Novidades sobre Concursos Públicos 2: Denúncia de Favorecimento e Requisito Temporal

Por  •  12 jul 2010  •  Notícias  •  7 Comentários

TJ-MG Prestará Esclarecimentos Sobre Denúncia
Em mais um capítulo relacionado aos questionamentos envolvendo o último concurso público para o cargo de Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o Conselho Nacional de Justiça determinou a intimação do TJ mineiro para a apresentação de esclarecimentos. O questionamento em curso envolve a alegação de favorecimento a alguns candidatos aprovados. O Ministério Público também vem promovendo investigações. O presente concurso público já contou com questionamentos em outras fases, os quais passaram pelo CNJ e chegaram até o STF, envolvendo matérias como os efeitos da nota de corte. Vamos aguardar o resultado, na torcida para que prevaleça o respeito aos princípios constitucionais da Administração Pública, inclusive enquanto meio de fortalecimento do democrático e eficiente mecanismo do concurso público.

STF Enfrentará mais um Debate Sobre Requisito de Tempo de Atividade Jurídica
O Supremo Tribunal Federal recebeu mais um requerimento que suscita a discussão sobre os três anos de atividade jurídica, por parte de candidatos ao concurso público para o cargo de Promotor de Justiça. O debate em questão envolve o momento a ser considerado para o cumprimento do referido requisito, ou seja, se corresponde ao ato da inscrição, preliminar ou definitiva, ou à posse. No caso, uma candidata ao concurso público do MP de Sergipe sustentou a tese de que seria o ato de posse, tendo obtido liminar junto ao Tribunal de Justiça, decisão esta que foi questionada no STF. O relator da matéria será o Min Dias Toffoli. Seguramente, a partir da solução deste processo, teremos mais um parâmetro importante sobre o tema, inclusive de modo a proporcionar segurança jurídica para os candidatos e bancas examinadoras de concursos públicos.

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  1. Fernando Rodrigues Trindade Ferreira disse:12 jul 2010 às 10:02 pm · Responder

    Estou com o seguinte problema: Dia 12/04 e 13/04 ocorreu a reopção de curso na UFOP,e um dos pré-requisitos era ter cursado 10% da carga horária do curso,mas como sou bolsista do NACE / JM,tenho 144 horas de atividades extras,no que concretizaria em +/- 15% de carga horária do curso atual.Mas no dia 14/04 fiz o requerimento dessas horas extras na seção de ensino do campus UFOP/JM.Então dia 20/04 e 21/04 foi reaberta a inscrição de reopção,devido o baixo número de candidatos inscritos.
    Mas houve um pequeno problema,essas horas extras só foram entrar no sistema dia 05/05, após a reunião do colegiado do curso .E o resultado da reopção foi divulgado dia 04/05, um dia antes da reunião.Portanto
    meu pedido de reopção foi INDEFERIDO,pela falta de carga horária.
    Já fiz um requerimento de uma nova avaliação do meu requerimento na PROGRAD, e eles “não estão querendo
    aceitar minha transferencia para o curso de eng computação”,alegando que eu não cumpri o pré requisito de ter os 10% da carga horária do curso atual.
    Não foi da minha parte a culpa de o colegiado do curso de Sistemas de Informação,ter atrasado a reunião.Com tudo isso,fui prejudicado com a “Burocracia” e pela falta de comunicação em tempo hábil por parte do campus UFOP/OP com o campus UFOP/JM .
    No dia em que saiu o Edital n 11 ,de reopção de curso na UFOP, procurei a secretaria de ensino do campus UFOP/JM, e expliquei ao Tec Administrativo Eduardo sobre minha situação,então ele me indicou em fazer um requerimento dessas carga horária.

    O que eu pude fazer já foi feito,que é ter feito o requerimento dia 14/04, 07 dias antes da reabertura do prazo das inscrições de reopção de curso,e fazer este requerimento.

    Quero justiça… Cadê a imprensa…

    • Rogerio Neiva disse:12 jul 2010 às 10:30 pm · Responder

      Caro Fernando, compreendo sua angústia e, pelo relato apresentado, seu inconformismo é mais do que legítimo.
      Acredito que os caminhos naturais sejam o esgotamento das possibilidades na esfera administrativa e, não havendo resultado, partir para esfera judicial. Se não pode esperar o esgotamento da via administrativa, então que se parta logo para a via judicial. Portanto, sugiro o seguinte: 1o, veja se cabe mais algum recurso para algum órgão superior ao que analisou o seu requerimento. Inclusive, sugiro que tente conversar com o Procurador Federal que atua na Universidade, pois se ele se convencer da ilegalidade do ato praticado pode intervir, inclusive pelo fato de que ele terá que, num questionamento judicial, defender a instituição, de modo que pode querer atuar para poupar trabalho futuro; 2o, se a via administrativa é inviável, ou tiver sido esgotada, a solução seria ajuizar alguma ação, como o mandado de segurança ou a ação anulatória de ato administrativo. Se você não pode pagar advogado procure a Defensoria Pública da UNião, eles são bastante atenciosos e atuantes. No mais me mantenho à disposição para alguma orientação que possa ajudar e desejo que consiga superar o obstáculo que lhe foi imposto. Abcs! Rogerio Neiva

      • Fernando Rodrigues Trindade disse:13 jul 2010 às 10:07 am · Responder

        Rogério Neiva,
        Não tenho condições para pagar um advogado,e na universidade Federal de Ouro Preto não tem Procurador Federal.Então não sei o que fazer,pois desde o dia 04/05/2010,estou entrando com interposição de recurso,por causa deste indeferimento.Mas a Universidade continua alegando que o errado da história continua sendo eu.Então não posso esperar por muito tempo,pois as aulas da UFOP começarão dia 09/08/2010.Você tm algo a fazer por mim? Desde já agradeço sua compreenção…

        • Rogerio Neiva disse:14 jul 2010 às 12:07 am · Responder

          Caro Fernando, segundo consta na estrutura da Universidade, há um Procurador Federal responsável, que seria o Dr Marconi Alvim Moreira. Sugiro que tente marcar uma audiência com ele. Se não conseguir, sugiro um contato com a ouvidoria da Procuradoria Geral Federal (http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateTexto.aspx?idConteudo=74584&id_site=779). Se não resolver e como não tem condições de contratar advogado, procure a Defensoria Pública da União. Imagino que estes sejam os caminhos. Espero ter ajudado e desejo êxito na solução do problema. Rogerio Neiva

  2. Márcio Souza Silva disse:12 jul 2010 às 10:14 pm · Responder

    Gente…que coisa fizeram com esse aluno da UFOP.
    Rogério Neiva,esse caso deve ser publicado em jornal de grande circulação.
    Uma faculdade não pode fazer isso com o aluno.Cadê a transparencia
    do marcketing da universidade.!!!!!!!

    Justiça é para ser feita

  3. Jorge disse:13 jul 2010 às 12:20 am · Responder

    Professor, tenho acompanhado as excelentes matérias do blog…
    Sabe nos informar o número dessa ação em que haverá debate sobre o critério temporal da contagem do tempo de atividade jurídica?
    Att.

  4. Ricardo Mendes disse:13 jul 2010 às 10:12 am · Responder

    Queria que a justiça fosse feita,meu amigo Fernando não pode ficar prejudicado pelo atraso nas informações da universidade.Tem gente que abusa do poder e pisam nos alunos.
    Fernando,vá em frete,confio em você e sei que não desistirá facilmente.

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