Cotas de Afrodescendentes em Concursos Públicos

Por  •  18 mai 2011  •  Direito dos Concursos, Notícias  •  121 Comentários
Min da Sec de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Mais um capítulo marca o complexo e polêmico tema das cotas para afrodescentendes em concursos públicos. Na semana passada a Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, anunciou que o estado do Rio de Janeiro, por meio de decreto do Governador, irá adotar o sistema de cotas em concursos públicos. O estado do Paraná já adota o referido sistema em concursos. Além disto, algumas instituições de ensino superior também adotam cotas para o vestibular.

O presente debate se relaciona com os mecanismos de ações afirmativas e discriminações positivas, envolvendo políticas estatais voltadas à compensação de desigualdades, por meio de tratamentos positivamente desiguais.

Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal julgou uma argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 186), que teve como relator o Min Ricardo Lewandowski, na qual se discutiu a constitucionalidade das cotas para afrodescentes no vestibular. Seguramente, este resultado deve repercutir no universo dos concursos públicos.

Na presente ação constitucional a liminar para suspensão imediata do sistema de cotas no vestibular havia sido negada, por meio de decisão  proferida pelo Min Gilmar Mendes. Mas dentre os fundamentos manifestados na decisão do Min Gilmar,  consignou-se que o “acesso às universidades públicas é determinada pela condição financeira. Nesse ponto, parece não haver distinção entre ‘brancos’ e ‘negros’, mas entre ricos e pobres.”.

Porém, a tese que prevaleceu foi da constitucionalidade do sistema de cotas no vestibular. Não há como negar que alguns fundamentos adotados poderiam ser replicados para os concursos. Analisando o voto do Min Ricardo Lewandowski (relator), algumas teses para reflexão merecem destaque:
Igualdade Formal versus Igualdade Material: “…Para possibilitar que a igualdade material entre as pessoas seja levada a efeito, o Estado pode lançar mão seja de políticas de cunho universalista, que abrangem um número indeterminado de indivíduos, mediante ações de natureza estrutural, seja de ações afirmativas, que atingem grupos sociais determinados, de maneira pontual, atribuindo a estes certas vantagens, por um tempo limitado, de modo a permitir-lhes a superação de desigualdades decorrentes de situações históricas particulares...” ;
Justiça Distributiva: “…O modelo constitucional brasileiro não se mostrou alheio ao princípio da justiça distributiva ou compensatória, porquanto, como lembrou a PGR em seu parecer, incorporou diversos mecanismos institucionais para corrigir as distorções resultantes de uma aplicação puramente formal do princípio da igualdade...”;
Considerações sobre as Políticas de Ação Afirmativa: “…Interessantemente, ao contrário do que se costuma pensar, as políticas de ações afirmativas não são uma criação norte-americana. Elas, em verdade, têm origem na Índia, país marcado, há séculos, por uma profunda diversidade cultural e étnico-racial, como também por uma conspícua desigualdade entre as pessoas, decorrente de uma rígida estratificação social. Com o intuito de reverter esse quadro, politicamente constrangedor e responsável pela eclosão de tensões sociais desagregadoras – e que se notabilizou pela existência de uma casta “párias” ou “intocáveis” -, proeminentes lideranças políticas indianas do século passado, entre as quais o patrono da independência do país, Mahatma Gandhi, lograram aprovar, em 1935, o conhecido Government of India Act...”;
Adoção de Critério Étnico-Racial: “…Cumpre afastar, para os fins dessa discussão, o conceito biológico de raça para enfrentar a discriminação social baseada nesse critério, porquanto se trata de um conceito histórico-cultural, artificialmente construído, para justificar a discriminação ou, até mesmo, a dominação exercida por alguns indivíduos sobre certos grupos sociais, maliciosamente reputados inferiores. Ora, tal como os constituintes de 1988 qualificaram de inafiançável o crime de racismo, com o escopo de impedir a discriminação negativa de determinados grupos de pessoas, partindo do conceito de raça, não como fato biológico, mas enquanto categoria histórico-social, assim também é possível empregar essa mesma lógica para autorizar a utilização, pelo Estado, da discriminação positiva com vistas a estimular a inclusão social de grupos tradicionalmente excluídos...”.

Ainda no contexto das cotas, porém não envolvendo afrodescententes, há um projeto de lei tramitando no Senado criando cotas para idosos em concursos públicos. A presente proposição legislativa é voltada à alteração do Estatuto do Idoso, com a criação de regra que destina no mínimo 5% das vagas dos concursos públicos para candidatos com mais de 60 anos.

E você, o que acha das cotas nos concursos públicos, principalmente para afrodescedentes? É constitucional ou não? Deixe sua opinião, de maneira respeitosa, em forma de comentário!

121 comentários até agora. Deixe o seu.

  1. leandro disse:18 mai 2011 às 10:14 am · Responder

    Acho que adotar cotas para concursos públicos seria restringir demais o príncipio da isonomia em que é respaldado os concursos públicos.

    • Geraldo Magno disse:10 jun 2012 às 8:45 pm · Responder

      Você se esqueceu das cotas para deficientes ou este argumento não se aplica a essa parcela da sociedade?

  2. Carlos Mello disse:18 mai 2011 às 10:15 am · Responder

    Acredito que tais situações devem ser encaradas como medidas temporárias que tenham como objetivo minimizar os impactos negativos de séculos de exclusão dos negros neste país. Contudo, o objetivo de tais políticas devem estar adiantadas em relação a estes fatos, cabendo ao Poder Público criar outras políticas públicas visando erradicar com relações diversificadas por conta apenas das classes, cores e descendência.

    • Gelson disse:26 abr 2014 às 5:42 pm · Responder

      Foi a mais lúcida resposta entre todas que já li.

  3. José Maria disse:18 mai 2011 às 10:29 am · Responder

    O sistema de cotas é uma ação afirmativa. O Estado tem obrigação de tratar os iguais como iguais e desiguais como desiguais.
    Os negros foroam historicamente discriminados e devem ser socialmente reparados para que consigam a igauldade.
    Quantos negros se formam em medinina? Em engenharia? Em economia? Quantos negros são destaque como profissionais no mercado financeiro? Nos hospitais?
    Quantos negros são juízes? São promotores? Auditores da Receita? Delegados?
    Se toquem! A realidade está aí para mostrar a verdade!
    Só tem um juiz no STF negro porque o Lula fez questão de colocar um negro. Do contrário não teria!
    Se liguem para a realidade e parem de hipocrisia!
    Cotas já!!!!

    • paulo sérgio dias pereira disse:1 mai 2012 às 12:08 pm · Responder

      excelente comentário, parabéns.

    • Thiago disse:20 mai 2012 às 12:57 pm · Responder

      Beleza, as cotas raciais é uma ação afirmativa que tem objetivo de inserir na sociedade e tirar da marginalização certos grupos raciais. As cotas em universidades concerteza se insere nesse conceito de desenvolvimento social, instrumento bastante válido para as ações afirmativas, contudo, concursos públicos, não tem objetivo de trazer desenvolvimento social, em sua essência de atividade-meios, e sim visa inserir na administração pública os melhores profissionais, através de prova e título.É incoerente o uso exagerado de ações afirmativa.

      • Geraldo Magno disse:10 jun 2012 às 9:46 pm · Responder

        Acho curioso quando as pessoas apresentam argumentos contrários ao sistema de cotas esquecem que os cotista estarãomsujeitos a todos os controles de capacidade e profissionalismo que os “não-cotistas”. Tem que fazer o mínimo previsto no edital pra serem aprovados. São sujeitos ao estágio probatório, bem como as avaliações de desempenho. As cotas garantem a entrada, mas é a competência que garantirá o emprego do branco, do negro, do indio, do deficiente, do cotista e do não-cotista. É sabido por todos que não é uma prova ou um conjunto delas que define capacidade ou competência.

        • jp disse:11 abr 2013 às 6:12 pm · Responder

          Senhor Geraldo, passar em concurso, qualquer um passa com o minimo de esforço, bater 50% em uma prova de QUALQUER concurso de nível médio é algo extremamente simples. Agora estar entre os melhores, e teóricamente mais capacitados, ai sim é que a coisa complica. Se for ter cotas pra negros em concurso público, vamos criar então cotas para os pobres, que não possuem verba financeira para investir no estudo. Vamos criar cotas pras mulheres, que por seu passado, sempre foram descriminadas.
          Na moral mesmo ? País de palhaços esse aqui. Povo chorão de *****, se esforçar e botar a cara nos livros ninguem quer. Desde quando raça determina desigualdade ? Um negro tem menor capacidade mental que um branco ? Porque pra mim, com esse chororo todo, só posso definir isso. Acho que existe algum ponto genético dizendo que eles são inferiores, por isso devem ter tratamento especial. Se for assim tudo bem.
          Tratamento desigual para os desiguais. Tratamento iguais para os iguais.
          Mas o mundo é diferente, e ai, como faz ?

          • Marcos disse:11 jun 2013 às 1:34 pm ·

            Apoiado!!!

          • Rosangela disse:11 set 2013 às 12:14 pm ·

            Apoiado, acredito que se existem cotas para negros, também deveriam existir para mulheres, pois desconheço outra classe que tenho sofrido mais descriminação do que as mulheres…

          • Gianna disse:30 set 2013 às 9:58 am ·

            Apoio…
            se é para fazer justiça façamos direito. E os pobres que não podem fazer cursos e nem comprar bons livros para estudar (apenas apostilas em bancas) não terá cota????e as mulheres que são discriminadas até hoje não tem direito as cotas??? e pergunto quem não é negro ou indio no Brasil? È dificil num país como o Brasil não achar em qualquer família um ascendente negro, logo (lógico) ficará ainda mais difícil processar alguém por se autodeclarar (negro ou indio)alguma coisa que não existe na legislação brasileira. Isto é algo que ninguém ainda se deu conta, se alguém quiser pode exigir constitucionalmente o que é ser negro! e como não há essa definição na nossa legislação, quem se autodeclarar negro, negro será.

          • Gianna disse:30 set 2013 às 10:01 am ·

            Apoio…
            se é para fazer justiça façamos direito. E os pobres que não podem fazer cursos e nem comprar bons livros para estudar (apenas apostilas em bancas) não terá cota????e as mulheres que são discriminadas até hoje não tem direito as cotas??? e pergunto quem não é negro ou indio no Brasil? É dificil num país como o Brasil não achar em qualquer família um ascendente negro. Constitucionalmente o que é ser negro! e como não há essa definição na nossa legislação, quem se autodeclarar negro, negro será.

          • Cristiano disse:27 out 2013 às 12:50 am ·

            Apoiado!!!
            Vivemos em um país de pessoas preguiçosas, que esperam sentadas pelo Governo. País do assistencialismo, nunca irá pra frente. Um povo que vive de bolsas e cotas, tá na cara que é incapaz. Sempre as mesmas desculpas: desigualdades sociais, discriminação, marginalização… Escolhas boas, isso é raro! Arregaçar as mangas, trabalhar e estudar que é bom ninguém quer. Haja óleo de peroba, não só para os políticos, mas para essa parte da população que acha que tudo deve cair do céu.

