20 vagas e nenhum aprovado! Novidades sobre Concursos Públicos

Por  •  9 ago 2010  •  Notícias  •  4 Comentários

Um fato inusitado. Em concurso público que contava com 3733 inscritos, para 20 vagas, nenhum candidato foi aprovado. E mais, isto ainda na primeira fase, pois, conforme o edital, ainda restavam três.

Trata-se do concurso público para o cargo de Promotor de Justiça, convocado pelo Ministério Público da Paraíba. Explicações? Segundo a comissão organizadora, dois elementos teriam colaborado com o resultado. Um seria o fator de correção, vez que duas questões erradas anulavam uma certa. Outro seria o elevado índice da abstenção, em torno de 45%.

São suficientes? Talvez sim, talvez não. Mas não se pode fugir de uma avaliação sobre o conteúdo da prova, envolvendo aspectos como a compatibilidade com o programa do edital, o formato da abordagem da cobrança e mesmo o alcance da profundidade dos conceitos cobrados.

Independente da reflexão sobre as causas, o fato é lamentável, pois o concurso público consiste num procedimento que tem um fim a ser alcançado e impõe custos à Administração.

Mas fica uma lição. Na semana passada havia publicado um texto sustentado a tese de que o concurso público não pode ser encarado como uma guerra e que os demais candidatos não podem ser tidos como inimigos. Está aí a confirmação da minha tese: se ninguém passou, não se pode dizer que um tirou a vaga do outro.

Assim, sugiro a leitura do texto, bastando clicar neste link.

4 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. Ingrid disse:9 ago 2010 às 8:39 pm · Responder

    Defendo que deveria ser estipulado por Lei, o Concurso Público para cargos TEMPORÁRIOS da administração publica tais como, Prefeito, governador, vereador, senador, deputados, e principalmente PRESIDENTE. Só assim acabaríamos de vez com a farra das verbas de campanha, e outras bandalheiras. O concurso pelo menos ia garantir os pré requisitos para uma pessoa atuar nos varios escalões políticos. Se para trabalhar em qualquer órgão público se faz varias exigências tanto de escolaridade,experiência, e integridade, por que para ser político não é feito as mesmas exigências. Bastar se preparar para o Cargo e qualquer Brasileiro poderá participar. E findos os 4 anos do contrato, faz-se novo concurso para que novos candidatos possam participar. E como qualquer contrato temporário, quem estiver saindo não poderá ter novo contrato temporário por um prazo mínimo de 02 anos…Talvez não resolva, mais quem sabe pode melhorar muito, e aconteça realmente uma renovação nos quadros políticos do país…

  2. Galeno José de Moraes disse:9 ago 2010 às 9:02 pm · Responder

    Caso você construa uma casa sem o devido alicerce, a casa vai cair. Pelo “sistema de cotas”, a educação de base no Brasil, que não existe, pois as escolas são praticamente obrigadas a aprovar o alunado, faz com que aconteçam fatos desta natureza. Não se aplica na base, facilitam para acesso a universidade e, vida que segue: “somos o país(?) que está erradicando o analfabetismo”. Quando acontece uma reprovação em massa ou quase, de quem é a culpa? Com certeza não é “dos de brasilia”. Abre os olhos povo brasileiro.
    Galeno Moraes – Pau Brasil – Bahia

  3. marcos paulo disse:10 ago 2010 às 12:08 am · Responder

    Bom, pensemos um pouco sobre o que aconteceu neste concurso. Houve ou não uma guerra neste caso?
    sim, houve: A Banca Examinadora x candidatos.
    Em concurso Público, a guerra se dá em duas fases: 1) a primeira, é a fase em que todos os candidatos tem como primeiro inimigo A PROVA, A BANCA. Ora, veja se não é verdade o que afirmo. Os examinadores tem ou não a intenção de eliminar candidatos? sim. Veja as “pegadinhas”, as questões bem formuladas para embaralhar o raciocínio dos candidatos; veja como hoje está surgindo no mercado de livros, vários livros com questões comentadas, exatamente para que os candidatos conheçam o perfil da Banca, o seu estilo, o que mais cobra na prova etc. Então, há sim uma guerra em princípio, em uma primeira fase, contra a BANCA EXAMINADORA.

    2)Em uma segunda fase, há uma luta travada entre os próprios candidatos, se observarmos os fatos e o próprio processo do Concurso Público pelo prisma OBJETIVO, olhando os fatos. Falo “objetivo”, pois pode sim não haver espírito de competição entre os próprios candidatos na SUBJETIVIDADE de cada candidato em relação aos demais. É um bom conselho ou boa atitude se concentrar em si mesmo e no próprio esforço pessoal, acreditando QUE TUDO SÓ DEPENDE SÓ DE VOCÊ, E MANDAR VÊ – É UMA BOA ATITUDE MANTER ESTE ESTADO DE ÂNIMO EMOCIONAL PSÍQUICO. “tudo só depende de você” é um bom “mantra” augustoCuryano.

    No entanto, não se pode negar que em concursos com vagas limitas uns passam e outros não passam, e para estes que não passam, ocorre isso não porque não se estudou bastante ou não foi bem na prova; mas sim porque houve outros que tiveram melhores resultados. A arma nesse caso, é a inteligência, a confiança em si, a memória, o árduo trabalho de fazer questões etc., etc., Sim, será que não fica claro que Concurso é sim uma guerra?

    Veja, quando se pensa em concurso público a primeira palavra que aparece é “disciplina” – se estuda com DISCIPLINA. Palavra esta muito comum em um quartel do exercito.

    Imagina num período de estado de guerra?

    Mas, e quanto a este concurso do caso acima? Houve guerra entre os candidatos?

    Não, não houve, pois no caso desse Concurso no qual não houve quem passasse, para mim todos os candidatos estavam combatendo o inimigo chamado Banca-Examinadora. E esta saiu vitoriosa, não deixando os candidatos irem para a segunda fase da guerra. Conseguiu o que hoje as Banca querem: ELIMINAR MESMO. O intuito é eliminar, e caso alguém passe pelo teste eliminatório(não é à toa que o prova é DE CARÁTER ELIMINATÓRIO – OU É ELIMINADO OU SE SOBREVIVE!!! E VAI ADIANTE… POIS AINDA TEM MAIS TESTE “ELIMINATÓRIO”…)… E QUEM CONSEGUE, É DE FATO UM VITORIOSO… daqui um tempo no futuro bem próximo nós teremos nas clínicaS psiquiátricas uma grande maioria de “concurseiros” muito “doidos” de tanto estudarem… igual à muitos soldados de guerra que voltam com transtornos psíquicos … Embora diga isso de modo cômico, mas o que digo aqui é pura verdade, a cada concurso o nível aumenta, os examinadores não tem a menor “peninha” de ninguém… bota pra “ferrar” mesmooo…

    Bom, é a forma como vejo todo esse contexto.

  4. marcos paulo disse:10 ago 2010 às 12:30 am · Responder

    Mais uma obervação: A grande Vitoriosa Banca Examinadora está triste? pergunto. Claro que não. E nisso vejo ainda mais o “perfil” da “guerra” inserida no processo do Concurso Publico. O que a Administração Pública arrecada de dinheiro(receita) das inscrições nestes concursos públicos supre perfeitamente os custos do processo. E ainda sobra para o cofre público. O que fazer? um novo concurso, mas dinheiro arrecadado… e o contrato com a Banca renovado…

    Agora, os candidatos tem que ter a consciência de que o Grande Golias nesse concurso é Banca Examinadora, e é hora de preparar bem a pedra e arremeçar de modo certeiro na cabeça do Gigante Banca

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