava trabalhos e outros compromissos até a última hora. Tentando ler alguns textos, por diversas vezes me deparava com uma situação peculiar, qual seja: lia, sabia o que as palavras significavam, mas não conseguia extrair o significado do texto (algo como tentar ler grego). Me trazia grande insatisfação e desespero ao mesmo tempo. Sendo que certo dia reparei que meu irmão tomava um remédio, mas que no entanto havia parado de tomar pois esquecia os horários em que deveria tomar. Acabei descobrindo a existência da ritalina e ainda por cima, que meu irmão tinha o famoso deficit de atenção, algo até então desconhecido por mim. Coletei informações em várias fontes a respeito do tema e resolvi tomar coragem e consultar o neurologista. Fiz os exames que o médico requisitou e tive o resultado(segundo os critérios existentes atualmente frente à análise do trasntorno), de que seria eu, um “transtornado” (se me permite a expressão) também. Comecei a tomar a medicação (seguindo estritamente a orientação do médico de começar com meio comprimido ao dia), a princípio senti pouca diferença (não é mágico, concorda?). Com o passar das semanas em que o remédio (prefiro esta ao invés de droga) virou parte do meu dia, fui percebendo uma certa mudança (estava mais atencioso às aulas, conseguia terminar de ler um livro todo pela primeira vez e consegui juntar a paixão que tinha pelo estudo do direito com ânimo para efetivamente estuda-lo).
    Exemplo disso é que fui aprovado em um concurso público com +- 35 mil candidatos, além de alguns para estágio, e já estou buscando minha aprovação para analista judiciário o que será usado por mim como um trampolim para alcançar meu sonho que é a magistratura.
    Minhas notas na faculdade melhoraram muito e obtive atualmente aprovação, através de uma prova que continha questões em sua maioria da magistratura federal, para um curso de direito público.
    Bom de forma resumida, acredito até agora que a moral da história é a seguinte, o remedio não é uma formula mágica (tanto que reprovei em 2 concursos de estágio que tentei, um deles fui eliminado pela redação, cabendo dizer que a meu ver a redação era boa, mas não lembrei a regra de ouro que é “não esqueça quem está aplicando a prova”, no meu caso o MP e eu defendi posição de existência de um contraditório mitigado na fase de investigação, no segundo caso fiquei por uma questão de português), mas o remédio me permitiu uma desenvoltura intelectual, que não vislumbrava antes, tanto pelo fato de conseguir me organizar e fazer tudo que tenho que fazer, além de conseguir ler os textos e nunca, reitero nunca, ter tido o mesmo problema de tentar “ler grego”, além disso não fico mais divagando em pensamentos do “mundo da lua”, aproveitando efetivamente minhas horas de estudo. O que posso concluir é que o remédio não é o vilão, mas sim como e quem os utiliza, de forma inadequada e sem ao menos ter qualquer dificuldade ou problema médico neurológico.
    Peço desculpas, somente percebi o tamanho do comentário após ter escrito (como de costume, concorda?!), de qualquer forma agradeço pelo texto e pela oportunidade de expor também o lado daqueles que possuem o transtorno de deficit de atenção, por meio de um resumo da minha caminhada até agora.
    Um grande abraço e meus votos de sucesso ao site e a você!

    • Andrea Leal disse:10 jun 2013 às 11:54 am · Responder

      Caro Fil, lendo seu testamento.. Ops! seu texto (rs) vi como é semelhante sua história com a minha desde a infância, tenho uma coleção de livros lidos pela metade, cursos que perco o interesse, estudos que leio entendo, mas parece “sumir” de minha memória, concursos que faço mas não obtenho a aprovação por “esquecer” coisas que sei que li e compreendi, mas dá um “branco” na hora da prova, enfim a sensação de frustração e insatisfação comigo mesma faz eu ter um sentimento de culpa… Já venho a alguns meses pesquisando o TDA e acho que me enquadro em muitos pontos do “transtornado”. Marquei uma consulta com o neurologista e espero não esquecer de ir rsrs Abraços.

    • Jussara disse:21 nov 2013 às 11:25 am · Responder

      Caro Fil,
      O seu relato me foi muito mais esclarecedor que qualquer outro que tenha lido até agora. Não tenho (pelo menos aparentemente) nenhum transtorno de atenção, interessei-me pelo nome Ritalina por tanto ouvir alguns colegas falarem a respeito desse “milagre”. Concordo quando diz que o verdadeiro vilão está em quem utiliza, em como utilizada e para quê utiliza.
      Descordo de alguns comentários a respeito de seu texto; há um confundimento entre o termo “prolixo” e o “completo”: prolixo – muito longo ou difuso (redundante); completo – que não falta nada, preenchido, concluído. A meu ver, para que seu relato fosse compreendido, foi necessário que o texto fosse mais esmiuçado, preenchido, que não faltasse nada. De reduntante, não teve nada! Parabéns!

    • Herbertz Brasil disse:12 mar 2014 às 8:54 pm · Responder

      Gostei do seu comentário. Muitas pessoas bem sucedidas profissionalmente usam sim a Ritalina, mas preferem esconder. Mas, só quem sofre com essas divagações na leitura, no aprendizado sabe o quanto esse medicamento faz bem. Exitem riscos? sim claro, mas o pior risco social é ser condenado a trabalhar uma vida de escravidão para ganhar salario minimo. Esse mal eu considero muuuitas vezes pior do que qualquer efeito colateral da ritalina. Portanto, as pessoas podiam ser livres pra usar o que for melhor pra elas. Mas os medicos preferem “tratar” com medicamentos q nao vao resolver o problema, isso cria uma outra dependencia de outros drogas e consultas particulares ao preço de ouro… Quem está ganhando com a invenção das doenças? Mas, alguem pode dizer o que funciona e vamos tomar pois queremos é parar de sofrer e se existe algo q pode nos ajudar, pq não? Vamos ser livres para fazer nossas escolhas!

      • MINEIRO disse:19 set 2014 às 8:02 pm · Responder

        Professor, seria mais útil, socialmente, se você fizesse um curso de medicina com especialização em psiquiatria e, depois trabalha-se em um grande hospital, principalmente na ala psiquiátrica, soma-se experiência o bastante para enfim externar seus pensamentos.
        O grande problema com relação não só à ritalina, mas todos os remédios para transtornos mentais é a falta de conhecimento de quem resolve sair falando sem saber lufas ou ao menos ter tido que usar.
        sem nenhum agradecimento!

        • Rogerio Neiva disse:21 set 2014 às 12:23 pm · Responder

          Prezado, estou plenamente convencido de que não leu o texto ou não entendeu.
          Não faz sentido exigir que alguém curse medicina e faça especialização em psiquiatria ou estude farmacologia para defender que não se tome um medicamento como o metilfetidato sem diagnóstico.
          Aliás, não precisa estudar nada para defender isto. Não precisa estudar ciências da educação, neurociências aplicadas à educação ou noções de farmacologia, como fiz.
          Trata-se de uma questão básica e elementar de bom senso.
          Lamento se há pessoas que defendem o consumo de ritalina sem diagnóstico ou orientação médica. Considero que ou são ingênuas, ou falta bom senso, ou fazem parte das quadrilhas que vendem o medicamento de forma ilícita.

    • Jean Lopes disse:26 mar 2014 às 12:22 pm · Responder

      Caro Fil,

      para mim, na minha humilde opinião, o seu comentário valeu mais do que o artigo, me desculpe quem é a favor do artigo, mas realmente quem sofre de verdade com isso e sempre teve uma vida fracassada, é uma última esperança para talvez atentar-nos com nossa saúde mental, e termos uma vida um pouco melhor como nós queremos.

      Abraço.

    • ernanez villar disse:23 abr 2014 às 6:30 pm · Responder

      concordo com voce fil pois esistem pessoas que precisam desse medicamento para manter a cogniçao e a concentrçao, mais nós nao podemos taxar quem usa ou deixa de usar como usuaria de drogas mais sim alertar as pessoas ,de que a melhor forma de vencer uma dificuldade e encontrar ajuda no outro e nao nas drogas , se for tomar algum remedio que ele seja receitado por um medico , ou algum profissional que encontre algum problema em nos e que em ultimo caso necessite dessa medicaçao , o mais importante e encontrar ajuda no outro , no irmao do lado.

  8. Glauber Britto disse:2 ago 2011 às 4:15 pm · Responder

    Caro Professor, vi em seu artigo que o Sr. é absolutamente contra a administração de medicamentos(especificamente o Metilfenidato) no processo de preparação para concursos. Sou um candidato que sofre de um disturbio cognitivo(TDAH) e me foi foi prescrito o medicamento Metilfenidato, comentei com meu médico a respeito deste artigo, indagando se seria benéfico a suspenção do uso do medicamento, mas ele foi contra tal suspensão. Gostaria de saber a opinião do Sr. a respeito da suspensão do uso do Metilfenidato para candidatos que sofrem de TDAH?

    Desde já agradeço e aproveito para registrar meus agradecimentos ao sr. pela sua enorme contribuição para os candidatos que estão na árdua fase de preparação.

    Forte abraço,

    Glauber.

    • Rogerio Neiva disse:2 ago 2011 às 4:23 pm · Responder

      Caro Glauber, acho que não me entendeu bem.
      O que disse foi que não concordo com o uso para quem não é adequadamente diagnosticado com DDA ou TDAH. Por outro lado, principalmente no caso da educação infantil, acho que há outras estratégias que podem ser tentadas antes da opção medicamentosa.
      Porém, como psicopedagogo de formação, não censuro e não critico a adoção da medicação, prescrita por profissional habilitado, com prévio e adequado diagnóstico.
      Ainda assim não descarto que se tente outros recursos.
      Agora se você não sente que a medicação lhe faz bem isto de fato deve ser discutido com o médico.
      Abcs!

      • Glauber Britto disse:2 ago 2011 às 4:58 pm · Responder

        Obrigado pela atenção, professor. Vou dar uma pesquisada em meios alternativos de tratamento do TDAH.

        Forte abraço,

        Glauber.

        • Márcio Augusto Bordinhon disse:20 ago 2011 às 12:47 am · Responder

          Boa noite Professor!
          Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo blog, o primeiro contato foi através do portal exame de ordem, desde então leio frequentemente há algumas semanas.

          Fiquei tentado a comentar esse artigo pois fui diagnosticado com TDAH aos 16/17 anos, na época da “preparação” para o vestibular. Naquela época tomei a ritalina por cerca de 6 meses e, após ingressar na faculdade parei de tomar o medicamente.
          Contudo, após a conclusão do curso de direito no ano passado e o início da rotina de estudos para a OAB voltei a tomar o medicamento por prescrição médica.
          Nos dois primeiros meses de estudo para o exame 2011.1 eu não estava tomando o medicamento e sentia muita dificuldade em manter a concentração.
          No meu caso a ritalina realmente faz a diferença, muitas vezes fico tão concentrado na leitura que não percebo o que acontece em minha volta rsrs.
          Finalizando, passei na primeira fase do exame 2011.1 e no próximo domingo farei a 2ª fase em direito civil.
          Sem dúvida alguma se não fossem o meus esforços e inúmeras horas de estudo eu não estaria na segunda fase, ou seja, a ritalina não faz milagre, mas para quem tem “verdadeiramente” TDAH, com certeza ela possui grande importância.
          Apenas lamento os comentários de alguns leitores totalmente desinformados sobre a ritaliana e o TDAH, e recomendo que leiam a bula de qualquer remédio para “dor de cabeça” para verem os efeitos colaterais.
          Pra quem quiser mais informações sobre o TDAH recomendo o site http://www.tdah.net.br/index.html

          Att, Márcio.

          • Herbertz Brasil disse:12 mar 2014 às 9:02 pm ·

            Muito bem defendido Márcio. Leia a bula de uma dipirona pra dor de cabeça…. e veja esse meu comentário abaixo:

            Gostei do seu comentário. Muitas pessoas bem sucedidas profissionalmente usam sim a Ritalina, mas preferem esconder. Mas, só quem sofre com essas divagações na leitura, no aprendizado sabe o quanto esse medicamento faz bem. Exitem riscos? sim claro, mas o pior risco social é ser condenado a trabalhar uma vida de escravidão para ganhar salario minimo. Esse mal eu considero muuuitas vezes pior do que qualquer efeito colateral da ritalina. Portanto, as pessoas podiam ser livres pra usar o que for melhor pra elas. Mas os medicos preferem “tratar” com medicamentos q nao vao resolver o problema, isso cria uma outra dependencia de outros drogas e consultas particulares ao preço de ouro… Quem está ganhando com a invenção das doenças? Mas, alguem pode dizer o que funciona e vamos tomar pois queremos é parar de sofrer e se existe algo q pode nos ajudar, pq não? Vamos ser livres para fazer nossas escolhas!

          • Rogerio Neiva disse:13 mar 2014 às 4:58 pm ·

            Caro Herbertz, assumindo a premissa de que o uso do metilfenidato sem diagnóstico é nocivo – e me parece que você não nega esta premissa, a colocando como o custo (dentro de uma lógica de custo-benefício), acho que este é um debate filosófico que vai longe. Ou seja, até aonde posso chegar para conquistar meu objetivo, em termos de sacrifícios e danos assumidos?
            O fundamental é que não se negue os efeitos negativos e danosos que o uso do medicamento sem diagnóstico provoca.
            O que cada um vai fazer da vida é responsabilidade de cada um.
            Abcs!