          • Lana disse:25 ago 2014 às 12:08 pm ·

            Parabéns!!! JP disse tudo!!! Que defende geralmente são as pessoas que serão beneficiadas.. negro, pardos… eu sou branca, pobre e mulher… difícil competir, viu? Qdo não se tem dinheiro para bancar os estudos… ainda mais estudando em escolas públicas… o ensino não preciso nem dzer né…

  4. Graciela disse:18 mai 2011 às 10:38 am · Responder

    As cotas para negros e estudantes de baixa renda em universidades públicas são defendidas para que se possam minimizar as disparidades de oportunidades de acesso a uma boa educação e a uma boa formação.

    Mas… em concursos públicos????
    Isso é uma pouca vergonha!!!

    • carlos disse:8 fev 2012 às 9:31 am · Responder

      até onde eu sei todos sao iguais perante a lei, assegurando-se igualdade de condições no acesso aos cargos públicos. um decreto, como esse do RJ, leva em conta somente a cor da pele (como se todo negro fosse pobre). Assim filhos de juizes, promotores, defensores públicos negros (que nao sao maioria nao se pode negar) terão vantagem e preferencia em ocupar os cargos de seus papais, nao cumprindo assim o seu pseudopapel o decreto populista do nosso ilustre governador: propriciar a diminuição das desigualdades sociais entre brancos e negros.
      Somente uma palavra pode descrever essas reservas de vagas em concursos: ABSURDO.
      Eu vim de uma familia humilde, de uma cidade do interior do Estado e nem por isso me vali de um artificio pra acessar meu cargo público. só o que fiz foi estudar. se o concurso visa selecionar os melhores candidatos, a reserva de vaga para determinada classe, fere de morte esse postulado básico do concurso publico.

  5. Igo Barros disse:18 mai 2011 às 10:38 am · Responder

    Se analisarmos o contexto histórico do certame, perceberemos que ao longo do tempo os afrodescentes foram alvo de condutas discriminatórias praticadas pela sociedade, principalmente no que concerne ao acesso a educação e bons empregos, espólio do prencoceito da época em que vigia a escravatura no Brasil. Cotas para afrodescentes, por esse prisma, atende em suma ao princípio da isonomia – tratamento desigual aos desiguais na medida de suas desigualades – contudo a criação da medida poderá gerar novas situações de preconceito, sobretudo no que tange à concorrência límpida e leal que se espera das praticas de concursos públicos, outrossim contrariaria o clamor por igualdade de raça e repúdio à idéia de menosprezo e capacidade que tanto almejam os cidadãos brasileiros afrodescendentes.

    • Rogerio Neiva disse:18 mai 2011 às 10:43 am · Responder

      A grande verdade é que o Direito não é uma ciência exata…Não há espaço para verdades absolutas!
      Parabéns pelas manifestações e opiniões fundamentadas!

  6. Graciela disse:18 mai 2011 às 10:44 am · Responder

    Cotas para deficientes, cotas para negros, cotas para idosos… daqui a pouco, deverão ser criadas cotas para brancos jovens e sem deficiência… pois estes serão os que estarão sofrendo discriminação!!

    Já não concordo com as cotas raciais… cotas sociais, tudo bem, pois estarão tentando dar oportunidades aqueles que não as tiveram, por serem financeiramente desfavorecidos… mas e as cotas raciais?? Está se presumindo que os negros são desfavorecidos intelectualmente???

    Não adianta você estudar (tendo vindo de universidade pública, particular ou seja lá o que for), se dedicar… pois estarão sempre colocando alguém à sua frente, cedendo o seu lugar.

  7. Luiza disse:18 mai 2011 às 10:48 am · Responder

    Facilitar o acesso dos afrodescendentes aos concursos públicos nao melhora em nada a situação. Pelo contrário, estão sendo “retiradas” as vagas de quem realmente teria mérito para ser aprovado, para aprovar pessoas que eventualmente possam ser menos competentes, e isso em razão de condições pessoais, como cor da pele. Não há discriminação maior e quem passa por isso sabe.. é muito frustrante se sacrificar nos estudos e perder uma vaga para uma pessoa que tirou nota muitooooo menor e foi aprovada em razão de uma condição pessoal que nao a desfavorece diretamente.
    Tudo bem adotar o sistema de cotas nas universidades, até acho necessário e acho que por si só já melhora bastante a situação. Na minha faculdade, pelo menos, que adotava o sistema de cotas, independente da cor ou idade, no último ano todos eram muitos estudiosos e tiravam notas excelentes. Ou seja, já serviu para colocar todos mais ou menos no mesmo patamar. O acesso à universidade dá plenas condições de qualquer aluno se dedicar e ser aprovado em concursos.

  8. Elis disse:18 mai 2011 às 10:51 am · Responder

    As cotas marginalizam a progressão da discriminalização racial, uma vez que se auto sustentam na tese de que são excluídos e, por sua vez, necessitam gozar de um direito que descaracteriza ou leva a confronto o princípio major da Constituição,em que todos são iguais perante a lei. Nesse sentido, já há cotas para universidades e, além disso, há tbm o programa para aqueles de baixa renda poderem cursar universidades particulares custeada pelo governo, ou seja, a inclusão está se formalizando e proporcionando sim, chance aos afros, chance à população de menor renda, na qual os afros, segundo pesquisas, permeiam em sua grande maioria. Se as cotas passarem a influir em todas as camadas de mercado,cotas para concurso público, cotas para ir ao cinema, cotas para ir ao teatro, como ficam os brancos, oriundo da tbm instituição pública de ensino médio e fundamental cuja qualidade de ensino é precária e não cria expectativas para competir na mesma proporção aos estudantes, profissionais que fazem parte da camada social de alto padrão? se começarmos a pensar que a estratégia para dirimir esse conceito de exclusão social por cotas, jamais combateremos a raiz desse sistema, qual seja ampliar as oportunidades através dos mesmos direitos, quais sejam a elevada qualidade de ensino, cuja base principal para tornarmos cúmplices da mesma chance para concorr~encia está não no subsídio de cotas, mas na plenitude da educação de qualidade. Isso é vendar os olhos para o principal problmea que nossa constituição nega a enxergar: a educação igualitária para todos desde o pré ao ensino fundamental. Se tivessemos o mesmo acesso, queria ver quam seriam os magistrados, os médicos, os engenheiros, até mesmo os apresentadores de televisão?? se a base for a mesma, chega ao topo aquele que tiver vontade, e não identidade financeira!

  9. Igo Barros disse:18 mai 2011 às 10:54 am · Responder

    Se analisarmos o contexto histórico do certame perceberemos que ao longo da história os afrodescendentes foram alvos de condutas discriminatórias praticadas pela sociedade, principalmente no que concerne ao acesso a educação e a bons empregos, espólio da época em que vigia a escravatura no Brasil, por esse prisma atenderia em suma ao princípio da isonomia – tratamento desigual para os desiguais na medida de suas desigualdades – contudo a criação da medida poderá criar novas vertentes discriminatórias, sobretudo no que tange à concorrência limpa e leal que se espera da prática de concursos públicos, outrossim contrariaria o clamor de igualdade de raça e repúdio ao menosprezo e à noção de incapacidade que tanto almejam os cidadãos brasileiros afrodescendentes.

  10. João disse:18 mai 2011 às 10:57 am · Responder

    Se continuar assim, logo serão criadas cotas para pobres em concursos públicos também. Para “combater a desigualdade social e melhorar a distribuição de renda”.
    A qualidade do serviço público brasileiro, que já é duvidosa, ficará cada vez mais comprometida.
    Pois estará tirando do páreo pessoas bem preparadas e com mérito para passar num concurso, para atender a esse tipo de apelo social.

    Meus pais também eram pobres, de não ter o que comer… e conseguiram subir na vida, pois batalharam bastante.
    E agora, pretende-se tirar o espaço daquele que se esforça, estuda, batalha,… mas que não faz parte de nenhuma minoria?? Onde está a jusitça nisso tudo?

  11. Fernanda disse:18 mai 2011 às 10:59 am · Responder

    Acho que temos que resolver problemas pela raiz, com investimento na educação desde o ensino fundamental. Sou contra as cotas, sou filha de mãe negra e pai branco, e sou branca transparente, e ai??? No Brasil temos muitos descendentes de negros, minhas irmãs como eu são brancas e casaram com negros e meus sobrinhos alguns morenos, outros brancos.
    Minha mãe, professora, ganhava uma miséria e com muito custo criou 4 filhas, msm assim todas fizemos faculdade sem cotas e almejo um cargo no serviço público na disputa aberta com todos os candidatos.
    OBS: as cotas para deficientes acho sim muito justo.

  12. João disse:18 mai 2011 às 11:24 am · Responder

    Se já há cotas raciais e sociais em vestibulares, para facilitar o acesso à educação de qualidade em universidades públicas (gratuitas), além da concessão de bolsas ou financiamento em universidades particulares… para que todos possam ter uma educação equivalente, sendo negros, brancos, pobres ou ricos.
    Qual o fundamento para ainda criarem cotas em concursos públicos? Mesmo tendo tido a mesma educação dos demais, não precisarão se esforçar tanto para conseguir um cargo público?

  13. Michel Piroutek disse:18 mai 2011 às 2:57 pm · Responder

    Por quê não? vamos criar cotas também para homossexuais, pobres, índios, asiáticos, europeus, australianos, latinos em geral, loiros, morenos, ruivos, albinos, …

  14. Maria disse:18 mai 2011 às 3:14 pm · Responder

    Sou favorável a melhoria do ensino. As cotas em universidades públicas seria uma medida emergencial para corrigir uma suposta desvantagem. Agora, uma vez concluído o curso, por que se teria uma nova cota? Isso fere claramente o princípio da isonomia. Essa história de separar brasileiros por cor de pele é imoral. Essa tendência legislativa de cotas pretende promover uma nova segregação racial no Brasil.

    • Cristina disse:5 jan 2013 às 5:04 pm · Responder

      Bom, vejamos… pelo seu nome de família posso “chutar” que provavelmente você é branco, classe média alta e vindo do sul do país, então nunca deve ter sentido na pele o peso de discriminações, eu também não senti com muita veemência alguns dos preconceitos que a sociedade é capaz, apesar de não ser branca, mas me simpatizo muito com a visibilidade que as minorias (organizadas ou não) estão conseguindo em nosso país. A maioria das pessoas que são pobres não são brancas, então, de certa forma, as cotas, ainda com todas as suas imperfeições, atendem estas pessoas, colocam o que está em desvantagem em condições de competir com quem tem o dia todo para estudar e não precisa se preocupar com o próprio sustento, ou pior, com o sustento da família. É fácil reclamar de injustiça, enquanto você tem o dinheiro dos pais te sustentando para poder estudar o dia todo e só se preocupar com a sua aprovação no concurso dos sonhos. Está faltando alteridade em alguns concurseiros, e dependendo do cargo escolhido (p.ex.a magistratura), é muito negativo ser aprovado um profissional que só memorizou legislação, jurisprudência e doutrina, mas não sabe consegue ver além da própria vivência.

  15. Olavo disse:18 mai 2011 às 3:26 pm · Responder

    Ao invés de se preocuparem com a melhoria do serviço público e com a promoção da igualdade social, esses movimentos de cotistas estão apenas preocupados com eles mesmos. Puro egoísmo. Isso não promove a igualdade, mas sim ainda mais preconceito. Hoje são cotas para cor da pele, amanhã serão cotas para altura, peso, cor dos olhos, etc. O movimento social para cotas deveria se preocupar com a qualidade do ensino, que é ruim em todas as escolas públicas, para todos os alunos, independentemente da cor da pele. Estudei em escola pública minha vida inteira e convivi com pessoas de todas as cores de pele. Por que eu tenho de ter desvantagem? O que foi que eu fiz para merecer isso? Cotas para gente saudável é egoísmo, é desigualdade.

