Diagnóstico da Reprovação

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Fui procurado recentemente por uma psicopedagoga clínica, minha colega de turma na especialização em neuroaprendizagem, que estava promovendo o atendimento clínico de uma candidata ao Exame da OAB. A referida profissional tinha algumas dúvidas sobre a dinâmica do processo de preparação para concursos públicos e exames oficiais, mas já contava com alguns elementos para fechar o seu diagnóstico preliminar, inclusive estando convencida de algumas limitações cognitivas e comportamentais quanto à candidata, a qual já colecionava nada mais nada menos do que sete reprovações no exame.

Ao descrever as considerações e elementos levantados para a elaboração do diagnóstico, colocava problemas de ordem familiar, limitações quanto às funções cognitivas primárias como a atenção e concentração, bem como bloqueios de natureza psicológica. E eu ouvia aquelas colocações como se fosse a fundamentação de uma sentença condenatória. Ou seja, da forma inicialmente constatada, de fato, a candidata estava condenada a mais reprovações.

Daí comecei a fazer questionamentos à minha interlocutora, trazendo conceitos psicopedagógicos, mas principalmente aspectos relacionados ao universo da preparação para concursos públicos e Exame da OAB.

Após uma longa rodada de conversas e debates, propus que o diagnóstico passasse por um roteiro de levantamento de dados sobre as reprovações anteriores. Para isto, seria preciso que na próxima sessão a candidata levasse ao consultório as suas duas últimas provas objetivas (nas quais fora reprovada), para que fossem realizadas algumas apurações.

Assim, sugeri um levantamento de dados e informações, conforme o seguinte roteiro:

1- pegue a prova ou as provas (objetivas) e separe identificando as questões que não foram objeto de acerto;

2- apure em percentual o quanto estas representam do universo total de questões;

3- do universo das questões separadas (erradas) as classifique (separando) conforme os seguintes critérios:
Q.1- questões que não sabia a resposta;
Q.2- questões que sabia a resposta, mas não compreendeu o comando da questão;
Q.3- questões que sabia a resposta e compreendeu o comando da questão, mas não conseguiu identificar a alternativa correta (mesmo sabendo a resposta e compreendendo adequadamente o comando da questão);
Q.4- questões que sabia a resposta, compreendeu o comando da questão e identificou a alternativa correta, mas marcou errado no gabarito;

4- identifique em percentual o quanto cada grupo representa (meu palpite desde já é que o grupo Q.4 será o menor e o Q.1 será o maior);

5- No universo do grupo de questões Q.1, ou seja, questões em relação as quais não se sabia a resposta, separe as questões entre os seguintes subgrupos:
Q.1.1- questões não acertadas envolvendo temas que foram estudados;
Q.1.2- questões não acertadas envolvendo temas que não foram estudados.

Levantados os referidos dados, reitero que a minha hipótese inicial é de o grupo de questões classificadas em Q.1.2, ou seja, questões que não foram objeto de acerto e envolvem temas não estudados, será significativamente maior.

Independente da confirmação da referida hipótese preliminar, após o levantamento, será identificado um cenário bem mais claro da realidade. E neste sentido, diante das possibilidades de resultados, algumas considerações, sem prejuízo de outras, devem ser refletidas.

Em relação aos grupos de questões Q.2, Q.3 e Q.4, inegavelmente, o problema recai sobre o processo de realização da prova.

No casso, a solução pode passar, por um lado, pelo trabalho com a atenção, enquanto função cognitiva primária e fundamental à compreensão do enunciado e identificação da resposta correta. Neste sentido sugiro a leitura de texto específico que trata sobre o tema (clique aqui para ler Dê Atenção à Atenção).

Por outro lado, ainda quanto ao processo de realização de provas, no caso da falta de capacidade de compreensão do comando da questão, uma alternativa consiste na realização de exercícios, enquanto estratégia de familiarização com a presente atividade. Para tanto, sugiro a leitura de texto que trata exatamente da presente modalidade de estudo (clique aqui para ler O Papel dos Exercícios na Preparação para Concursos).

Mas havendo a confirmação da principal hipótese levantada – a qual, no caso da paciente da minha colega de turma, efetivamente restou confirmada – a solução passa por outro caminho. Ou seja, se o maior universo de questões que não foram objeto de acerto envolvem conteúdos não estudados (grupo Q.1.2), o problema está no planejamento do processo de preparação.