  9. André Brasil disse:15 nov 2011 às 12:25 pm · Responder

    Tô postando esse depoimento em alguns site na tentativa de esclarecer e ajudar. Me sinto ridículo e envergonhado! Eu usei Ritalina por 1 ano só para estudar para concursos públicos. Embora eu não apresentasse os sintomas de déficit de atenção, eu conseguia com uma amiga médica a prescrição do remédio. FOI A PIOR COISA QUE FIZ EM MINHA VIDA! Os efeitos foram devastadores… Eu, que sempre fui muito responsável, pesquisei demais antes de usar a droga. Eu lia e relia em estudos americanos e europeus sobre os efeitos negativos da Ritalina em quem não precisava da droga mas preferi ir na onda dos amigos que estudavam para concursos que diziam “estarem ávidos para usar a droga o mais rápido possível”. Após o uso, passei a ter insônia crônica por 4 meses, cansaço, me sentia um zumbi! Tive uma ressaca enorme por conta de 1 copinho de cerveja, me deu vontade de morrer! O estudo não melhorou em nada. Não fiquei mais inteligente. Eu notei apenas que ficava mais calado, mais sério, não fazia brincadeiras habituais, não me levantava da cadeira por besteira e só. Para controlar a insônia, o médico me receitou Rohypnol. Ainda bati o carro pois perdi a noção de espaço e velocidade! Eu era normal e fiquei anormal. Usei a droga insistentemente por 1 ano. Depois dessa tragédia, assimilei que RITALINA NÃO FAZ EFEITO POSITIVO NENHUM EM QUEM NÃO TEM TDAH, exatamente o que diziam os estudos mais sérios. O psicólogo que me trata hoje (nunca tinha ido, mas é pra tentar arrumar parte do estrago) me disse que o meu caso é mais comum do que eu imaginava. Os relatos são os mesmo, sempre, segundo ele. Ah, e quem não tem TDAH e usa a droga dizendo que faz efeito, ou é só um placebo ou então está mentindo. Ritalina só vai te dar uma insônia desgraçada e vai te manter sentado na cadeira. Quem não tem problemas de concentração, NÃO PRECISA DE DROGA PARA SE CONCENTRAR MAIS, NÃO DÁ PRA FICAR SUPERPODEROSO! É LENDA CONTADA POR GENTE MUITO IRRESPONSÁVEL. RITALINA É UM REMÉDIO MUITO SÉRIO. Espero ter ajudado.

    • Rogerio Neiva disse:15 nov 2011 às 4:43 pm · Responder

      Caro André,
      Parabéns pela iniciativa, de compartilhar sua experiência com os demais, inclusive com os detalhes que levaram à atitude comentada.
      O empirismo de quem vive a realidade é fundamental para mostrar a verdade aos demais.
      Alguns dos meus colegas da minha pós em psicopedagogia me sugeriram experimentar o metilfenidato (ritalina), inclusive para que tivesse mais condições de criticar. Recebi os comprimidos, mas não tomei.
      Pelo menos agora tenho no Blog um relato pautado pela experiência de alguém.
      Também manifesto minhas congratulações pelas atitudes que tomou, no sentido de contornar e resolver o problema criado.
      Suas colocações vão iluminar muitos que andam pedidos nas trevas ilusórias da busca do almoço grátis e com efeito colateral!
      Sucesso nos estudos e na superação dos estragos do uso indevido do metilfenidato!
      Abcs!!!

    • ana disse:30 mar 2014 às 2:26 pm · Responder

      Pessoal, quem toma ritalina pq precisa mesmo, não sente insonia, não surta ( a menos que esteja ministrando com outros medicamentos pesados), pelo contrario, vc fica até mais sereno, pq os seus pensamentos se encaixam melhor, fica mais fácil de se organizar. Já tomo há um ano, e a única sensação ruim no início foi de dor de cabeça, explicada pela `reorganização` nos neurônios e pela neurogênese – o que causa certa pressão intracraniana também. A dose precisa ser a certa, que o medico pode acertar de primeira ou ate ir adequando de acordo com as visitas. Tomei guarana em pó por muito tempo e este sim me fazia muito mal, sentia insonia, mas quando tirava para dormir (sono acumulado) não queria mais me levantar.
      Quanto à dose, a minha ideal, por exemplo, é a de 20 MG LA, o que atestei quando em agosto do ano passado teve um acidente na fabrica da novartis somado à problemas na importação da substancia, só encontrei uma caixa de 30mg LA. Nao me senti bem, fiquei confusa, dores de cabeça terríveis, falta de concentração dentre outras.
      Alem de sugerir que procure um medico e siga às suas orientações, sugiro que seja honesto consigo e faça uma análise sobre os seus sintomas e a sua real necessidade de fazer uso desse medicamento.
      PS: não sou medica, sou usuária do medicamento.

  10. Ronaldo disse:15 dez 2011 às 10:48 pm · Responder

    Olá,
    Tenho lido sobre a Ritalina e sua eficiência para manter a concentração.

    Sabe-se que à medida que se estuda , o cansaço se torna presente e, por conseguinte, a perda da concentração; e, em decorrência da perda da concentração, nosso cérebro deixa de reter os conteúdos.

    Não quero fazer uso da Ritalina.Mas qual outro médoto para manter a conscentração o Sr. indicaria?
    abraços

  11. cissa disse:23 jan 2012 às 1:08 am · Responder

    Ola Professor e demais colegas,

    eu fui diagnosticada com transtorno do deficit de atencao e tomo ritalina ha alguns anos… comecei a tomar antes de me tornar concurseira…
    mas, antes, eu tomava com menor frequencia, ja que a minha medica sempre me disse que poderia tentar tomar menos, de acordo com minha necessidade..

    nessa epoca de estudos, eu tenho tomado ritalina diariamente, tudo com acompanhamento da minha medica, uma psiquiatra formada em universidade internacional de grande renome, o que me deixa tranquila..

    Todavia, eu tenho as vezes a impressao, talvez por influencia de relatos que leio na net, de que usando a ritalina eu memorizo menos as informacoes da minha leitura… seria isso plausivel? o senhor teria alguma informacao nesse sentido?
    Tambem queria explicar que com a ritalina a gente nao le mais rapido, nem nada disso… eu sempre tento estudar sem tomar o remedio… apenas quando vejo que estou totalmente alheia ao livro que recorro a mesma…

    Enfim, nao gosto de ter que usar este remedio.. atrapalha meu sono, altera meu humor… mas, pelo menos por enquanto, o tratamento e necessario para mim…

    Grande obrigado pelas postagens….

    desculpem a falta de acentos.. meu pc esta desconfigurado!

    • Rogerio Neiva disse:23 jan 2012 às 4:50 pm · Responder

      Cara Cissa,
      Se você foi diagnosticada, por profissional habilitado e por meio de procedimentos adequados, temos que partir da premissa de o tratamento vai no caminho certo, inclusive contando com uma estratégia de desmame.
      Porém, lembro que, conforme publicado no livro “Transtornos da Aprendizagem: uma abordagem neurobiológica e multidisciplinar”, em 25% dos casos de TDAH a ritalina não gera uma boa resposta.
      De qualquer forma, o objetivo do texto é alertar o uso sem necessidade e carente de diagnóstico.
      Abcs!

      • FABIO SITTA disse:24 ago 2012 às 12:29 am · Responder

        Caro Professor,

        Boa noite! Estou acometido de quadro depressivo já há alguns anos. Dentre os medicamentos prescritos recentemente, justamente o Metilfenidato/RITALINA, Tomei por dois períodos, com intervalo entre eles, mas nunca percebi qualquer efeito positivo decorrente da ingestão do medicamento.

        Abraços,

        Fábio.

  12. marcos disse:27 fev 2012 às 10:10 am · Responder

    Minha medica me passou o mais forte , mas depois de varias avaliaçoes de perguntas .Dizendo que era pra eu tomar conforme o recomendado.eu me considero um cara inteligente, mas na escola meu rendimento era muito ruim , não sei dizer se o problema estava em mim e na minha familia que não me acompanhava direito como devia ou se estava em alguns professores mau preparados rsrs então tomei muitas bombas na escola . Mas eu sei que existe muitas pessoas que venceram vindo de baixo, talvez eram por eles terem uma memoria que os favorecia. Minha esperança e que a Ritalina me ajude .pq eu gosto de estudar.

  13. Rogério disse:14 mar 2012 às 8:59 am · Responder

    Sofro e hiperatividade e tomo a Ritalina há alguns anos. Ela realmente aumenta as horas de estudo, mas tenho sérias dúvidas sobre a qualidade da aprendizagem. A começar pelo fato de nenhuma pessoa normal estudar 10 horas seguidas, e principalmente pela interferência do medicamento no sono. O sono se torna mais leve e isso gera perda sensível de memória e stress, além de bruxismo, aumento da pressão e uma lista longa que consta na bula. Estudando pra concurso, decidi abandonar o remédio pra fazer um teste e, até agora, parece que é melhor sem ele. Estudando menos, porém com mais eficiência, o resultado tem sido melhor. Boa sorte!

  14. Felipe Nogueira disse:14 mar 2012 às 11:33 pm · Responder

    A verdade é que não há vitória sem sacrifício!
    Se voce esta disposto a enfrentar os possiveis efeitos negativos do medicamento, somente para estudar e passar num concurso, vá em frente e encare as consequencias!
    Mas se prefirir estudar anos e anos sem uso desses medicamentos, boa sorte! Porem não se esqueça que muitos ja estão na sua frente, e o tempo passa rapido, hoje voce ainda tem disponibilidade para os estudos, e amanha? Sera que vivera a mesma realidade de hoje, com as mesmas oportunidades? Amanha pode ser tarde demais, e voce sera mais um que fica pra tras, e logo cairá no arrependimento.

    Muitos nao assumem que só conseguiram ser vitoriosos com a ajuda de algo ou alguem.

    Lembrem-se, pese na balança o custo e beneficio, pois só voce sabe a realidade que esta vivendo!

    Nao quero incentivar o uso do medicamento, apenas quero que leiam, analisem, e vejam se vale apena fazer uso de algo que te beneficiara de uma certa maneira nos seus estudos.

    Ps: poupem os erros de portugues (estou sem praticar o idioma por muito tempo, atualmente nao moro no brasil).

  15. mario disse:4 abr 2012 às 2:16 pm · Responder

    Conheço gente que estudou e passou de primeira em concursos e nao precisou tomar remedio nenhum.. isso e muito relativo.

  16. Nemora disse:4 mai 2012 às 4:32 pm · Responder

    Sr. Rogério,

    TDA com ou sem hiperatividade NÃO É TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM, é:

    “um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza
    por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado
    de ADD, ADHD ou de AD/HD.”

    “O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude
    atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor
    desempenho. Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar
    as suas dificuldades”

    O diagnóstico e tratamento são importantes maximizando a qualidade de vida da pessoa que tem o transtorno. O uso do medicamento é de muita valia.
    A ritalina (nome comercial), que tem como substância ativa o cloridrato de metilfenidato é um dos medicamentos que pode ser utilizado no tratamento. Há outros. Neste caso o paciente e o médico devem manter um diálogo, para ver se precisam substituir a medicação ou regular a dose, por exemplo.
    Infelizmente o que há é muito preconceito envolto ao transtorno: e informações mal apontadas prestam um desserviço para a família e à pessoa que tem
    TDAH,aos profissionais da área e aos pesquisadores.
    A Ritalina é um remédio que funciona para muitos e não deve ser “demonizado”: alguns pacientes sentem os efeitos colaterais, que diminui com o tempo
    na maioria das vezes e outros não sentem. É um remédio como qualquer outro. Fazemos uma comparação: quem não tem pressão alta e consome o
    remédio para tal, claramente não se beneficiará. Ou não acontece nada ou pode até prejudicar a saúde, de alguma forma (acredito, não sei).
    O que chama a atenção é o seguinte: medicamentos para TDAH são extremamente controlados. Tanto que as pessoas que os consomem, por vezes ficam
    até constrangidas na farmácia, passando por quase “interrogatório”. Esta certo, tem que ser controlados mesmo, mas como tem tanta gente sem acompanha
    mento médico tendo acesso?

    • Rogerio Neiva disse:4 mai 2012 às 10:50 pm · Responder

      Cara Nemora, agradeço a manifestação e colaboração.
      Registro que o texto publicado não teve finalidade acadêmica, mas informativa. Daí porque procurei valorizar a forma que fosse mais compreensível à mensagem.
      Neste sentido, evitei a precisão acerca da taxionomia do fenômeno do TDAH, de modo que evitei tratar do seu enquadramento em categorias como transtorno, distúrbio, dificuldade ou síndrome. Ainda que, inclusive com base no enquadramento formal do CID e DSM existam discussões, bem como subsiste a compreensão de que se trata de fenômeno neurocomportamental, considerando o contexto e a finalidade do texto, procurei tratar como sendo um transtorno de aprendizagem. Ou seja, não tive a preocupação com o preciosismo da taxionomia científica, o que entendo não prejudicar ou desvirtuar a compreensão principal do texto, inclusive considerando que o tema suscita divergências e reflexões.
      Quanto à aquisição, infelizmente, de forma ilícita, em termos criminais e administrativos, há um verdadeiro mercado clandestino de venda do medicamento.
      Reitero os agradecimentos.
      Abcs!