  16. Rodrigo Durão disse:18 mai 2011 às 5:10 pm · Responder

    Cotas raciais são hipocresia. Primeiramente é difícil, no Brasil, fazer uma nítida descrição de quem é negro e quem é branco, eu sou pardo e minha irmã é branca, e tenho primos loiros e também negros, é meu avô é caucasiano de olhos azuis e tem um meio irmão de pele escura. Segundo: O problema no Brasil está longe de ser a discriminação racial, eu chamaria de discriminação social, as desigualdades são entre ricos e pobres. Terceiro: os concursos públicos longe de serem ideais, são os mais isonomicos e eficientes, que se pode ter na nossa realidade. Não olvido que existe uma desigualdade no preparo para os concursos, mas esse despreparo é em razão do nível economico e não da raça, enxergar a problemática de outra maneira é afirmar que negros são inferiores aos brancos. Como típico brasileiro de triplíce origem posso facilmente ser enquadrado como afro decedente, assim como 80% da população todavia, mesmo sendo benefíciado pelas cotas, tenho de me manifestar contrária às cotas em respeito à moral, às minhas crenças, e ao direito, pois as discriminações positias são em suma demagogias e uma forma de retardar a solução eficaz dos problemas.

  17. Nara disse:18 mai 2011 às 9:51 pm · Responder

    Na realidade nao devemos fazer nenhum tipo de discriminaçao entre os SERES HUMANOS. Somos todos iguais,independente de cor de pele, e, a meu ver, nao há qualquer fundamento que justifique o sistema de cotas para negros.É UMA DISCRIMINAÇAO EM BENEFÍCIO PRÓPRIO.
    Mais do que justo, seria, por exemplo, um sistema de cotas para os alunos de escolas públicas,pessoas pobres que sao as verdadeiras vítimas do descaso da educaçao em nosso país.
    Nao quero ofender a ninguém, minha opiniao é muito sincera. Envergonho-me pela Ministra Luiza Bairros, por defender, a meu ver, causa tao injusta e sem qualquer respaldo moral.

  18. João disse:18 mai 2011 às 10:58 pm · Responder

    Concurso tem que ser a seguinte regra: Que vença o melhor.

    Que tipo de profissional será um cotista? Que coisa mais ridícula isso. Só pela cor da pele se pode inferir inteligência?

  19. leandro disse:18 mai 2011 às 11:00 pm · Responder

    Não acho que o fato de ser negro implica dizer q este tem um Q.I menor que outra pessoa q não seja negra. As escolas são acessíveis a todos os tipos de pessoas e os concursos tbm. N vejo motivo para cotas.

  20. CRISTIANE disse:19 mai 2011 às 2:45 pm · Responder

    NEURÔNIO NÃO TEM COR!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Charles disse:8 jul 2011 às 10:54 am · Responder

      essa foi a melhor resposta daqui. Parabéns sintetizou todos os comentários em uma única frase.

    • fernanda Mara Perez dos Santos disse:31 mai 2012 às 1:15 pm · Responder

      ADOREI SUA RESPOSTA!!!

  21. Francisco Fiuza disse:19 mai 2011 às 2:54 pm · Responder

    Um tema polêmico. Consigo ver pontos positivos em ambos argumentos, mas não me parece justo que o sistema de cotas alcance o serviço público. Essa compensação deveria ter sido feita há 200 anos.

    E os índios? Eles foram tão ou mais massacrados.

    E se a pessoa for negra, idosa e deficiente?

    • Augusto Frutuoso disse:22 mai 2011 às 7:45 pm · Responder

      Francisco volte a estudar a historia do Brasil, por favor!!! “E os índios? Eles foram tão ou mais massacrados.” O indio há muito tempo tem cota para várias situações, inclusive para a universidade antes mesmo dessa discução de cotas para negros. Mas foi só falar em cotas para negro que máscara da hipocrisia caiu, revelando o preconceito existente no povo brasileiro!

    • Neide disse:25 mai 2011 às 11:54 pm · Responder

      Se for pessoa negra, idosa e deficiente… já está com o cargo garantido… rsrsrsrsrs

  22. Neide disse:26 mai 2011 às 12:00 am · Responder

    Bem, sou afrodescendente e não concordo com as cotas… já não sou a favor da cota em universidades, pois vem “velar” a baixa qualidade do ensino público e agora isso? Sério, ao menos a universidade dura 04 anos… o serviço público uma vida inteira… é tirar a oportunidade de ingresso no serviço público de uma pessoa que realmente estudou e se dedicou por muito tempo aos estudos… é discriminar e promover a desigualdade social.

  23. bilúcio disse:31 mai 2011 às 6:20 am · Responder

    cadê as cotas para gays.sou gay assumi poucos dias para garantir uma vaga e agora.

  24. Maicon Clavery disse:31 mai 2011 às 6:09 pm · Responder

    As cotas nas universidades só servem para aprovar pessoas que tiveram boa base em colégios particulares.
    Pois é muito difícil ser aprovado na universidade tendo estudado só em colégios público.
    Por expêriencia própria falo isso,não adinta só prestar o vestibular precisa ser aprovado.
    As universidades vão ficar cheias de negros e brancos ricos.
    O que vai ser daquele negro ou até branco mesmo que só estudou em escolas públicas.

    Isso é uma covardia com brancos e negros pobres.

  25. Tomaz disse:2 jun 2011 às 8:22 pm · Responder

    Isso é uma confissão explicita de que o ensino público brasileiro é uma porcaria. Além disso, irá aumentar mais ainda o preconceito, pois irão generalizar que os que passaram em concurso ou tiveram o diploma por meio de cotas, significa que não são bons ou aptos a exercer a função, só estão lá por causa das cotas. O mais lógico é investir pesado em educação, mas o país só pensa em carnaval e futebol. Talvez seja mais interessante na hora do voto! Manter uma população ignorante é mais fácil de manobrar.

  26. Poetaz disse:2 jun 2011 às 10:44 pm · Responder

    Recebi a informação de que também no Estado do Rio, nos próximos concursos teremos cotas para negros (20%), deficientes (5%) e homossexuais (20%). Em outras palavras, pessoas pobres e brancas, que não sejam nem deficientes ou homossexuais não terão a mínima chance de servirem ao Estado, a não ser que sejam gênios pois, por serem pobres e sem ter acesso a boas escolas e oportunidades como disputarão nas restantes 55% das vagas restantes….. só sendo gênio e autodidata.
    Essa estória de responsabilizar gerações do presente e do futuro por erros do passado, de forma evidentemente coorporativa e hipócrita é ridiculamente ofensiva aos princípios constitucionais vigentes, os quais advém da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de outrora – todos são iguais perante a lei. Aliás, diga-se de passagem, a primeira coisa que um negro auforiado fazia era comprar um escravo para trabalhar para ele, a cultura de posse de escravo, enquanto bem, era comum. Antes dos negros africanos, os romanos, gregos e diversas outras sociedades antigas também cultivarama cultura de utiliação de mão-de-obra escrava. Por obvio tal cultura estava errada, mas reproduzia os padroes da época, não se pode querer a luz de corrigir o passado gerar instabilidade no presente…
    Ora, se há alguma razão de ordem reparadora em tal comportamento e pensamento de cotas, porquê as mulheres, enquanto grupo que são, por terem seus direitos civis e políticos negados até bem após a abolição da escravatura também não foram contempladas com percentuais para a sua inclusão social, e mais, porquê não estabelecemos cotas também para ex-detentos e assim por diante, certamente encontraremos motivos, que podem ser ditos relevantes e constitucionais, para justificar tal raciocínio.
    Tenho para mim que o raciocínio populista, discriminatório e de momento podem conduzir nossa fragil sociedade a situações de ruptura, dado não se aguentar mais termos de conviver com tanta hipocrisia.
    Por fim, porque estabelecer cotas por opção sexual… ?????

  27. Cíntia disse:7 jun 2011 às 10:29 am · Responder

    Me parece ser também uma forma de discriminação, e que reflete diretamente no princípio da isonomia, sobretudo se for um concurso de nível superior, onde a escoalridade exigida será a mesma. O ideal, sobretudo no âmbito das universidades, seria vagas para alunos públicos (baixa renda), pois não necessariamente somente os negros possuem essa dificuldade, haja vista o nível escolar que temos em nosso País, as “vergonhas” das escolas públicas estão aí, escancaradas.
    Abraços
    Cíntia

  28. Conceição disse:7 jun 2011 às 11:16 pm · Responder

    O Poder Público está tentando consertar anos de ausência de investimentos na educação pública criando cotas em universidades e concursos públicos, e da mesma maneira que tenta amenizar a repetência no ensino fundamentalcom a aprovação automática.É uma solução absurda, indecente e burra!
    Sou pobre, branca, e estudei parte da minha vida em colégios públicos, fui aprovada em um concorridíssimo exame e hoje sou servidora pública. Depois de anos de trabalho e a conclusão da universidade de Direito, volto ao mundo dos concursos, e me deparo com esta indecência. Estão desvirtuando a natureza do concurso público, que é a de escolher os indivíduos mais capacitados para servirem à sociedade, para um tipo de distribuição gratuita de vagas a pessoas que, pela cor da pele, se intui que sofrem algum tipo de discriminação na hora de conseguir um emprego. Se essa mentalidade retardada for tolerada pelos senhores da lei e da justiça, logo logo teremos cotas para gordos, gays, anoréxicos, sardentos, portadores de tiques nervosos, prostitutas, drogados, playboys, louras oxigenadas…
    Não é admissível brincar com a saúde da população ao contratar um médico com base na cor da pele do mesmo e não por seu conhecimento e capacidade de trabalho. Quem inventa essas leis não vai se tratar nos hospitais públicos….

    • Jorge disse:1 dez 2011 às 6:27 pm · Responder

      Para uma advogada q passou o q vc diz ter passado, suas palavras e seus conceitos sobre cotas raciais e pessoas com diferenças, precisam passar por uma nova leitura e capacitação. Sobre cotas; Veja o “Brasil Colonial” o que dizia a lei conhecida como Lei do Boi? Por favor pesquise. Ha; Quantos “descendentes africanos” tinham na sua turma de Direito? Ou melhor: quantos estavam cursando algum curso? Faça uma pesquisa desde a primeira Assembléia Constituinte de 03 de maio de 1823 até a de 1988, observe quantas leis proibiam os negros a ter acesso a qualquer bem! Paro por aqui, pois quem é formada é Vc logo é quem entende das Leis, eu tenho apenas muita leitura o que me proporcionou algum conhecimento.

      • ana disse:3 jan 2013 às 4:01 pm · Responder

        Perfeito! As vezes fico chocada com o comentário de alguns ”colegas” formados em direito! Lamentável..

