Uma Trajetória de Êxito: Relato de candidato aprovado (12a. ed.)

Por  •  15 out 2009  •  Relato do Aprovado  •  Nenhum Comentário

O post abaixo faz parte de pauta do Blog que traz relatos de candidatos que lograram êxito na aprovação no concurso. Se você tiver alguma sugestão de canditato de êxito, faça a indicação no campo de comentários, deixando os seus contatos e do candidato indicado.

Nome do Candidato de Êxito: Audrey Chocair Vaz

Cargo: Juíza do Trabalho

Meu nome é Audrey Chocair Vaz, tenho 36 anos e ocupo o cargo de Juíza do Trabalho. Sou casada e tenho um filho de 7 anos. Nasci e cresci na cidade de Belo Horizonte e atuo na 10ª Região da Justiça do Trabalho.

Sou formada em Direito, tendo concluído minha graduação no ano de 1999. Antes de passar no concurso de Juiz, trabalhava como Professora e Advogada Militante. Apenas prestava o concurso da Magistratura, o qual correspondia ao meu objetivo principal.

Passei no concurso em agosto de 2006, tendo tomado posse cerca de 1 mês depois.

Iniciei a preparação por volta de janeiro de 2005. Montei um planejamento de estudos, porém não muito detalhado. Assim, considerando as matérias e conteúdos do programa do concurso, organizei uma bibliografia e procurava investir um tempo maior nas matérias em relação às quais contava com um domínio menor. Por outro lado, como ministrava aulas de Direito Constitucional e Direito do Trabalho, dava uma ênfase menor a essas matérias.

Ainda sobre este planejamento de estudos, não contava com uma precisão dos dias da semana em que estudaria cada matéria, inclusive pela dificuldade da minha rotina, em função do meu trabalho como professora e advogada. Mas considero importante que o candidato tenha este cuidado.

Nunca fiz cursos preparatórios. Participava de grupos de estudos virtuais na internet e entendo que isto me ajudou bastante, não apenas pelos temas debatidos, os quais caíam em provas, mas também pelas dicas e pelo aspecto motivacional.

Tinha o hábito de estudar em casa e na biblioteca. Geralmente estudava 10 horas por semana, mas nos recessos escolares intensificava bastante este ritmo de estudos.

Ao longo da minha trajetória de candidata, passei por alguns momentos de desânimo, principalmente quando eram divulgados os resultados das provas objetiva e não passava. As provas objetivas eram verdadeiros obstáculos para mim, pois entendo que tinha mais facilidade com as provas dissertativas.

Cheguei a pensar que não passaria, principalmente quando não conseguia a aprovação por poucos pontos. Mas nestes momentos, dois aspectos eram fundamentais. Por um lado, o incentivo que recebia do meu marido, o qual procurava sempre me convencer de que passaria. Por outro lado, eu tomava a atitude de olhar para outros candidatos que eram aprovados e pensar “se ele pode, por que não posso?”. Neste sentido, registro que considero muito importante a iniciativa do Prof. Rogerio Neiva, no sentido de levar estes relatos aos candidatos, para que se convençam da viabilidade da aprovação.

Uma das principais dificuldades que tive foi conciliar os estudos com a vida familiar. Para as mulheres, que são esposas e mães, entendo que ficamos divididas entre o estudo e a família. Houve uma ocasião, entre a terceira etapa do concurso e a prova oral, na qual fiquei cerca de 2 semanas quase sem ver o meu filho. Não foi fácil, mas sabia que aquele sacrifício era provisório. Outra dificuldade que destaco era a administração dos custos da vida de um concurseiro. Da bibliografia até a inscrição, não há nada barato.

Soube da notícia da aprovação olhando o resultado na internet. Fui dominada por uma intensa felicidade e por um grande alívio, ou seja, uma sensação de que a partir daquele momento estava tudo ok, pois eu tinha cumprido a minha missão de passar no concurso. Foi muito bom, trata-se de sentimentos até difíceis de descrever. Logo que recebi a notícia avisei o meu marido e em seguida meus familiares.

Para comemorar, me tranquei sozinha no quarto e comecei a orar. Orei bastante para agradecer. Aquele era um momento exclusivamente que só pertencia a mim e a Deus.

Quanto aos conselhos aos candidatos, tenho algumas recomendações. Primeiramente, considero que o candidato deve tomar a atitude de encarar todas as matérias da mesma forma, procurando entender que não existe matéria mais difícil ou mais fácil, pois todas podem ser estudadas e compreendidas. Também entendo que no momento da prova o candidato deve estar focado. Tenho a convicção de que fui reprovada numa prova por não estar concentrada e estar envolvida com problemas e questões familiares. No dia da prova e nos dias de véspera o candidato deve estar com a cabeça e atenção voltadas para o concurso. Como última recomendação, acredito que nas questões dissertativas o candidato precisa mostrar algum diferencial, não apresentando apenas o conhecimento básico comumente apresentado por todos, pois é aí que irá conquistar o examinador.

Por fim, manifesto meus votos de sucesso aos candidatos leitores do Blog do Prof Rogerio!!!

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