  17. mauricio disse:9 mai 2012 às 5:30 pm · Responder

    Prof. Rogério,
    peço permissão relatar o meu conhecimento sobre o uso de referido medicamento. De início, ressalto que conheço algumas pessoas que tomaram ou tomam metilfenidato para estudar. Nenhum deles se arrepende do uso. Ao contrário, afirmam que sua administração de forma controlada pode trazer benefícios. As notícias que veiculam, dentre outros, danos psicológicos e psiquiátricos nos usuários assim o faz porque tais efeitos, na verdade, são exceções aos resultados obtidos por outros. Explico: a ritalina é uma das drogas mais vendidas no mundo. O Brasil já o terceiro país que mais consome a droga, representando um consumo de milhões de cartelas todo ano. Todavia, conto nos dedos o número de relatos negativos obtidos pelos usuários do medicamento. Vale salientar que o metilfenidato existe desde os anos 80 (ou até antes). Dos relatos positivos que tenho conhecimento (por conhecer as pessoas que já tomaram e/ou tomam o medicamento), posso te assegurar que alguns juízes, procuradores, empresários e médicos são testemunhas. Efeito colateral? Qual medicamento não tem? Aliás, a bula de qualquer medicamento assusta quem não faz parte da área de saúde. É remédio controlado? Apenas no Brasil é tarja preta (basta procurar a palavra “Ritalin” no google e perceber esse diferença). Efeito Placebo? qualquer médico ético há de convir que a dosagem correta (de acordo com o PESO do paciente) fará efeito sim, o que pode não ocorrer (e aí, sim, poderia cogitar o efeito placebo) caso a droga não tenha a quantidade ideal (abaixo do mínimo para o peso). Toda discussão, referente ao uso do medicamento, portanto, deve limitar-se apenas à necessidade (clínica) de seu uso. Tarefa dos médicos. Aliás, pesquisei muito sobre TDAH e descobri que todos os seres humanos têm déficit de atenção, de forma que a intensidade desse déficit é que vai indicar a necessidade da utilização da ritalina ou outro medicamento. No mais, concordo com algumas opiniões dos colegas acima. A ritalina está sendo banalizada pela mídia. Todo medicamento, usado de forma irresponsável, trará prejuízos. Usado de forma racional, pode trazer benefícios. Isso é fato! O metilfenidato não é o único estimulante que existe no mundo. Sua utilização não pode ser banalizada. Não vejo diferença em quem toma ritalina para estudar e quem toma 10 xícaras de café e várias doses de pó de guaraná para o mesmo fim. Do mesmo modo, quem toma uma cervejinha numa noite de festa com o intuito de se soltar, ficar mais alegre e relaxar está se estimulando da mesma forma. Aliás, cerveja, cigarro e as drogas ilícitas que existem por aí são muito mais nocivas que o metilfenidato. É isso, caro Professor. Não defendo o uso da ritalina (já provei, mas não preciso), mas não vejo com bons olhos sua banalização.
    Grande Abraço

  18. Andre disse:10 mai 2012 às 5:19 pm · Responder

    Belo artigo Doutor Neiva!

    • aluna disse:16 mai 2012 às 4:25 pm · Responder

      Vou tomar… preciso tirar mais de 8 pra passar e se não tirar não me formo, e já passei na OAB… stou com medo mas vou tomar

  19. Medico disse:11 mai 2012 às 5:59 pm · Responder

    Nobre colega!

    Você é muito prolixo em descrever um simples texto!

    Falou, falou e não disse nada.

    • Rogerio Neiva disse:12 mai 2012 às 7:36 pm · Responder

      Prezado Medico,
      Agradeço a sua contribuição, com a adjetivação que fez quanto ao texto, e presumo que tenha se dado este trabalho impulsionado pelos mais elevados sentimentos do ser humano, no sentido da colaboração, e não para a busca de satisfação com a destruição do trabalho e esforço alheio. Não tenho dúvida que tomou tal iniciativa para contribuir com a reflexão sobre formas de evitar a elaboração de textos de natureza “prolixa”, e não para a promover a crítica pela crítica e diminuição do meu esforço e trabalho intelectual.
      De fato, tenho muito o que evoluir e aprender para produzir textos de forma não prolixa.
      Quando exerço meu encargo de Magistrado, sou obrigado, por disposição da Constituição Federal, no seu art. 93,IX, a sempre decidir de forma fundamentada. E isto talvez atrapalhe um pouco na produção intelectual aqui no Blog, pois tenho dificuldade em afirmar uma idéia, tese ou argumento, sem a devida fundamentação. E como vivemos a era em que as pessoas não querem se dar ao trabalho de se aprofundar nos fundamentos, diante da cultura de que tudo deve ser rápido, fácil, ir direto ao ponto, superficial e, se possível, grátis, acabo por gerar frustrações.
      Quanto à colocação de que no texto no “não disse nada”, talvez seja o caso de questionar o que é o nada, para o presente efeito.
      Mas para facilitar a compreensão, vou elencar alguns conceitos e idéias abordadas, para que se possa avaliar se há o enquadramento no conceito de “nada”:
      - alerta quanto ao fato de que há concurseiros usando o metilfenidato;
      - alerta quanto a disgnósticos pouco cuidadosos quanto ao TDAH;
      - provocação à reflexão da eficiência, em termos de custo-benefício quanto ao uso da ritalina nos estudos para concursos;
      - aplicação do conceito de função utilidade ao processo de estudo;
      - apresentação do conceito de capacidade bioquímica instalada, trabalhado pelo Prof Izquierdo;
      - apresentação do estudo publicado por Tellechea Rotta, acerca da eficácia da ritalina para portadores de TDAH;
      - provocação à reflexão sobre o uso indiscriminado da ritalina e a busca de resultados sem esforços.
      Talvez estas considerações se enquadrem no conceito de nada. Não sei. Talvez eu precise estudar um pouco mais e adquirir a capacidade intelectual daqueles que conseguem destruir em poucas palavras o esforço materializado em texto com várias palavras, o qual acaba por ser condenado a se enquadrar no conceito de “prolixo”.
      De qualquer forma, presumindo que a crítica conta com finalidade puramente construtiva, vale a reflexão para avaliar a implementação de esforços no sentido de evitar textos “prolixos”.

  20. silvia disse:28 mai 2012 às 8:18 pm · Responder

    Caro professor,
    Melhor ser “prolixo” e ajudar o próximo, do que ser sintético e não ajudar em nada!
    É fácil desmerecer ou condenar alguém com poucas palavras. Felizmente esse nosso amiguinho médico não é um magistrado, tendo em vista que a arrogância é um perigo a aplicação da justiça.
    Sua resposta foi polida, dígna de um cavalheiro.
    Abraço

    • Rogerio Neiva disse:4 jun 2012 às 11:44 pm · Responder

      Cara Sílvia, obrigado pela generosidade e gentileza e parabéns pela forma de ver o mundo!
      Abcs!

  21. Fábio Cabral disse:29 mai 2012 às 10:36 am · Responder

    Comprei o remédio é agora não sei se tomo! Estudo para concursos a 2 anos e até hj o que consegui foi passar e não classificar estou em uma situação difícil, pois estou desempregado pelo mesmo período e dependo da minha família.

    • Rogerio Neiva disse:29 mai 2012 às 8:52 pm · Responder

      Fábio, vc foi diagnosticado com TDAH?

  22. Lis disse:10 jun 2012 às 11:20 am · Responder

    A existência do tdah já foi comprovada cientificamente ou as pesquisas só SUPÕEM que isso é um distúrbio neurológico, hereditário, etc? Até onde eu sei, com meu pouco conhecimento, nada foi comprovado ainda. Pra mim existem pessoas diferentes, com comportamentos diferentes. E isso enriquece a humanidade. O diagnostico de tdah é muito vago. todo mundo se encaixa nele. Quem nao tem dificuldade em se concentrar em um trabalho chato ou difícil, por exemplo? Quem nunca chegou em casa e sentiu que falou demais depois de ter saído com os amigos? Pra criança, então, é uma tristeza! Que criança nao corre em lugar que adulto acha errado correr?
    Eu acho que tdah é um nome dado para um comportamento diferente. Assim, inventam uma doença e se cria uma necessidade de se receitar algum remédio. Pra mim, é muito claro que a ritalina está com essa força que está, pq há a intenção de medicar pessoas saudáveis!
    Na idéia do mundo hoje, para a alegria das industrias farmacêuticas, todo mundo tem um problema, todo mundo é doente, logo, todo mundo precisa de remédios!!
    Galera!!!! Ter dificuldade é normal!! Ser diferente, faz parte da vida!! Parem de tentar solucionar as questões com remédios! O que a gente precisa é de coragem pra enfrentar os conflitos!! Vocês tem dificuldade em se concentrar, mas tenho certeza que são ótimos em outras coisas da vida!! Se a sociedade exige de você uma concentração que vc nao tem, a ponto de vc ser taxado de doente e ter que tomar um remédio fortíssimo, que faz muito mais mal do que bem, questione essa sociedade!! Nao saia por ai aceitando tudo que empoem a você!! As grandes figuras da história foram pessoas com comportamento diferente do esperado! A história foi escrita pelo diferente!! E tem mais! A diferença é o que nos identifica!!
    Fica ai um desabafo de alguém que valoriza a diferença e acredita que é através dela que escrevemos a história do mundo!

    • Rogerio Neiva disse:10 jun 2012 às 11:36 am · Responder

      Cara Lis,
      Sua visão é um pouco polêmica e criticada por alguns, principalmente aqueles do campo da neurologia e da psiquiatria.
      Mas acho que sua visão no mínimo vai no caminho da prudência, com a qual concordo.
      Não chego a sustentar que o TDAH não existe. Mas é fato que os dias atuais tem mudado a nossa forma de funcionar, inclusive em termos neurofisológicos.
      Tenho dito aos meus amigos que afirmam que seus filhos, na faixa dos 5 a 8 anos, são hiperativos o seguinte: tente imaginar você, o seu pai e o seu avô quando tinham a idade do seu filho. Quantos estímulos o seu filho hoje recebe e quantos você, seu pai e seu avô recebiam? Qual o nível de dinamismo tem a rotina do seu filho hoje e tinha a sua, do seu pai e seu avô. Considero que seja óbvio e natural que, dada a intensidade e quantidade de estímulos, o funcionamento neurofisiológico do seu filho, seu, do seu pai e do seu avô sejam diferentes. Imagine se fizéssemos exames de imagem dos 4, com a mesma idade?
      Nas discussões que participo com colegas da área da educação, psicologia educacional e cognitiva, psicopedagogos e médicos, há um consenso de que existem exageros de diagnósticos. Há um consenso de que todo mundo acaba se enquadrando como TDAH no padrão de diagnóstico.
      A minha esposa é pediatra e entre muitos de seus colegas a compreensão não é diferente. Um colega dela que é neuropediatra fez um levantamento na literatura médica e constatou que antes da década de 1980 não há praticamente nada sobre TDAH, sendo que ele sustenta que nem por isto a sociedade deixou de evoluir e o sistema de ensino deixou de existir.
      Portanto, não vou dizer que concordo com todas as suas colocações. Mas seu discurso tem embutido uma visão de prudência.
      E prudência nunca prejudicou ninguém.
      Abcs!

  23. Lis no peito disse:10 jun 2012 às 1:55 pm · Responder

    Eu entendo que meu questionamento em relação à existência do tdah é polêmico. É muito difícil mudar um paradigma. Na própria faculdade (faço psicologia) sofro um verdadeiro bombardeio de perguntas, vindas de professores e colegas, com intenção de quebrar o meu argumento. Esse é um dos preços que se paga por remar contra a maré. Mas o que acontece com as nossas crianças é muito injusto! E como mãe e futura psicóloga, nao consigo deixar de fazer alguma coisa para mudar essa realidade. Como culpa-las se somos nos, adultos, que permitimos que elas assistam tv mais de 4 horas por dia? Como culpa-las, se a vida hoje faz com que seus momentos de prazer e brincadeiras sejam em lugares fechados, pequenos, sufocantes? Como culpa-las se somos nós que, muitas vezes, nao temos paciência e discernimento para impor limites e rotina? Nao acho que nao exista crianças com problemas. Só nao acredito que esses problemas sejam de ordem fisiológica. Na incapacidade e imaturidade de saber o que está acontecendo internamente, essas crianças gritam por ajuda da forma que conseguem e nós, responsáveis por elas, nao estamos sabendo escuta-las. Onde isso vai dar? Como será o futuro da geração que aprende com a gente a surdez e a resolver problemas com remédios, ao invés de enfrenta-los.