  29. Ribamar disse:9 jun 2011 às 8:35 am · Responder

    Conheço varias pessoas negras que são funcionários públicos efetivos ou seja concursados, como essa pessoa chegaram lá? a resposta é: ESTUDANDO MUITO como todos os outros e não precisaram de cota. Quando você se inscreve em um concurso não se coloca lá na inscrição a cor da sua pele; essa medida vai beneficiar apenas os negros de boa condição financeira que pode pagar um curso preparatório, devia ter cota sim mais para pobre não importando a sua cor de pele, cadê o principio da isonomia…

  30. fernando disse:16 jun 2011 às 11:54 am · Responder

    Não consigo entender, mas com demagogia fica fácil defender uma inconstitucional gritante. A defesa da constitucionalidade ou inconstitucionalidade não deve ser feita com pronunciamentos demagogos, pois se é para defender algo com demagogia, porque os parlamentares, bem como alguns defensores dessa inconstitucionalidade não defendam então que todos aqueles que não sejam negros ou índios doem 20% do seu patrimônio a estes. E aí? Vamos lá!!! Defenda essa idéia. Claro que os políticos e alguns demagogos não o fariam, pois irá afetar o bolso deles. Contudo, brincar com os estudos de pessoas que tentam algo de melhor através dos concursos fica fácil, pois já são políticos recebendo “rios de dinheiro” ou já ingressaram na “elite” do serviço público (são os cargos com salários acima de dez mil líquidos). Portanto, o que se discute é a inconstitucionalidade e não fundamentos demagógicos, como, por exemplo, citado por um Juiz Federal “alguém já entrou numa cadeia”, isso não passa de demagogia, pois eu faço parte do sistema penitenciário, sou inspetor penitenciário, no Rio de Janeiro, e lá eu vejo todas as cores na cadeia e não só negros e índios. O que é ser negro ou índio num país miscigenado? Sendo assim, vamos levantar questões legais e constitucionais sobre a inconstitucionalidade ou não deste decreto, aliás, trago aqui fundamentos que aprendi no livro do mesmo Juiz Federal sobre o que é o princípio da igualdade. Destarte, defendo a inconstitucionalidade pelas seguintes razões resumidamente: a) O principio da isonomia, deve ser analisado do ponto de vista material e formal, logo, poderemos através desse conjunto levar um desigual a igualdade; b) com exceção dos deficientes, pois aqui sim, o desigual (deficiente) deve ser tratado de forma igual, pois esse possui uma deficiência e o estabelecimento da igualdade é a cota; Logo, não deve existir cota de vaga em concurso, fora é claro, com relação aos portadores de deficiência. Portanto, cota é tão somente para vestibular e que seu vínculo esteja relacionado às pessoas que comprovem ser pobres, pois temos milhares de brancos, pardos, roxos, vermelhos na miséria e, não somente índios e negros, tentando através dos concursos galgarem algo de melhor. Então, não deve haver cotas de vagas em concursos públicos que tenham como critério demagogo de desigualdade a cor da pessoa, pois a República Federativa do Brasil é um país miscigenado, onde todas as cores passam necessidades e tentam por meio dos concursos algo melhor, excetos políticos que “duplicam” seu patrimônio; c) o que deve haver e um acesso melhor e incondicional para que as pessoas pobres possam concluir todos os níveis de estudo, isso sim é levar a igualdade; d) no concurso todos os candidatos estão em igualdade, seja de 1º, 2º ou 3º grau, pois preenchem os requisitos. Então, pelo simples fato da cor merece 20% das vagas? Isso é levar a igualdade aos desiguais? ; e) o pior de tudo e mais vergonhoso é estabelecer cotas para “os concursos de nível superior”, onde está a desigualdade aqui, pois todos já são graduados. Então, qual a desigualdade que existe? Nenhuma, isso, na verdade não passa de um privilégio, pois todos são iguais e encontram-se no mesmo patamar de igualdade. Privilégio deve ser admitido? Vamos, lá, me diga, mas sem demagogia? Se todos são graduados e possuem nível superior, qual seria a desigualdade? O branco, roxo, amarelo, vermelho etc., são mais inteligentes que os demais? Acho que não. Destarte, o que acontece na verdade são políticos que querendo aparecer propagam cada vez mais a discriminação através de cotas e tentam estabelecer uma pena de caráter perpétuo as demais cores por algo que já ocorreu há mais de 100 anos atrás; e) até 20% é uma porcentagem muito grande, pois já tem os outros 20% dos deficientes, logo, só restam 60% das vagas, então, se isso não é desproporcional o que seria razoável. Quero uma resposta, mas sem demagogia. Vamos lá, responda, mas responda com critérios e não argumentos demagogos. Ah, já sei qual ser o argumento! Você que nasceu branco, roxo, amarelo, vermelho deve carregar uma pena de caráter perpétuo por tudo que ocorreu há mais de 100 anos, razão pela qual devem ficar impedidos de prestarem concursos públicos e vestibulares, é só o que falta. Vamos lá demagogos, por que não lutem pela doação de 20%, 30%, 40% ou 50% do seu patrimônio? Lutem por esse tipo de lei, vamos lá. Estou aguardando, vão fazer isso? Ou então, queria ver defender essa idéia antes de terem ingressado no respectivo cargo (que como já disse, pertence à elite do concurso público). Na verdade sou guerreiro, paguei meus estudos através de bolsa e trabalhando na faculdade, comecei a trabalhar com 14 anos na feira e como camelo vendendo limão, consegui me formar em direito com muito esforço etc. Agora, será que esses demagogos, já passaram por isso? Porém, alguns são penalizados por terem nascido de outra cor, aliás, por algo que nem fizeram parte.

  31. Marcelo Fonseca disse:21 jun 2011 às 4:35 pm · Responder

    O sistema de cotas deve ser para acesso ao estudo universitário, e antes de ser Racial, deve ser Social. Como bem disse o Exmo Min Gilmar Mendes,“acesso às universidades públicas é determinada pela condição financeira. Nesse ponto, parece não haver distinção entre ‘brancos’ e ‘negros’, mas entre ricos e pobres.”.
    É inegavel o fato de que muitos negros pertencem as camadas mais pobres da população, mas devemos também entender que muitos brancos também pertencem. E estes estão sendo beneficiados em quê?
    Outro aspecto é o de negros de familias abastadas que se beneficiam do sistema de cotas.
    Novamente afirmo é um ABSURDO que as cotas sejam raciais e não sociais.
    Sobre os concursos públicos, bem , aqui temos o maior absurdo de todos pois o concurso tem como foco a meritocracia. O seja, passa quem estiver mais preparado. Não vejo como, um negro, com diploma universitário tenha menos chances de passar em um concurso público que um branco, um indio ou um asiático em mesmas condições.
    Apesar de minha pele ser branca, sou descendente de negros trazidos de Angola para onde alguns irmãos e parentes de meu tataravô retornaram. Meu Bisavô era negro e farmaceutico, meu avô era mulato e sindicalista, meu pai mulato e professor. Tenho certeza de que nenhum deles veria as cotas raciais com bons olhos, principalmente porque neste país a discriminação é socio-econômica, e para os mais pobres muito poucas propostas neste sentido estão sendo feitas.

  32. Angelica disse:29 jun 2011 às 7:12 pm · Responder

    Acho que adotar cotas em concurso público, principalmente para afro descendente é discriminar duas vezes. Siginifica dizer, de forma imediata que os afro descendentes (a maioria da população brasileira) são intelectualmente inferiores e necessitam de um “empurrãozinho” para passar em concurso público. Note-se que atualmente a procura por uma vaga na Administração Pública, tornou-se um grande atrativo para todas as classes, pois significa um emprego garantido com estabilidade e segurança financeira. Fazer concessões neste setor e favorecer determinadas classes significa, isto sim, uma discriminação sem precedentes que viola, não só a Constituição, como também os Princípios da Isonomia, Moralidade e Razoabilidade. O Governo tem que dar um Ensino Básico de qualidade para todas as classes sociais, remunerando bem os professores para que no futuro, tais alunos tenham condições de administrar os conhecimentos adquiridos e alcançar uma vaga no Setor Público. E quanto aos pobres que não são afrodescendentes, que querem ingressar no Setor Público? Deverá o Governo também garantir cotas aos mesmos? Ou só as afrodescendentes?

  33. Fernando disse:5 jul 2011 às 7:12 pm · Responder

    Por que não criam também cotas em concursos públicos para homossexuais?

  34. Filype Utsch disse:8 jul 2011 às 10:44 am · Responder

    Aceitaria a tese de constitucionalidade do referido decreto se me provarem biologicamente ser a “raça” negra inferior quanto as outras no quesito intelectual. Raça entre parenteses pois geneticamente a diferença entre brancos, negros, pardos, orientais é tão mínima que para os cientistas não chegam nem a poder diferenciar por raças. Visto isso, não há porque criar cotas para negros ou brancos ou índios, o esforço é medido pelo trabalho individual de cada um. Vejo brancos e negros trabalhando o dia inteiro e cada meia horinha que vê disponível está com uma lei, um livro, uma apostila estudando, essa é a diferença.
    Querer criar cotas no vestibular, crie para aqueles que estudaram a vida inteira em colégio público, não por ser negro ou índio ou branco, mas por realmente precisar de um “empurrão” em sua vida acadêmica devido a flagrante fragilidade do nosso ensino público, isso é constitucional, tratar desigualmente na medida de suas desigualdades. Uma cor de pele não pode ser medida como desigualdade, somos todos irmãos de sangue, no Brasil não há raça, há brasileiros, todos filhos de portugueses, espanhois, africanos, japoneses, indios, etc.

    Filype Utsch

  35. Lucas disse:8 jul 2011 às 10:49 am · Responder

    Na minha humilde opiniao, ja nao existem desigualdades raciais, o passado ja foi deixado pra traz. O homem mais poderoso do mundo é negro e ele nao chegou à Presidência dos EUA por cotas. O Brasil teria que rever essas leis com pensamentos pré históricos, pois apenas reforçam o preconceito sobre as diferenças raciais.

  36. Adriana Pereira disse:8 jul 2011 às 11:01 am · Responder

    Espero que os outros estados não adotem este tipo de cotas, afinal não se trata de ação afirmativa de governo, trata de uma cota discriminatória em que os próprios negros deveriam ser contra. Afinal concurso público depende única e exclusivamente em disciplina e estudo independente de que faculdade que tenha feito, se houver empenho haverá a aprovação. O que estas cotas dizem é que negros não teriam esta capacidade, o que discordo, há muitos promotores, juízes, procuradores negros e todos excelentes que foram aprovados sem nenhum tipo de auxílio.

  37. carlos Sato disse:8 jul 2011 às 11:06 am · Responder

    Algumas perguntas:

    1- Bolivianos,peruanos, equatorianos e outros sulamericnos(naturalizados brasileiros) descendentes de indios tambem terão direito a referida cota?

    2- Asiáticos, em especial os japoneses que foram perseguidos no Brasil, após a 2ª Gde Guerra, tambem terão direito a cota?

    3- Nordestinos retirantes(não negros) que sofrem todo tipo de descriminação e vivem em condições subhumana nas periferias das gdes cidades, tambem terão direito a cota?

    4- Enfim toda sorte de descriminados e minorias de qualquer especie, tambem terão direito a cota? Caso a resposta seja negativa então estamos diante de mais um caso de hipocrisia nacional, onde se jogam migalhas a determinados grupos e os outros que se danem.

    Cotas sim, mas para todos os necessitados em geral,pq não se intitui uma cota de 50% para todos que comprovarem ser realmente pobre, mas antes de tudo capaz…

    • EDU SANTOS disse:11 abr 2013 às 1:53 pm · Responder

      Concordo contigo, a cota, a meu ver, já é uma forma de discriminação. Milton Santos, Joaquim Barbosa foram beneficiados com cotas para se destacarem em funções e terem chegado onde chegaram? Milton Santos, para mim, foi o maior Geografo do nosso país. Joaquim Barbosa tem sido um exemplo de competência, de ética, de honestidade.