Assim, se impõe os seguintes questionamentos relevantes: (1) por que os referidos temas não foram estudados?; (2) havia um plano de estudos?; (3) se havia, os referidos temas foram inseridos no plano?; se não foram inseridos, qual o motivo, isto é, foi uma exclusão estratégia e seletiva?

Neste cenário é preciso montar um planejamento de estudos de forma adequada, baseado na idéia do planejamento estratégico e tático. Para a compreensão de conceitos metodológicos voltados à estruturação e execução de um adequado plano de estudos, sugiro a palestra sobre o tema (clique aqui para ver a Palestra sobre Como Passar em Concursos Públicos e Exames).

Para aqueles que já contam com um planejamento e estão há algum tempo em processo de preparação, considere a possibilidade de suprir suas limitações quanto aos temas em relação aos quais não se tem (e não teve na prova) a disponibilidade intelectual. Ou seja, supere a referida limitação.

Já no caso de confirmação da prevalência do grupo Q.1.1, isto é, questões envolvendo temas estudados, mas que não se lembrava a resposta, primeiramente, é preciso compreender que “não se lembrava” significa não havia a disponibilidade cognitiva da informação. Ou seja, o problema envolveu uma função cognitiva primária denominada memória.

Neste sentido, por um lado, é preciso avaliar como foi o processo de busca de apropriação intelectual, ou seja, como este estudo foi desenvolvido? Qual a sua consistência? Por outro lado, também não se pode descartar a adoção de alguma estratégia de mobilização de memória, principalmente para conceitos classificados como arbitrários. Para colaborar com a reflexão, sugiro texto específico sobre o tema (clique aqui para ler Estratégia de Aprendizagem e Memória Associativa)

Avançando para a conclusão, apesar do título do presente texto, na realidade, os elementos apresentados são mais voltados a um diagnóstico de caráter preliminar, e não definitivo. Porém, antes de impor uma condenação de fracasso quanto à capacidade de passar no concurso público, é preciso entender o cenário estabelecido, de forma real e racional.

No caso objeto de inspiração do texto, a minha colega acabou se convencendo de que boa parte das hipóteses inicialmente levantadas, principalmente quanto às limitações cognitivas e problemas psicológicos, estavam erradas enquanto causas determinantes das reprovações. Na realidade, o problema era apenas uma questão de planejamento de estudos, ou seja, aquilo que não era objeto de acerto, na sua maioria, não havia sido estudado.

Bom diagnóstico e bom estudo!

30 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Antonio Carlos disse:29 nov 2011 às 10:32 am · Responder

    Prezado Prof Neiva, confesso que nunca tinha feito este levantamento. As vezes nem faço questão de sair com a prova.
    Contudo, a leitura do texto foi como um remédio tranquilizador para mim, pois agora já sei como identificar o motivo das minhas reprovações.
    Valeu!

    • MARILDA disse:13 jan 2012 às 11:10 am · Responder

      Fantástico . Todo educador deveria tomar conhecimento desse texto . Argumentos indiscutíveis com bases teóricas muito sólidas.

      Marilda

  2. Roberta disse:29 nov 2011 às 10:33 am · Responder

    Oi Prof!
    Preciso tomar coragem para fazer o meu diagnóstico. Mas agora não tem desculpa, já vou ter a clareza do motivo de ainda não ter passado.
    E vou correr atrás do prejuízo.
    Bjs!
    Roberta

  3. João Carlos disse:29 nov 2011 às 10:36 am · Responder

    Professor Rogerio Neiva,
    Toda semana fico curioso sobre qual o tema será tratado na semana seguinte.
    O sr. sempre nos supreende com seus textos, acho que já estou viciado!
    Não consigo ficar sem acessar o blog para ler os textos sobre “como se preparar”.
    Abraços e obrigado!

  4. MARIO ASSIS disse:29 nov 2011 às 6:43 pm · Responder

    Muito interessante este texto sistematizando a maneira de fazer revisão após uma prova de concurso. Aqui não se tratou do assunto de maneira vazia como fazem aqueles com frases de auto-ajuda do tipo “caiu, levante”. Obrigado por nos apresentar um jeito objetivo de aprender com os erros.