  24. ALEX disse:10 jun 2012 às 2:39 pm · Responder

    Sinceramente acho que antes de tomar qualquer decisão o melhor a fazer é consultar um médico.

  25. Fernanda disse:10 jun 2012 às 3:35 pm · Responder

    Se me permitirem, eu posso dar meu depoimento. Garanto que não é bonito. E que, como Junguiana, eu sou a prova de que se ritalina ajudasse a estudar, eu estaria no senado e fazendo PhD (financiada pela Administração Publica, claro).
    Não vou expor o que eu vivi a toa. só pra ser um exemplo de superação, ou de possuir TDAH confirmada por SPECT (procurem saber sobre esse exame. Ele mostra inclusive, se voce ja usou drogas que afetaram seu cerebro.)
    Caso o professor se interessar, mande apenas um ok para meu email, e mandarei diretamente pra ele meu depoimento e com certeza ele saberá a melhor forma de aplicar em seu blog.

    • Rogerio Neiva disse:10 jun 2012 às 4:00 pm · Responder

      Cara Fernanda, tenho interesse e entrarei em contato.
      Abcs!

    • Edgard disse:21 jun 2012 às 1:02 pm · Responder

      Quero tomar ritalinea para estudar, mas vi seu depoimento e queria seu esclarecimento.
      Venho passando em concurso, mas ficando fora das vagas, pó isso quero mais concentração e estudar.
      Favor me ajudar e dizer seu depoimento.
      Obrigado!

    • EDGARD disse:21 jun 2012 às 3:58 pm · Responder

      Fernando, por favor envia teu depoimento para mim, estou pensando em tomar ritalina para estudar mais, na iminência de comprar e fazer uso, você estará fazendo um grande bem para mim.
      Email- cmtedgard@gmail.com

  26. Ana disse:13 jun 2012 às 3:03 am · Responder

    Entendo a preocupação geral com o uso da ritalina, mas para mim foi muito benéfico. Tomaria de novo e quantas vezes necessário fosse. Quero passar na magistratura do df e só não estou tomando agora pq estou grávida, mas assim que puder, farei uso desse artifício.
    apesar de entender, acho um exagero tudo que dizem sobre ela. assim como o colega acima, só conheço relatos positivos sobre seus efeitos e olha que vivo num mundo de concurseiros.
    me parece muito com a questão do Roacutan (remédio para acne). um remédio forte sim, mas com resultados inegáveis. geralmente quem fala da ritalina nunca a utilizou. esse rapaz que quase surtou com ela deve ter tomado uma cartela por dia, pq, sinceramente, não é pra tanto…..meeeeenos galera……

  27. lolla disse:22 jun 2012 às 5:05 pm · Responder

    Caro Rogério, comentei pelo twitter quando da postagem do artigo, teci ferrenhas críticas mas, em momento algum tive a coragem de me declarar usuária de tal substância.
    Fui ERRONEAMENTE diagnosticada como portadora do distúrbio de atenção. Digo erroneamente, pois, sem qualquer teste ou exame mais aprofundado, o médico me receitou a droga para experimentá-la. Ressalto que possuo acompanhamento com esse médico há mais de 4 anos e o tenho como um excelente profissional. Ele tinha conhecimento da minha situação de concurseira, da vida difícil que levava, ouvia com paciência todas as lamúrias acerca dos resultados pífios nas provas e resolveu ”testar” a ritalina em mim, por achar que meu problema seria falta de concentração, de atenção e um monte de outras coisas.
    Bem, confesso, que , inicialmente, fiquei imensamente feliz, pois achei que meu problema acabaria ali, logo, logo, eu seria aprovada, já que com aquela droga, conseguiria estudar horas sem levantar ou me distrair com nada .
    O tempo passou e eu tive um ganho normal, advindo apenas da minha dedicação em passar horas sentada e por achar que estava me ” dando bem com o produtinho”.
    Dia da prova. Outro Estado. Péssima notícia. Esqueço a pílula em casa. Resultado: não consigo fazer nada na prova. Estaria eu viciada? Não, nada disso, apenas impressão, na próxima terei mais cuidado.
    Um tempo passa e eu tomando aquela porcaria. Problemas gástricos começam a aparecer e eu não penso em momento algum em largar aquele remedinho.
    As provas vão passando, a aprovação não chega, meu estudo é normal como de qualquer outra pessoa (mas eu não sou saudável como qualquer outra pessoa).
    A aprovação não veio, mas os problemas vieram. Em todas as ordens, posso afirmar. Agressividade, sensibilidade extrema auditiva( o que causa briga com todos os seus vizinhos), irritação absurda, enfim, eu não tinha uma vida decente, Eu vivia com um barril de pólvora a ponto de explodir a preço de quê? Passar num concurso?Minha vida não vale isso. Droga nenhuma vai te levar a isso.
    Ritalina é um beco quase sem saída.
    Hoje, estou recomeçando.O mesmo médico admite que foi um erro, que eu não poderia mais continuar tomando, que não ajudou em nada e fez o corte abrupto e eu estou sofrendo pra ficar sem a porcaria.
    Quando você se vicia numa substância, tudo fica muito feroz sem a mesma. Ir a biblioteca sem ela?Você chega, senta ,levanta e vai embora. Roda a cidade sem rumo.Fica feito uma folha no vento e oportunidades estão chegando e passando e eu não tenho ânimo, sofro de uma sonolência descomunal e de um vazio na hora de ler que eu não tinha antes. Sei de quem é a culpa. A culpa é dela.A culpa é minha que tomei, a culpa é do médico que receitou, enfim, agora, a ordem é desintoxicar o corpo desse veneno e, a cada dia, tentar , como uma criança aprende a ler , ir um pouco mais além no estudo, uma página a mais.
    Chorei a cada linha escrita, mas tempo é ouro e hoje consegui estudar bem =)

    Sem fantasia , sem remédio, sem culpa. Conseguirei . E limpa.

    • Rogerio Neiva disse:22 jun 2012 às 11:38 pm · Responder

      Cara Lolla,
      Parabéns pela corajosa e colaborativa atitude de colocar este comentário!
      Seguramente será muito importante para a avaliação de muitos outros concurseiros.
      E também lhe parabenizo por manter o empenho e pela atitude de superar a dificuldade surgida.
      Por fim, aproveito para sugerir a leitura de um texto que construí a partir do acompanhamento de um diagnóstico que quase foi emitido, de forma precipitada, e, talvez, a minha intervenção possa ter colaborado para que não fosse fechado (o diagnóstico), no referido sentido.
      Vai o link abaixo do texto DIAGNÓSTICO DE UMA REPROVAÇÃO:
      http://www.concursospublicos.pro.br/duvida-do-candidato/diagnostico-reprovacao-concurso-publico-como-passar-provas
      Abcs e sucesso!
      Estou na sua torcida!!!

  28. Pedro Cassimiro disse:2 jul 2012 às 10:52 am · Responder

    Apenas pela espiada rápida que dei nos comentários acima, digo que remédio é para doente, mas quem está tomanda a retalina são os sãos. Aí é uma questão de pisiquiatria (loucura), que o diga Freud!

  29. ALEX disse:3 jul 2012 às 9:13 am · Responder

    Nossa, quanta divergência nestes comentários? Fiquei sabendo deste “REMEDIO PARA CONCENTRAÇÃO” há pouco tempo através de uma amiga concurseira. Ela quase encorajou-me a administrá-lo, mas pensei: fui primeiro colocado no concurso na Prefeitura municipal onde resido, fui sétimo colocado geral num concurso do estado…..agora estou empenhado à passar no Bacen (meu projeto é para uns 3 anos), fui aprovado num concurso para Policial, todos sem o tal “Remédio”. Ante uma reflexão concluí que o melhor caminho e estudar adptando meus horários baseando numa tabela, e certamente com dedicação e Fé, os resultados virão….

  30. Tiago disse:12 jul 2012 às 7:19 pm · Responder

    Vejo a questão sob um olhar muito simples: Não temos conhecimento técnico suficiente (nós que não somos da área) para discutir acerca do uso do medicamento sob a prescrição médica.
    O artigo do Professor Rogério Neiva enfoca o uso não prescrito.
    Se você acredita que o medicamento pode ajudar, procure um médico, talvez isso seja um indício de que você tenha déficit de atenção.
    Se o especialista diagnosticá-lo com TDAH, provavelmente prescreverá o medicamento; se não, você terá que se conformar com o fato de que simplesmente não necessita de qualquer remédio para se manter concentrado…e ponto!!!!
    Agora, repito, não somos competentes para questionar um profissional que por anos se dedicou ao estudo dos medicamentos e seus efeitos; tal comportamento nos traria retorno semelhante a de um ordenamento destuído de segurança jurídica.
    Muito simples:
    1 – Procure um médico.
    2-Caso ele receite Ritalina = você, de fato, precisa…..tome sem medo, relatando ao seu médico os efeitos positivos e negativos.
    3-No caso de ele não receitar = este medicamento não foi feito para você, há uma série de pessoas que pesquisaram e definiram que você não se enquadra no perfil de quem necessita do remédio!!
    4-A escolha é sua, caso tome por conta própria, sofrerá os efeitos por conta própria!!! (pessoa sem amor a própria vida)

  31. Antonio disse:16 jul 2012 às 1:31 pm · Responder

    bom artigo, deveria escrever de uma forma mais fácil e direta pra melhor entendimento.att

  32. Simone disse:20 jul 2012 às 5:19 pm · Responder

    Um do aspecto importante é que a Ritalina mexe com vários neurotransmissores (podem entendidos como agentes químicos, próprios da comunicação entre os neurônios, que controlam seu estado de alerta, sono, prazer, excitação, ansiedade…) A Ritalina pode alinhar esses neurotransmissores ou provocar desequilíbrios. Nesse sentido, o melhor a fazer é procurar um neurologista, um psiquiátra, passar por uma consulta e saber a necessidade do uso da Ritalina.
    ps.: um alerta é que a droga mexe com os mesmos mecanismos neuronais que a cocaína. Por isso, o uso descontrolado por trazer danos.

  33. Estudante disse:9 ago 2012 às 12:17 am · Responder

    Nossa, quanta divergência mesmo! Acho que tenho TDAH, pois tenho muita dificuldade para me concentrar, não consigo focar em nenhum texto, na faculdade no primeiro semetre eu tive 7 matérias porem reprovei em 6, meus professores são exelentes, mais eu não tinha coragem de ficar toda hora pedindo uma atenção especial, já tentei tudo: ficar em silêncio total, gravar as aulas, ficar até de manhã estudando para prova…etc mais tudo em vão! Vou procurar um Neuro…urgente!
    (Do jeito que estão falando do Medicamento até parece com os efeitos do craque, que medo)
    Ótimo texto

  34. Letícia disse:16 ago 2012 às 6:43 pm · Responder

    Com certeza você nunca usou a ritalina! hehe

    Uso a mais de 4 anos e sem dúvidas mudou a minha vida, não só cognitiva mas também comportamental, me fazendo muito mais sociável, interessada, estudiosa e atenciosa.

    Efeitos colaterais há, mas muito pouco e nem se compara com os benefícios que esse remédio traz.

    Claro, não se deve usar para virar noites e dias estudando já que todos nós, medicados ou não precisamos dormir aproximadamente 8h/noite.

  35. ana disse:2 set 2012 às 12:11 pm · Responder

    Drogas (fármacos) foram desenvolvidos para serem usados, realmente há pessoas como eu que necessitam dela para concentração, então é melhor não criticar aquilo que não se tem conhecimento

  36. Fernando disse:29 set 2012 às 1:40 am · Responder

    Estimado Prof. Rogério Neiva,

    Fui diagnosticado com TDA há aproximadamente um ano e, desde então, tudo pareceu fazer sentido e lógica do porquê de tantos esquecimentos e outros transtornos que me causaram um intenso sofrimento interno desde o tempo de criança.
    Sempre fez parte da minha vida “fazer as coisas meio que no automático” e desatento. Cansei-me de conversar com determinada pessoa sem, sequer, ser capaz de entender o conteúdo do diálogo, notadamente porque enquanto conversava e ouvia os meus pensamentos já estavam longe…, muito longe!
    Coisas do tipo, pegar determinado objeto e sair com ele nas mãos e depois não entender como aquilo veio parar em meu poder tornou-se uma rotina. A última que me ocorreu faz ums três meses: Uma mala que “apareceu” na minha casa e depois ninguém descobria de quem era, somente após verificar a gravação da filmagem do elevador eu descobri que EU MESMO a havia levado para dentro da minha casa num dia em que cheguei de uma viagem, ao desembarcar do taxi, acabei pegando a referida mala que era do taxista, como se minha fosse.
    Veja, sequer eu me lembrava de tê-la pegado!
    Foi muito constrangedor!
    Repito: Fazer coisas com o “automático ligado” é uma constante em minha vida. O problema é que na maioria das vezes, eu não me lembro de tê-las feito.
    Então, fui em dois médicos psiquiatras. Os dois me diagnosticaram e um deles me pediu uma série de exames: a) Polissonografia; b) Eletroencefalograma; c) Eletrocardiograma; d) P300.
    O diagnóstico, no entanto, se confirmou com o P300 e comecei hoje a fazer o uso do medicamento.
    Eu também estudo para concurso, mas não vejo que os meus resultados irão melhorar somente por causa disso. Aliás, importante registrar Professor que o concurso que almejo também é o da Magistratura do Trabalho que, como bem sabes, um dos mais difíceis do país…, no entanto, mesmo antes de começar o tratamento com a ritalina eu já estava tendo bons resultados na 1ª fase.
    Dessa forma, concluo o meu “breve” comentário (rs) no sentido de manifestar a minha opinião de o medicamento pode até ajudar, mas o fator prepoderante para a minha aprovação será o meu próprio esforço, com sucessivas superações, afinal, não há uma “poção mágica” capaz de incutir todo o conteúdo na mente humana. Pelo menos não que eu conheça!
    Sinto-me tranquilo porque sei que somente agora estou tomando o medicamento de forma absolutamente responsável comigo mesmo, responsabilidade esta que decorreu de um diagnóstico sério, preciso e emitido por um profissional habilitado.
    “Não há sucesso no mundo que justifique o sacrifício da saúde mental.”
    Espero haver ajudado aos demais candidatos.
    No mais, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, externo sinceras congratulações pelo precisoso artigo!