  38. Werlen disse:24 jul 2011 às 11:50 am · Responder

    Conforme bem consignou o Min. Gilmar Mendes, o critério determinante para ingresso nas universidades públicas é o social e não o racial. Assim, entendo que seria mais adequada a adoção de cotas sociais nos vestibulares, na medida em que favoreceria os mais necessitados, sejam eles brancos ou negros. Além disso, como a camada mais pobre da população brasileira é composta de negros e pardos, estes seriam indiretamente beneficiados pelo novo sistema.

  39. Thiago disse:20 ago 2011 às 11:44 am · Responder

    Cotas em universidades é diferente para concursos públicos, pois este não visa dar empregos aos cidadões e sim melhorar a maquina administrativa pública e por isso seria inconstitucionl cotas em concursos(uma vez que deveria, em regra, atender as necessidades do governo e somente isso), já nos vestibulares não, pois visa dar qualificação profissional para a população, aí sim poderia ser aplicado a regra de dar tratamento deigual na medida de suas desigualdades.

  40. Mauricio disse:6 set 2011 às 9:52 pm · Responder

    Está se presumindo que os negros são desfavorecidos intelectualmente…

    • EDU SANTOS disse:11 abr 2013 às 1:56 pm · Responder

      PENSO DA MESMA FORMA.

  41. markus disse:8 set 2011 às 11:49 pm · Responder

    inconstitucional. ART.7 – inc. XXX – Proibição de qualquer discriminação no tocante a salários e critérios de admissão por motivo de sexo, idade, COR ou estado civil.
    minha opinião: a coisa tá feia pra branco, indio, negro ou amarelo…nas favelas os brancos são maioria….
    SOLUÇÃO: COTA PARA OS COMPROVADAMENTE POBRES….EX: MORA EM COMUNIDADE CARENTE A TANTOS ANOS, RENDA FAMILIAR ABAIXO DO MINIMO ETC.

  42. Karina disse:13 jan 2012 às 10:01 pm · Responder

    Dizem que tais atos são para equilibrar a situação dos negros no Brasil. Cotas!
    Sou formada pela Universidade de Brasília e o vestibular que me deu acesso à universidade, foi o primeiro realizado pela mesma com o sistema de cotas.
    Era o segundo semestre de 2005. Dada a polêmica, havia a “curiosidade” de sabermos quem eram os cotistas da nossa turma. Lembro bem: uns eram mais brancos que eu e tinham olhos verdes… Ah! E além da vaga de cotista negro da UnB, ainda cursavam outro curso em faculdades particulares… Sim! Pelo ProUNi!
    Vim de uma família que sempre viu nos estudos, uma forma de se posicionar na sociedade. E que não se utiliza de artifícios para se tornar vítima e chorar por regalias. Meus avós chegaram ao Brasil em 1929, trabalharam em lavouras de café em fazendas de italianos, passaram necessidades, tudo conquistado com suor e perseverança!
    E é desses valores que são universais e não dependem de cor ou raça, que as pessoas ditam o seu destino.
    Foram com esses valores que minha mãe, meus tios, meus irmãos, meus primos e eu fomos criados. Valores que levaram todos nós a nos formarmos na UnB… e sem cotas! Pois ainda não existe cota para nipo-descendentes.

  43. Willy disse:23 jan 2012 às 2:32 am · Responder

    Um absurdo, em um país onde passar em um concurso público é cada vez mais difícil, as vezes se tornando um milagre, ter este pensamento pequeno, beneficiando uns e esquecendo dos outros. Existem brancos que estudam em escolas públicas, estes possuindo problemas muito maiores do que aos irmãos negros.

    Pensar assim, é pensar errado, existem outros mecanismos de se promover a igualdade. Deste modo, o que vai realmente acontecer é o afastamento.

    Também tem o lado político de se pensar, capaz de afetar até mesmo a constituição e seus princípios, com ambição de conquistar novos adeptos, o político não pensa, apenas age, prova disto é cota para negros em concursos públicos.

    Que isso gente, sem preconceito algum, até porque tenho membros da minha família que são negros e os meus melhores amigos, também são negros, mas esta norma é totalmente inadequada para uma sociedade em que vivemos. Todos precisam trabalhar e sustentar sua família, o edital é para todos e todos devem estudar igualmente, repito que pensar assim é pensar errado.

  44. Matheus disse:26 jan 2012 às 10:06 pm · Responder

    Sou contra a cota desde já,pois oque se deve levar em consideração é o raciocinio da pessoa,e não raça, cor ou religião,todos queremos igualdade,mas cota racial,é a mesma coisa que dar vantagem a alguem.

  45. Francesca disse:27 jan 2012 às 12:08 am · Responder

    Acredito que o que devemos ponderar é quando é considerado que chegamos a igualdade? O discurso da necessidade de cotas em vestibulares até podemos considerar que tenha sustento. Porém, a minha pergunta é se um concurso exige nível superior e três idiomas a pessoa que atingiu esses requisitos já não teria chegado no que dizem ser “igualdade” por que esse concurso tem cota racial? Por que oferece bolsa de incentivo racial e não social? O que é então igualdade?

  46. Juliana Fanzeres disse:6 fev 2012 às 8:57 pm · Responder

    Acredito que como outros afirmaram, as cotas tanto raciais quanto de ordem financeira-social podem, de forma paliativa, ajudar na integração de negros e pessoas de baixa renda para que consigam obter melhoria educacional, como é o caso de cursos em Universidades. Mas isto já basta por si só.
    Concursos públicos, como são feitos e para a finalidade que foram criados, tem como principio selecionar os melhores para desempenhar o cargo público. Logo, com cotas, não seriam apenas os melhores a serem selecionados, e sim os que antigamente ou ainda hoje são desprezados ou marginalizados.
    Em minha opinião, não é justo e seria uma afronta a quem de fato estuda – inclusos nestes vários que não tiveram boas condições de vida – e alcançam a tão sonhada carreira pública.

  47. Rodrigo disse:15 fev 2012 às 2:39 pm · Responder

    Cotas é uma aberração criada para politicagem. Qual é a diferença entre um negro ou um branco com nível superior? Se define talvez as diferenças pela condição financeira, mas nunca pela cor de pele. A própria Constituição expurga qualquer forma de discriminação, e quanto a concurso público só traz diferenciação quanto àqueles que possuem deficiência física. Nada além.
    Daqui a pouco vão criar cotas para grávidas, cotas para idoso, cotas para homossexuais, ou seja, uma infinidade de benesses que não atendem o princípio da eficiência que é almejado pela seleção pública.
    Dedicação e melhor preparação não têm cor!!!

  48. Dayana disse:29 fev 2012 às 10:40 am · Responder

    Sem comentários… Isso é revoltante. Cota para índio, para negro…A questão é: fornecer uma ensino público fundamental digno para todos. Universidade Pública e Concurso Público é para quem tem mérito para passar. Conceder um benefício (abrir a porta dos fundos) para determinado grupo é desmotivar e prejudicar as demais pessoas que de fato se dedicaram e merecem aprovação.

    Mas um jeito estúpido e “tapa buraco”, para tentar resolver a desigualdade do país. Como se resolvesse…

  49. Ubirajara Cândido disse:26 mar 2012 às 5:41 pm · Responder

    Nossos parlamentares ficaram um mês discutindo a Lei da Copa, não chegaram sequer a resolver a questão da bebida alcoólica nos estádios. Como é que podemos ter esperança que conseguiram fazer as várias reformas necessárias para o desenvolvimento do país? Cotas para negros, índios, idosos ou seja lá qual for o projeto, é uma grande vergonha, um remendo mal feito para calar os indignados. O que precisamos é de ensino publico de qualidade para que as pessoas possam disputar uma vaga na universidade ou um concurso publico com igualdade, sem que a cor da pele mais uma vez transforme o igual em desigual.

  50. Rafael disse:30 mar 2012 às 10:08 pm · Responder

    Cotas para negros e índios, vejamos.
    Artigo 5o Caput: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza……inviolabilidade à igualdade…..
    Só aí esse decreto já apresenta desacordo com a nossa Carta Magna, pois afinal de contas nossa Constituição é séria ou é brincadeira?
    Artigo II da Declaração Universal de Direitos Humanos: Toda pessoa tem capacidade de gozar os direitos e as liberdades, sem distinção de qualquer espécie, seja de raçã, cor, sexo, lingua, etc…
    Podemos ver neste sistema de cotas nada mais do que a mais pura e simples manifestação de racismo, de desigualdade, de acharmos que os negros ou índios são “menos” gente do que os brancos. Com isso, estamos reencarnando Hitler, ao acharmos que só uma raça é que presta. Como nossa colega disse, neuronio não tem cor. Acho que todos os que se sentem prejudicados com esse decreto deveriam fazer um manifesto contra esse sistema, inclusive os próprios negros, indios, e também todos aqueles que são vítimas de precinceitos, como os gays, os anões, os obesos, os carecas, ou então, deveria se criar um monte de sistemas de cotas para determinado grupo de pessoas. Vcs podem ver que o preconceito existe em todo lugar, e a todo instante. O que é necessário é se investir em educação publica digna, diminuir os exorbitantes salarios dos nossos representantes do governo (pois com isso sobra dinheiro pra investir nas escolas), acabar com a corrupção, investir o dinheiro apreendido das opreações policiais em educação, ao invés de dar destino que ninguém sabe a esses dinheiros que diariamente são apreendidos, diminuir esses impostos absurdos, enfim, tem um monte de coisas que se pode fazer para investir em educação, e dar a todos os cidadãos a educação que o povo sonha, para enfim, todos terem condições de estudar com igualdade. Falta uma coisa tb: quem deseja passar em concurso publico estuda, quem passa é porque se esforçou, seja negro, branco, ou que raça for.

  51. Rodrigo Assumpção disse:6 abr 2012 às 1:07 pm · Responder

    Sou contra. As cotas devem ser para pessoas comprovadamente pobres. Presumir que todos os negros são pobres é muita hipocrisia, pois eu mesmo conheço vários com boas condições financeiras (ainda bem!).

  52. Luciana disse:9 abr 2012 às 4:52 pm · Responder

    Sou contra. Contra, inclusive, às cotas para universidades.
    Se o governo se comprometesse VERDADEIRAMENTE com uma EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE, não seria necessário cotas em nenhum nível – nem nas universidades, quiçá em concursos públicos.

  53. Kirsh disse:24 abr 2012 às 12:06 pm · Responder

    É inconstitucional por um simples motivo: Cotas, se existissem, deveriam ser para quem é pobre e não para quem é negro. Os negros de modo algum ficariam desemparados, uma vez que, infelizmente, a maioria deles são pobres.

  54. Priscyla disse:24 abr 2012 às 12:37 pm · Responder

    Cotas para acesso às universidades, ao ensino superior até concordo, considerando a defasagem da educação no país, o que a curto e médio prazo nao parece que será resolvido…entao constitui-se numa medida plausivel…agora em concurso público defendo que seja totalmente INCONSTITUCIONAL, uma vez que estamos lidando com TODOS os candidatos com o mínimo exigido para ocupar determinado cargo…se o cargo é de procurador de estado, todos tem que ser formados em direito, com experiencia mínima de três anos e qual a razão para termos cotas para afrodescentes?!?!? O acesso ao cargo é igual para todos, exigindo-se a mesma qualificação técnica de todos…não temos mais ou menos advogados, devido a faculdade que se formou, já que a OAB se ocupa de igualar todos com a prova da ordem…passou na ordem, somos todos advogados, sem distinções…qual razão então de termos tratamento diferenciado para acessarmos concursos públicos!?!?!? não encontro nenhuma razão plausível para essa questão, a não ser querer privilegiar a minoria sem um mínimo de razoabilidade, como exige nossa Carta Magna.