    • Rogerio Neiva disse:29 nov 2011 às 10:47 pm · Responder

      Mario, o seu comentário é um grande incentivo para a continuidade do trabalho que venho desenvolvendo.
      Muito obrigado, não só à sua, mas às demais manifestações incentivadoras.
      Estou na torcida por todos!
      Abcs!
      Rogerio

  5. Marco Aurelio disse:30 nov 2011 às 10:55 am · Responder

    Professor Rogerio Neiva,estou a um 1 ano estudando estudo na faixa de 4h por dia (estudo de qualidade) e mais 2 h jogada fora sem muita qualidade mas me esforço pra melhora isso e ter mais rendimento, bom venho fazendo simulados e ate fiz dois concurso nesse meio tempo mas meus resultados são péssimos (sei que 1 ano é pouco tempo), fiz então o diagnostico: primeiro fiquei calmo pois descobri que estou no caminho certo, mas depois fiquei preocupado pois 80 % que errei era do grupo das Q.1.1, li uns 10 post aqui do site em que ha dica de como melhora no caso de quem esta nesse grupo, fiquei um pouco confuso,em qual seria melhor caminho pra melhora essa dificuldade, prof o senhor tem algo mais especifico para quem esta nesse grupo?

    prof já terminei toda a matéria do meu programa de estudo, agora estou só fazendo revisão e exercício: no meu caso esse é o caminho certo?

    Se puder me ajuda fico agradecido!
    Parabéns pelo texto, me ajudou muito a entender o funcionamento de uma boa preparação.

  6. Marco Aurelio disse:1 dez 2011 às 11:52 pm · Responder

    Prof eu estudo para provas modelo Cesp/UnB de marca certo e errado, e cada erro anula uma certa , tive analisando meus resultado e percebi algo interessante: fiz análise em cima de 3 simulado que fiz: 70% das questões que errei eu marquei como certas e o gabarito estava errada. No próximo simulado vou prestar mais atenção nesse detalhe vamos ver no que vai da.

    Quanto a post passado estou mais atento na hora de estuda acho que assim vai melhora bastante minha capacidade de memoriza.Também estou colocando outras coisas em pratica que acredito que vai me ajuda, pois não existe uma solução simples, a memória e algo muito complexo e particular de cada um.(minha opinião não sei se falei bobeira).

  7. Adalberto disse:13 jan 2012 às 9:25 am · Responder

    Professor Neiva,

    Esse texto traz a velha máxima do “não querer ver o óbvio!”. Não só a má programação dos estudos (estudar de maneira errada), mas a indolência em fazê-lo.
    Assim, estudar de qualquer maneira durante horas do dia e durante meses acaba por virar uma justificativa conveniente de que: “…ah! eu estudo, estdo… e não cosigo passar!”. Aí, advém a autocomiseração e a decisão para abandonar.

    O resto é raciocinar a partir daqui…

    Com relação às postagens, bem vê a unanimidade dos apontamentos: só há coias boas, interessantes… elaboradas.
    Assim, faço coro a todos pelo agradecimento para que o senhor não venha a interrompê-los!
    Meu muito obrigado por compartilhá-los conosco e PARABÉNS!

    • Rogerio Neiva disse:13 jan 2012 às 9:27 am · Responder

      Caro Adalberto,
      De coração, muito obrigado pelo incentivo!
      Desejo intensamente receber um dia a sua mensagem de que está figurando no rol dos aprovados.
      Abcs!

  8. Ludmila disse:13 jan 2012 às 9:52 am · Responder

    Corroboro totalmente com a manifestação de Mario Assis, a sua ajuda é de extrema valia.
    E realmente um método de averiguação e aprendizagem ou um roteiro formulado para analisar os erros e deficiências nos estudos é condição sine qua non de aprovação mesmo.
    Tudo na vida que se tem um método ou um rigor maior no critério adotado como se fosse um projeto mesmo de vida tem grandes chances de sucesso.
    Parabéns Professor e muito obrigada por nos ajudar!!!
    Esse post foi simplesmente incrível e eu repassei a todos meus amigos concurseiros, aqueles claro que estudam afinco mesmo e estão compromissados com a aprovação lastreada em muita dedicação e até mesmoa abdicação!!!