  37. Arrependimento disse:4 out 2012 às 11:14 pm · Responder

    Olá. Estou aqui para dar um depoimento a todos que, assim como eu, caíram neste site porque estavam a procura de alguma “segurança” quanto ao uso de ritalina para “melhorar os estudos”. Pois bem, ontem consegui com um amigo 3 cápsulas de Ritalina. Uma de 20 mg e duas de 4mg. Comecei tomando ontem a de 20 mg. O motivo? estou estudando pra um concurso público, tenho menos de 2 meses antes da prova e me desesperei. Não sei descrever exatamente como me senti ontem, mas já percebi que a coisa era forte, que o “baque” era grande. E para minha infelicidade, não tive rendimento nenhum nos estudos. Dai caí aqui neste site, li, mas não dei bola. Hoje acordei e tomei uma cápsula de 40 mg. Isso foi por volta das duas da tarde. Agora são 23:00 e eu ainda estou sob os efeitos TERRÍVEIS dessa droga. Já vou logo dizendo, sou uma pessoa que ja usou todos os tipos de drogas que vc pode imaginar. Já usei muita cocaina, maconha, ecstasy, lsd… já tive sensações das piores com elas. E o que eu estou sentindo hoje com a Ritalina, se compara às piores sensações que a cocaína – droga que na minha opinião tem o PIOR DOS PIORES efeitos-rebote – me trouxe. Coração acelerado, mãos suando, sensação de cabeça pesada, cheia, como se estivesse inchada e pressionada dentro do crânio. Irritação, paranóia, vista hiper sensível. E dá uma espécie de angústia de estar vivo. Sim, é assim que posso descrever. Com as mesmas palavras que usei quando tive as fortes “quedas” de cocaina, após uso excessivo em poucas horas. É horrível. Pra piorar, meus estudos foram por agua abaixo. Pq contrariamente ao que se esperava, eu fiquei agitada e ansiosa. Não consegui parar em casa, na cadeira, em lugar nenhum. Queria dormir e acordar sem essa neurose, mas quem dorme com essa porcaria na cabeça?!?!?!? Há ainda de salientar que já fui diagnosticada mais de uma vez, fiz tratamentos ha ate pouco tempo, com TRANSTORNO BIPOLAR e SINDROME DO PANICO, entreo outras que nao cabem citar. Quem tiver qq dessas “doenças” por favor, acredite em mim: as bulas estão certas. NÃO COMBINA. Não dá certo. Neste exato momento estou à espera de um milagre, sério. Já li tanta coisa na net a respeito de gente que teve surtos psicoticos e se matou, ou matou os pais, amigos, namorado… dá até medo. Eu estou é com um baita medo. E deprimida, claro. Meu medo é de não conseguir passar essa noite. De me dar algum surto, ou de eu morrer com esse coração explodindo como está. Pensei em tomar umas gotinhas leves de Rivotril pra me acalmar, como fazia quando cheirava muito pó, mas decidi não ser tão inconsequente mais. Não vou tomar o Rivotril por não saber o que pode dar. Gente, de verdade. NÃO TOMEM esse remédio sem precisar MUITO, e com acompanhamento de um médico. Minha experiencia precisa ser relatada. Fiquem em paz e me desejem sorte em tudo, pq a sensação que tenho é de que este é o último dia de vida que me resta.

  38. Alexandre disse:6 nov 2012 às 3:25 pm · Responder

    Nao sou concurseiro da area juridica, mas da area medica. Sou medico, e garanto, que provas de residencia sao tao desgastantes e concorridas, quanto alguns conc publicos. Fora que existe o Q.I.
    Mesmo dotado do conhecimento, risco -beneficio, cai em tentacao de usar ritalina, concerta… E tambem junto, o Stavigile. Confesso que consegui aumentar minha producao diaria, de trabalho, de estudo, mas n vi nenhm ganho em aprendizado.
    Só perdi peso, ganhei cefaleias diarias, mudanca de humor, carga de trab excessiva, e cada vez mais, usava mais cimprimidos ao dia. A ponto de quase usar uma caixa de 30 cp de 40mg por semana.
    Virei delendente e n percebi. Se diminuo a dose, o efeito rebote vem ( depressao momentanea, apatia, e falta de iniciativa) o que leva a voltar ao excesso de cp… Um ciclo perigoso.
    Me surpreendi quando resolvi me abrir, e encontrei, dezenas de colegas, nao soh medicos, nesta situacao.
    Estao vendendo cocaina de boa qualidade, em dose homeopatica, na forma de comprimidos. Essa é a verdade. Hj, medico, e empreendedor na area, vejo como a industria farmaceutica faz p/ eternizar clientes( dependentes) eternos, grandes viciados que se tornam zumbis consumidores de seus produtos.
    Empurrando RITALINA em crianças, que sabidamente sao agitadas e inquietas, como se fossem doentes, dando sossego a pais que nao querem se ocupar com o papel de cuidador/pai
    Mas quem cala essa industria bilionaria? Eu mesmo ciente dos riscos, informado, cai no vicio. Quem dira os demais que nao entendem a primeira linha da bula?
    Vai um desabafo, que deveria ser exposto no verso dessas medicacoes, tal como no cigarro.

    Vai o aviso aos “informados” de plantao. Nem toda droga age igual, pois nao eh ma exata. Portanto se seu amigo se deu bem, nao significa que vc ira. Basta ter uma cardiopatia ou psicopatia inativa, e vc sabera. Da pior forma.

    Nao use droga como muleta. Ou vivera de esmola.

  39. Paulo disse:16 nov 2012 às 2:35 pm · Responder

    Muito bom o texto e os relatos. Agradeço pela oportunidade de ler algo sério a respeito da questão. Nem sabia da existência desse remédio, mas ouvi alguns amigos concurseiros falarem a respeito. Resolvi pesquisar e, felizmente, me deparei com essa página.
    Não tomarei esse medicamento nem a pau!

  40. Isabel disse:27 nov 2012 às 1:31 pm · Responder

    Bom, vou deixar meu comentário aqui também, pois acho que pode ajudar alguém, tento concurso desde inicio 2009, já passei em alguns mais nunca dentro das vagas, depois da decepção do INSS, do qual eu tinha certeza que iria conseguir e ter estudado muito, fiquei em 38º lugar, sendo assim coloquei na minha cabeça que tenho problema, com ajuda de minha irmã resolvi procurar um psiquiatra, a quem relatei minha historia de nervosismo durante a prova e ansiedade e tudo mais, nem 15 minutos de consulta, ele me receitou a tão famosa RITALINA comum(Preço bem legal), procurei informação sobre o remédio, mesmo lendo um monte de depoimentos ruins e comecei a tomar no outro dia, mais não me sentia muito bem, pois bebo muito café e meu coração disparava e me dava uma canseira, e tinha uns tíquetes nos olhos e no rosto, muito estranho por sinal, não vi muita melhora, mais continuei a tomar, na minha memória não vi mudança nenhuma, só teve uma coisa que realmente me ajudou, não tinha animo para levantar da cadeira de estudo, poderia ficar lá por horas, não queria conversar e nem ver ninguém, fui novamente ao consultório do medico e relatei que sentia, ele me passou uma que disse que é bem melhor para estudar, é a RITALINA LA 10mg(Bem mais cara) , mais em contra partida não sentia nada em relação aos efeitos colaterais, tomava uma por dia sempre no horário de 09:00 da manhã, e ficava bem tranquila e animada, peguei um novo concurso para estudar, consegui dar conta de todo edital que olha era bem extenso, ficava concentrada um período de 10 horas, isso é muito bom, mais não vi melhora na minha memória, até senti uma dificuldade muito grande em reter informações, tive que tomar junto o remédio Nootropil, esse sim é para memória, melhorou bastante casando os dois medicamentos, fui fazer a prova consciente de saber toda a matéria, durante a prova meu coração começou a acelerar que até a mesa mexia, nunca vi coisa igual, acredito que seja ansiedade casada com remédio, me deu um reverterio, resumindo foi o meu pior desempenho de toda a minha vida, não conseguia achar o erro da questão, em casa, mais tranquila, refiz a prova e achei um absurdo os meus erros, nem acreditei, parecia que durante a prova, eu estava em transe, acredito que esse remédio não funciona muito bem quando você está sobre pressão…. Resumindo fiquei super frustrada com o remédio, digo isso, porque achava que seria milagroso, no outro dia parei de tomar e não senti nenhum efeito colateral, simplesmente parei de tomar, e olha que tomei 1 Cx de Ritalina normal e 2Cx de Ritalina La… Acredito também que o pessoal está fazendo festa demais em cima do remédio, que não é assim para as pessoas que não tem problema serio, como déficit de atenção, pois tenho informação, que para quem sofre desse problema é muito bom mesmo, eu fui de cara dura, e meu objetivo era passar e tomar posse, e o pior e graças a Deus não tenho problema nenhum… Achei que essa vaga seria minha…rsrsrsrsr

  41. Lindalva Maria da Silva Casteluber disse:3 dez 2012 às 11:25 am · Responder

    Essas informações são necessárias para a sociedade . Deve-se divulgar esse trabalho nos meios sociais , principalmente para pais de alunos acadêmicos para evitar o uso abusivo e ilegal das drogas .

  42. Wagner disse:13 dez 2012 às 1:42 pm · Responder

    Não acredito que drogas como cloridrato metilfenidato (RITALINA , Concerta) e o Modafinil (PROVIGIL,STAVIGILE e ALERTEC) sejam ilusão.

    O fato é que o desempenho aumenta bastante porém, acreditar que produz um efeito mágico aí sim é ilusão.

    Conheço pessoas que usam essas drogas, e todas usam com moderação (épocas e períodos específicos de atividades intelectuais mais intensas).

    Pessoalmente, pelo que tenho observado as pessoas que usam essas drogas (indevidamente, se é que é correto dizer assim já que há várias pessoas diagnosticadas que não gostaram do resultado) e obtêm grandes benefícios NÃO SÃO estudantes “iniciantes” e sim estudantes “INICIADOS”.

    Em outras palavras: o que tenho observado é que são pessoas que já estão acima da média, já são bitolados, nerds e vivem um rotina intelectual intensa e cursam o 2° ano( em diante) da faculdade de engenharia considerada a mais difícil para entrar no país.

    Por mais que seja intenso o esforço intelectual de alguém que inicia seus estudos para concurso ainda está longe de já ter chegado no ápice de seu esforço cognitivo a ponto de precisar buscar um “plus”.

    Existem etapas que não podemos pular, ao estudar primeiro temos que conhecer de fato qual é nosso limite ( e para chegar no limite custa tempo e muito esforço).

    Recorrer a essas drogas por preguiça de estudar aí sim é ilusão, o máximo que iremos obter é um efeito placebo, não vale a pena já que “droga é droga” e sempre haverá algum dano colateral… e muita das vezes este dano nem vale a pena.

