Relato do Aprovado no Concurso Público (20a. ed.)

Por  •  10 dez 2009  •  Relato do Aprovado  •  Nenhum Comentário

Nome do Candidato de Êxito: Candice Sousa Costa

Cargo: Procuradora Federal

Meu nome é Candice Sousa Costa, tenho 27 anos e sou Procuradora Federal, lotada na Agencia Nacional de Energia Eletrica – ANEEL. Nasci no Piauí, em Teresina, cidade na qual morei com minha família até vir para Brasília, ao tomar posse em outubro de 2006.

Me formei em Direito pela Universidade Federal do Piaui – UFPI em março de 2005, mas a essa época já era antiga a minha história com os concursos! Mal recebi o resultado da aprovação no vestibular e já comecei a prestar as primeiras provas para cargos de nível médio. A partir da metade da graduação comecei a fazer os concursos para Analista Judiciário. A intenção na época era apenas ter algum trabalho e ganhar algum dinheiro paralelamente à universidade. Fui aprovada para o IBGE, CEF, Técnico do TRF da 1a. Região, Técnico do TRE/PI e Analista Judiciário do TRT/MA, TRT/PI, TRE/PI, TRE/MA e MPU. Assim, ainda no primeiro período da universidade, aos 18 anos, já estava em um cargo temporário no IBGE, sendo que aos 21 anos tomei posse como Técnica Judiciária na Justiça Federal do Piauí (TRF 1a. Região), cargo que deixei apenas quando vim para a AGU. Isso me deu uma boa experi6encia de serviço público, antes do desafio de ocupar o cargo atual.

Sempre planejei que seria Procuradora Federal depois que me formasse, mas achava que antes seria Analista Judiciária, pois acreditava que assim estaria subindo um degrau por vez, o que seria mais fácil. Mas na verdade, a cada concurso para Analista que passava, sofria um desestímulo enorme, pois apesar de ficar bem classificada, sabia que não seria nomeada, pois as vagas para as quais concorria, ou seja, no Nordeste, eram poucas. Registro que só fui nomeada em um destes concursos. Ainda quanto a esta experiência, destaco que uma ou duas questões na prova faziam toda a diferença entre ser nomeada ou simplesmente aprovada.

O que me entristecia muito era ver que eu estava sempre estudando bem menos que os outros concorrentes que eu conhecia, em razão da jornada de trabalho à qual me submetia. Mas não deixava de acreditar em mim por isso, de modo que buscava programar meus estudos conforme o meu tempo, procurando ser mais objetiva e focar no que era realmente fundamental.

Assim, ao ver o edital de Procurador Federal em novembro de 2005, decidi que ia estudar e passar nesse concurso. Estava muito infeliz com meu trabalho como Técnica Judiciária. Mas as provas já seriam em janeiro de 2006! Como não tinha tempo a perder,estudei bastante durante o recesso da Justiça Federal. Lembro que na noite de Natal minha mãe me tirou dos livros apenas à meia-noite em função da ceia. Marquei férias para janeiro e continuei nesse ritmo até a data da primeira fase.

Registro que sempre tirei férias para estudar! Nesse período, acredito que chegava a estudar umas 15 horas por dia. Isso era preciso, pois quando não estava de férias trabalhava 7 horas por dia e não conseguia estudar mais do que 3 horas no período noturno, pois já estava muito cansada. Mas, ao mesmo tempo, estava feliz, pois a vontade de passar era maior que tudo na vida.
Costumo dizer que passar em um bom concurso só depende da vontade. Se ela for bem grande, certamente você vai conseguir. Isso porque a vontade de passar tem que ser maior do que todas as pequenas vontades de fazer qualquer outra coisa que temos todos os dias. O período de concentração total, quando já existe a pressão do edital lançado, deve ser um período um pouco egoísta também. A família vai ser deixada um pouco de lado, alguns amigos vão se chatear porque você não vai comparecer a festas de aniversário, formaturas ou casamentos. Mas isso é preciso e vale muito a pena! A minha vontade superou o problema da falta de tempo para estudar, o qual me acompanhava desde os tempos da Universidade.

O dia em que recebi o resultado, isto é, no dia 10 de marco de 2006, foi de muita alegria. Tinha conseguido folga no trabalho na véspera para ir ao interior do Maranhão conhecer a cidade para a qual eu tinha sido nomeada Analista do TRE. Voltado muito triste, pois seria muito difícil se não passasse na AGU e tivesse que me mudar para lá. Mas fui acordada com um telefonema contando a maravilhosa novidade. Minha mãe gritava de alegria e eu mal conseguia acreditar. Passei o resto do dia recebendo ligações dos meus amigos me parabenizando. Acho que chorei sem parar durante umas cinco horas. Preparamos dois dias de festas!
A minha paixão pela advocacia pública é enorme e cresce a cada dia. Estimulo e recomendo forças a todos que pretendem abraçar esta carreira.

Para concluir, manifesto meus votos de sucesso aos leitores do blog do Prof. Rogerio Neiva!

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