  55. André Brandão disse:25 abr 2012 às 9:48 am · Responder

    Entendo que deva haver cotas raciais no tocante ao acesso a universidade e ao ensino em geral, mas no assunto Concursos Públicoa, as mesmas não se justificam! Se formos pensar no elevado preço da inscricão, o remédio mais adequado não sao as cotas, mas sim a isencao já dada pelo poder publico aos que comprovem a impossibilidade de pagamento sem prejuizo ao sustento proprio e da familia.
    Mas em relacao ao ingresso em cargos e empregos publicos nao vejo necessidade de acoes afirmativas. Caso venham a existir estariam nada mais na menos que afirmando literalmente que os negros não tem capacidade igual aos brancos. Isso é inadmissivel!

    • Ueinstein disse:13 ago 2012 às 7:44 pm · Responder

      Também sou adepto à essa opinião.

  56. SALIM MUFI disse:25 mai 2012 às 6:27 pm · Responder

    O que ira ocorrer nada mais é do que divisão entre (brancos pobres e brancos ricos) ( pretos pobres e pretos ricos) pois serão de qualquer forma aprovados quem tiver a melhor nota .
    Este tipo de separação demonstra que o politico tem preguiça e incompetencia para administrar um bom metodo de ensino e administração publica e ganha muito mais destaque criando uma situação de reativação da memoria racial.
    Os melhores estudantes são aqueles que se alimentam bem, vivem em ambientes familiares armoniosos, e que não precisam acreditar que escola publica não leva a lugar nenhum.
    Quem foi que iniciou este processo vergonhoso de desclassificação socioeconomico.
    Pois somos ou não todos iguais?
    Estudei em escola publica e não fui aprovado, porque não me preparei.
    Tenho 46 anos e tenho mais 30 para me preparar.

  57. Isabelle disse:29 mai 2012 às 3:49 pm · Responder

    Todos falam que as loiras são burras, então elas também merecem uma cota … ISTO É ABSURDO … Só porque o estado do Paraná esta sendo injusto com os candidatos e ninguém faz nada, todo o pais vai cometer o mesmo erro ???

  58. ANTÔNIO JORGE DE OLIVEIRA disse:30 mai 2012 às 9:43 am · Responder

    ESTABELECER COTAS ESTÁ DISTANTE DE SER SOLUÇÃO, MAS COM CERTEZA É UM PALIATIVO, UMA FORMA DE DIMINUIR A DESIGUALDADE NO QUE SE REFERE À EMPREGABILIDADE. SOU A FAVOR, ASSIM COMO SOU A FAFOR DAS COTAS PARA SE INGRESSAR NAS UNIVERSIDADES, MAS PORÉM, MANTENHO RESSALVAS, CREIO QUE ESTAS MEDIDAS DEVEM AGIR APENAS COMO EMERGENCIAIS, O QUE SE PRECISA REALMENTE É DE POLÍTICAS QUE PROPORCIONEM AOS NEGROS E AFRODESCENDENTES CONDIÇÕES DE DISPUTAR EM PÉ DE IGUALDADE COM OS DEMAIS CANDIDATOS, SEJA EM QUAIS SITUAÇÕES FOREM.
    Antônio Jorge é o atual presidende do “CONSELHO MUNICIPAL DE PARTICIPAÇÃOE DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE NEGRA” da cidade de Lençóis Paulista(SP).

  59. Aline disse:10 jun 2012 às 12:28 pm · Responder

    Essa solução é a forma mais discriminatória e incompetente para resolver possíveis problemas raciais.. além de um atestado de incompetência dado pelo Estado, onde já se viu a capacidade intelectual estar ligada cor da cútis!!! Acorda Brasil, invista na base educacional… para não ter que “punir” quem briga por uma vaga nesse mundo competitivo de concurso público… já não basta as injustiças diárias, agora mais uma vez prejudicado, por que o governo não faz a parte dele quando deveria e como meio de “solucionar” sua total falta de competência cria as cotas… meio anódino, que de nada resolve a desigualdade e ainda provoca nos demais um descontentamento, afinal pouco importa a cor da sua pele… quando o sistema funciona, ao invés de assinar um recibo de inaptidão procure adotar medidas sensatas e que vão sanar realmente o problema, tampar o sol com a peneira de nada adianta!!!

  60. Alessandra Rocha disse:11 jun 2012 às 5:54 pm · Responder

    Srs.
    criar cotas não resolve a situação de marginalização de ninguém. Pelo contrário, continua a se perpetuar a injustiça. Se for para se criar cotas, que se crie cotas em função da condição econômica. O que resolverá a situação de todos é uma EDUCAÇÃO PÚBLICA de qualidade. A educação é o vetor de mudança da sociedade, das famílias e das pessoas. É ela que dá uma nova realidade de mudança social. Todas as pessoas são capazes, independente de cor de pele, religião, idade e etc. Outra coisa, a minoria da sociedade é servidor público. A grande massa é de trabalhador privado. Mas uma vez, se demonstra que essa ação não resolve o problema. Porque não se cria cotas nas indústrias, comércio, siderúrgicas e etc. Assim, se universaliza o acesso ao trabalho a todos. Ninguém tem o direito de diminuir as chances de uma pessoa que estuda para concursos. Se continuarmos assim, em breve teremos que abrir cotas para todos os que não se encaixam no sistema de cotas. Educação de qualidade para TODOS JÁ, isso sim vai mudar o Brasil.

  61. camila disse:2 jul 2012 às 7:49 pm · Responder

    Sou do Sul e passei em um concurso federal , minha amiga não tinha sido aprovada até que três questões foram anuladas e ela tirou a nota minima ficando como uma das últimas da lista , como ela entrou pelo regime de cotas foi nomeada e eu fiquei a ver navios mesmo minha nota sendo maior .
    Ela não pegou um livro e é funcionária publica em hospital federal , e impossível não se sentir revoltada

  62. Ueinstein disse:13 ago 2012 às 7:34 pm · Responder

    Sistema de cotas. Enfim, anteriormente tinha um pensamento e posicionamento de que esses sistemas eram desiguais e que iriam manifestar ainda mais o sentimento discriminatório na sociedade, além do mais, o próprio sistema é discriminatório, pois separa brancos, negros e indígenas por questão de cor e etnia.
    Porém, hoje, sou adepto da corrente que vê um lado positivo no sistema de cotas. Temos que ter cotas sim * SOMENTE EM UNIVERSIDADES*, conquanto o direito à educação é de todos e se bem sabemos, há diferença grande em *Ensino de escola Pública e o de escola particular. Mas eis que vem as indagações, -Todo mundo tem potencial, todos com determinação e disciplina podem passar em um vestibular federal, até mesmo um aluno de pública ! – Certamente, podem sim, a questão é, com muito esforço e dedicação, estudando com materiais e conteúdos que a escola e o Poder Público não oferece. Infelizmente, não tem como compararmos esses dois tipos distintos de acadêmicos, e para corrigir esse erro histórico precisamos de um remédio, as costas, que dessa forma, deixam a competição em ponto de igualdade.
    Agora, concursos públicos, não entendo o porquê de cotas para afrodescendentes, não são um grupo desprivilegiado de educação, já faz tempo que o governo proporciona facilidade de ingresso em faculdades públicas e particulares.Concurso é uma questão subjetiva, de vontade, vai da pessoa escolher se quer ser funcionário público ou empregado da iniciativa privada, “cantor ou compositor”, as chances estão aí, na mesma proporcionalidade a todos, é só estudarem o mínimo que garanto irão conseguir a aprovação. Poxa! Não é um direito social – Aprovação em concurso público e vagas exclusivas para afrodescendentes -. Daqui a pouco vão criar mais distinções: Técnico administrativo branco e Técnico Administrativo negro. Se fosse valer dessa regra, teria que ter a classificação de vagas para pessoas com baixo, médio e alto rendimento psicológico.
    Esse projeto afronta a dignidade da pessoa humana, acaba com o respeito e a princípio da não discriminação. Somos iguais, indiferentemente de tudo, temos que melhorar a educação, ensinar a fazer, e não entregar pronto. Sem aprendizado adequado e aperfeiçoamento o nível de qualidade cai.

    Espero que esse projeto de cotas de raça para concurso não vá para frente.

  63. Ueinstein disse:13 ago 2012 às 7:46 pm · Responder

    Perguntinha ?

    Quem é o relator desse projeto de cotas para concursos ?

  64. nexon disse:10 set 2012 às 2:26 am · Responder

    Acho que isso trará muitas brigas, discussões e problemas. Será o famoso “tiro que saiu pela culatra”. Pessoal que fizer vestibular vai ficar fulo da vida, com razão, quando souber que o amigo que estudava com ele, que conseguiu uma nota 8 e deveria estar ao lado dele na sala, não está pq uma pessoa que tirou 5 ocupou aquela vaga só pq é negro. Resultado, o aluno irá tratá-lo mal, evidente, pois ele incorpora a injustiça que ocorreu ali.

    Outra coisa que vai dar problema, aluno em faculdade pública respondendo prova com diversos erros de gramática, pois não precisou estudar pra entrar. Funcionário público que não sabe escrever corretamente ou que n terá conhecimentos básicos por não ter estudado o que precisava. Tanto isso é verdade que essas instituições que cuidam de problemas raciais já estão pleiteando aulas de reforço pra alunos negros que ingressarem na faculdade.

    Antes de mais nada quero dizer que sou pardo e meu irmao é negro. Na verdade o que esse movimento chama de “reversão de desigualdade” nada mais é do uma vingança histórica, uma tentativa de revanche de pessoas que se consideram vítimas da sociedade, ou seja, elas somente querem ter o que os ditos “homens da elite branca” tem. Esse movimento não tem nenhum caráter socio-cultural. Se resume a seguinte colocação “se o branco tem poder e dinheiro, eu tb quero poder e dinheiro”.

    Ao invés de resolver um problema, tenho certeza de que essa lei irá criar (já criou) diversos outros.

  65. Jones disse:17 set 2012 às 8:05 pm · Responder

    Não concordo com sistema de cotas pelo simples fato que estão associando negros com pobreza e, consequentemente, dificuldade educacional; acontece q, se for assim, o Pelé poderia tentar uma vaga no concurso público ou faculdade também, não é? E ele precisa? Melhor seria se tivesse cotas para pobres!!!

  66. Vegard disse:26 set 2012 às 7:19 pm · Responder

    Se negros têm cotas, albinos, ruivos e pessoas com olhos de cores diferentes também devem ter.

    O que mais vejo da UnB, por exemplo, é gente se valendo de cotas para negros simplesmente por terem preguiça de estudar.

    Isso é falta de vergonha na cara. E fazer tribunais raciais é pedir para que os outros se revoltem!