  43. Aspirannte a Psiquiatra disse:9 jan 2013 às 2:46 pm · Responder

    Prof. Rogério, acho nobre a intenção de o senhor se propor a informar a população. Aposto que a vossa tentativa era uma “redução de danos” direcionada aos concurseiro que tomam Ritalina (vc quis generalizar outros psicoestimulantes como o modafinil também? Fiquei em dúvida). Estou enganado?
    Eu como paciente portador de TDAH (não sou um transtornado, tenho um transtorno) me senti diretamente ofendido com o preconceito deferido a medicações que transformaram minha vida positivamente.
    Essa hipótese que vc formulou que é um placebo é completamente descabida. Os profissionais da área já fizeram muitas pesquisas sobre essas medicações e se algum deles, que são capacitados, pode sim decidir prescrever Ritalina ou qualquer outro medicamento que julgar positivo para o respectivo paciente sob seus cuidados. Os efeitos colaterais da Ritalina são vários, só que como qualquer coisa da vida tem que ser usado adequadamente. Os benefícios podem ser maravilhosos se as medicações forem adequadamente indicadas. Por favor, eu percebi que o senhor só quis ajudar informando a população e não quis se acadêmico. O senhor tem formação acadêmica que inclua neurofarmacologia? Fique curioso.
    Mas resumindo o que quero dizer- Pare de atacar essas medicações, baseado no seu preconceito. Acredito que nem és profissional qualificado para tal. Eu tenho um vago conhecimento sobre o assunto (também não sou qualificado para publicar informações sobre o assunto), o suficiente para saber que vc está equivocado. Aposto que (baseado no MEU preconceito) o senhor vai conseguir só fazer com que os paciente com TDAH parem com a medicação por um medo falso, já os concurseiros que compram Ritalina no mercado negro estão pouco se importando com a opiniões dessa natureza.
    Trouxe outras opiniões. Uma vez que o senhor é professor, acredito que está aberto a novas opiniões e dados científicos.

    http://www.medscapecom/viewarticle/776683

    http://www.medscapecom/viewarticle/729783

    http://www.medscapecom/viewarticle/757906

    http://www.medscapecom/viewarticle/776683

    Espero ter ajudado e não ter ofendido o senhor, assim como senti que fui ofendido por vc. (Por ser TDAH e por ser um estudante de mecidina que concorda com o emprego adequado de psicoestimulantes se forem bem indicados em pacientes com outros diagnósticos que não TDAH ou até mesmo saudáveis)

    A Ritalina também pode ser usada em depressivos e muitas outras situações que não tenho interesse em debater agora.

    Abraço!

    • Rogerio Neiva disse:9 jan 2013 às 3:32 pm · Responder

      Caro Aspirante,
      Acho que não entendeu a minha posição. Minha crítica não é contra o medicamento e muito menos quanto ao seu uso por quem é diagnosticado com TDAH. Minha crítica é quanto ao uso por quem não tem TDAH e acredita que o medicamento promove ganhos cognitivos.
      Inclusive a colocação quanto ao efeito placebo envolve exatamente esta modalidade de uso, ou seja, por quem não tem diagnóstico de TDAH e imagina que terá ganhos cognitivos envolvendo inclusive a memória de longo prazo. Aliás, foi exatamente nesta linha uma tese de mestrado da Unifesp, conforme o link abaixo:
      http://www.concursospublicos.pro.br/duvida-do-candidato/ritalina-nao-aumenta-memoria-nem-inteligencia
      Por fim, quanto ao questionamento sobre a minha formação, tenho especialização latu sensu em psicopedagogia, no qual tive módulo de transtornos de aprendizagem, e estou concluindo uma especialização em neurociência, no qual tive módulo de psicofarmacologia, psicopatologia e transtornos psíquicos.
      Mas registro meus agradecimentos com o comentário e a provocação ao esclarecimento e reflexão.
      E também saliento que toda crítica no plano das idéias e de forma respeitosa é sempre bem vinda, saudável e necessária. Principalmente porque não tenho e não tenho a pretensão de ter a titularidade do monopólio da verdade absoluta. Estamos aí para aprender sempre mais e mesmo errar, desde que com responsabilidade, empenho e ética.
      Abcs!

      • Aspirannte a Psiquiatra disse:10 jan 2013 às 3:18 pm · Responder

        Caro, Prof Rogério.
        Tens razão, ao reler meu comentário, fui infeliz ao tentar desqualifica-lo quanto à formação acadêmica. Nem acho isso tão importante pois qualquer um pode se informar sobre o assunto sem necessariamente ter um título. Peço desculpas sinceras pela minha maneira de me expressar, talvez tenha sido pela minha impulsividade, não leve para o lado pessoal. Não desejo e abomino isso de ter “pretensão de ter a titularidade do monopólio da verdade absoluta”. Agradeço ao senhor por se expor de maneira tão inteligente e polida. Acredito que aprendi a me expressar menos agressivamente só de ler a maneira adequada do senhor se expressar, mostrando domínio emocional e intelectual.
        Mas como percebi que vc gosta de debater idéias, atitude que compartilho e admiro, quero acrescentar alguns dados sobre a Ritalina.
        Concordo plenamente contigo que o uso irresponsável da Ritalina dos concurseiros é ilusório e irresponsável. Tomar Ritalina sem o acompanhamento médico é como se diz: “Colocar o cérebro na linha do trem”. Pode inclusive desencadear o início de Esquizofrenia, doença que comumente começa no final da adolescência ou início da idade adulta (assim como qualquer agonista dopaminérgico ou alucinógenos). Por favor, veja esse informativo sobre o assunto: http://www.drugfreeworld.org/sites/default/files/truth-about-ritalin-booklet-en.pdf Acredito que o senhor irá gostar de ver a maneiroa que ele aborda o tema. Apesar de eu mesmo discordar de algumas informações dele.

        No entanto, discordo dessa “criminalização” da Ritalina prescrita pelo médico especialista. Nesse artigo que o senhor mandou, essa tal concurseira de 30 anos disse- “Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente.” A ritalina é muito bem indicada em falta de concentração, se ela causar sofrimento intenso, em paciente não TDAH com distúrbios do humor. Ela é inclusive utilizada para pacientes refratários à monoterapia com ISRS. Ela realmente não aumenta a inteligência, nem a memória de quem não precisa realmente. Assim como não causa nenhuma doença mental por si só. Ela pode ser um gatilho, ou como prefiro dizer, ela (assim como outros psicoestimulantes) amplifica a própria mente do indivíduo. Com isso não quero esconder que não tão incomum ela causar surtos psicóticos paranóides parecidos com o crack e a cocaína em predispostos. Vou explicar como eu me sentia antes do tratamento- era como se o mundo fosse preto-e-branco ou que eu fosse míope, e depois do tratamento o mundo ficou em cores e eu enxergava nitidamente. Comigo isso ocorreu desde a infância, pois sou TDAH, mas pode ocorrer em outras doenças mais efêmeras.
        Acho que já me expliquei nesse ponto. Cabe dizer que não é uma verdade absoluta, pois a literatura é controversa sobre o assunto e é só minha opinião (Não sou médico, nem quero me passar por um).
        Os estudos mais atuas mostraram que não é verdade que esses medicamentos (Ritalina, Atomoxetina e outros pro TDAH) aumentem o risco cardiovascular. Isso era algo controverso há alguns anos, hoje se descobriu que é falso. Minha experiência pessoal era de receio no início do tratamento, pois sentia muita taquicardia. É claro que quem tem problemas cardíacos prévios, pode ter maior risco de arritmia, mas depende do problema. Exemplo a Fibrilação Atrial, doeça rara em jovens concurseiros. http://www.medscape.com/viewarticle/752669
        Outro artigo sobre os efeitos cardiovasculares: “We did not see any evidence that these medications were associated with an increase in risk of myocardial infarction, sudden cardiac death, or stroke,” – http://www.medscape.com/viewarticle/755220

        Lamento ter me alongado, fico grato de ter participado dessa discussão que me rendeu mais aprendizado do que imaginei que teria. O senhor tem realmente o “dom” para estimular novos estudantes como eu, isso que nem sou da área jurídica.

    • Marcelo disse:11 set 2013 às 2:14 pm · Responder

      amigo anonimo. não se sinta ofendido. eu tenho TDAH e já tomei ritalina e esta não fez NENHUM efeito comigo. Meu psiquiatra, devido a relatos de aumento de concentração dentre outros benefícios, tomou ritalina e também relatou que não sentiu nenhuma diferença. Então a medicação pode ou não surtir efeito. Depende apenas do organismo da pessoa, sendo que em quem não precisa pode sim funcionar como um placebo ou ainda gerar efeitos colaterais indesejaveis.

  44. joana disse:23 jan 2013 às 9:24 pm · Responder

    Ritalina e para quem tem probelmas de TDAH e ponto final. Seria o mesmo que pegar um oculos de uma pessoa que tem 10 graus de hipemetromia e colocar em uma pessoa que tem visao normal. A pessoa nao vai ver mais pq ta usando um oculos….

  45. diogenes placido disse:21 fev 2013 às 9:14 pm · Responder

    ola,gostaria de falar que eu ja uso o medicamento a 2 dias,me sinto muito bem completamente, a medicaçao me trouxe o meu complemento de vida,estou mais social,interativo,comunicativo,e pensando melhor concerteza,outra coisa boa foi que me deu mais energia ,uma disposiçao absoluta que necessitava,tanto para estudar ou praticar exercicios,e fazer minhas tarefas no dia a dia,ou nao vejo barreiras so quero fazer,os pensamentos de quem tem tdah mudam com esse medicamento,tipo começo a ser mais seguro de min mesmo,timidez nao tenho mais,mesmo errando eu nao fico frustado.certo é pouco tempo que to usando mais ja avaliei isso tudo sim por que me impressionou muito,espero ter ajudado alguem que tinha alguma duvida…

  46. Sidney disse:27 fev 2013 às 8:13 am · Responder

    Cuidado amigos “concurseiros” com as tais drogas da inteligência existe o lado obscuro (negro) desses medicamentos, “Os efeitos colaterais” ainda não totalmente esclarecidos com o uso crônico prolongado todos os dias, que pode ser fatal pra saúde. Falo do perigo de turbinar o cérebro, lembre-se o corpo assim como a mente possui limites e não podemos ultrapassar nossos limites senão podemos acabar num caixão ao invés de um palácio! Falo assim metaforicamente. Bem já sou inteligente, mas pra sociedade temos que ser gênios, estou, ultimamente utilizando a “ritalina” em dosagem mínima 10mg para passar no concurso, mas mesmo aumentando a concentração para ler um livro e responder exercícios por muitas horas, sinto os efeitos colaterais como calvície (perda de cabelo), tontura, impotência sexual(O Pau caiu e perda de interesse por mulher) e insônia, tento combater os efeitos colaterais com vitaminas e remédios para dormir, impotência, uso a “finasterida” para calvície e suco de maracujá junto com chá pra dormir. Sei que vou ter consequências pelo meu sucesso e vou ter que pagar por isso com tratamento médico. Se não morrer de infarto, “avc”, derrame ou ficar demente ou impotente(não ter mais filho) e passar no concurso vou comemorar e largar essas drogas a tempo! È um risco pelo sucesso, mas não aconselho a ninguém ir por esse caminho, pois existem outros meios menos perigoso para saúde. Agora você pode ir combatendo logo os efeitos colaterais antes que se tornem irreversíveis! Vá sempre ao medico quando um dos efeitos colaterais se manifestar, suspendendo o medicamento ate comprar o remédio que combata esses efeitos desagradáveis e indesejáveis que você não pagou pra ter. Há procure não entrar um discussão ou ficar nervoso, pois a “ritalina” eleva a pressão arterial ao extremo e suas veias e artérias do pescoço ficam alteradas, duras doendo ao ponto de ter um torcicolo feio e a cabeça dói causando dor de cabeça e você acaba passando mal. Então Boa Sorte e sucesso no trabalho!

  47. Mariana disse:25 mar 2013 às 1:27 am · Responder

    Apenas para complementar algo que não vi em nenhum dos comentários, manter uma boa alimentação em períodos de estudo ajuda muito. Isso inclui não se encher de doces, porque eles dão moleza. Não ficar o dia inteiro sentado (o sangue precisa circular bem – movimente-se de alguma forma, mesmo que seja andando até a esquina). Cuidar do corpo possibilita pequenos milagres que não nos damos conta na correria do dia a dia. Procurem fontes de leitura decentes sobre qual alimentação deve-se ter quando se precisa exigir mais dos neurônios. Peixe, grãos, folhas escuras etc. Jamais substituam ingredientes naturais por vitaminas sintéticas a menos que estejam comprovadamente desnutridos. E cuidado com o café – ele dá o efeito oposto em muitas pessoas.

    Por último, há corantes e conservantes presentes em doces (sorvetes, refrigerantes) que atrapalham a concentração. Pesquisem sobre isso e evitem tomar em época de estudos para concursos. (google it)

    Só queria com esse curto recado lembrar que antes de partir para drogas quando não precisamos há outras possibilidades a se tentar. Foi assim que sobrevivi aos meus anos de faculdade. Quando descuidava do corpo, o desempenho caía. Quando comia melhor e maneirava nos vícios (sedentarismo e junk food), o desempenho melhorava. E saber que sempre que se exige muito do organismo, deve-se abastecê-lo com bom “combustível” e saber descansar.

    No mais, se são 5 vagas e 30 concurseiros excelentes, não importa o que vc faça ou tome: sorte também conta. Vc não será menos excelente por não ter passado.

  48. Student Lawco disse:18 abr 2013 às 11:23 pm · Responder

    Parem com a asneira de discriminar o uso da Ritalina.Querem saber?Ateh a agua que bebemos,e, principalmente a de SC vem “recheada” dos resquicios de antidepressivos e comprimidos para nao engravidar,os mesmos que,o cloro(tbm usado como droga na segunda guerra),nao consegue eliminar.Faz se mister nao olvidar que o eu uso deve ser prescrito e que a jurisprudencia firme seu entendimento nesse sentido corroborando com minha afirmacao.Detalhe:Sou filho de juiz e ja enlouqueci,abc.