    Abraços e mais uma vez Parabéns!

  9. disse:13 jan 2012 às 10:11 am · Responder

    Nossa… como esse texto me ajudou. Eu estou no 5ª exame da OAB, e sempre fiquei me achando uma burra por não passar. A verdade, depois de ler esse texto, é que meu plano de estudo é um fracasso. Eu começo a ler um resumo, depois passo pra outro, e tem vezes, que eu tô lendo um e pensando no outro que li anteriormente…. Me sinto mal pelo fato de todos os meus colegas já terem passado na OAB e eu não… Muito obrigada por escrever esse texto. Eu recebi no meu e-mail, e nem ia abrir o link, porque achei que fosse aquelas palhaçadas de “o Segredo”, “auto ajuda” enfim… Muito obrigada por me dar um incentivo. Vou ler os outros textos.

    • Rogerio Neiva disse:13 jan 2012 às 10:28 am · Responder

      Caras Ludmila e Renata,
      Também agradeço o incentivo e a recompensa pelo trabalho em forma de manifestação!
      Isto é o que há de mais valioso no contexto de todo o empenho que faço, no sentido de tentar colaborar.
      Sucesso p/ vocês, estou na torcida!
      Abcs!

  10. Gislanda disse:13 jan 2012 às 11:11 am · Responder

    Caro Professor Rogério Neiva,

    parabéns pelo trabalho desenvolvido. Pode me adicionar como um case de sucesso. Tentei o exame de ordem por três vezes, uma vez cheguei à segunda fase. Da última vez (a quarta), me inscrevi no tuctor, fiz meu plano de estudo (confesso que não o alimentei), comecei a estudar de acordo com o programa proposto e, enfim: a aprovação no V Exame de Ordem.
    A conclusão que cheguei e é a óbvia é que o esforço pessoal é 90% do processo. Pratiquei o “foco no processo e não no resultado” e entendi que não basta querer chegar, é preciso percorrer o caminho.
    Ninguém permance igual ao que era antes quando se dedica a um objetivo. O conhecimento verdadeiramente adquirido fica pra toda vida.
    Na faculdade era uma excelente aluna, aplicada, dedicada, quando resolvi prestar o exame de ordem me senti a pessoa mais cretina do mundo, gente que só passava colando obteve êxito e eu não saia do lugar. Depois, a partir do Tuctor, entendi o porque: eu focava sempre no resultado e esquecia de fazer minha parte no processo, o percorrer o caminho. Depois que descobri isso, o resultado positivo veio naturalmente, sem dramas ou medos.
    Continue nos ajudando, inspirando. Tens muito a contribuir, não deixe de fazê-lo.
    Grande abraço, muito obrigada por tudo,

    Gislanda

    • Rogerio Neiva disse:13 jan 2012 às 2:12 pm · Responder

      Cara Gislândia,
      Espetacular suas colocações!
      Vou guardar suas palavras comigo. Fico muito feliz em saber da eficácia que teve para você a ideia do “foco no processo”.
      Parabéns por focar no processo e, assim, atingir o resultado!
      Abcs!

  11. JOnas disse:13 jan 2012 às 1:18 pm · Responder

    Vi uma andorinha morrer com um tiro de canhão!

    Será todo esse discurso indispensável para ser aprovado no Exame da OAB?

    Que isso…

    Entre gastar o tempo pra entender essa teoria de aprendizagem e dominar conceitos de direito, é melhor a segunda opção. Sem dúvida.

    • Rogerio Neiva disse:13 jan 2012 às 2:05 pm · Responder

      Prezado Jonas,

      Primeiramente, registro minha compreensão de que toda crítica respeitosa, educada e bem intencionada é bem vinda, merece ser publicada, refletida e avaliada. E assim entendo pois tenho a clareza de que não sou dono da verdade absoluta e tenho na humildade intelectual um valor fundamental.