  67. Max disse:25 out 2012 às 9:45 am · Responder

    Não se destrói o preconceito colocando pessoas despreparadas em cargos públicos. Se adotarmos esse princípio, poderemos pensar: quantos juízes travestis nós temos? quantos promotores transexuais? Conforme essa lógica: a solução para educar a sociedade contra a discriminação estaria em garantir facilidade no acesso aos concursos. Entenderam como isso é ridículo?

  68. Míriam disse:29 out 2012 às 8:45 pm · Responder

    Sou branca e vim de uma familia com situação financeira precária, fico horrorizada de ver que não tenho oportunidades de ter um curso superior por ter a pele branca, enquanto tenho amigos da cor morena clara,com situação financeira muito boa que se declaram pardos e estão ocupando as vagas que nosso presidente diz ser para NEGROS. Venho fazer uma apelação, é humilhante para nós brasileiros ser tão discriminados desta forma!!

  69. Vinicius disse:20 nov 2012 às 1:46 pm · Responder

    Ora, se é necessário cota para negros pelas razões apresentadas, quais outras minorias se assemelham ao perfil da discriminação por cor da pele? Quem mais sofre discriminação na hora de conseguir e manter um emprego que justifique o amparo do Estado? O que acontece com os
    índios? Estão aqui muito tempo antes dos negros, inclusive escravizados antes.O que acontece com os homossexuais assumidos? Quantos homossexuais por ai fingem ser héteros para conseguir um emprego, aceitação da sociedade, até constroem uma família padrão. Há países que colocam o homossexualismo como crime. O que acontece com ex presidiários? O que acontece com as pessoas desempregadas com idade superior a 50 anos? O que acontece com os soro positivos? E por ai vai…

    São “minorias” q também possuem dificuldades de conseguir emprego e ser aceitos na sociedade, possuem também discriminação histórica e preconceito velado, no entanto, não possuem cotas. Pior, estão em condição inferior a dos negros, pois não são organizadas como a dos negros
    , as vezes tem até vergonha ou medo de se organizarem. A organização dos negros é tão superior que quase não se encaixa no perfil de minoria comparado as outras, cheio de ativistas importantes, na Rede Globo, no STF, na presidência dos EUA, etc. Possuem até um Ministério. Meu ponto é o seguinte – essa medida, além de tudo que ja foi dito, é uma tremenda injustiça contra as outras
    minorias que não foram reconhecidas nessas cotas por não serem organizadas nem influentes no congresso.

    No meio de tantas minorias, apenas a dos negros se organizou e fez pressão no congresso. Esse é o ponto, se os negros possuem força suficiente para fazer o governo estabelecer cota para eles, é pq já não são tão discriminados em face a outras minorias que nem organizadas são, as vezes por medo. O que vcs que se encaixam nas cotas acham? Apenas vcs merecem cotas? Se essa medida for anunciada e alguém que estiver lendo esse texto achar que faz
    parte de alguma outra minoria, deve procurar a justiça, pois cota para negros abrirá brecha para outras minorias semelhantes, por simples questão de lógica. A não ser que o Ilustre Ministro Presidente do STF ache que apenas os negros mereçam. Quer fazer justiça? Faça direito!

  70. Oswaldo Barros disse:26 dez 2012 às 9:55 pm · Responder

    Também sou contra o sistema de cotas pois denota cada vez mas que o negro é inferior neste pais, vamos sim melhorar o ensino neste paiìs que é precario pois pela constituição todos nos somos iguais perante a lei. Esse sistema não inclui e sim exclui mas ainda a população negras que ja está muito prejudicada por anos .Defendo uma educação de qualidade em que todos: negros, loiros,brancos, asiaticos enfim , todos tenham uma oportunidade de fazer um concurso publico ou vestibular passem por mérito e não por sua cor de pele., temos que ir é na raiz do problema pois no brasil a educação de base ou seja a fundamental ainda está deixando muito a desejar.

  71. Rafael disse:4 fev 2013 às 11:12 pm · Responder

    melhoria das escolas públicas e subsídios às famílias de baixa renda para que eduquem de forma satisfatória seus filhos em todos os aspectos inexiste não é ?

    Por que a Administração pública e o mercado de trabalho tem de absorver mão-de-obra menos qualificada do que a já existente no país, essa resultante da má educação oferecida por décadas.

    Eu acho que essa discriminação foi e ainda é a pior de todas. Não faz sentido classificar as pessoas por cor. Veja nosso renomado STF. Se ele fosse cotista, duvido que teria o mesmo conhecimento que tem.

    Acho que deve haver sim a valorização no negro, pardo, índígena e outras etnias “desfavorecidas” economicamente mas isso deveria ser na educação básica e não de forma a subsidiar o que tem menos condições para exercer determinada função. Poderia ser algo como: aluno afrodescendente ter direito a 2x mais aulas que os que não são e uma ajuda de custo mensal num valor aceitável desde que o aluno tenha frequencia na escola. E não a bolsa família que mal condiciona o bolsita a alguma coisa.
    O Prouni também não é referência mas ainda sim melhor que o bolsa família porque pelo menos no primeiro, o bolsista é obrigado a fazer alguma coisa.

    Já trabalhei em universidade que possui cotas e o que ouvi dos alunos pelos corredores foi de que fulano é cotista, cicrano também e são inferiores, etc.
    Já há discriminação nas universidades que adotaram. Antes quando havia um negro em um curso concorrido ele podia se orgulhar de ter sido aprovado e esfregar na cara de quem quer que fosse discrimina-lo.

    Esse negócio de governo pão e circo a la Hugo Chaves não funciona.
    Ah e não sou tucano, antes de qualquer coisa. O que o governo de São Paulo fez na educação pública com a aprovação automática por aqui nem com 20 anos será consertada. Não é utopia isso. Sou testemunha e professores confessavam para mim. Eram coagidos a aprovar alunos inaptos.

    O que será das universidades referência no país com cotas ?
    Teremos das 100%, pelo menos 50% das vagas destinadas à cotas ou até mais.
    Teremos metade das vagas destinadas a quem de fato “rala” para entrar e nesse grupo também estarão os mais bem preparados das escolas de elite.
    Ou seja teremos o topo do ensino e ao mesmo tempo pessoas sem condições de seguir o curso juntas, na mesma sala ! (ou teremos salas separadas ?)
    Está instaurada a verdadeira discriminação. Ou será que os alunos não cotistas serão solidários em oferecer lugar nos grupos de estudo, grêmios e em outras atividades ?

  72. Domingos Agra disse:17 mar 2013 às 4:35 pm · Responder

    As cotas para afrodescendentes em concursos públicos e em vestibulares são necessárias para atenuar pelo menos um pouco da gritante discriminação que os negros – pretos e pardos – ainda sofrem em nosso país simplesmente pela cor da pele. Desculpe-me, mas penso que só não vê essa discriminação quem não quer. A igualdade é um princípio que precisa ser efetivado, construído na prática e não apenas objeto de discursos.

  73. Edinéia disse:11 abr 2013 às 11:11 am · Responder

    As cotas alimentam ainda mais as disparidades existentes no Brasil. Concordo com as cotas econômico-sociais, estas sim, dão oportunidades para igualação. Sou bolsista pelo PROUNI, e só tive oportunidade de fazer uma boa faculdade devido a esse programa do Governo Federal (não estou aqui exaltando o pensador ou criador do programa, estou apenas expressando minha opinião para que mais políticas públicas que realmente funcionem NO BRASIL continuem a ser pensadas e colocadas em prática!!). Não adianta um país como o Brasil seguir tendências mundiais, apenas porque são tendências mundiais, o foco é na necessidade do país em longo-prazo. Logo, o INVESTIMENTO NAS BASES do ENSINO FUNDAMENTAL é primordial, uma vez que quando comparado com outras nações, a população brasileira tem em média 8 anos, apenas 8 ANOS de estudo, quando EUA está em uma média de quase 17 anos!!! O estudo e investimento em pesquisa e desenvolvimento é a base, não só para uma economia melhor, um país mais rico, mas principalmente uma sociedade MAIS JUSTA e IGUAL! Cotas para negros, índios, gays e etc., em CONCURSOS PÚBLICOS??? Apenas tenho indignação, pois CONCURSOS devem avaliar a capacidade do indivíduo por si só. O único privilegiado será quem estudou e tem conhecimento de causa… nada mais justo – Afinal, não vivem dizendo: “A COR DA PELE/OPÇÃO SEXUAL NÃO QUER DIZER NADA, SOMOS TODOS IGUAIS!”. Portanto, nada mais JUSTO que estudar por igual e concorrer por igual!

  74. ALFREDO DOS REIS HENRIQUES disse:17 abr 2013 às 5:46 pm · Responder

    Será que esses irmãos de cor, de etnia são tão INCAPAZES que precisam de COTAS, ora meus amigos vão estudar e saibam que fator cor não é impeditivo para você alcançar seus objetivos, se assim fosse o DOUTOR JOAQUIM BARBOSA jamais seria presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tenham vergonha e estudem , estudem, estudem e ESTUDEM..

  75. Marco disse:24 jun 2013 às 10:06 pm · Responder

    Sou Afro-descendente, filho de pai negro e avó indígena. Nasci numa pequena casa de madeira, num canto de uma fazenda no interior de São Paulo. Meus pais me abandonaram com 3 anos de idade. Fui criado pelo minha falecida avó. Trabalhei na roça a partir dos 6 anos, colhendo amendoim, algodão e café. Passei fome várias vezes na vida e vivi boa parte da infância comendo inhame e vestindo roupas doadas. Só tive a oportunidade de ganhar um único brinquedo na infância, presente de natal de uma tia: Um carrinho vermelho de plástico. Me perdi na vida, porém nunca deixei de estudar (em colégio público), me recuperei, fui para São Paulo Capital no início da adolescência com 10 reais no bolso (1982), procurei emprego, arrumei, trabalho desde então, fiz 1 faculdade paga, 1 curso técnico especializado em programação de sistemas pago, um MBA em alta tecnologia pago, inúmeros cursos técnicos pagos e gratuitos. Falo Inglês e Espanhol fluente. Paguei pelos dois cursos…Nunca recebi um centavo de ninguém para pagar meus estudos….hoje tenho um excelente salário, pago altos impostos, tenho um ótimo apartamento, uma bela casa de campo, ganho super bem, tenho um grande carro 0 km e vivo a vida que sonhei….Sou chamado pelo governo de RICO…que me quer tirar cada vez mais em impostos e preconceitos…Contudo, sou Afro-descendente, logo cotista e tenho direito ao que todo negro pobre tem, correto? :)

  76. alfredo dos Reis Henriques disse:15 jul 2013 às 8:45 pm · Responder

    Vocês conhecem alguma escola que tenha impedido a matrícula de alguém por: cor, religião, opção sexual, índios ou negros ou seus descendentes. O ocorre que alguns brasileiro é muito “esperto” e querem levar vantagem em tudo inclusive os políticos. O certo é: “Não existe boa escola para aluno displicente e relapsos’, toda escola tem biblioteca mas não tem aluno pesquisando, pois preferem dança, capoeira e outras atividade que as escolas criam para manterem a clientela. Pelo motivo exposto sou totalmente contra as cotas.

  77. RUTE disse:9 set 2013 às 5:00 pm · Responder

    Cotas na universidade ou no concurso é a legalização do racismo!!!
    negro e índio são dotados de inteligencia tanto quanto qualquer outra pessoa, não razão para serem tratados de forma desigual.