  49. André Brasil disse:27 abr 2013 às 4:35 pm · Responder

    Tô postando esse depoimento em alguns site na tentativa de esclarecer e ajudar. Me sinto ridículo e envergonhado! Eu usei Ritalina por 1 ano só para estudar para concursos públicos. Embora eu não apresentasse os sintomas de déficit de atenção, eu conseguia com uma amiga médica, após muita insistência, a prescrição do remédio. FOI A PIOR COISA QUE FIZ EM MINHA VIDA! Os efeitos foram devastadores… Eu, que sempre fui muito responsável, pesquisei demais antes de usar a droga. Eu lia e relia em estudos americanos e europeus sobre os efeitos negativos da Ritalina em quem não precisava da droga, mas preferi ir na onda dos amigos que estudavam para concursos que diziam “estarem ávidos para usar a droga o mais rápido possível”. Após o uso, passei a ter insônia crônica por 4 meses, cansaço, me sentia um zumbi! Tive uma ressaca enorme por conta de 1 copinho de cerveja, me deu vontade de morrer! O estudo não melhorou em nada. Não fiquei mais inteligente, não absorvia melhor o conhecimento. Eu notei apenas que ficava mais calado, mais sério, não fazia brincadeiras habituais, não me levantava da cadeira por besteira e mais nada… só isso. Mas do que adiantava ficar sentado se eu achava que o coração ia explodir? Taquicardia desgraçada… Emagreci uns 6 quilos também. Fiquei com odores indesejáveis nas axilas. Para controlar a insônia, o médico me receitou Rohypnol. Ainda bati o carro pois perdi a noção de espaço e velocidade! Eu era normal e fiquei anormal. Usei a droga insistentemente por 1 ano. Depois dessa tragédia, assimilei que RITALINA NÃO FAZ EFEITO POSITIVO NENHUM EM QUEM NÃO TEM TDAH, exatamente o que diziam os estudos mais sérios. O psicólogo que me trata hoje (nunca tinha ido, mas é pra tentar arrumar parte do estrago) me disse que o meu caso é mais comum do que eu imaginava. Os relatos são os mesmo, sempre, segundo ele. Ah, e quem não tem TDAH e usa a droga dizendo que faz efeito, ou é só um placebo ou então está mentindo. Ritalina só vai te dar uma insônia desgraçada e vai te manter sentado na cadeira. Quem não tem problemas de concentração, NÃO PRECISA DE DROGA PARA SE CONCENTRAR MAIS, NÃO DÁ PRA FICAR SUPERPODEROSO! É LENDA CONTADA POR GENTE MUITO IRRESPONSÁVEL. RITALINA É UM REMÉDIO MUITO SÉRIO. Perdi um ano da minha vida. Espero ter ajudado.

  50. sara disse:9 mai 2013 às 10:53 am · Responder

    Olá,
    Tenho lido sobre a Ritalina e sua eficiência para manter a concentração.
    Sabe-se que à medida que se estuda , o cansaço se torna presente e, por conseguinte, a perda da concentração; e, em decorrência da perda da concentração, nosso cérebro deixa de reter os conteúdos.
    Não quero fazer uso da Ritalina.Mas qual outro médoto para manter a conscentração o Sr. indicaria?
    abraços

  51. Bruno disse:3 jun 2013 às 10:19 am · Responder

    antes de morrer, psiquiatra que falou pela primeira vez em “transtorno de déficit de atenção” e “hiperatividade” confessou que INVENTOU os conceitos porque era uma enfermidade difícil de rastrear e era mais prático prescrever um remédio. em suma, FICÇÃO.
    déficit de atención e hiperactividad es una enfermedad ficticia: confesión del psiquiatra que inventó el diagnóstico en los 60
    FOnte:http://pijamasurf.com/2013/05/deficit-de-atencion-e-hiperactividad-es-una-enfermedad-ficitcia-confesion-del-psiquiatra-que-invento-el-diagnostico-en-los-60/

  52. Charlie disse:12 jul 2013 às 2:16 pm · Responder

    Discordo totalmente da tese apresentada. Afirmar que metilfenidato é um placebo soa como absurdo. Esse remédio é tão forte que se vende sob tarja preta. Só tem autoridade para dissertar sobre o efeito do remédio quem realmente o consome. Eu tomo e me sinto muito satisfeito com os resultados obtidos.

  53. Desatencioso disse:19 jul 2013 às 4:40 pm · Responder

    Confesso que tentei ler até o final do texto, mas perdi a atenção bem no início e não lembrava mais o que tinha me trazido até o site.

    Ãh!

  54. rosa maria disse:30 jul 2013 às 3:05 pm · Responder

    melhor que ritalina e fazer atividade física diariamente

  55. Denize disse:27 ago 2013 às 9:29 pm · Responder

    Desde que comecei tomar Ritalina eu consigo me concentrar e passar mais horas estudando. Ela me dá ânimo e tira o cansaço depois de um dia de trabalho, além de influir positivamente na concentração. Também estou menos ansiosa. Para mim está fazendo muito bem e pretendo continuar tomando. Estou tomando 10 mg por dia, metade pela manhã e metade no final da tarde e não tive nenhum efeito colateral. Já a minha colega teve insônia, dor na cabeça e taquicardia.

    • Glênio Magalhães disse:3 dez 2013 às 3:33 pm · Responder

      KKKK! Você tá tomando 10 mg? Metade de dia e metade a noite? KKKK! E tem resultado? Fala sério… Vai me desculpar, mas esta dose não dá nem pra menino de 5 anos… Quanto você pesa? Dez quilos? A Ritalina foi banalizada! Isso é um deboche! Remédio sério sendo usado deliberadamente por quem não sabe nada de nada… Placebo puro! Tomei esta porqueira (tomava 40 mg, depois de ter tomado 30, 20, 10 sem ter tido efeito nenhum) e não fazia efeito nenhum em mim. Só o coração que queria pular pela boca! Tomei por 8 meses. Quem não tem déficit de atenção não tem que tomar esse bagulho. Passei num concurso bom sem usar mais esta droga. Só com disciplina na cabeça! Droga é pra quem precisa ou quer ser espertalhão sendo na verdade um grande dum bobão.

      • Claudio disse:21 fev 2014 às 2:12 pm · Responder

        Qualquer medicação possui efeitos específicos sobre cada organismo. Assim, para alguns, usar 40mg ou mais de Metilfenidato (Ritalina) é suficiente, para outros, apenas 10 ou 15mg diários bastam. Conheço casos de pacientes adultos que usaram de 10 a 20mg de Metilfenidato por dia, e notaram resultados favoráveis principalmente em relação à concentração. E não foram apenas um ou dois indivíduos (que seriam tratados como exceção).

        O fato é que só se saberá realmente o efeito deste medicamento no indivíduo após sua utilização por algum tempo, conforme orientação e acompanhamento médico.
        Prefiro não identificar-me por questões de exposição, mas sou profissional da área da saúde há muitos anos, lido diariamente tanto com pacientes de TDAH, quanto com pessoas que buscam métodos (alternativos ou complementares) para suas rotinas massivas de estudo.

        Afirmo que não há milagres em medicamentos. Estes são apenas meios facilitadores, porém desencorajo totalmente o uso sem o devido acompanhamento por um profissional habilitado.

      • Carlos disse:23 set 2014 às 11:39 pm · Responder

        Não há banalização do uso, tem pessoas leves que tomam e jejum e obtém sim efeitos com 5mg.

        Com o tempo a droga parará de fazer efeitos e o corpo pedirá um aumento, porém usar 30 ou 40 é ridículo e absurdo. A culpa das falhas no uso de medicamento não são da ritalina e sim de sua falta de consciência no uso. Jamais passar de 15mg.

  56. Walkiria Martins Coutinho disse:2 set 2013 às 4:12 pm · Responder

    Eu me preocupei muito, com minha filha de 7 anos estou passando por alguns problemas de atitudes, concentração, aprendizagem, e muito inquieta o tempo todo.Já vai passar por avaliações médicas. E o que mais possam me recomendar á respeito do TDAH. Atenciosamente agradeço.

  57. Marcelo disse:11 set 2013 às 11:57 am · Responder

    Eu fui diagnosticado com Deficit de Atenção e Hiperatividade e realmente tenho muita dificuldade para me concentrar. Comecei a tomar Ritalina 10mg 2x ao dia. Depois de um mês o unico efeito que tive foi um monte de espinhas e uma prisão de ventre que nunca tive. Não fez efeito nenhum em mim infelizmente. Estou tomando um outro medicamento que a antiansiolitico, mas só me deixa um pouco mais “relax”, contudo todos os sintomas do TDAH continuam…uma droga isso!

  58. Fernando disse:16 set 2013 às 2:16 am · Responder

    Sem querer ofender nem ser mau educado. Mas do mesmo modo que um vendedor não pode vender um produto que não conhece, você deveria primeiro experimentar a Ritalina para depois dizer se ele é ou não eficaz e eficiente. E acredite, se não fosse não haveria tantas pessoas utilizando. Seu efeito é na minha opinião execelente. O Stavigile então… hahaha é dos Deuses.

    • Rogerio Neiva disse:17 set 2013 às 10:28 pm · Responder

      Caro Fernando, confesso que uma colega de turma da minha pós em psicopedagogia me deu alguns comprimidos e me disse exatamente o que você disse, ou seja, que eu deveria experimentar.
      Preferi não fazer. Mas acho que isto não tira a legitimidade das minhas convicções.
      Minha crítica é quanto ao uso sem diagnóstico e considero que a literatura médica respalda esta compreensão.

  59. Beck disse:1 out 2013 às 11:46 am · Responder

    Artigo muito bem formulado. Parabéns!

  60. Drika disse:22 nov 2013 às 12:08 am · Responder

    Usei Ritalina por alguns meses e, para mim, o efeito foi incrível. Conseguia estudar por horas a fio, sem sono, sem cansaço, sem dispersão. Não acredito que ele melhore a memória, mas a capacidade de concentração é turbinada e com isso o rendimento aumenta consideravelmente. Passei em um bom concurso e, agora, depois de um ano, estou voltando aos estudos e ainda não decidi se vou usar este artifício novamente, pois os efeitos colaterais desestimulam a utilização, dores intensas de cabeça, insônia, depressão, transtornos e, o pior de todos, após ter interrompido a medicação enfrentei uma fase na qual senti a memória prejudicada. Sinceramente não sei se estou disposta a pagar o preço, mas a prova já está aí, o salário é ótimo e se conseguir passar não será mais preciso estudar…só dessa vez?

  61. Engenheiro disse:25 dez 2013 às 4:21 pm · Responder

    Primeiramente, parabéns pelo estudo e pela atenção/educação nos comentários que você responde no blog.
    Fiz uso do medicamento durante uns 2 anos, enquanto ainda estava na faculdade.
    A Ritalina me ajudou muito. Tomava 10 mg antes de começar a estudar para matérias mais desafiadoras e meu estudo era muito produtivo.
    O remédio não me deixou mais inteligente. Mas me ajudou a ficar “pregado” na cadeira estudando, o que era difícil pra mim.
    Depois desses 2 anos, percebi que comecei a me sentir dependente do remédio. Na verdade, tinha certa “preguiça” de estudar sem o remédio. E, por isso, me forcei a parar de tomar a Ritalina. Hoje sou engenheiro, me formei em uma grande universidade federal, e tenho um bom emprego. Por vezes,
    ainda sinto vontade de tomar o remédio, por lembrar dos dias de estudo produtivo. Então, meu conselho aos leitores, é que não comecem a usar o remédio se vocês tem um histórico de bom desempenho em estudos.
    Nesses casos, o remédio pode atrapalhar e gerar um risco de dependência.
    Se você não tem um bom histórico de desempenho em estudos, procure um médico, antes de se aventurar na “Ritalina”.

  62. Ariane disse:23 jan 2014 às 12:59 pm · Responder

    Gostaria de compartilhar com aqueles que realizam o tratamento diagnosticado do TDAH a necessidade do medicamento para melhorar nossa qualidade de vida.
    Iniciei o uso da ritalina há alguns dias, mas estou tendo tonturas e uma sensação de cabeça pesada. Sei que os efeitos colaterais são particulares, minha médica alertou que precisaria de paciência nos primeiros dias…

    Alguém passou por essas sensações no início e teve melhoras?

    • Rogerio Neiva disse:23 jan 2014 às 6:16 pm · Responder

      Ariane, reitero, conforme exposto no texto, que neste não há qualquer crítica ao uso do metilfenidato por parte de que foi diagnosticado.

  63. Ricardo disse:17 fev 2014 às 6:57 pm · Responder

    Sinceramente, usei ritalina cerca dos dois meses que antecederam minha aprovação em um bom concurso. É uma droga, pode-se dizer que seja uma prima distante da cocaína, usei assumindo os riscos.
    Mas hoje estamos bombardeados por drogas, (cafeína, rivotril, nicotina etc.) eu já usei muitas outras drogas só por diversão, porque EU não haveria de usar pra me tirar de um sufoco financeiro. Comigo funcionou, parei de usar no ato da minha aprovação, não tive complicações e não uso mais.

