O Enem está na ordem do dia. Muitas pessoas estão se manifestando e opinando sobre o tema. Diante do complexo cenário estabelecido, algumas considerações exigem avaliação e reflexão. E digo complexo cenário por envolver diversas variáveis.
Primeiramente, é preciso que se compreenda que, em termos psicopedagógicos, o Enem envolve um modelo bem distinto do vestibular tradicional. As provas contam com um caráter bem mais operatório e bem menos conteudista. Isto significa, em termos práticos e de mais fácil compreensão, mais raciocínio e menos decoreba.
Daí porque muitos estudiosos e especialistas em educação consideram o Enem mais inclusivo que o vestibular. Ou seja, como dizem alguns, é a porta de entrada para a Universidade Pública, por parte dos estudantes mais limitados economicamente, que não podem pagar escolas particulares e cursinho pré-vestibular.
Obviamente que há muita gente que não gosta de um Exame que busca quebrar padrões elitistas. E aí entra uma primeira variável de caráter político no cenário.
Mas há outras variáveis políticas. Acabamos de sair de um disputado período eleitoral e, de forma legítima e natural, os derrotados não poderiam perder a oportunidade de, ainda que de maneira não muito explícita, criticar o Governo. Some-se a isto a composição da nova equipe ministerial e, também de forma legítima e natural, muitos ministráveis interessados em desgastar o atual Ministro da Educação.
Não bastasse todo este cenário, considero que em torno do Enem se trava uma outra disputa, de natureza não político-partidária, mas institucional, envolvendo dois atores de grande importância: a Defensoria Pública e Ministério Público Federal.
Não é de hoje, e não acredito que termine tão cedo, a disputa entre estas duas instituições pela tutela de interesses transindividuais. Tal disputa se trava no campo político-legislativo, judicial e doutrinário.
Particularmente, quanto mais agentes institucionais existirem zelando pelos direitos transindividuais melhor.
Só não sei como fica, em todo este contexto, a preocupação com a educação brasileira.











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Interessante a posição, só não credito a oposição a crítica mas sim a esses outros interesses. Respondo: A educação vai de mal a pior! Espero que a sua presidenta olhe pra ela.