  78. RUTE disse:9 set 2013 às 5:05 pm · Responder

    Nasci na zona rural, estudei em escola pública, tb na zona rural, em sala de aula multisseriada, a professora não tinha nem o ensino médio e isso não me impediu de me tornar advogada e passar em concursos públicos. Concorri de forma igual aos demais, pois considero inadmissível que uma pessoa seja incapaz de correr atrás de um ideal.

  79. Rob Taylor disse:16 out 2013 às 3:23 pm · Responder

    Ou cotas, ou caos.

    Cotas Já!

  80. Rob Taylor disse:16 out 2013 às 3:59 pm · Responder

    É triste ver nos comentários pessoas que, fingindo ser negras, declaram-se contra as cotas. Percebe-se que elas nunca sentiram na pele a dor da discriminação, nunca foram xingadas de “preto fedido”, “macaca do cabelo duro”, “domestica analfabeta”. O racismo é sim uma chaga dolorosa para nós, negros. Então é justo que tenhamos reparação.

  81. Fernando S Junior disse:8 nov 2013 às 1:27 am · Responder

    Ok Rob, mas o que isso tem a ver com concurso público? Os concursos públicos são de acesso universal, não há discriminação. Se for branco, negro, índio não vai fazer diferença. Sendo negro, se passares em primeiro lugar, irão chamar-te por primeiro. Se formos criar cotas para todas as pessoas discriminadas teríamos que criar cotas para gordos também, só para exemplo, afinal quem nunca viu uma pessoa gorda ser chamada de baleia ou coisa parecida. Poderia dar outros exemplos, pessoas feias também sentem esse preconceito, eu mesmo já senti isso, afinal não sou a lindeza em pessoa. Vamos criar cotas para todas essas pessoas? Não há sustentação lógica para criar um sistema diferenciado para o serviço público via concurso. Se for preciso criar cotas, que seja em locais de trabalho que podem diferenciar por preconceito, por exemplo no serviço público de livre nomeação.

  82. ALEX disse:9 nov 2013 às 11:05 am · Responder

    Justificam que as cotas seriam para compensar o regime de escravidão. Punem os brancos brasileiros do ano de 2013, sobretudo os pobres, por um regime infeliz (findo há 125 anos) que a própria África negra ajudou a construir. Neste sentido, veja o que constatou o jornalista e escritor LEANDRO NARLOCH, na obra GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL: “Com a venda de escravos, alguns reinos africanos viraram impérios, como o reino de Kano, na atual Nigéria. Quando os portugueses chegaram à região, em 1471, para comprar ouro direto da fonte em vez de obtê-lo por intermediários árabes, Kano já era um território enriquecido havia um século pela venda de ouro, escravos, sal e couro. Em outras regiões, a escravidão era uma cultura estabelecida com tanta força que camponeses pagavam impostos ao Estado central usando escravos como moeda. Esse sistema facilitava a obtenção de escravos que seriam vendidos a europeus, Americanos e árabes. Para conseguir comprar ouro nessa região, os portugueses precisaram arranjar escravos como moeda de troca. Estima-se que, entre 1500 e 1535, eles compraram cerca de 10 mil cativos no golfo do Benin apenas para trocá-los por ouro na própria África. Entraram em contato com os costumes locais e se tornaram escravistas”.

  83. MARIO disse:9 nov 2013 às 5:40 pm · Responder

    Cotas já!!!

    Seria diferente se eu fosse mauricinho
    Criado a sustagem e leite ninho
    Colégio particular depois faculdade
    Não, não é essa minha realidade

  84. Vanderlan disse:28 jan 2014 às 3:35 am · Responder

    Não considero a cor da pele um empecilho à aprovação em concurso público. A condição social e a falta de investimento do setor público são mais relevantes, por exemplo, sou de família negra e pobre, sofro privações, mas porquê? Por falta de investimento do Poder Público. Não precisamos de cotas! Precisamos de um ensino de qualidade, investimento no ser humano em sua integralidade. Tapar o sol com a peneira… não é a solução.

  85. paulo disse:6 fev 2014 às 6:54 pm · Responder

    Pessoal vamos estudar para concursos!

  86. NascimentoMT disse:12 fev 2014 às 5:49 pm · Responder

    Para melhorar a cota:
    Educação integral nas escolas públicas desde a educação básica;
    Professores capacitados e com altos salários;
    Material didático elaborado por especialistas no assunto;
    Salas de aula com ar condicionado em todos os níveis sociais;
    Alimentação balanceada para os estudantes;
    Reforço em exatas;
    Noções de cidadania;

    Melhorando isto na escola pública desde a base, sou a favor de cotas sim.

  87. NascimentoMT disse:12 fev 2014 às 5:56 pm · Responder

    Esqueci ainda:
    Bibliotecas com livros e autores renomados;
    Material digital para auxiliar os professores;
    Sistema informatizado nas salas de aula, em todas escolas;
    Provas semanais, de preferencia no final de semana, a fim de avaliar os alunos;
    Noções de Politica ( sem ideologia partidária);
    Noções de Constituição;
    Acompanhamento psicológico nas escolas;

    Oferecendo isto desde a base escolar, sou a favor das cotas sim.

  88. MATHEUS disse:17 fev 2014 às 1:07 pm · Responder

    Cotas em concurso público é uma verdadeira afronta a sociedade brasileira e desrespeito a quem estuda de verdade. A sociedade repugna de tal forma as cotas em concurso público que a percentagem é a mesma dos que foram contra cassação dos poderes de investigação do Ministério Público. Acho esse projeto um absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!

  89. Wander disse:27 mar 2014 às 9:02 pm · Responder

    Não creio ser este o melhor caminho para combater as desigualdades. O concurso deve contemplar os que mais se prepararam para um cargo, independente de raça e condição social. Creio que o que precisa existir e dar condições para que todos possam competir em igualdade. Privilegiar uns em detrimento de outros não melhora a sociedade e também creio ser injustiça para todo aquele que luta para ter um cargo público. Temos que combater toda a forma de injustiça se quisermos um mundo melhor para todos. Ao invés de criar leis para atender a um determinado seguimento, vamos dar condições para cada um mostrar o que pode fazer através do seu próprio esforço.

  90. Lígia disse:13 abr 2014 às 2:28 am · Responder

    Como ter cota para negros no Brasil por conta da escravidão se a cor não define a origem?
    Ou podemos afirmar que quem têm a pele negra descende de escravos e quem têm a pele branca não?
    Eu por exemplo, quando busco minha filha morena (sou branca com avós negros) vejo avós negros buscando netos loiros de olhos claros e sem traços negros, e mãe negra de filho branco e olhos azuis.
    Me ajuda aí!!!

  91. Maria disse:3 jun 2014 às 9:42 pm · Responder

    Essa história de ações afirmativas….muito bom. Parabéns! Quero saber onde estão as cotas para as mulheres, que também possuem um passado histórico de privações e diferenças sociais. E os menos favorecidos financeiramente, que não estão inscritos em um passado de diferenças, mas em um presente de privações. Poupem-me desse bla bla bla. Ações de promoção de equidade para uma boa formação são de extrema valia, porém compensar a defasagem da EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA que é um PROBLEMA e que atinge não só os negros, mas grande parcela da população empurrando uma parcela da população no mercado de trabalho por meio de cotas é um demais!!!!!!! Socorro, que país é este??????? Alguém aí já pesquisou quanto da nossa população brasileira dará votos a essas políticas para promoção de partidos????? Só pode ser essa a explicação para essa ignorância tamanha. Só podem ser dados estatísticos para eleições. Sou mulher, passei por muitos problemas financeiros na infância, fiz escola pública, sou filha de nordestinos (quer mais preconceito do que isso? QUERO COTAS TAMBÉM!!!!).

  92. Rafhael disse:10 jun 2014 às 3:54 pm · Responder

    Isso porque os brancos, amarelos, vermelhos, cor de rosa nascem, necessariamente, ricos e privilegiados!
    E os afrodescendentes que sempre estudaram em colégios particulares serão ainda mais beneficiados, em detrimento dos que sempre lutaram pela meritocracia. “Resolver” uma injustiça com outra só fomenta o segregacionismo!

  93. Rodolfo disse:13 jun 2014 às 7:11 pm · Responder

    Não vou ser beneficiado pelas cotas, mas as apoio; afinal, essas pessoas passam por muito mais dificuldades do que um concurseiro médio e, portanto, merecem um tratamento que considere seus obstáculos.

  94. Rita Maria Hilel Rangel Barbosa disse:22 jun 2014 às 2:45 pm · Responder

    Sou contra cotas raciais em concursos públicos. Nasci em pobreza extrema, passei fome, morei em barraco de madeira, sofri muito para estudar. Comecei a trabalhar com 14 anos e fiz meu primeiro concurso em 1978 para o antigo Banco Banerj. Passei em primeiro lugar. Isso trabalhando durante o dia e estudando à noite, numa época que sequer existia vale transporte para ir ao trabalho. Muitas das vezes andei mais de hora para chegar às 7 da manhã para trabalhar. Aos 42 anos estudei feito louca e passei para o TRT, mérito meu!!!!! agora, aos 55 anos estou debruçada nos livros para fazer concurso para juiz do trabalho e, além da concorrência normal ainda tenho que dar 20% das vagas porque sou branca????? discordo plenamente!!! A política correta é oferecer escola para todos de bom nível e, quem quiser, como eu quis, lutar para crescer e sair da miséria. Me sinto injustiçada! Quero cota para quem ralou a vida inteira para conseguir compara uma casa, um carro e criar os filhos com dignidade! E que tal cota para idosos? assim, vou esperar completar 60 anos e fazer concurso para juiz!!!!!!!

  95. Marco Oliveira disse:24 jul 2014 às 8:34 pm · Responder

    Primeiramente quero deixar claro que sou branco.Chega a ser engraçado as pessoas falarem de cotas para negros um absurdo,mas muitos aí acredito eu são os primeiros a olharem de cara “feia” qdo avista um negro em um restaurante bacana,sonham em ver seus filhos bem casados mas não tem no imaginário um(a) negro(a),comerciais de tv onde existem sempre 1 pessoa negra ou não,essas cotas devem existir SIM é uma reparação social que este país deve a todos os afrodescendentes que por sua história de contribuição neste país que vc habita foi muito discriminado e não teve a sua devida importância,agora imagine se nada disso tivesse ocorrido e todos estivessem vivendo em harmonia social,negros em cargos em que batalhou para estar e os brancos também,o que está em questão é que não estamos falando em competência mas sim em igualdade e “acertando contas” com pessoas que têm a mesma e muita importância no crescimento deste país.Vivemos em um país hipócrita onde as pessoas dizem não ser preconceituosas por terem amigos negros mas ao mesmo tempo qdo vê um negro que não conhece se “esconde”.Faço uma pergunta a todos;como seria a sua reação se amanhã as novelas,filmes e propagandas tivessem apenas 1 ou 2 brancos e o resto de pessoas talentosas negras,sendo que seria o inverso da nossa realidade hj,ou vc acredita que não há profissionais negros que podem perfeitamente capacitados para tais cargos?

  96. Rock disse:11 ago 2014 às 10:04 am · Responder

    O Brasil é um lixo mesmo, como pode algo assim ser aprovado. Discriminação total, um negro ou um pardo pode se sair melhor que um branco em um concurso tranquilamente, o esforço dele nos estudos é quem iria mostrar quem realmente merecia a vaga e não sua cor. Lamentável, discriminação com o branco, pode? é bonito? E se a cota fosse de 20% para os brancos?

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