  64. Antonio Paulo Laeber disse:8 mar 2014 às 9:23 pm · Responder

    Boa noite!

    Percebi muitos pontos positivos e também negativos! Mas afinal, a ritalina ajuda na concentração e retenção de conteúdo para concurso?
    Pois estou com intenção de experimentar!

    Obrigado!

  65. SIONEIA M FABRICIO disse:25 abr 2014 às 5:51 pm · Responder

    Hoje meu filho de 14 anos faz tratamento psicopedagoga e neuropediatra, descobrimos que todos esses anos de estudo ele não ia bem devido a esse transtorno TDAH, eu era leiga sobre o assunto, tive o diagnostico que terá que tomar o medicamento ritalina, fico muito preocupada estou pesquisando muito sobre o assunto TDAH. com esses depoimento vejo que realmente MEU FILHO tem necessidade de tomar e que tem muito jovens tomando por tomar, fico muito triste porque vejo que para passar em concurso públicos ou as vezes ser um profissional bem sucedido ou em faculdades acabam tomando por tomar e hoje sou mãe vejo a dificuldade do meu filho que terá que tomar remédio e terei que fazer tratamento com psicopedagoga, então fica meu depoimento é muito triste saber que pessoas que não precisa acaba tomando.

  66. Thayse disse:9 jul 2014 às 6:24 pm · Responder

    Faço uso da Ritalina a pouco mais de 3 meses, e os efeitos foram imediatos no meus estudos. Sou capaz de estudar até 12 horas por dia sem ter aquela sessação de cansaço mental. Meu rendimento aumentou bastante, e quando fiquei uma semana sem toma-lo, pois o mesmo estava em falta nas farmácias da minha cidade, foi que percebi a grande queda na minha produtividade. Eu tenho DDA, comprovado por um exame chamado CINTILOGRAFIA cerebral, ele apontou uma baixa perfusão em um dos meus hipocampos cerebrais, ou seja, circulação sanguínea dessa área é menor do que a das demais áreas cerebrais. É justamente o campo da concentração e memorização que esta prejudicado. O que me levava a ter uma grande dificuldade em aprender e assimilar as matérias estudadas, em estabelecer um foco central ou mesmo criar e obedecer uma rotina. Mas tudo foi resolvido quando comecei a fazer uso da ritalina. PERFEITO. Pra quem possui a DDA é realmente uma mudança de estilo de vida. Aliada ao exercício físico e alimentação saudável, ela adequou minha carga horaria ao meu relógio biológico. Tenho amigos que fizeram e fazem o uso deste remédio sem terem sido diagnosticados com DDA, e alguns relataram que não sentiram nenhuma alteração no organismo, foi como se tivessem tomando pílulas de farinha. Outros amaram os efeitos, e garantem que o mundo pode esta caindo ao redor deles que eles não se dão conta, pois estão extremamente concentrado nos estudos, que nem percebe as coisas acontecendo ao seu redor.
    Bem, acho que varia de pessoa para pessoa, comigo funcionou e tem funcionado, e pra quem sofre com DDA é uma solução e alívio para aqueles sintomas incômodos.

  67. Maurício disse:7 ago 2014 às 11:29 am · Responder

    Bom se sem a droga vc não consegue estudar e com a droga vc consegue estudar, então o que fazer? ficar sem estudar e nunca atingir seu objetivo ou tomar a droga e atingir seu objetivo?
    É necessário ter consciência de que não se pode fazer uso prolongado de ritalina ou modafinila então para a parte mais sacrificante e difícil que é o início dos estudos que é o momento de condicionamento da bunda na cadeira e da mente concentrada nos livros eu indico sim tais drogas.
    Lembrando sempre daquele ditado “prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém” se for usar use sempre com moderação e por pouco tempo!

  68. Yuri disse:14 ago 2014 às 8:53 am · Responder

    Bom, sou concurseiro e um usuário ocasional do Metilfenidrato. Tenho graduação de biologia, onde me apaixonei por bioquímica, o que me dá maior capacidade de analisar artigos sobre a droga.

    Quando optei pelo uso estava numa fase de muito cansaço, desgaste físico e mental, pressão no trabalho e editais abertos. Gastei uns 10 dias (não exclusivamente para isso) buscando informações, a favor e contra, sobre a droga.

    No Brasil ainda somos atrasados quanto a estudos na área de saúde. Indico o pubmed para obter informações mais aprofundadas. Verifiquei que os estudiosos se dividem em dois grandes grupos: os defensores e os estimuladores, ambos defendem seus estudos e pontos de vistas, rebatem mais ou menos os pontos contrários e deixam lacunas entre as duas posturas. Minha decisão foi tomar o medicamento.

    Há ganhos e perdas. Demorei criar um protocolo pessoal para usá-lo na tentativa de equilibrar mais ganhos e menos perdas. O cognitivo é muito afetado positivamente, mas as perdas, se ignoradas, podem trazer grandes danos.

    Hoje, um ano após o meu primeiro comprimido, percebi que o uso sistemático é nocivo, mas quando percebo que a “bateria está low”, essa droga me da um up.

  69. rodrigo disse:19 ago 2014 às 5:52 am · Responder

    bom dia a todos, passei aqui pra deixar meu depoimento, na verdade é mais um desabafo. em toda minha vida sempre tive DDA, aos 17 anos tive depreção, sindrome do panico, tentei me matar varias vezes, no colegio eu era o mais velho da turma, tinha repetido 4 anos, meu pai me batia na frente de meus amigos de colegio, por que eu nao tinha muito intereçe pelos estudos. mas fui descobrir que tinha deficit de atenção com 25 anos, chorei muito… me desesperei… procurei ajuda medica, tomei ritalina, tive uma siguinificativa melhora, mas as altas doses a longo prazo mudou meu comportamento, fiquei mais agrecivo, estava voltando a depreção e sindrome do panico. depois desse dia, resolvir parar com a ritalina. os anos se passaram, eu me casei, e hoje minha vida continua a mesma… não tenho um emprego decente, ja entrei e sair umas 5 vezes da faculdade e sempre mudando de curso. atualmente estou desempregado, e a unica pessoa que estava me confiando ate hoje era minha esposa. ela foi aprovada em um concursso puplico, e me pediu que fosse com ela, para um lugar onde eu nao tenho chansses nenhuma de crecimento proficional, vou estar longe da minha familia, e a unica profiissao que eu vou ter la, é de gigolo, ate no dia que ela resolver nao me querer mais… portanto resolvir hoje que voltarei a usar a ritalina, com mais cuidado, é claro… e vou estudar para concursso. a ritalina fuciona sim, eu prefiro tomar ela, do que ficar desempregado e excluido da sociedade. a ritalina é uma ilusao para quem nao tem deficiti algum , mas para quem tem o deficit de atenção, ela é super recomendada sim, e vale a pena. me perdoem se eu falei algo que nao deveria aqui, minha intenção nao é ofender ninguem, so resolvir postar esse comentario aqui para ajudar as pessoas que passam pelo mesmo problema, nunca deixem de buscar seus sonhos, batalhem, corram atras dos seus objetivos de vida, que no final valerar a pena.

  70. Luiza disse:17 set 2014 às 12:49 pm · Responder

    Olá, professor. Parabéns pelo texto e pelas respostas aos comentários. E parabéns aos comentadores, que muito elucidam também…

    Gostaria de colocar em pauta meu relato, que tem uma perspectiva totalmente diferente.
    Não tenho TDAH.
    Sempre fui excelente aluna, com notas altas e rendimento escolar acima da média. Nunca fui a favor de tomar remédios. Já achava um exagero tomar anticoncepcional todo dia e uns remedinhos ocasionais para dor de cabeça. Sempre apelei para florais, orações, alimentação, inspiração, literatura, trabalho social, terapia do abraço etc. Só não adquiri o hábito de fazer exercícios físicos diários – apesar de ter plena convicção que me traria mais benefícios do que qualquer remédio.
    Sou, porém, extremamente ANSIOSA.
    Quando percebi que a ansiedade estava me tirando oportunidades valiosas na vida, repercutindo até na minha timidez e dificuldade me socializar (paquerar, namorar, aproveitar a juventude, trabalhar sem pirar e descontar o estresse na família e no filho), tive uma franca conversa com um bom neurologista da minha cidade.
    Ele me convenceu a tomar diariamente Cloridrato de Sertralina – 100 mg.
    O medicamento que mudou minha vida. Mesmo. Gostaria que chovesse sertralina e as gotas penetrassem na pele de todos que eu amo. A única coisa ruim foi a primeira semana. Só. Estou muito satisfeita com o remédio. Continuo ansiosa, é claro. Mas sem ‘pirar’ e sem as “explosões” que tinha antes. Poderia aumentar a dose, mas não quero. Consigo conviver com a ansiedade que restou.
    OCORRE QUE TAMBÉM FUI DIAGNOSTICADA COM NARCOLEPSIA.
    Aquela coisa de dormir de modo totalmente repentino uns 5 minutinhos e babar em cima do teclado sem nem saber quando foi que começou a dormir. É bem chato. Quando eu tinha 1 episódio deste por dia, achava que era preguiça, noite mal dormida, cansaço. Daí fiz o Teste Múltiplo de Latência do Sono e a Polissonografia. Fiquei uma noite e um dia toda conectada com fios na cabeça. ALI VEIO O DIAGNOSTICO DA NARCOLEPSIA E A INDICAÇÃO DE REMÉDIO PARA TRATÁ-LA. Achei um absurdo e não quis tomar mais um remédio. Continuei com aquela soneca involuntária e paguei alguns micos por causa delas.
    Meses depois, as crises aumentaram e passei a ter os cochilos 2 ou 3x por dia – SEMPRE. Meu rendimento no trabalho estava bem ruim. Tive que reconhecer a necessidade do tratamento.
    O neuro indicou, então RITALINA LA para tratar a Narcolepsia.
    Até então eu não sabia que a Ritalina tinha outro uso além do tratamento do TDAH. Comprei uma caixa, pesquisei bastante e fiquei receosa. Demorei uma semana para ter coragem de tomar.
    Tomei há 3 dias. Fique acordada o dia todo. Não tive nada de sono, nem nos horários em que tinha os picos. Nem vontade de cochilar. Nada. E pasme: mesmo sem ter TDAH, senti uma melhora abismal na minha concentração. Rendi absurdamente no trabalho. Não digo que “aprendi mais”, pq não tomei no horário de estudo. Mas NÃO ME DISTRAÍ FACILMENTE COM OUTRAS COISAS e fiquei bem focada no serviço. Fiquei surpresa, pq li muitos artigos dizendo que “quem não tem TDAH não se beneficia do medicamento para estudar ou se concentrar bla bla”. Mas felizmente me beneficiei. (Só que à noite aquela dor de cabeça chatinha. Acho que pq estou no começo do tratamento.)

    Enfim, é o relato de quem tomou Ritalina para Narcolepsia, e não TDAH.

    Meu receio é porque estou tomando ambos: Sertralina E Ritalina. E me parece um exagero, apesar de ter me feito bem.
    Alguém mais sabe algo a respeito que possa me tranquilizar??

    Abraços a todos.

  71. André disse:24 set 2014 às 4:41 pm · Responder

    Luíza, acho que vc realmente deve tomar um antidepressivo como a sertralina, pois se vc tomar apenas ritalina, vc pode ficar ansiosa e agitada. A ritalina aumenta a dopamina fortemente e aumenta um pouco tbm outro neurotransmissor ligado à adrenalina. Por isso é bom vc tomar um antidepressivo que aumente a serotonina para equilibrar (no meu caso eu tomo paroxetina).
    Tenho ouvido falar de um remédio ótimo para narcolepsia e tdah (chama stavigile, o nome original é modafinil). A ritalina é para TDAH mas ajuda na narcolepsia. Já o stavigile (modafinil) é para narcolepsia e ajuda na TDAH.
    Mas o modafinil é ainda mais caro que a ritalina LA, mas não vicia e nao tem os efeitos colaterais da ritalina.

  72. ma disse:28 out 2014 às 11:53 pm · Responder

    Bem, fui diagnosticada com tdah, mas apesar de precisar muito por já ter 8 anos de faculdade (direito) eu fujo da ritalina, os efeitos são os mesmos da cocaina, ou seja quando, eu tomava e ia assistir as aulas, tinha as mesmas sensações e pra piorar ainda ficava com os mesmo trejeitos de um usuário de cocaina, ficava me mordendo a aula toda, me sentindo muito mal.
    Desisti da Ritalina, prefiro ir no meu ritmo.

  73. Felipe disse:29 out 2014 às 11:12 am · Responder

    “Ao vencedor não será perguntado se falou a verdade.” Conheço muita gente que passou em concursos da área bancária, tribunais e outros fazendo uso da ritalina, provigil (modafinil) nootropil e outros. Não importa o meio utilizado, o importante é atingir o objetivo, depois da posse vai sobrar dinheiro e tempo para cuidar dos ditos “efeitos colaterais” que no mais das vezes não são um grande problema.

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