Existe atualmente um consenso, ou quase unanimidade, no universo do concurso público no sentido de que contar com um planejamento de estudos é fundamental. Mas o que muitos candidatos não têm consciência é de que o planejamento é importante para evitar a inércia e o custo decisório, sendo que muitas vezes são vítimas sem perceberem deste fenômeno, mesmo contando com um plano de estudos.
O objetivo do presente texto é abordar o papel do planejamento da preparação para o concurso, enquanto meio de evitar o custo e a inércia decisória, bem como algumas considerações sobre este perigoso e prejudicial fenômeno.
Vários fundamentos podem ser invocados para justificar o investimento de esforços voltados à estruturação do planejamento de estudos. E inegavelmente, nos dias atuais, há um consenso acerca da sua indispensabilidade.
Mas a questão que se coloca é, por que o planejamento de estudos é importante? Dentre os vários motivos, um dos mais relevantes consiste na preocupação com a inércia e o custo decisório.
Primeiramente é preciso partir da premissa de que um dos recursos mais valiosos na preparação para o concurso público se chama tempo. O candidato que tem bastante tempo é um privilegiado.
Vale lembrar que tempo não se confunde com duração. Duração decorre da diferença entre a data de início e término do processo de preparação, com a aprovação no concurso pretendido. Já o tempo, concretamente, consiste em quantas horas o candidato tem para investir no estudos, por exemplo por semana, ou alguma outra unidade de duração (no método Tuctor chamamos a unidade de duração de Microciclo).
Porém, se por um lado o candidato que tem tempo é um privilegiado, por outro está vulnerável à armadilha da protelação, bem como da inércia decisória. Se o candidato não tem previamente definido o que estudar a cada dia, em qual momento e qual por fonte de estudo, quanto tempo perderá por dia com esta definição? Além disto, por vezes a inércia e decisória e protelação é tamanha que o candidato acaba por não estudar.
O mesmo se pode afirmar quanto ao local de estudo.
No entanto, se o candidato tem um planejamento de estudo estruturado, que o dispensa deste processo decisório diário, não perderá tempo com isto, bem como não está sujeito à mencionada armadilha da proteção.
E daí uma questão importante, mesmo tendo um planejamento de estudos, consiste na avaliação do tempo que você está perdendo no processo decisório. Qual o custo isto representa no seu processo de preparação para o concurso público?
Mas além do tempo, não podemos ignorar que o processo decisório também pode implicar em um custo cognitivo desnecessário. Ou seja, pensar e quebrar a cabeça com o que fazer.
Exatamente por isto é importante contar com metas de curto prazo, previamente estabelecidas. Aqui no Blog existem diversos textos tratando da estruturação do planejamento de estudos e de como trabalhar o estabelecimento de metas de curto prazo (clique aqui para ler).
E você, perde tempo e energias cognitivas com o processo decisório relacionado aos seus estudos para o concurso público? Deixe sua opinião em forma de comentário!










8 comentários até agora. Deixe o seu.
Perco sim, obrigada!
Mas eu mudo, é só uma questão de querer. Querendo a gente dá nó em pingo d’água! Melhorar a estratégia?! Moleza…
Valeu Dr!!!!
De fato professor, um dos fatores do concurso é a disponibilidade de tempo diário. Em termos leigos, acredito que o “esquecimento” é uma barreira difícil de ser enfrentada. Dessa forma, mesmo que um candidato bem preparado, por exemplo, titular de doutorado, venha a fazer um concurso, sua visão strictu sensu o reprovará em outras matérias ou até mesmo em assuntos específicos de sua formação.
Grande dilema: estudo de véspera e com tempo X estudo prolongado. Quem ganhará?
Com devido respeito, mas será que o examinador, com amplos conhecimentos de carreira, conseguiria passar na primeira fase do concurso resolvendo “charadas” e fazendo 80% da prova? Será que um professor de cursinho conseguiria essa feita?
Aceitar a fatalidade (só passa quem tem dinheiro para ficar estudando o dia inteiro) ou mudar a forma de se fazer concurso? Quem sabe o método francês de formação de juízes? Não está na hora de repensar isso?
Será que a forma de se fazer concurso é que afronta os estudos de desenvolvimento da inteligência ou será que as formas de estudo de inteligência estão equivocadas?
Professor, primeiramente gostaria de agradecer o excelente trabalho que vem desenvolvendo.
Mas solicito sua atenção no desenvolvimento do APLICATIVO TUCTOR PARA IPHONE E IPAD.
Valeu!
Renan, está para sair. O aplicativo está pronto e sendo avaliado para autorização da Apple. Abcs!
O aplicativo/iPad já tem previsão? Já foi aprovado na App Store?
Leonardo, já está em pleno funcionamento.
Vai o link para baixar: http://promocao.concursospublicos.pro.br/ios/
perco não.
estudo 12h cronometradas.
acho que chegou a hora de tentar 13h ou até mesmo 14h.
O red bull ajuda muito. Mas não precisa tomar uma lata toda, basta 2/6, ou melhor, um pouco menos da metade.
fui
Muito bom. Eu preciso me disciplinar, me identifico muito com o texto. Agora tenho tempo de sobra, dia e noite, mas isto me atrapalha e muito. Por ter bastante tempo para estudar, acabo adiando os estudos em diversas situações e quando chega perto da prova, vejo quanto tempo desperdicei. Creio que estão incluídos aí: comodismo, preguiça, indisciplina e por aí vai… Eu tenho também um inimigo que acaba comigo na hora de estudar: atenção! Vivo perdendo facilmente minha atenção. Ora estudo com vontade e ora, perco totalmente, e me distraio facilmente com outras coisas, na maioria das vezes fúteis. Perco horas de estudo nisso. Depois me sinto culpada, tento recuperar, perdendo noites e noites de sono, pra estudar desesperadamente e aí, o que acontece? Meu corpo não aguenta, preciso dormir e repor… Vira uma bola de neve. É difícil, mas DETERMINAÇÃO ajuda muito, pra mim, é essencial! Determinar vencer, ir em direção ao alvo. Obrigada pelas dicas, estão me ajudando. Eu sei que eu consigo chegar lá também!!!