      Porém, entendo necessários os seguintes esclarecimentos:

      1- O texto foi escrito considerando uma situação real, prática e delicada, envolvendo uma candidata ao Exame da OAB, a qual enfrentava dificuldades para aprovação, o que a levou a procurar ajuda de um profissional com formação acadêmica na área da psicologia e psicopedagogia. Porém, seguramente, a esta mesma situação pode se sujeitar qualquer candidato a qualquer concurso público ou exame oficial. Da mesma forma, as soluções práticas propostas no texto podem se aplicar a qualquer concurso público ou exame oficial;

      2- O texto não traz um conteúdo que deve ser intelectualmente apropriado para a demonstração e disponibilidade na prova. Esta, de fato, não foi a intenção. O objetivo é fornecer meios para que se tenha na prova o conteúdo objeto de cobrança, o que no seu caso seriam matérias jurídicas. Trata-se, portanto, de um texto com conteúdo instrumental e metapreparatório (meta tem relação com caminho, como, instrumento…);

      3- Se vale a pena ou não buscar informações para saber como desenvolver os estudos e otimizar os processos cognitivos, cabe a cada um analisar. No caso da candidata que passava pela situação real e concreta em torno da qual o texto foi escrito, este conhecimento e informações foram fundamentais e determinantes. Porém, felizmente, existem pessoas com capacidades cognitivas e expertises relacionadas a processos cognitivos que, função de diversos motivos, não precisam de tais informações;

      4- De qualquer forma, se há um campo da ciência e do conhecimento humano que estuda os fenômenos cognitivos e a inteligência, teoricamente, entendo que sempre pode haver informações que possam ajudar os candidatos a concursos públicos. Mesmo aqueles que consideram que não precisam;

      5- Não era neste texto e nunca foi minha intenção que algum candidato deixasse de estudar a matéria finalística, a ser cobrada na prova, para estudar teorias da aprendizagem. Sempre procuro passar a aplicação prática da teoria, de modo que minha intenção com a produção intelectual que desenvolvo é para que seja útil e imediatamente aplicável a todos.
      Não pretendo que ninguém deixe de estudar Direito, para se preparar para uma prova que cobra conteúdo jurídico, de modo a estudar teorias da aprendizagem. Eu estudo teorias da aprendizagem exatamente para que os candidatos que procuro ajudar com meus textos não precisem estudar e, ao mesmo tempo, possam aplicar estes conceitos, de modo a trazer benefícios e resultados. Como de fato traz, e tenho inúmeros exemplos para provasr

      6- Portanto, trabalho nos textos teorias da aprendizagem para que as pessoas possam entender a aplicação prática do que estou sempre propondo, bem como saibam que o que desenvolvo não decorre de achismos intuitivos. Ou seja, o que proponho tem fundamento e consistência, além da base prática, considerando a minha experiência de quem passou em alguns concursos tidos por de dificuldade elevada.

      7- De qualquer forma, tenho total e absoluta convicção de cada palavra e linha que escrevo. Mas, por outro lado, estou sempre aberto e disposto a refletir, pesquisar e estudar, tendo consciência de que o conhecimento humano é ilimitado e na ciência inexistem verdades absolutas.

      Sucesso a você e a todos!

  12. Larissa Lins disse:14 jan 2012 às 10:15 pm · Responder

    Mais objetivo impossível! Parabéns pelo texto! Essencial para todo concurseiro!

  13. e_leitora disse:20 dez 2012 às 12:46 am · Responder

    Professor Neiva meus cumprimentos pela excelente contribuição que acaba de oferecer aos concursandos. A sensatez do texto foi como um facho de luz no caminho obscuro de muitos de nós concurseiros de modo geral. Como que por ironia, no último certame no qual acabo de ser reprovada acabei por acertar uma questão justamente ao marcá-la erradamente no gabarito. E ainda tem mais. Ao verificar as percentagens que alcancei, pude constatar que tenho me saído melhor justamente em tudo que sempre tive mais dificuldades; e tenho sido mediana no que gosto e tenho mais facilidade. Tem mais…! Desconfio seriamente que quem examina os recursos da oab seria doutrinado no sentido não procurar entender o ponto de vista do candidato. No meu caso fui respondida no recurso com a minha tese, porém escrita com outras palavras. Tenho dúvidas se o crivo da oab tem sido adequado, por uma série motivos, os quais não falarei aqui. O fato é que em muitos concursos a oab torna-se apenas um obstáculo a mais a ser vencido. E se esse obstáculo faz parte de nossas circunstâncias, então vamos a ele! Que se transforme em sustentáculo!
    Seus ensinamentos serão muito valiosos para mim.
    Muito grata!

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