Dúvida do Candidato: Perguntas sobre Preparação para Concursos

Por  •  29 jul 2009  •  Como se Preparar  •  1 Comentário

Professor Rogerio Neiva,
Peço mais uma vez um momento de sua valiosa atenção.
Estou há algum tempo preparando-me para concursos na área policial. Já passei por dois concursos de delegado (PB e RN, fui aprovado em ambos, mas por enquanto fora das vagas) e agora estou preparando-me para PRF. Eis onde surge a minha dúvida, pois este concurso, PRF, antes de nível médio, passou atualmente para nível superior. Comparando com o concurso para agente da PF, que também é de nível superior, verifiquei que as matérias de Direito são bastante reduzidas e tratam apenas de “Noções”, bem aquém dos concursos para delegado.
Assim, como deverei encarar este estudo? Será que estou perdendo tempo em estudar profundamente visto que serão cobradas meras noções? Para PRF, deverei dedicar-me mais à legislação de trânsito e as matérias de Direito buscar literaturas mais rasas?
Não sei se o Sr. tem acesso a minha conta do Tuctor, mas atualmente legislação de trânsito e as demais matérias de direito estão em pé de igualdade. Ainda, lendo seu livro, pude aperfeiçoar vários pontos do meu programa de estudo, contudo esta dúvida tem sido um entrave, pois sinto que estou investindo incorretamente meu tempo.
Por fim, suplico um pouco de sua experiência no universo dos concursos que sem dúvida ajudará bastante.
Agradeço antecipadamente!

Bruno Morais

Caro Bruno Morais,

Antes de mais nada, reitero que é uma satisfação poder contribuir e trocar idéias sobre o processo de preparação para concurso. O sentido de todo o trabalho que venho desenvolvendo é a oportunidade de promover alguma contribuição aos candidatos e ter a chance de desfrutar do espetacular momento da notícia do nome na lista de aprovados.

Inicialmente, registro que meu trabalho não envolve a apresentação de fórmulas mágicas, prontas e acabadas. Minha intenção é fazer ponderações e apresentar caminhos que possam ser adotados na busca de eficiência. A decisão será sempre sua, sabendo que a cada opção que fizer pode passar a agir de forma mais ou menos estratégica, eficiente e racional, o que irá colaborar de maneira mais ou menos intensa com a busca da aprovação.

Em primeiro lugar, pelo visto você montou um planejamento de estudos com a definição de um programa, contando com matérias e conteúdos, também tendo definido uma bibliografia. Observo ainda que você estabeleceu como meta o esgotamento deste programa. A dúvida, pelo que compreendi, envolve a decisão de acrescentar ou não uma nova matéria no seu plano de estudos e de que forma trabalhar esta matéria. Isto tem como pano de fundo o dilema correspondente à manutenção do plano de estudos original, focado naquele concurso que é a sua meta principal, ou a alteração do plano para abranger um outro concurso que surgiu pela frente.

Muito bem. Pensar a preparação de forma estratégica significa compreender as possibilidades, bem como as variáveis envolvidas, tendo a clareza dos custos e benefícios correspondentes a cada alternativa, na perspectiva de busca de eficiência da implementação do esforço voltado à aprovação. Portanto, o fundamental é você compreender o que está em jogo, tendo a noção de quanto custa cada atitude tomada e o benefício que pode proporcionar.

É neste sentido que sustento a importância do esgotamento do programa do concurso pretendido. Concluí a minha graduação há mais de 10 anos e conheço diversos colegas de formatura que já prestaram inúmeros concursos, nunca passaram – ou quando obtiveram a aprovação foi fora do número de vagas- e também nunca esgotaram um programa. Talvez se desde o início tivessem focado num programa já teriam passado.

No seu caso, você poderia desde o início ter adotado um programa mais amplo, que abrangesse o concurso de Delegado da PF, Agente da PF, bem como o da Polícia Rodoviária Federal. Mas você não fez isso. Assim, no momento, questão é: e agora, vale a pena?

Não sou radical. Não acho que seja totalmente ineficiente incluir uma matéria, num período específico, com o fim de abarcar determinado concurso específico que aparece ao longo do nosso processo de execução do plano de estudos.

Tenho alguns alunos que estavam estudando para o concurso de Procurador de Estado e, ao longo da preparação, surgiu o concurso da AGU para o cargo de Procurador Federal, o qual conta com matérias muito específicas, tais como legislação de ensino. Eles alteraram o programa para incluir as matérias específicas e foram aprovados. Ou seja, foi uma decisão eficiente.

Obviamente que esta decisão implicou num custo, que poderia ter acarretado no comprometimento de resultados para a meta principal-original.

Portanto, esta é a primeira decisão que você precisa tomar. Não considero inadequado incluir uma matéria ao longo do plano traçado. Mas é preciso avaliar o preço.

Neste sentido, você pode minimizar este preço optando pelo estudo por um manual mais sintético, o que irá demandar um nível menor de tempo e energia.

Você deve ter percebido que, conforme sustento no livro, minha metodologia envolve a idéia de que o nível de esforço e atenção voltados a uma matéria será dado pela bibliografia adotada para aquela determinada matéria. E esta decisão, logicamente, passa pela importância da matéria. Daí porque defendo a tese de que para matérias de maior importância adota-se livros mais analíticos.

Assim, considero que essas são as variáveis envolvidas. Mas a decisão será sua. Você pode fazer simulações jogando os dados no Tuctor, o que pode lhe ajudar na sua avaliação.

Espero ter contribuído e faço votos para que tome uma boa decisão.

Estou na torcida.

Sucesso!

Rogerio Neiva

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  1. Erica disse:2 jun 2010 às 11:39 pm · Responder

    Professor Rogério,

    Estou precisando de ajuda.
    Passei em um concurso onde foi exigido nível técnico com no mínimo 800 horas e quem possuia este curso ganharia 12 pontos na prova de títulos.

    Eu faço o curso superior deste cargo que eles exigem 800 horas, eu porém, já completei em 5 semestres o equivalente a 1600 horas, ou seja o dobro. Acontece que na classificação da prova de títulos não me atribuiram nenhuma nota, conversando com meu amigo, ele me disse que há uma lei em que uma quantidade X de horas de um curso Superior equivale a um curso técnico completo.
    O senhor saberia me informar se no meu caso eu tenho como entrar em recurso? Ou seja, apelar para que eles considerem o meu curso superior e me dêem 12 pontos. Por acaso o senhor sabe qual lei me dá essa possibilidade?

    Obrigada

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